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Satiagraha: Globo sabia da operação

O Blog do Noblat ( do jornal O Globo) mostrou na quinta-feira a íntegra do relatório assinado por Amaro Vieira Ferreira, da Corregedoria da Polícia Federal.

O documento aponta o vazamento de informações sobre a Operação Satiagraha, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz ( Clique aqui para ler o manual do delegado para a sua equipe) e ainda traz o depoimento dos jornalistas da TV Globo Cézar Tralli e Robinson Braios Cerantula, do cinegrafista William José dos Santos e do motorista da emissora William Marcelo Jorge.

O relatório mostra que a emissora recebeu informações privilegiadas antes da prisão de Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta e que a equipe da Globo filmou, no restaurante El Tranvia, em São Paulo, imagens da tentativa de suborno do policial Vitor Hugo, a pedido de Protógenes.

Para ler a íntegra do relatório…

Embora neguem, o documento aponta que no vídeo feito dentro do restaurante é possível ver a imagem de Cerantula refletida no espelho, comprovando que ele e Santos realizaram a filmagem.

O corregedor também afirma que Protógenes passou as informações sobre a operação com certa antecedência para outros policiais federais que participaram da ação como forma de tentar confundir uma possível investigação sobre o furo concedido à Globo.

Andréa Michael, repórter da Folha de S. Paulo que escreveu reportagem revelando que a PF investigava Daniel Dantas, também é citada no relatório, que aponta dois agentes da Abin que tiveram acesso às informações da Satiagraha, já que Protógenes envolveu a agência na operação, como as fontes da jornalista.

O relatório pede o indiciamento de Protógenes nos crimes de quebra de sigilo funcional e violação da lei de interceptação telefônica. Os escrivães Roberto Carlos da Rocha , Eduardo Garcia Gomes, Amadeu Ranieri e Walter Guerra, que participaram da operação, também devem ser indiciados, a pedido da Corregedoria da PF.

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Banqueiro Daniel Dantas é condenado

A sentença saiu na terça-feira, em São Paulo. O juiz federal Fausto de Sanctis condenou o banqueiro Daniel Dantas e mais dois réus a penas de prisão e pagamento de multa, mas permitiu que os três recorram da sentença em liberdade

Entre as provas do processo estão R$ 1,180 milhão em dinheiro vivo. As notas foram apreendidas com Hugo Chicaroni, ligado a um dos assessores de Daniel Dantas.

O montante, segundo a Policia Federal, seria usado para livrar o banqueiro e parentes dele de investigações criminais. Delegados contaram que foram procurados por Hugo e por Humberto José da Rocha Braz, ex-diretor da Brasil Telecom, empresa que pertenceu ao grupo Opportunity. Os policiais simularam que aceitariam a propina, e a Justiça autorizou a monitoração de encontros e telefonemas.

Na sentença, o juiz Fausto de Sanctis escreveu:

“As provas produziram certeza judicial, colocando uma pá da cal na alegada inocência, inclusive com relação a Daniel Valente Dantas”.

O banqueiro foi condenado a dez anos de prisão e multa de R$ 12 milhões. Humberto Braz pegou sete anos e um mês de cadeia, mais uma multa de R$ 1,5 milhão. Hugo Chicaroni também foi condenado a sete anos e um mês de prisão, mais multa de R$ 594 mil.

O total de R$ 14,1 milhões em multas deverá ser depositado em contas bancárias de entidades beneficentes escolhidas pela Justiça. Os três condenados também podem recorrer do pagamento das multas.

A PF usou como prova contra os três gravações em que Chicaroni e Braz aparecem conversando com o delegado Victor Hugo Alves. A PF diz que eles pediram propina para que o nome de Dantas fosse retirado das investigações da operação.

Segundo a acusação, Dantas teria ordenado que seu assessor Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom Participações – empresa da qual o Opportunity era sócio -, e Chicaroni oferecessem US$ 1 milhão ao delegado. Os três chegaram a ser presos durante a Operação Satiagraha.

Protógenes é afastado da Inteligência da PF

Ao retomar nesta segunda-feira suas atividades na Polícia Federal, o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, foi comunicado do seu afastamento da Diretoria de Inteligência da PF –órgão onde era lotado antes de deixar os trabalhos para fazer um curso na escola superior da Polícia Federal.

O delegado ficou afastado por quatro meses da instituição depois das acusações de vazamento de informações na Satiagraha.

Protógenes se reapresentou ao diretor de Inteligência da PF, Daniel Lorenz, que lhe comunicou do seu afastamento da divisão.

