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Concorrentes de olho na Positivo

Líder na fabricação de computadores pessoais no mercado brasileiro, a paranaense Positivo Informática desperta interesse das gigantes mundiais do segmento, que enxergam na possível aquisição a chance de consolidar a posição num dos mercados de maior crescimento na venda de PCs do mundo.

Duas das multinacionais de peso, a americana Dell e a chinesa Lenovo, que comprou a divisão de PCs da IBM, estão em conversas com a Positivo. Há quem acredite que a Hewlett-Packard (HP) também possa estar rondando empresa. A empresa contratou o banco de investimentos UBS Pactual para assessorá-la nas conversas.

Apesar do forte assédio, há dúvidas no mercado a respeito do tamanho do apetite dos controladores da fabricante paranaense de vender a companhia.

As ações da Positivo, que abriu seu capital em dezembro de 2006 com uma oferta de R$ 604 milhões já caíram cerca de 90% neste ano e seu valor de mercado está em meros R$ 400 milhões. Os papéis da empresa que chegaram ao mercado valendo R$ 23,50 em dezembro de 2006, beiraram R$ 50 em seu pico e na sexta fecharam valendo uma fração disso: R$ 4,75.

Os controladores da Positivo detêm 70% do seu capital e cerca de 27% das ações estão no mercado. O presidente da Positivo, Hélio Bruck Rotenberg, que em algumas ocasiões negou rumores sobre a possível venda da companhia, alterou o tom do discurso. Na teleconferência dos resultados do terceiro trimestre com analistas de bancos, feita em 10 de novembro, Rotenberg afirmou: “não é que não tenhamos sido procurados desde que abrimos capital, mas não há absolutamente nada concreto.”

Além das fábricas e de sua participação de mercado, um dos grandes atrativos da Positivo é a sua boa rede de distribuição no varejo. A Dell, por exemplo, baseada em vendas online e no mercado americano vem perdendo espaço por conta disso. Líder no passado, agora a Dell corre atrás da HP.

A Positivo Informática foi criada em 1989, como um braço de negócio do Grupo Positivo, o maior do país no segmento de educação e que faturou R$ 2,7 bilhões no ano passado. O grupo foi fundado em 1972 por oito professores que decidiram criar um cursinho pré-vestibular. O movimento foi liderado pelo professor Oriovisto Guimarães, presidente do conselho da companhia.

No terceiro trimestre deste ano, a Positivo registrou participação de 13,2% do mercado total de computadores pessoais do país.
Em 2007, o Brasil foi o quinto maior mercado de computadores pessoais no mundo. Projeções apontavam que em 2010 o país poderia ser o terceiro maior mercado, atrás apenas de EUA e China.

Valor/Vanessa Adachi e Marli Lima

Positivo avalia venda para HP ou Dell

A Positivo Informática, líder do mercado brasileiro de computação pessoal, pode trocar de dono nos próximos meses. Os controladores do Grupo Positivo vêm sendo sondados por gigantes internacionais interessados em comprar a companhia.

Para assessorá-lo nas negociações, o Positivo contratou o banco de investimentos UBS Pactual. Os líderes do mercado mundial de computadores são HP, Dell, Lenovo e Acer. Todas estariam entre as potenciais interessadas na compra. De acordo com executivos a par das conversas, as negociações ainda estão em fase preliminar.

O interesse dos grupos internacionais surgiu com a enorme desvalorização da Positivo no mercado acionário. Em 2008, o valor de mercado da empresa caiu mais de 80%. Quando abriu seu capital na bolsa de valores, no final de 2006, suas ações valiam 23,50 reais. Chegaram a dobrar de valor em 2007. Hoje, a empresa vale cerca de 500 milhões de reais. Nesta quinta-feira, o preço das ações da Positivo subiu quase 28%, e fecharam o dia cotadas a 5,20 reais.

Os grupos estrangeiros vêem na possível compra da Positivo uma chance única de crescer no mercado nacional. A Positivo Informática teve um faturamento de 1,68 bilhão de reais nos primeiros nove meses de 2008, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exame

Dell quer vender suas fábricas

A Dell, uma das maiores fabricantes de computadores pessoais do mundo, pretende vender as suas fábricas e terceirizar a produção, de acordo com o “Wall Street Journal”. A intenção da medida é diminuir os custos e aumentar o lucro da companhia.

