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HOMEOPATIA CONTRA A DENGUE

Leia também: Citronela combate o mosquito da Dengue

Receita homeopática capaz de nos aliviar da dengue que assola o Rio de Janeiro.

A receita está assinada pela Dra. Ana Teresa Doria Dreux, ex-presidente do Instituto Hahnemanniano. Outro médico carioca, Dr. Cláudio Araújo, informa que a homeopatia pode, sim, tratar todos os casos de dengue com sucesso e, se não existe propriamente uma “vacina homeopática”, os remédios são capazes de prevenir ou abrandar os danos.

O médico oferece remédios diferentes daqueles prescritos pela Dra. Ana Tereza e esclarece que qualquer pessoa pode tomar a fórmula homeopática; esta não interage com nenhum medicamento de uso contínuo ou que porventura esteja sendo utilizado. ( veja nota no “post” abaixo sobre o Dr.Cláudio Araújo)

Cardiopatas, diabéticos, gestantes, crianças e idosos podem utilizar os remédios, pois não há contra-indicação nem efeitos colaterais.

FÓRMULA DA DRA. ANA TERESA DREUX

Composição:
RHUS TOX.
EUPATORIUM perf.
CHINA off.
LEDUM PALUSTRE
GELSEMIUM
5CH/ aã
Pode ser feita em glóbulos (sacarose) , tabletes (lactose) ou gotas
(alcoolatura a 30 ou 70%) em QUALQUER farmácia homeopática ,
colocando ao lado dos componentes acima a forma de apresentação:
Glóbulos ou tabletes, 12g; gotas 15ml.
Pode ser usado como preventivo do dengue desta forma:
-tomar 3 globulos ou tabletes ou gotas UMA VEZ AO DIA enquanto
durar a temporada DA epidemia. Isto tanto para ADULTOS como para
crianças de qualquer idade , sendo que no caso de crianças Não se
USA a forma alcoólica.
O medicamento deve ser dissolvido LENTAMENTE na boca.
Como TRATAMENTO , no caso de Dengue ou mesmo suspeita de dengue , o mesmo número de glóbulos etc , de 2 em 2 horas até a remissão
COMPLETA dos sintomas.
Nos inúmeros casos que tenho tratado , a doença evolui de forma
branda e resolve sem agravar ou deixar seqüelas.
Para pacientes que a usam como PREVENTIVO , até hoje Não houve
NENHUM CASO de contaminação, pelo menos a mim relatado.
Em caso de DENGUE HEMORRÁGICO , acrescenta-se 2 Medicamentos ao tratamento acima:
PHOSPHORUS 12 CH – 4 glóbulos ou tabletes(ou gotas) pela manhã e à
tarde; CROATALUS HORRIDUS 12 Ch , 4 tabletes até as
plaquetas normalizarem-se.
Nos casos que tenho acompanhado, as plaquetas sobem rapidamente de
maneira SURPREENDENTE.
A alcoolatura de 30% é indicada para pacientes que não podem tomar
açúcar e o medicamento não tem prazo de validade muito Grande.
Com alcoolatura a 70% , o prazo é de 2 ANOS.
Óbvio é que para crianças é mais indicado em tabletes.
Quem tem alergia a lactose deve usar OS glóbulos.
Pode -se usar EXTERNAMENTE a POMADA de Ledum Palustre como
REPELENTE, que funciona de modo bastante eficaz e não traz alergias.
Claro está que a Homeopatia não dispensa nem interfere nos cuidados
médicos obrigatórios nestes casos nem se deve desleixar na
erradicação do vetor, combatendo seus focos de proliferação.

Qualquer dúvida podem me telefonar(21-2285-2225), Ana Teresa Dreux.

Fonte: Blog do jornalista Moacir Japiassu

Tai Chi melhora diabetes

Pesquisas feitas em Taiwan e na Austrália indicaram que a prática do Tai Chi pode ajudar pessoas com diabetes do tipo 2 a controlar a condição. Dois estudos realizados separadamente revelaram que um programa de 12 semanas de exercícios foi suficiente para melhorar o sistema imunológico e diminuir os índices de açúcar no sangue dos participantes.

As pesquisas foram publicadas no British Journal of Sports Medicine.
A tradicional arte marcial chinesa combina respiração profunda e movimentos suaves para produzir relaxamento.

O primeiro estudo, feito em Taiwan, comparou 30 diabéticos com 30 pessoas saudáveis.