Lorenz pediu que Protógenes retorne em 15 dias ao Departamento de Recursos Humanos da Polícia Federal para ser informado sobre o seu novo local de trabalho na instituição.

Em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, Lorenz criticou a condução das investigações por Protógenes ao afirmar que o delegado mentiu aos colegas da instituição sobre a participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Satiagraha.

Além de ser afastado da Diretoria de Inteligência, Protógenes não vai retomar o comando da Operação Satiagraha –conduzida desde a sua saída pelo delegado Ricardo Saadi.

A versão oficial divulgada pela PF para afastar Protógenes do comando da Satiagraha foi a de que o delegado deixaria o caso para participar do curso. O delegado denunciou que foi forçado a deixar o caso. Além de supostamente vazar informações da operação, o delegado é acusado de utilizar indevidamente agentes na Abin nas investigações.

As acusações provocaram uma crise entre Protógenes e a cúpula da PF. O delegado denunciou a existência de uma suposta articulação comandada pelo banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, para afastar o juiz Fausto De Sanctis das investigações da Satiagraha. De Sanctis foi responsável por expedir os mandados de prisão do banqueiro, que acabou liberado por dois habeas corpus concedidos pelo presidente do STF , Gilmar Mendes.

No período em que esteve no comando da operação, Protógenes indiciou o banqueiro e mais nove pessoas investigadas por gestão fraudulenta e formação de quadrilha. Após o afastamento de Protógenes, o delegado Ricardo Saadi assumiu o comando das investigações.

FolhaOnLine

Mangabeira seria elo entre Daniel Dantas e imprensa

A gravação da reunião da cúpula da Polícia Federal, realizada no dia 14/07, que culminou com o afastamento do delegado Protógenes Queiroz do comando da Operação Satiagraha revela supostos pagamentos de propinas para jornalistas, juízes e políticos. O nome “Mangabeira” aparece como sendo o elo entre Dantas e os meios de comunicação.

“Nosso alvo é extremamente estrategista. Ao pegar o laptop (na casa dele, na hora da apreensão) estavam os manuscritos: na PF vai a pessoa tal, falar com tal. No Judiciário vai a pessoa tal. No jornalista, a gente contrata o Mangabeira para chegar nos meios de comunicação. Estava todo o organograma dele lá”, disse o delegado Carlos Eduardo Pelegrini Magro, um dos responsáveis pela Satiagraha.

Os documentos apreendidos apontam que o suposto esquema movimentava R$ 18 milhões. Durante a conversa, o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, pediu cautela ao se fazer acusações sobre a distribuição de propina.

“As organizações hoje se caracterizam por tentar entrar nos órgãos públicos. Temos que ter sobriedade nesses julgamentos”, disse Coimbra.

Para Protógenes, imprensa tenta “desestabilizar” a PF
Durante a reunião, o delegado Protógenes Queiroz acusou parte da imprensa de tentar “desestabilizar” a investigação da PF. Ele classificou os veículos Folha de S. Paulo, Veja, Istoé Dinheiro e Época como “imprensa sem-vergonha”. De acordo com Queiroz, as manchetes queriam “denegrir” o trabalho da PF.

“Tentaram fazer isso no judiciário, não conseguiram. Tentaram fazer no Ministério Público, não conseguiram. Será que aqui vão conseguir? Acredito que não”, disse o delegado.

PF tenta, sem sucesso, “vedar” saída de informações
O vazamento da operação para a imprensa também foi discutida na reunião. O diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon, disse que os esforços que a PF está fazendo não estão conseguindo “vedar” a saída de informações.

Na Satiagraha, Troncon comenta que, quando a equipe chegou ao local, a imprensa já estava lá: “(a equipe) teve que pedir licença para estacionar o carro”. A reclamação foi direcionada principalmente à Rede Globo.

“O que é a imprensa? A imprensa é a Globo. A Globo, que já teve preferência outras vezes e que gerou a ira da imprensa em geral. Se tivesse que dar privilégio para alguma empresa, que se desse para a pública, para a TV Cultura”, reclamou Troncon.

Rede Globo é favorecida pela PF
A Globo também foi alvo de críticas de Leandro Coimbra e Protógenes Queiroz. Na reunião, os dois deixaram claro que a emissora é favorecida pela PF.

“Ainda mais uma imprensa que é uma empresa privada, que vive de lucros, que é a líder de audiência. Por que temos de dar preferência para a Rede Globo?”, questionou Coimbra.

