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#POLITICA: olha só quem lidera o ranking da corrupção comprovada no Brasil…

Balanço do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral sobre os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde 2000.

Brasil: 113º lugar em liberdade econômica

O Brasil ficou em 113º lugar em um ranking sobre liberdade econômica publicado pelo Wall Street Journal e pela Heritage Foundation. O estudo afirma que a corrupção é um dos principais obstáculos para o desempenho do país, que sofre também com a dificuldade para se começar um negócio. Continue lendo

Banqueiro Daniel Dantas é condenado

A sentença saiu na terça-feira, em São Paulo. O juiz federal Fausto de Sanctis condenou o banqueiro Daniel Dantas e mais dois réus a penas de prisão e pagamento de multa, mas permitiu que os três recorram da sentença em liberdade

Entre as provas do processo estão R$ 1,180 milhão em dinheiro vivo. As notas foram apreendidas com Hugo Chicaroni, ligado a um dos assessores de Daniel Dantas.

O montante, segundo a Policia Federal, seria usado para livrar o banqueiro e parentes dele de investigações criminais. Delegados contaram que foram procurados por Hugo e por Humberto José da Rocha Braz, ex-diretor da Brasil Telecom, empresa que pertenceu ao grupo Opportunity. Os policiais simularam que aceitariam a propina, e a Justiça autorizou a monitoração de encontros e telefonemas.

Na sentença, o juiz Fausto de Sanctis escreveu:

“As provas produziram certeza judicial, colocando uma pá da cal na alegada inocência, inclusive com relação a Daniel Valente Dantas”.

O banqueiro foi condenado a dez anos de prisão e multa de R$ 12 milhões. Humberto Braz pegou sete anos e um mês de cadeia, mais uma multa de R$ 1,5 milhão. Hugo Chicaroni também foi condenado a sete anos e um mês de prisão, mais multa de R$ 594 mil.

O total de R$ 14,1 milhões em multas deverá ser depositado em contas bancárias de entidades beneficentes escolhidas pela Justiça. Os três condenados também podem recorrer do pagamento das multas.

A PF usou como prova contra os três gravações em que Chicaroni e Braz aparecem conversando com o delegado Victor Hugo Alves. A PF diz que eles pediram propina para que o nome de Dantas fosse retirado das investigações da operação.

Segundo a acusação, Dantas teria ordenado que seu assessor Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom Participações – empresa da qual o Opportunity era sócio -, e Chicaroni oferecessem US$ 1 milhão ao delegado. Os três chegaram a ser presos durante a Operação Satiagraha.

RS: Cai mais um do governo Yeda Crusius

A saída de Ronei Ferrigolo (foto) da presidência da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) já era esperada.

Ferrigolo foi citado em reportagem da Revista Veja por ter supostamente recebido complementação salarial da Federasul quando assumiu o cargo, em setembro do ano passado. O Ministério Público investiga o caso.

Outra suspeita, a de que ele seria sócio oculto de uma empresa que presta serviços para a Procergs, é objeto de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado, que está em fase de conclusão.

Ferrigolo tentou manter-se no cargo,mas sua situação ficou insustentável após a denúncia na Veja de que ele recebeu uma complementação salarial paga pela Federasul.

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado investiga uma licitação da Procergs, sob suspeita de irregularidade envolvendo a empresa Processor, da qual Ferrigolo era sócio. Em nota oficial, Ferrigolo diz que foi vítima de “denúncias covardes e anônimas” que expressariam “resistência a um projeto de mudanças”. A saída do presidente da Procergs engorda a lista de secretários e dirigentes de estatais afastados desde o início do governo Yeda Crusius (PSDB). A lista é longa. Alguns dos principais casos:

Ênio Bacci – Segurança Pública
José Francisco Mallmann – Segurança Pública
Vera Callegaro – Meio Ambiente
Luiz Fernando Zacchia – Casa Civil e Sedai
Cezar Busatto – Casa Civil
Delson Martini – Secretário Geral de Governo
Ariosto Culau – Planejamento
Flávio Vaz Netto – Detran
Nelson Proença – Desenvolvimento e Assuntos Internacionais
Paulo Azeredo – Obras
Paulo Fona – Porta-voz e Comunicação
Cel. Edson Ferreira Alves – Brigada Militar
Renato Breunig – Fepam
Marcelo Cavalcanti – “Embaixador” do RS em Brasília

Qual será a próxima cabeça a rolar?

do Blog: RSUrgente

Estudo: Corrupção cresce e é muito grave

Policial que achaca cidadão é um corrupto execrável. Contribuinte que suborna funcionário público, nem tanto. Empresário que financia campanha com interesse em receber privilégios do eleito comete ato abominável. Parar em fila dupla não é motivo para tanta indignação.


Nunca se falou tanto em corrupção no país. E o brasileiro nunca a achou tão grave. Mas seus danos são considerados piores ao interesse público se originária do governo ou dos empresários. E tanto menores se tem como origem os atos do cotidiano dos brasileiros, vítimas que se consideram do Estado e do capital.

Essas conclusões estão na mais ampla pesquisa que já se fez sobre o tema até hoje no país e publicada, com exclusividade, pelo Valor. Encomendada ao Vox Populi, a pesquisa ouviu 2.421 pessoas em todo o país, desde Sucupira do Riachão, minúscula cidade na divisa do Maranhão com o Piauí, sem um único hospital, até a rica Caxias do Sul (RS), passando pelas capitais de todos os Estados.

A pesquisa é o primeiro produto do Centro de Referência do Interesse Público, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com financiamento das Fundações Konrad-Adenauer e Ford, o centro promoverá um seminário para discutir os resultados da pesquisa, tem no prelo um dicionário sobre o tema – “A Corrupção: Ensaios e Críticas” – de mais de 400 páginas reunindo 61 acadêmicos de todo o país, mais 10 livros em que os tópicos são esmiuçados e ainda um CD-ROM que levará a discussão a escolas de ensino médio e universidades em todo o país.

Na pesquisa, 77% dos entrevistados dizem considerar a corrupção no Brasil muito grave. Essa percepção é tanto maior se o entrevistado for homem, morador de áreas urbanas do norte ou sudeste do país, tiver curso universitário e renda acima de dez salários mínimos.

Na terceira pergunta do questionário, depois de terem assegurado, majoritariamente, que o problema é grave e aumentou nos últimos anos, os entrevistados concordam, em um porcentual igualmente alto – 75% – que o que aumentou não foi a corrupção, mas a apuração de casos submersos.

Entre as instituições, a Câmara de Vereadores é percebida como mais corrupta que o Senado Federal.
Entre Polícia Federal, Judiciário e Congresso, os dois primeiros são, de longe, instituições que gozam de mais respeito entre os entrevistados. A quantidade de escândalos que o Congresso já protagonizou explica essa percepção.

A Polícia Federal tem o apoio majoritário da população, apesar de 48% dos entrevistados acreditarem que, às vezes, os policiais agem ao arrepio da lei. No livro, “A Corrupção – Ensaios e Críticas” indicam que o Brasil é o país campeão dos desconfiados. Não mais que 3% dos brasileiros respondem positivamente à pergunta sobre se se pode, em geral, confiar nas pessoas. Nos países escandinavos, a proporção é de 65%.

Essa desconfiança despenca diante de pobres, velhos e mulheres. Na pesquisa Vox Populi, as pessoas mais pobres estão no panteão da honestidade. As mais velhas vêm em seguida e, logo depois, as mulheres. Estas chegam a ser consideradas mais honestas pelos homens do que por elas mesmas. A gentileza não é recíproca. Os homens têm de si uma imagem de mais honestidade do que a das mulheres sobre eles. E, quanto mais velhas e pobres, mais impoluta é a imagem feminina.

É verdade que há registros esparsos de mulheres no banco de réus de uma CPI (a ex-deputada Raquel Cândido foi cassada em 1994, depois de ter sido incriminada no escândalo dos Anões do Orçamento).