Durante 12 semanas, os participantes aprenderam 37 movimentos de Tai Chi sob orientação de um especialista. Eles também receberam um vídeo para que pudessem praticar as posturas em casa. Os voluntários fizeram três sessões de uma hora de duração por semana.

Doze semanas depois, testes no grupo com diabetes do tipo 2 revelaram queda nos níveis de açúcar no seu sangue, além de um aumento na presença de células e substâncias químicas necessárias para um sistema imunológico saudável.

Exercícios moderados
É sabido que exercícios físicos extenuantes deprimem o sistema imunológico, mas os novos estudos indicam que exercícios moderados podem ter o efeito oposto.

Pesquisas anteriores já haviam revelado que o Tai Chi melhora as funções cardiovasculares e respiratórias, aumenta a flexibilidade e diminui o estresse.

Os cientistas disseram que se o Tai Chi melhora a forma como o corpo digere o açúcar, pode ter também um impacto benéfico sobre o sistema imunológico, que entra em atividade excessiva quando há altos índices de açúcar no sangue.

Uma outra hipótese é que o exercício simplesmente melhore o sistema imunológico ao aumentar o condicionamento físico, produzindo uma sensação de bem-estar.

O segundo estudo, feito na University of Queensland, na Austrália, foi baseado em apenas 11 participantes e obteve resultados parecidos.

Os voluntários – todos com altos índices de açúcar no sangue – fizeram aulas de Tai Chi e também de uma outra arte marcial, o Qi Gong.

As sessões, com duração entre 60 e 90 minutos, foram oferecidas três vezes por semana.

Assim como uma queda nos índices de açúcar, os participantes perderam peso e apresentaram quedas significativas na pressão sangüínea.

Eles disseram também que, durante o período em que participaram do estudo, seu sono havia melhorado, tinham mais energia, sentiam menos dor e pensavam menos em comida.

Uma representante da entidade beneficente Diabetes UK, Cathy Moulton, disse que já foi comprovado que exercícios moderados têm impacto benéfico sobre pacientes com diabetes do tipo 2.

“Qualquer atividade que deixe você com calor e um pouco ofegante, mas ainda capaz de manter uma conversa, conta como exercício moderado”, ela explicou.

“E o elemento relaxante do Tai Chi talvez ajude ainda a reduzir os níveis de estresse, evitando a liberação da adrenalina que pode produzir uma resistência à insulina e altos índices de glicose no sangue”.

BBC/UK

Alzheimer: Um acerto de contas

A escritora carioca Heloisa Seixas lançou o livro “O lugar escuro – uma história de sensibilidade e loucura” (Ed. Objetiva), em que relata o convívio com sua mãe, vítima do mal de Alzheimer.

A convite da revista CLAUDIA, ela escreveu este artigo ( que reproduzo parte abaixo)sobre sua experiência pessoal com uma das doenças mais perturbadoras do nosso tempo:

” Um dia peguei uma revista americana para folhear, mas não consegui abri-la. Meus olhos se prenderam à fotografia da capa. Era uma foto de um lobo ou cão de pêlo escuro, com os dentes à mostra e os olhos arregalados. Aquela imagem não era a tradução do medo – mas, sim, de outro sentimento, poderoso e destruidor. Pensei, num delírio, que, se ele o fizesse, eu não me deixaria morrer de forma passiva, mas o agarraria pelo pescoço e apertaria com toda a força. Seria uma luta encarniçada. E, nesse instante, veio a compreensão do sentimento que me evocava a fotografia: não era medo, era ódio.

A constatação me deixou inquieta. Havia uma razão: minha mãe começava a mostrar os primeiros sintomas do mal de Alzheimer. O Alzheimer costuma provocar misericórdia – mas também suscita sentimentos menos nobres, como a revolta, a raiva e, em conseqüência, a culpa. Era o que acontecia comigo.

Mamãe, que sempre fora uma mulher forte, independente e decidida, tornara-se um ser frágil, carente, emocionalmente desequilibrada. E eu com dificuldade de conviver com a pessoa desconhecida que surgia. Baixei a cabeça e tornei a observar os olhos cor de fogo do lobo preto na revista. Havia um animal igual àquele dentro de mim.

