Arquivos de tags: Diabetes

#SAÚDE A amarga verdade sobre o açúcar

tumblr_mhkcmsRp1P1r507dno1_500_original[1]
“O açúcar é uma droga erroneamente classificada como alimento”
(Dra. Karen Câmara)
Volto hoje a falar sobre o açúcar. Ah, esse nosso querido e doce açúcar. Não pensem vocês que eu não consumo açúcar. (..)

Na minha época de faculdade – lá se vão mais de trinta anos – líamos o livro Sugar Blues (Sugar Blues: o Gosto Amargo do Açúcar, autor: William Dufty, editora: Ground) e comentávamos sobre os malefícios do açúcar. Lembro-me que um colega de classe me emprestou o livro e disse que havia feito uma constatação interessante. Abandonou o consumo de açúcar e verificou que, a partir de então, passou a não ter dificuldade em se manter acordado até tarde para estudar para as provas. Antes, recorria a grandes quantidades de café, adoçado com açúcar, e Coca-Cola, que também continha açúcar. Naquele tempo não existia Coca diet, só havia a original mesmo. O livro Sugar Blues expõe algumas verdades sobre o açúcar. Em geral, quem lê Sugar Blues fica tão estarrecido que deixa de consumir açúcar por algum tempo.

Lembro-me também de, logo depois de formada, ter começado a me aventurar em áreas do conhecimento oriental como Do-In, Shiatsu e Acupuntura. Em um curso de Do-In do Juracy Cançado, ele disse “O açúcar é uma droga erroneamente classificada como alimento”. Achei a frase muito inteligente e imaginei um diálogo fictício entre duas pessoas. Esse diálogo é presenciado por uma terceira pessoa, que desconhece o assunto.
“É um pó, é branco. São pequenos cristais.”
“Além disso, é fácil de se obter, é muito gostoso e dá barato”.
“O problema é que o barato passa logo e o consumidor passa a querer mais e mais. Portanto, esse pó vicia.”
“E esse vício faz com que a pessoa se alimente de forma cada vez menos saudável, além de trazer outras consequências nefastas para o organismo. Existem crianças que já estão viciadas.”
“Sobre que droga vocês estão falando? Cocaína, heroína, crack?”
“Não”, responde um deles, “Estamos falando sobre o açúcar!”

A revista Nature, uma renomada publicação científica, trouxe um estudo sobre o açúcar intitulado A verdade tóxica sobre o açúcar (The toxic truth about sugar, publicado em 01/02/2012). Eis um resumo:O consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos. Existe uma relação entre o consumo de açúcar e as doenças que constituem a síndrome metabólica: hipertensão arterial, diabetes ou resistência à insulina, taxas elevadas de triglicérides, gordura aumentada no fígado (esteatose hepática) e obesidade. Essas são doenças crônicas que diminuem a qualidade e a expectativa de vida, além de consumirem a maior parte dos recursos públicos destinados à saúde.
O açúcar pode levar à dependência. De forma semelhante ao tabaco e ao álcool, o açúcar age no cérebro humano de modo a estimular um consumo cada vez maior. O açúcar interfere com os hormônios grelina e leptina que regulam a fome e a saciedade. Interfere também com a dopamina, um neurotransmissor que atua no centro de gratificação do cérebro.

Saúde: como conseguir remédios de graça para diabetes e hipertensão

Medicamentos podem ser encontrados em farmácias populares do governo. Há disponíveis 5 tipos de remédios para diabetes e 6 para hipertensão.

 

A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira e a diabetes atinge 6,3% dos adultos, de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2010. O programa ‘Saúde não tem Preço’, lançado em fevereiro de 2011, oferece remédios para as duas doenças gratuitamente para a população. Atualmente, estão disponíveis cinco tipos de medicamentos para diabetes e seis tipos para hipertensão.

Esses medicamentos podem ser encontrados nas farmácias populares do governo ou nas farmácias privadas credenciadas do programa. Para identificá-las, basta observar na frente ou dentro dos estabelecimentos o cartaz “Aqui tem farmácia Popular”. Atualmente, são 20.316 farmácias e drogarias credenciadas, um crescimento de 38,7% após o primeiro ano do programa.