Na safra atual de governadoras, no entanto, a do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) é alvo de uma CPI pela Assembléia Legislativa e a do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria (PSB), teve seu filho (homem, lembrariam os entrevistados) preso em operação da Polícia Federal.

Mas a percepção nacional de que as últimas pessoas de quem se desconfia numa trapaça são as pobres velhinhas diz muito mais sobre a cultura política brasileira do que sobre as razões do voto. Elas produzem um raro consenso entre a família e o Estado. É delas que ambos menos se ocupam. E é sobre essas campeãs da honestidade tupiniquim que se expia a culpa coletiva pela ausência da responsabilidade no cultivo do interesse público.

Maria Cristina Fernandes
Valor Econômico


Yeda Crusius demite quatro auxiliares

Em meio à mais grave crise de sua administração, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), viu-se compelida a afastar quatro auxiliares. Yeda convocou os jornalistas, neste sábado (7), para informar que deixam sua equipe:

1) Cézar Busatto, chefe da Casa Civil; 2) Delson Martini, secretário-geral de Governo; 3) Marcelo Cavalcante, chefe do escritório de representação do governo gaúcho em Brasília; e 4) o coronel Nilson Bueno, comandante-geral da Brigada Militar.

Antes da entrevista, Yeda reunira-se com o seu conselho político. Integram-no líderes de partidos que dão suporte à sua administração na Assembléia Legislativa. Fez-se no encontro, a portas fechadas, uma avaliação da crise.

Àquela altura, a governadora já havia decidido promover a dança de cadeiras. O movimento tornara-se incontornável na véspera, depois que o vice-governador gaúcho, Paulo Feijó (DEM), divulgara uma fita-bomba contra o governo que integra.

De todas as baixas, duas doeram mais na governadora. A de Busatto, por razões políticas; e a de Martini, por motivos sentimentais.

O chefe da Casa Civil Busatto (PPS) era quem fazia a ponte do Palácio Paratini, a sede do governo gaúcho, com a Assembléia Legislativa. Gravado à sua revelia em diálogos constrangedores que mantivera com o vice Feijó, Busatto converteu-se num moribundo político instantâneo.

O secretário-geral Martini é um amigo da governadora de três décadas. Teve de ir ao olho da rua porque seu nome fora mencionado em conversa de dois personagens enrolados no escândalo do Detran-RS. Conversa telefônica, grampeada pela Polícia Federal.

O troca-troca promovido por Yeda é uma tentativa de responder à crise que ronda o Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. A depender da oposição, capitaneada pelo PT e tonificada pelo “quinta-colunismo” do vice ‘demo’ Feijó, a encrenca não termina tão cedo.

A prioridade dos adversários da governadora passou a ser a inquirição de Busatto e Martini, dois dos assessores afastados, na CPI do Dentran, que se desenrola na Assembléia Legislativa.

Nesta segunda-feira (9), Yeda deve reunir-se novamente com seu conselho político. Deseja discutir alternativas de nomes para ocupar os cargos que ficaram vagos.

Ainda nesta sábado, deve levar ao ar nas emissoras de rádio e TV do Rio Grande do Sul uma mensagem sobre a crise. Foi gravada pela manhã.

A encrenca que rói as entranhas da administração de Yeda Crusius tem contornos sui generis. A governadora está condenada a uma convivência de mais dois anos e meio com um vice-governador que não a suporta. E vice-versa.

O diabo é que, eleito na mesma chapa de Yeda, Feijó é “indemissível”. Ao gravar às escondidas um diálogo com o agora ex-chefe da Casa Civil, o vice-governador deu mostras de que sua aversão à “companheira” de governo contaminou-lhe o fígado.

Mal comparando, é como se, em Brasília, o vice José Alencar, de nariz virado com Lula, chamasse a minsitra Dilma Rousseff (Casa Civil) para uma conversa, gravasse o diálogo às escondidas e, depois, divulgasse a fita.

Josias de Souza

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