Quando se manifesta, o mal de Alzheimer traz consigo vários males, que se infiltram na vida do doente e de todos que convivem com ele. A raiva é um desses males. Os parentes não conseguem compreender o que está acontecendo, negam a doença – ou simplesmente a desconhecem – e com isso acabam sendo tomados por um sentimento de revolta. Hoje, depois de conviver com a doença de minha mãe por mais de dez anos, eu me arriscaria a dizer que, se houvesse um maior esclarecimento sobre o problema, os casos de violência contra os idosos diminuiriam.

A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) divulgou uma previsão assustadora: em dez anos, vai quase dobrar o número de pessoas com essa doença no Brasil. Hoje, há cerca de 16 milhões de brasileiros com mais de 80 anos, faixa etária em que a porcentagem de casos de Alzheimer pode chegar a 40%.  Em 2 017, serão 24 milhões de idosos acima dessa faixa etária.  São projeções, mas já dá para pressentir o alcance desses números.

É raro falarmos no assunto Alzheimer sem ouvir o interlocutor dizer que tem um caso na família ou que sabe de alguém que tem. O mal parece estar em toda parte. E continuamos sabendo tão pouco sobre ele.

O mal de Alzheimer não é simplesmente a perda da memória. Todas as dores mal trabalhadas, todas as mágoas acumuladas ao longo de anos – coisas naturais nas convivências familiares – começam a aflorar. Os pequenos nós, os pontos doloridos, se fazem sentir com mais agudeza, e isso torna as relações entre o doente e seus parentes quase insuportáveis.

Em 1906, o neuropatologista alemão Alois Alzheimer pesquisou o cérebro de uma paciente sua, morta aos 55 anos com demência precoce, e descobriu emaranhados fibrosos dentro de seus neurônios, ele estava inscrevendo seu nome na história da medicina.

Mas o que até hoje ninguém sabe é por que esses emaranhados neurofibrilares e placas neuríticas – que, grosso modo, apagam os neurônios – aparecem. Há um inegável fator genético, mas a doença tem sido também associada a fatores externos, como impulsos elétricos, stress e alimentação (a incidência de alumínio encontrada em cérebros de portadores da doença é altíssima).

Uma pesquisa mostrou que entre os portadores de demências senis há uma grande porcentagem de pessoas solitárias – ou melhor, que se dizem solitárias, mesmo não sendo. O mal de Alzheimer é mais comum entre pessoas incapazes de superar as próprias perdas, pessoas que guardam mágoas e alimentam o sofrimento. Será?

Devemos deixar aos cientistas a busca dessas respostas. Mas, enquanto isso, temos de aprender a conviver com o problema da melhor forma possível. Em meio ao turbilhão de horrores, nem sempre é fácil ter compaixão. Em geral, o que eu mais sentia era raiva. Era o lobo selvagem dentro de mim, mostrando seus dentes. Não me envergonho de dizer isso.

Houve momentos, durante o processo de esfacelamento da mente de minha mãe, em que senti que me degradava também, que me desfazia, que ameaçava resvalar perigosamente para o outro lado – o lado da insanidade. Penso que essa foi uma das razões que me levaram a escrever um livro sobre o mal de Alzheimer. “O LUGAR ESCURO – UMA HISTÓRIA DE SENILIDADE E LOUCURA” é um relato da minha convivência com a doença e também uma viagem ao fundo da mente de minha mãe. Uma catarse que me ajudou a entender e, principalmente, a aceitar muitas coisas.

Acho que esta é a palavra-chave: aceitação. Não é fácil ver alguém com quem se conviveu por toda a vida se transformar em outra pessoa. Aceitar esse processo de entendimento e aceitação talvez seja ainda mais difícil. Porque as relações entre pais e filhos são muito fortes, viscerais, e por isso mesmo quase sempre difíceis.

Quando me convenci de que era um caso de demência senil, a raiva e a revolta deram lugar à compaixão. Eu me reconciliei com minha mãe. Hoje, converso com ela, mesmo sabendo-a incapaz de compreender o que estou dizendo;  falo de mágoas, equívocos, ciúmes, sentimentos que por muitos anos tinham ficado sufocados – nela ou em mim. E ela, às vezes, em rasgos de lucidez, diz frases pertinentes, que me tocam e surpreendem. Mas o importante é que hoje consigo acariciá-la, ficar a seu lado, brincar com ela – muito mais do que antes. No fim, o mal de Alzheimer foi para nós duas um acerto de contas. No bom sentido.

Fonte:  Revista Claudia Dez 07

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