No programa desta quinta-feira (9), a pediatra Ana Escobar explicou quais os sintomas e como tratar a diabetes e a hipertensão. As duas doenças podem causar a morte, mas têm controle e por isso é importante tomar o remédio diariamente.

No caso da diabetes, uma doença que aumenta a quantidade de glicose no sangue, as células do corpo ficam ainda mais ávidas por doce já que não recebem esse alimento, que fica concentrado nos vasos. A glicose é o único alimento que faz os neurônios funcionarem. Há três tipos da doença:

Diabetes tipo 1: acontece quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A doença surge mais na infância e na adolescência e o doente precisa aplicar injeções diárias de insulina. Não se sabe ao certo como a pessoa desenvolve a doença: algumas nascem com predisposição, mas outras, com os mesmos genes, não têm diabetes.

Diabetes tipo 2: nesse caso, as células musculares e adiposas são resistentes à ação da insulina, ou seja, a pessoa precisa de uma quantidade muito grande de insulina para colocar a glicose dentro das células.

Diabetes gestacional: só aparece durante a gestação e desaparece logo após o nascimento do bebê. Os bebês de mães diabéticas nascem gordos porque recebem muita glicose do sangue materno, que está em excesso. Quando o bebê nasce, o pâncreas dele produz uma quantidade grande de insulina porque ele espera receber muita glicose, como estava acostumado dentro do útero. Porém, logo que nascem, não recebem essa glicose. Por isso é comum os bebês filhos de mães diabéticas terem hipoglicemia (nível de glicose no sangue abaixo do normal) nas primeiras horas de vida. Nestes casos, os bebês devem ser monitorados e, se necessário, receber um pouco de soro glicosado.

A hipertensão, conhecida também como pressão alta, ataca os vasos, o coração, os rins e o cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper.

Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao derrame cerebral ou AVC. Nos rins, podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos. Todas essas situações são muito graves e podem ser evitadas com o tratamento adequado, bem conduzido por médicos.

A hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos façam o tratamento com adequado controle da pressão. Veja abaixo algumas dicas para quem tem hipertensão:

– Meça a pressão
– Pratique atividades físicas
– Mantenha o peso ideal e evite a obesidade
– Adote uma alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes
– Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba
– Não fume
– Nunca pare o tratamento
– Evite o estresse

De acordo com o Ministério da Saúde, houve uma queda no número de internações no SUS de pacientes com diabetes e com hipertensão depois que o governo passou a distribuir gratuitamente remédios para estas duas doenças através do programa Saúde Não Tem Preço.

Em um ano do programa Saúde Não Tem Preço, o número de brasileiros beneficiados com medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes e hipertensão mais que triplicou. Foram atendidas mais de 7,8 milhões de pessoas nas farmácias e drogarias privadas credenciadas do país.

Veja como pegar remédios para diabetes e hipertensão:
– Procure farmácias e drogarias privadas credenciadas ou a rede de Farmácia Popular e apresente o CPF próprio, receita médica válida e documento com foto
– A receita deverá ser prescrita por um médico, que pode ser particular ou do SUS. A validade das receitas varia da seguinte forma: anticoncepcionais valem 1 ano; demais medicamentos e fraldas geriátricas valem 120 dias
– No caso de menores de idade, o CPF dos pais é aceito, até que ele providencie um próprio. Há um limite de remédios por CPF
– A farmácia tira uma cópia da receita e a devolve ao paciente
– A farmácia emite duas vias para a pessoa assinar. Uma delas fica com o cliente e a outra permanece com a farmácia
– Para os analfabetos, será aceita a digital
– As farmácias e drogarias que se negarem a entregar os remédios sofrerão as penalidades previstas na própria Portaria, podendo inclusive ser descredenciadas do programa. Basta denunciar no telefone da Ouvidoria: 0800 61 1997

Escurinho morre por complicações do diabetes

O ex-jogador de futebol Escurinho faleceu na tarde desta quarta-feira (27) no Hospital de Clinicas em Porto Alegre. Ídolo do Internacional na década de 1970, Luís Carlos Machado, que já havia amputado parte da perna, morreu por complicações do diabetes e insuficiência renal.