Protógenes lembrou que o relatório da operação dedicou um capítulo somente à imprensa. Na reunião, classificou como “mídia bandida” a parte da imprensa que critica a operação da PF.

“Eu fiz mesmo um parágrafo de mídia para movimentar a sociedade e nós refletirmos realmente a questão da mídia nos trabalhos da PF, e até refletir no judiciário e no Ministério Público Federal também”.

Os áudios da reunião foram disponibilizados no blog do Noblat.

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PF vasculha apartamentos de Protógenes

Mentor da Operação Satiagraha, missão federal que investiga o sócio-fundador do Grupo Opportunity, daniel dantas, num suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes fiscais, o delegado Protógenes Queiroz tornou-se hoje alvo da Polícia Federal (PF), que integra há nove anos.

As 6h da manhã desta quarta-feira, o delegado Protógenes Queiroz, que há apenas quatro meses assombrou o Brasil ao tocar a Operação Satiagraha e prender o banqueiro Daniel Dantas, foi acordado por agentes federais no seu apartamento de hotel, em São Paulo. Os agentes federais foram vasculhar tudo e apreender o que encontrassem pela frente. Outros dois apartamentos usados pelo delegado e até a casa do filho também foram invadidos.

Os agentes federais, colegas de Protógenes, cumpriam um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os federais levaram o computador pessoal do delegado, o rádio e o celular de Protógenes. Outras equipes da PF, simultaneamente, fizeram blitz em outros dois endereços de Protógenes, em Brasília e no Rio, onde mora o filho dele, de 21 anos. Também nesses locais foram recolhidos pertences e equipamentos do delegado, alvo de inquérito que investiga o vazamento de informações sigilosas da operação que ele próprio criou para esmiuçar a vida e as atividades empresariais de Dantas, envolvido num suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes fiscais.

O inquérito, presidido pelo delegado Amaro Lucena, corregedor da PF, apura ainda suspeita de grampos telefônicos ilegais. Além de Protógenes, são investigados agentes de sua equipe que também sofreram busca e apreensão por ordem judicial. A devassa nos endereços de Protógenes foi requisitada, formalmente, pela PF, mas o procurador da República Roberto Diana se manifestou contra a inspeção e a apreensão de bens do delegado.

No fim da tarde desta quarta-feira, Protógenes dirigiu-se à sede da Procuradoria da República, disposto a obter mais informações sobre os motivos pelos quais é investigado. O cunhado dele, o advogado Fernando Alfonso Garcia, declarou que Protógenes se indignou muito com a busca realizada na casa onde mora o filho, no Rio.

Blog Protógenes traz mais sobre Satiagraha

Depois de se afastar do comando da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o delegado Protógenes Queiroz é apontado como responsável por um blog na internet que reúne detalhes da sua carreira na instituição. O blog supostamente criado por Protógenes reúne matérias de jornais e sites com informações sobre o seu afastamento forçado do comando da Operação Satiagraha, além de detalhes sobre o seu “currículo” como delegado federal.

Apesar do título do blog ser “Blog do Protógenes Queiroz”, o delegado não fala em primeira pessoa sobre as suas atividades.

Ao relatar o episódio em que teria sido forçado a deixar a operação, ele fala que “curiosamente Protógenes teria comentado com aliados que esse afastamento desmerece seu trabalho e causa prejuízo muito grande à investigação”. O delegado afirma que “Protógenes formalizou uma representação junto ao Ministério Público Federal, em São Paulo, que abriu procedimento para apurar se as investigações sofreram, ou estão sofrendo, algum tipo de obstrução”.

Entre as reportagens citadas por Protógenes no blog estão as que acusam a cúpula da PF de forçar o seu afastamento da operação depois de “excessos” -como divulgação de imagens da prisão de Celso Pitta, flagrado de pijamas.

O blog lista as operações da PF já conduzidas por Protógenes antes da Satiagraha, como a que resultou na prisão do contrabandista Law Kin Chong e as investigações de fraudes e evasão de divisas no caso Corinthians/MSI.

A PF não confirma se o blog é efetivamente de Protógenes. Como o blog seria uma atividade pessoal do delegado, a Polícia Federal não comenta o assunto. O delegado também vem se mantendo afastado da mídia desde que deixou o comando da Operação Satiagraha.

Protógenes está em Brasília onde participa de um curso de reciclagem promovido pela Academia da Polícia Federal. Em conversas com interlocutores, o delegado revelou que foi forçado a deixar as investigações depois de “excessos” cometidos na operação.

