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Delegado Protógenes nega ser filiado ao PDT

Em nota emitida em seu blog hoje pela manhã o delegado Protógenes Queiroz diz o seguinte:

Ao povo brasileiro e aos internautas, o blog do Azevedo diz que “o delegado federal Protógenes Queiroz acaba de assinar ficha de filiação no PDT de São Paulo” e que esse evento foi “confirmado pelo presidente estadual do PDT e secretário-geral da sigla nacional, Manoel Dias”. Recebo a notícia com respeito e surpresa, pois não sou filiado a nenhum partido político e a minha condição ideológica atual é disseminar e resgatar o debate à ética, moral, os símbolos nacionais e sobretudo o combate à corrupção.

O meu sentimento não expressa nenhuma pretensão política, mas admito que há uma forte pressão popular crescente nas ruas, nos eventos que participo e nas milhares de mensagens que recebo no blog e no site de relacionamento sugerindo a candidatura política. Contudo, além de atender a solicitação de diversas entidades e instituições para ministrar palestras em várias cidades brasileiras, tenho me ocupado em reunir elementos e documentos para minha defesa nos procedimentos instaurados contra mim.

Os partidos políticos e segmentos partidários procuram o Protógenes pela  importância  do trabalho desempenhado ao londo de mais de dez anos na Polícia Federal, tendo em vista a importância que representa para sociedade brasileira no momento atual em que o Brasil vive uma crise de desrespeito às instituições e Poderes da República.

O reconhecimento inicial originou do Psol e acompanhado pelo PDT, os quais firmaram compromisso com o movimento que está em curso – ” O combate à corrupção e a luta social pelo resgate da dignidade no exercício do Poder “.

Protógenes que ganhou notoriedade ao comandar a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, desfruta de status de líder ético e já vinha sendo apontado como candidato à Presidência da República pelo PSOL. O delegado Protógenes está para ser expulso da Polícia Federal.

Mangabeira seria elo entre Daniel Dantas e imprensa

A gravação da reunião da cúpula da Polícia Federal, realizada no dia 14/07, que culminou com o afastamento do delegado Protógenes Queiroz do comando da Operação Satiagraha revela supostos pagamentos de propinas para jornalistas, juízes e políticos. O nome “Mangabeira” aparece como sendo o elo entre Dantas e os meios de comunicação.

“Nosso alvo é extremamente estrategista. Ao pegar o laptop (na casa dele, na hora da apreensão) estavam os manuscritos: na PF vai a pessoa tal, falar com tal. No Judiciário vai a pessoa tal. No jornalista, a gente contrata o Mangabeira para chegar nos meios de comunicação. Estava todo o organograma dele lá”, disse o delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro, um dos responsáveis pela Satiagraha.

Os documentos apreendidos apontam que o suposto esquema movimentava R$ 18 milhões. Durante a conversa, o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, pediu cautela ao se fazer acusações sobre a distribuição de propina.

“As organizações hoje se caracterizam por tentar entrar nos órgãos públicos. Temos que ter sobriedade nesses julgamentos”, disse Coimbra.

Para Protógenes, imprensa tenta “desestabilizar” a PF
Durante a reunião, o delegado Protógenes Queiroz acusou parte da imprensa de tentar “desestabilizar” a investigação da PF. Ele classificou os veículos Folha de S. Paulo, Veja, Istoé Dinheiro e Época como “imprensa sem-vergonha”. De acordo com Queiroz, as manchetes queriam “denegrir” o trabalho da PF.

“Tentaram fazer isso no judiciário, não conseguiram. Tentaram fazer no Ministério Público, não conseguiram. Será que aqui vão conseguir? Acredito que não”, disse o delegado.

PF tenta, sem sucesso, “vedar” saída de informações
O vazamento da operação para a imprensa também foi discutida na reunião. O diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon, disse que os esforços que a PF está fazendo não estão conseguindo “vedar” a saída de informações.

Na Satiagraha, Troncon comenta que, quando a equipe chegou ao local, a imprensa já estava lá: “(a equipe) teve que pedir licença para estacionar o carro”. A reclamação foi direcionada principalmente à Rede Globo.

“O que é a imprensa? A imprensa é a Globo. A Globo, que já teve preferência outras vezes e que gerou a ira da imprensa em geral. Se tivesse que dar privilégio para alguma empresa, que se desse para a pública, para a TV Cultura”, reclamou Troncon.

Rede Globo é favorecida pela PF
A Globo também foi alvo de críticas de Leandro Coimbra e Protógenes Queiroz. Na reunião, os dois deixaram claro que a emissora é favorecida pela PF.

“Ainda mais uma imprensa que é uma empresa privada, que vive de lucros, que é a líder de audiência. Por que temos de dar preferência para a Rede Globo?”, questionou Coimbra.

Protógenes lembrou que o relatório da operação dedicou um capítulo somente à imprensa. Na reunião, classificou como “mídia bandida” a parte da imprensa que critica a operação da PF.

“Eu fiz mesmo um parágrafo de mídia para movimentar a sociedade e nós refletirmos realmente a questão da mídia nos trabalhos da PF, e até refletir no judiciário e no Ministério Público Federal também”.

Os áudios da reunião foram disponibilizados no blog do Noblat.

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