Conhecido pela habilidade como cabeceador, jogando com a camisa colorada Escurinho ganhou sete títulos gaúchos (1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976) e dois campeonatos brasileiros (1975 e 1976). Em sua passagem pelo Palmeira foi vice-campeão brasileiro de 1978. Pelo Barcelona de Guayaquil foi campeão equatoriano em 1981.

Especialista americano cura diabetes em apenas 21 dias

 

“O que comemos alimenta nossos genes tanto quanto o que não comemos. A escolha é pessoal”: é o que afirma o médico Gabriel Cousens, no livro A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva, que chega ao Brasil pela Editora Alaúde.

Cousens defende que muitos dos problemas de saúde que acometem a atual sociedade poderiam ser evitados com a adoção de uma dieta restritiva, à base de alimentos de origem orgânica e vegetal.

A obra sustenta que, ao contrário do que prega a medicina tradicional, o diabetes tem cura. E mais: apresenta um programa alimentar à base de alimentação viva, rico em sais minerais e sem gordura animal, que, segundo o autor, caso seja seguido rigorosamente, é capaz de livrar diabéticos de medicamentos e de adaptá-los a uma taxa normal de glicose em apenas 21 dias.

O método de Gabriel Cousens para se chegar à erradicação do diabetes é o Programa de 21 Dias do Tree of Life, defendido por Cousens como “a luz no final do túnel” no combate ao diabetes.

— O objetivo do Programa de 21 Dias é baixar os níveis de açúcares no organismo de pessoas que sofrem de diabetes do tipo 1 e 2 em até 80%, através de uma dieta orgânica, vegana, rica em sais minerais, com pelo menos 80% de alimentos vivos e com 15 a 20% de gorduras vegetais apenas — afirma o médico.

A dieta é ainda rica em fibras, pobre em glicose e insulina, bem hidratada e individualizada.

Cultura da Vida versus Cultura da Morte

O diabetes é um problema que cresce em proporções epidêmicas. Estima-se que hoje a doença atinja aproximadamente 240 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o que equivale a 6% da população mundial. E as projeções são alarmantes. Até 2025 este número deverá ultrapassar a faixa de 350 milhões de pessoas. Tudo isso devido aos atuais hábitos alimentares da população — que incluem a ingestão em excesso de açúcares, gorduras, carne vermelha, alimentos processados industrialmente, leite e derivados, além de junk food.

Através de documentação, o médico contextualiza o atual problema do diabetes em escala mundial e aponta a doença como o grande mal da sociedade moderna, dentro de um conceito macro que ele chama de “Cultura da Morte”.

— O diabetes se tornou uma pandemia porque as pessoas não estão vivendo de forma a se manter em equilíbrio. Estão vivendo o estilo de vida da Cultura da Morte. É por isso que chamamos esse comportamento de ‘crime contra o bom senso’, um termo aiurvédico antigo que descreve bem a situação — explica o médico.

Resultados

Numa primeira fase, o doutor Cousens aplicou o Programa de 21 Dias em 11 pessoas portadoras de diabetes. A ideia, segundo ele, era esperar que as pesquisas avançassem. Mas, em virtude dos excelentes resultados obtidos com os primeiros pacientes, o médico ponderou que compartilhá-los seria o mais correto a fazer.

— Talvez fizesse mais sentido escrever este livro daqui a cinco anos com os resultados de cem pessoas, pelo menos, mas esses resultados iniciais foram tão espetaculares, a vida de milhões de pessoas é tão valiosa, e a possibilidade de preservação da vida por meio desta abordagem é tão importante, que eu quis divulgar essas informações o mais rápido possível — argumenta.