Protógenes também encaminhou denúncia ao Ministério Público de São Paulo para denunciar a obstrução da própria PF ao seu trabalho. Na representação, o delegado reclama que foi prejudicado pela falta de recursos humanos e materiais para a condução das investigações.

FSP

Antecipada a Daniel decisão de Ministro STJ

Advogado de Daniel Dantas, o ex-Deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalgh, antecipou para o banqueiro a decisão de um Ministro do Superior Tribunal de Justiça em adiar o voto num julgamento de interesse do grupo Opportunity.

O presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal, Amaury Portugal, afirmou hoje, depois de uma reunião na sede da Superintendência da PF, em São Paulo, que os envolvidos no caso Satiagraha querem mudar o foco das investigações.

A Band teve acesso a gravações inéditas de interceptações telefônicas da operação. Uma delas indica que o ex- deputado e advogado do grupo Opportunity, Luiz Eduardo greenhalgh conseguiu adiantar para Humberto Bráz, um dos emissários de Daniel Dantas, a decisão do Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Sidnei Agostinho Beneti de adiar o seu voto em um processo. Segundo a Polícia Federal, Greenhalgh diz ter realizado tráfico de influência.
Mas a investigação não conclui se o ex deputado teve acesso a informação ou se influenciou no voto. O objetivo era adiar a decisão judicial para forçar um acordo com um banco e possibilitar a venda da Brasil Telecom para a OI.

O processo tinha o Opportunity como uma das partes. Na conversa do dia 15 de abril deste ano, Greenhalg afirma que o 2o julgador iria pedir vistas do processo. Conforme Greenhalgh adiantou, Sidnei Beneti pediu mais tempo para analisar o processo, mas um outro ministro resolveu antecipar o voto, contrariando os interesses do grupo Opportunity.

Dantas tentou subornar Protógenes Queiroz

Gravações da Polícia Federal, obtidas pelo Jornal Nacional, revelaram que o banqueiro Daniel Dantas quis entrar em contato com o delegado Protógenes Queiroz bem antes do dia em que a Operação Satiagraha foi deflagrada.

É por corrupção que Daniel Dantas vai sentar primeiro no banco dos réus. A Justiça Federal em São Paulo já abriu processo contra o banqueiro, o assessor dele, Humberto Braz, e Hugo Chicaroni, amigo de Humberto.

Os três são acusados de subornar um delegado federal: US$ 1 milhão para deixar Daniel Dantas de fora das investigações.

O relatório policial mostra: mais de dois meses antes da Operação Satiagraha, o banqueiro tentou se aproximar do delegado Protógenes Queiroz, responsável pelo caso. O telefonema é entre Daniel Dantas e o assessor Humberto Braz. Leia mais em: Daniel Dantas tentou subornar Protógenes Queiroz

A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira o banqueiro Daniel Dantas e mais nove pessoas ligadas ao banco Opportunity por gestão fraudulenta e formação de quadrilha. Eles foram investigados pela PF durante a Operação Satiagraha.

Além de Dantas, os indiciados são: a irmã do banqueiro, Verônica Dantas, que também atua na diretoria do banco; o ex-marido dela e atual sócio do Opportunity, Carlos Rodenburg; o presidente do banco, Dorio Ferman; a diretora jurídica, Danielle Silbergleid Ninnio; a diretora de relações com investidores, Maria Amália Delfim de Melo Coutrim; o diretor de operações, Eduardo Penido Monteiro; o presidente do Conselho de Administração, Arthur Joaquim de Carvalho; e os executivos do banco Itamar Benigno Filho e Norberto Aguiar Tomaz.

A informação foi dada pela PF após o depoimento deles na sede da PF em São Paulo.

JN

Delegado que prendeu Dantas deixa o caso


O delegado Protógenes Queiroz ( à direita na foto) se afastou do comando da Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal e que culminou na prisão de Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta, entre outros.

Segundo a assessoria da PF, ele deve concluir o Curso Superior de Polícia, obrigatório para todos os agentes que já têm pelo menos dez anos de serviço. Protógenes estava acompanhando o curso pela Internet, mas agora deve comparecer a 30 dias de aulas presenciais em Brasília. Ao final do curso, ele não deve retomar o comando da operação.

Os demais delegados (Carlos Eduardo Pellegrini Magro e Karina Murakami Souza) continuam no caso somente até o dia 21, quando deixarão a investigação. Segundo a PF, a saída deles não teria relação com a polêmica operação, mas ambos teriam dito a um procurador da República e a um juiz que foram afastados pela direção da Polícia Federal.

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