Segundo o jornal, a Dell tem buscado negociar as suas fábricas nos últimos meses com uma série de fabricantes de computadores. Ainda de acordo com o “Wall Street Journal”,  a Dell pretende vender a maior parte das suas fábricas nos próximos 18 meses, se não todas, e fazer acordo com os compradores para que eles continuem fabricando PCs para ela. Outras fábricas, no entanto, poderão ser fechadas.

A Dell tem fábricas no Brasil -uma delas inaugurada em 2007, em Hortolândia (SP). Os mais prováveis interessados, diz o jornal, são grandes fabricantes asiáticos. Uma das dificuldades da empresa para encontrar compradores seriam os altos custos dos funcionários nos EUA, onde está concentrada a maior parte das suas fábricas.

Apesar de ter faturado US$ 16,4 bilhões no segundo trimestre (11% mais que no mesmo período do ano passado), o lucro da empresa caiu 17% de abril a junho na comparação com os mesmos meses de 2007, para US$ 616 milhões. As ações da companhia caíram 19,1%.

A empresa, pioneira na venda direta de PCs aos consumidores pela internet, vem enfrentando dificuldades com a mudança do cenário de computadores. As fábricas da empresa foram pensadas para atender clientes corporativos, com grandes pedidos de PCs. Nos últimos anos, no entanto, o modelo da Dell já não é considerado o mais econômico.
A Dell, no ano passado, mudou a sua política de só vender diretamente aos consumidores e passou a comercializar seus computadores na rede Wal-Mart, a maior cadeia varejista do mundo, inclusive no Brasil. Na Europa, ela negociou acordo semelhante com o Carrefour.

FSP

Brasil na mira da Dell

EM 2005, A FABRICANTE de computadores Dell foi eleita pela revista americana Fortune a empresa mais admirada do mundo. No mesmo ano, seu fundador, o texano Michael Dell, entrou na seleta lista dos maiores inovadores da história do capitalismo, de acordo com a mesma publicação. O motivo? Aos 19 anos, ele criou a companhia num dormitório da Universidade do Texas, mas seu grande feito foi desenvolver um modelo de negócios incomum. Em vez de vender os computadores nas gôndolas das lojas, ele comercializava os equipamentos via telefone ou pelo site da empresa. A estratégia foi um sucesso e garantiu à Dell a liderança mundial na fabricação de computadores.

Em meados de 2006, uma reviravolta. Com uma política agressiva de vendas, a HP tomou a dianteira da rival. Surpreendido, Michael Dell foi obrigado a reinventar sua empresa – e a derrubar antigos dogmas. No ano passado, a Dell começou a vender computadores nas lojas do Wal-Mart. Até então focada no segmento corporativo, ela descobriu o potencial das vendas diretas ao consumidor final.

Os resultados começam a aparecer. Na semana passada, a Dell apresentou o balanço do primeiro trimestre. Alcançou uma receita recorde de US$ 16 bilhões, um salto de 9% ante igual período do ano passado. As vendas de notebooks, uma das novas prioridades da companhia, cresceram 43%, algo que surpreendeu analistas e a própria empresa. “Acertamos na estratégia”, diz Fernando Loureiro, diretor global de mercados emergentes da empresa.

No Brasil, a resposta foi ainda mais rápida. Sua participação de mercado saltou de 4,8% no início de 2007 para 5,9% no primeiro trimestre deste ano. Com isso, superou a HP, passando a ocupar o segundo posto, atrás apenas da Positivo Informática.

Pela primeira vez, o faturamento gerado fora dos Estados Unidos superou as vendas do mercado americano.

Os líderes desse processo são justamente as nações emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China. Não à toa, os planos da companhia são ambiciosos nesses países. Segundo Loureiro, a meta é ocupar todo o mercado brasileiro em apenas três anos. Será uma tarefa árdua.

Líder disparada de vendas no varejo, a paranaense Positivo Informática é dona de 28% desse mercado, o equivalente à soma do segundo, terceiro e quarto colocados. “O Brasil é a oportunidade do momento”, diz o executivo. “O País tem tudo para se tornar a maior potência em tecnologia entre os emergentes, atrás apenas da China.”

IstoéDinheiro

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