No livro, ele descreve cada um dos 11 casos avaliados e aponta, através de números, gráficos e tabelas médicas dados que comprovam que é possível combater o diabetes através desse tipo de dieta. Um dos pacientes da primeira fase do programa, por exemplo, apresentava diabetes do tipo 1, com níveis de glicemia inicial — medida nas primeiras horas da manhã — de 287. O ideal, para não portadores da doença, é que essa taxa de glicemia fique entre 70 e 85. Depois de apenas quatro dias no programa esse paciente pôde parar de tomar insulina completamente, pois apresentou glicemia de jejum de 88, que depois de duas semanas caiu para 83.

Fonte: Zero Hora

Diabetes dobra no planeta e já afeta 347 milhões

O número de adultos com diabetes mais do que dobrou no mundo todo desde 1980, passando a 347 milhões de pessoas, um número muito maior do que se pensava anteriormente e também um indício de que os custos para o tratamento da doença vão subir muito.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela publicação científica The Lancet, uma equipe de pesquisadores internacionais trabalhando com a Organização Mundial de Saúde (OMS) descobriu que as taxas de diabetes aumentaram ou, no mínimo, permaneceram na mesma praticamente em todas as partes do mundo nos últimos 30 anos.

O número estimado de diabéticos é marcantemente maior do que as projeções, segundo as quais seriam 285 milhões em todo o planeta. O estudo constatou que há 347 milhões de diabéticos no mundo, dos quais 138 milhões vivem na China e Índia e outros 36 milhões nos Estados Unidos e Rússia.

A diabetes mais comum, a do tipo 2, é fortemente associada à obesidade e vida sedentária.

“A diabetes está ficando mais comum em quase toda a parte do mundo”, disse Majid Ezzati, do Imperial College London, na Grã-Bretanha, que liderou a pesquisa em parceria com Goodarz Danaei, da Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos.

“Se não desenvolvermos programas melhores para identificar pessoas com taxas elevadas de açúcar no sangue e ajudá-las a melhorar sua dieta, atividade física e controle de peso, a diabetes vai inevitavelmente continuar a representar um grande fardo para os sistemas de saúde de todo o mundo”, acrescentou Danaei, em um comunicado conjunto.

As pessoas com diabetes têm controle inadequado de açúcar no sangue, o que pode provocar graves complicações como doenças cardíacas e derrames, danos aos rins e nervos e cegueira.

Especialistas dizem que taxas elevadas de glicose no sangue causam cerca de 3 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano, cifra que continuará a crescer à medida que aumentar a quantidade de pessoas com a doença.

O número de diabéticos se expandiu dramaticamente nas nações-ilha do Pacífico, que atualmente têm a maior proporção de pessoas com a doença. O estudo descobriu que nas Ilhas Marshall um terço de todas as mulheres e um quarto dos homens têm diabetes.

Entre os países ricos, a expansão foi maior na América do Norte e relativamente pequena na Europa Ocidental. Os níveis mais elevados de glicose e de diabetes estão nos Estados Unidos, Groenlândia (território da Dinamarca), Malta, Nova Zelândia e Espanha. Os mais baixos são os da Holanda, Áustria e França.

A região com os menores níveis de glicose é a África subsaariana, seguida do leste e sudeste da Ásia.

Reuters

Diabetes: remédio Avandia proibido na Europa

A Agência de Drogas e Alimentos dos estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (23) uma série de restrições ao medicamento contra diabetes Avandia. A nova medida é uma resposta às recentes informações que indicam um elevado risco de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, em pacientes que se trataram com o remédio.

Em um comunicado, a porta-voz da agência Margaret A. Hamburg disse: “A FDA está tomando esta ação para proteger os pacientes, depois de um cuidadoso esforço para pesar riscos e benefícios. Estamos buscando o equilíbrio certo para apoiar os cuidados clínicos”. As informações são do jornal americano “The Washington Post”.

De acordo com a publicação, o Avandia foi banido na Europa. A FDA disse, por sua vez, que ordenaria a GlaxoSmithKline, laboratório que produz o remédio, a desenvolver um “programa de acesso restrito” ao Avania, que limitaria o uso da droga apenas aos novos pacientes da diabetes tipo 2 que são incapazes de controlar seus níveis de açúcar no sangue com outros remédios e não têm acesso ao similar conhecido como Actos.

