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Dr. Roger Abdelmassih é preso por abuso sexual

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (17) o médico Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

A prisão ocorreu por volta das 15h30 na clínica mantida pelo profissional na Avenida Brasil, na Zona Sul de São Paulo. Ele foi levado para a 1ª Delegacia Seccional, na Rua Aurora, no Centro.

A prisão foi decretada pelo juiz Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal da capital paulista. De acordo com o TJ, a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo foi recebida pelo juiz, que instaurou processo criminal para análise das acusações contra Abdelmassih.

O médico foi indiciado em junho pela Polícia Civil, sob suspeita de estupro e atentado violento ao pudor contra suas pacientes.

O advogado José Luis Oliveira Lima, que defende Abdelmassih, confirmou a prisão e disse que vai conceder coletiva à imprensa no fim da tarde na delegacia onde o cliente está detido. Ele não quis adiantar comentários sobre a prisão.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) abriu 51 processos ético-profissionais contra profissional. De acordo com a assessoria de imprensa do Cremesp, a abertura dos processos foi decidida na sexta-feira (7), em reunião plenária do conselho.

Os processos, todos individuais, estão relacionados a cada uma das vítimas que apresentaram denúncia ao Cremesp. Até terça-feira (11), o conselho informou que não tinha informações sobre se o médico foi notificado de cada um dos processos.

Eles foram originados de sindicâncias abertas conforme as pacientes que relataram ter sofrido abusos procuraram o conselho. As vítimas foram encaminhadas pelo Ministério Público durante as investigações do caso.

Na terça-feira, o advogado José Luis Oliveira Lima informou que a transformação das sindicâncias em processos é um movimento normal e que ele e seu cliente estão tranquilos em relação ao andamento dos processos.

Histórico

As investigações começaram a ser feitas no início do ano passado, quando ex-pacientes procuraram o Gaeco, um grupo especial do Ministério Público. A maior parte das pacientes tem idades entre 30 e 45 anos e são de vários estados do país. O relato mais antigo é de 1994 e há outros de 2005, 2006 e 2007. Algumas chegaram a procurar a polícia na época, mas a maioria só se manifestou após ver os relatos na imprensa.

De acordo com a Promotoria, os relatos das pacientes são muito parecidos quanto à forma de abordagem no consultório. Os supostos ataques ocorreriam quando as pacientes estavam voltando da sedação ou até mesmo sem estarem sedadas e em momentos quando não havia outra pessoa na sala. Os promotores tentaram denunciar o médico no ano passado, mas a Justiça não aceitou a denúncia justificando que os promotores não tinham poder para investigar. O caso foi encaminhado para a polícia, naquela ocasião.

Dr Abdelmassih indiciado por estupro

O especialista em reprodução assistida Roger Abdelmassih foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira, 23,  por estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes. Com indiciamento, a polícia expressa convicção de que Abdelmassih é o responsável por abusos contra pacientes.

Elas relataram à polícia e ao Ministério Público situações em que o médico as beijou a força e passou a mão em seus corpos durante o atendimento, entre outros atos libidinosos. Pelo menos um caso de estupro também constou da investigação. Agora, o inquérito será relatado à Justiça e encaminhado ao Ministério Público.

Abdelmassih chegou volta das 8h30 para prestar depoimento na 1ª Delegacia da Mulher, no centro de São Paulo, antes da abertura do atendimento ao público, e entrou calado no prédio da rua Bittencourt Rodrigues. Depois de alojado em uma sala que teve as persianas fechadas, permaneceu calado por orientação de seus advogados.

Em despacho proferido em março, a ministra Ellen Gracie havia decidido que especialista em fertilização assistida só deveria ser ouvido pela polícia após conhecer a identidade das mulheres, mas não poderia divulgá-las.

Abdelmassih deixou o a delegacia sem dar entrevistas, pelos fundos, por meio das instalações do Centro de Referência da Mulher, que dão para a movimentada rua 25 de março.

AE

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