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RS terá banco de cordão umbilical

O Rio Grande do Sul aguarda para este ano instalação do banco público de sangue de cordão umbilical, que ficará no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A previsão é de que o governo federal, por meio do BNDES, repasse recursos na ordem de R$ 700 mil. ‘A expectativa é de que, até o final do ano, o valor seja disponibilizado’, disse a diretora-presidente da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde, Sílvia Spalding.

O banco será uma alternativa para pacientes que precisam de transplantes, principalmente de medula óssea. Com a diversidade de material coletado será mais rápido encontrar um doador compatível.
O banco permitirá que células de cordão umbilical, normalmente descartadas, sejam analisadas geneticamente e congeladas. A idéia é coletar o sangue do cordão umbilical e da placenta de bebês nascidos nos hospitais Conceição, de Clínicas e Fêmina e cujas mães tenham realizado o pré-natal nas instituições e permitam a realização da coleta.

As células-tronco poderão auxiliar no tratamento de doenças como leucemias, linfomas e anemias de origem genética. O banco permitirá que pacientes de qualquer estado tenham condições de realizar o transplante na Capital ou então o cordão umbilical será levado até eles. No país, existem dois bancos públicos, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

CP

Uso de cordão em transplante cresce 440%

Quase metade dos transplantes não-aparentados de medula óssea no país já são feitos com células-tronco de sangue de cordão umbilical. Em quatro anos, o índice de participação de cordões “nacionais” nessas cirurgias passou de 10% para 54% (um crescimento de 440%), segundo a rede BrasilCord, que reúne bancos públicos de cordão umbilical.

Até o final do ano, o Brasil também integrará uma rede internacional de bancos de cordão umbilical, fornecendo material a outros países.

O sangue de cordão umbilical e placentário é rico em células-tronco hematopoéticas e é indicado no transplante de medula óssea em pessoas com leucemias, linfomas, anemias graves, entre outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e auto-imune. Os transplantes também são feitos com doações de medula óssea.

O maior uso dos cordões, que ainda vão para o lixo na maioria das maternidades brasileiras, está sendo possível por conta de um programa do Ministério da Saúde que reúne, no momento, quatro bancos públicos de cordão umbilical -no Inca (RJ), no hospital Albert Einstein (SP) e nos hemocentros de Campinas e Ribeirão Preto.

Com a liberação de um financiamento de R$ 30 milhões pelo fundo social do BNDES, o país vai ganhar outras oito unidades -no CE, PE, PA, DF, PR, RS, SC e MG-.
Com 12 bancos funcionando, o país conseguirá fazer 85% dos seus transplantes de medula com doadores próprios. O Brasil gasta em torno de US$ 29 mil em cada doação vinda do exterior. Em 2007, foram importados 32 cordões.

Do início do programa até agora, 60 unidades foram usadas em transplantes. Outras 150 estão identificadas, mas os pacientes aguardam um leito para realizar o transplante. Apenas 16 hospitais no país estão autorizados a fazer a cirurgia e ao menos 1.200 pessoas estão à espera.

FSP

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