A agência afirmou ainda que as pessoas que já tomam o Avandia e se beneficiam disso poderão seguir com o uso se assim preferirem.

Artigo
A segurança do Avandia é colocada em questão desde a publicação, em 2007, de um artigo do cardiologista clínico de Cleveland, Steven Nissen, no New England Journal of Medicine. Segundo o artigo, o remédio aumenta o risco de ataques cardíacos em mais de 40%.

O estudo de Nissen foi uma análise de 42 estudos já existentes, a maioria dos quais teve duração de um ano ou menos. A GlaxoSmithKline afirma que estudos com prazos mais longos não mostram esse risco.

Insuficiência cardíaca provocada por excesso de retenção de fluidos é um problema reconhecidamente causado tanto pelo Avandia quanto pelo Actos. Os dois produtos já trazem em suas caixas advertências da FDA sobre esse risco.

A questão sobre o Avandia é se o medicamento eleva o risco de ataques cardíacos ou de outros problemas cardiovasculares mais do que outras drogas para o tratamento do diabetes.

Aqui no Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidirá em reunião na próxima segunda-feira, 27, sobre a manutenção no mercado do medicamento contra diabete tipo 2 Avandia, após a resolução final da agência americana Food and Drug Administration (FDA), que autorizou a permanência do produto nas farmácias desde que informe em novas etiquetas os possíveis riscos de ataques cardíacos.

Entre as possibilidades a ser adotadas, estão desde alertas nos medicamentos até a retirada de lotes. “Estamos adotando um procedimento bastante criterioso para não colocar a população em risco”, afirma a assessoria.

A Anvisa acompanha de perto essa discussão desde 2007 e já determinou alteração da bula do remédio no Brasil para alertar que pacientes cardíacos são contraindicados a usá-lo. Além disso, médicos foram orientados a informar os pacientes diabéticos sobre os possíveis riscos do medicamento de tarja vermelha.

As informações são da “Dow Jones“.

Alzheimer: droga para diabetes pode ajudar

Analisando neurônios em laboratório, cientistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram mostrar o motivo de medicamentos utilizados para o diabetes tipo 2 poderem atuar no cérebro dos pacientes com mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que leva à perda da memória.

A relação entre as duas doenças, segundo Fernanda De Felice, a principal autora do estudo publicado hoje na revista científica “PNAS”, é conhecida faz pouco tempo. Há cinco anos mais ou menos, calcula ela.

Agora, com a proteção de 100% obtida com neurônios que simulam os danos de Alzheimer a partir da aplicação da droga rosiglitazona (que estimula a ação da insulina nas células) – usada comumente para o diabetes-, está consolidado o cruzamento fisiológico das duas doenças.
A explicação, afirma De Felice, é que nos dois problemas existe uma resistência à insulina.

No caso específico da doença neurológica, descobriu-se agora que os neurônios em cultura não captam a insulina por causa da presença de substâncias tóxicas chamadas oligômeros. “Mas a droga, quando aplicada, impediu que essas substância tóxicas se ligassem com os receptores específicos”, disse De Felice à Folha.

Assim, a insulina ficou mais livre para agir sobre os neurônios e fazer com que os estímulos elétricos circulassem pela rede neuronal, possibilitando a construção da memória.

Apesar de os resultados obtidos em laboratório serem positivos, a pesquisadora da UFRJ, que fez o estudo com parceiros brasileiros e americanos, é cautelosa em relação à possibilidade de aplicação clínica imediata da descoberta. “Os nossos dados não significam que as pessoas com Alzheimer podem sair tomando insulina por aí.”

Os riscos para a saúde, neste caso, seriam altíssimos. “No futuro, o caminho será desenvolver uma droga que possa agir diretamente sobre os neurônios e não sobre todo o organismo”, diz De Felice.

