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Crédito para compra de moto para trabalho

O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) autorizou nesta quarta-feira a abertura de duas linhas de crédito com recursos do fundo.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a primeira, no valor de R$ 100 milhões, é destinada à compra de motocicletas por pessoas que usam esse tipo de veículo para trabalhar, como os motoboys.

A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) aprovou a medida. De acordo com Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da entidade, “a linha de crédito é um forte incentivo para a categoria dos motofretistas, pois proporciona melhorias na condição de trabalho dos profissionais do segmento e colabora para a modernização da frota”.

A segunda linha de crédito, no valor de R$ 200 milhões, destina-se à formação de capital de giro em empresas de turismo e será lançada no dia 8 de junho, no Rio de Janeiro, em cerimônia que terá também a presença do ministro do Turismo, Luiz Barretto.

Lupi informou que, para a linha de crédito entrar em vigor, a medida precisa ser publicada no “Diário Oficial da União”. Os recursos estarão disponíveis para os trabalhadores em breve, disse ele.

Condições

Segundo o Ministério do Trabalho, podem ter acesso a linha “FAT-Motofrete” pessoas físicas autorizadas, trabalhadores autônomos inscritos no INSS ou classificados como motociclistas no transporte de pequenos valores.

A linha prevê o financiamento de 100% para motonetas ou motocicletas novas, de até 150 cilindradas, incluído o seguro inicial. O prazo de contratação do crédito pode ser em até 48 meses, com taxa de juros que varia de 6% a 18%.

Segundo o ministro Lupi, o financiamento terá três taxas de juros, de acordo com o prazo: em 24 meses, a taxa efetiva final será de 6% ao ano; em 36 meses, 12% ao ano; e em 48 meses, 18% ao ano.

“Todas essas são taxas máximas. Isso significa que ainda tentaremos junto aos agentes operadores –Caixa e Banco do Brasil– uma diminuição do valor. Essa linha é voltada para trabalhador formal, autônomo e terceirizado”, informou o ministro do Trabalho.

Na linha “FAT-Giro Setorial Turismo”, o financiamento será por taxa de juros efetiva pós-fixada TJLP + (até) 2,8% ao ano ou taxa de juros pré-fixada de até 8,5% ao ano. “Esses valores também são teto, ou seja, pode ser menor, dada a discussão junto a Caixa e Banco do Brasil”, informou o ministério.

Min Trabalho

Crédito acaba até para o bilionário Eike Batista

A LLX, empresa de logística do bilionário Eike Batista, anunciou ao mercado que suspendeu a construção de um grande e polêmico terminal portuário em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. O objetivo da LLX é concentrar suas atividades na construção do porto de Açu (norte do Rio de Janeiro) e no desenvolvimento do porto Sudeste (sul do Rio de Janeiro). Esses dois projetos têm o início da operação previsto para 2010 e 2011, respectivamente, e ganharam a prioridade da empresa por já estarem em uma fase de financiamento mais adiantada.

Segundo Ricardo Antunes, presidente da LLX, a construção do Porto Brasil, em Peruíbe foi apenas suspensa – e não abandonada. A decisão foi tomada por uma questão de “disciplina financeira”. “Todos estão cientes do atual momento do mercado financeiro, da pouca disponibilidade de crédito”, afirmou ele em teleconferência com analistas. Segundo ele, a empresa tem 380 milhões de reais em caixa, que lhe garantem uma situação confortável no curto prazo. “Só estamos adotando uma atitude bastante conservadora e prudente dada à situação atual do mercado.”

Ao suspender a construção do Porto Brasil, em Peruíbe, a empresa reduziu a sua necessidade de capital em cerca de 50%. Os investimentos totais da LLX cairão de 3,9 bilhões para 2 bilhões de dólares, diminuindo os desembolsos da companhia, especialmente no curto prazo. O mercado não recebeu bem a notícia. Às 13h27, as ações da empresa despencavam 17,38%, para 1,34 real.

Exame

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