O trabalho feito agora ainda precisa ser repetido em camundongos transgênicos, animais de laboratório preparados para desenvolver sintomas do mal de Alzheimer. Os testes tentarão reverter a doença em estágio bem avançado.

O trabalho de pesquisa básica feito no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos, afirma De Felice, é importante porque ajuda a mostrar, com precisão, como é a conexão entre o diabetes tipo 2 e o Alzheimer.
Hoje, nos Estados Unidos, existem vários testes sendo feitos em seres humanos tentando mostrar se a droga rosiglitazona diminui a resistência à insulina, fator bastante presente nos cérebros dos pacientes com a doença de Alzheimer.

Entre os vários testes em andamento, conduzidos tanto pela indústria quanto por grupos de pesquisa, nenhum teve os seus resultados finais divulgados ao público.
O caminho agora está mais pavimentado, na visão da cientista, em direção ao desenvolvimento de tratamentos que possam ser eficazes para o problema de perda da memória.
“Os medicamentos [usados no estudo] protegem as sinapses dos neurônios contra os danos causados pelos oligômeros. Esse dado, finalmente, poderá resultar em tratamentos eficazes que previnam a perda de memória que ocorre na doença de Alzheimer.”

Intoxicação neuronal sugere nova forma da doença metabólica:
Alguns pesquisadores que estudam a relação entre insulina e a intoxicação neuronal defendem que esse novo mecanismo, que pode levar à perda da memória, deve ser um novo tipo de diabetes, o 3. Como a insulina desempenha no cérebro um papel importante em processos relacionados à formação de memória, o quadro de resistência dos neurônios à ela prejudicaria esse registro. Nesta associação, o Alzheimer seria uma espécie de diabetes. Os médicos sabem que no tipo 2 da doença já ocorre algum prejuízo para a memória.

FSP

Estresse ‘dobra’ risco de diabetes nos homens

O estudo, publicado na revista científica Diabetic Medicine, analisou 2,127 homens nascidos entre 1938 e 1957 durante dez anos.

No início da pesquisa, os participantes apresentavam níveis normais de glicose e foram examinados com relação aos sintomas do estresse como fadiga, ansiedade, depressão, insônia e apatia.

Depois de dez anos, os voluntários passaram novamente por exames para avaliar os níveis de glicose e estresse. Segundo os resultados observados pelos pesquisadores, aqueles que apresentavam maior nível de estresse corriam 2.2 vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 do que os homens com baixo nível de estresse.

O estudo aponta que essa relação se manteve mesmo quando observados outros fatores como idade, massa corporal, histórico familiar de diabetes e outras variantes.

No total, 103 dos participantes foram diagnosticados como diabéticos ao final da pesquisa.

Segundo os pesquisadores, a relação entre estresse e a diabetes pode ser resultado dos efeitos do estresse na capacidade do cérebro em regular os hormônios ou ainda da influência negativa que a depressão exerce na dieta e no nível de atividade física das pessoas.

Mulheres

O estudo, realizado no Instituto Karolinska, analisou ainda 3 mil mulheres e não identificou um aumento no risco de desenvolver diabetes entre aquelas com alto nível de estresse. De acordo com Anders Ekbom, que liderou o estudo, isso poderia ser explicado pela diferença no modo como homens e mulheres lidam com o estresse.

“Enquanto as mulheres comunicam os sintomas de estresse e depressão, os homens são menos dispostos a admitir esses sentimentos e lidam com o problema bebendo, usando drogas ou com outras ações particulares”, afirmou. Entretanto, para Iain Frame, diretor da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, o fato de esta relação ter sido observada apenas nos homens é “intrigante”.

“Seria interessante descobrir o porquê desta diferença. Os resultados sugerem que isso poderia ser resultado de uma influência hormonal ou de comportamento”, afirmou Frame.

Segundo ele, estudos anteriores já haviam indicado que o estresse é considerado um fator de risco para a diabetes tipo 2 e o estudo realizado pelos suecos “parece confirmar esta relação”.

BBC/UK

%d blogueiros gostam disto: