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Romário e Jean Wyllys podem ganhar o “Oscar” do Congresso Nacional

Romário e Jean Wyllys

Mal chegaram à Câmara dos Deputados e os deputados Romário e Jean Wyllys são cotados para ganhar o Prêmio Congresso em Foco 2011, conhecido em Brasília como o “Oscar do Congresso Nacional”, na categoria “Parlamentar de Futuro”, que premiará congressistas de até 45 anos.

Até o final desta semana, jornalistas vão selecionar os parlamentares que, na opinião deles, mais se destacaram no exercício de suas funções.

A partir da próxima segunda-feira a votação será feita na internet.

Vídeo mostra deputada filha de Roriz recebendo propina de 50 mil

 

Uma fita de vídeo inédita, em análise no Ministério Público, mostra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), junto com o marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa. Com duração de 2 minutos e 50 segundos, o vídeo foi gravado na campanha eleitoral de 2006, na sala de Barbosa, delator do escândalo de corrupção, desmantelado pela operação Caixa de Pandora, que derrubou o governador José Roberto Arruda.

O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso à fita e há uma semana tem tentado falar com a deputada, que foi procurada em seu gabinete, na residência e por telefone. Avisada do teor do vídeo, a assessoria da deputada disse que ela estava em viagem e não respondeu. Ela sempre negou com veemência qualquer envolvimento dela e do pai, o ex-governador Joaquim Roriz, no esquema. Em discurso, em abril passado, ela chamou de “cara de pau” a deputada Eurides Brito, cassada após a divulgação de vídeo em que aparece recebendo propina de Barbosa e enfiando o dinheiro numa bolsa de couro.

O vídeo, o 31º da chamada “coleção da corrupção no DF”, mostra o casal recebendo e enfiando um maço de R$ 50 mil numa mochila, reclamando que o valor estava abaixo do combinado e negociando novas contribuições para a campanha de Jaqueline, que se elegeu deputada distrital naquele ano. “Rapaz, não é fácil ser candidato. Resolve isso para mim cara!”, apela Neto, ao ser avisado de que a quantia ficaria entre três e cinco remessas e não seis, como combinado.

Jaqueline e o marido demonstram satisfação quando veem Barbosa colocar o maço de notas de R$ 100 sobre a mesa. Mas, com certa arrogância, reclamaram do valor, supostamente abaixo do combinado e tratam Barbosa um empregado relapso. “Como só cinco?… Eu preciso de mais, por favor! Porque isso aí, para nos é muito complicado de fazer”, queixa-se Neto. Mais adiante, Jaqueline explica as dificuldades de campanha e indaga: “Tem possibilidade de você aumentar (o valor) para mim?”.

– Vamos ver – responde Barbosa.

A seguir, ela explica porque precisará de mais contribuição: “tem cinco pessoas que estão já nos ajudando. Isso enquanto não começa… não aconteceu nada ainda”. Num diálogo entrecortado, ela conta que vários colaboradores, “como o Rogério, da CEB”, prometeram ajuda, mas falharam – “até agora, nada”, diz.

Até agora, Barbosa, que montou e operava o esquema de corrupção desde 2002, no governo Roriz, vinha preservando o antigo chefe e só havia delatado o governo Arruda, que o promovera a secretário de estado para continuar operando a arrecadação de propina para o chamado mensalão do DEM. Roriz nega que a organização do esquema venha desde o seu governo.

Ex-delegado de polícia ligado à comunidade de informações e especialista em grampeamento de conversas, Durval gravava tudo em áudio e vídeo, em sigilo. Alvo de mais de 20 processos na Justiça, ele fez o acordo de delação premiada em setembro de 2009, quando passou a ajudar a polícia e o Ministério Público. Como o benefício da delação é proporcional à colaboração, agora Barbosa começou a entregar o lado poupado.

VANNILDO MENDES – Agência Estado

Tiririca analfabeto? promotor quer fazer testes

A revista ÉPOCA publica neste sábado (25)  reportagem que revela indícios de que o candidato a deputado federal Tiririca (PR) não sabe ler nem escrever. A revista traz declarações do humorista Ciro Botelho, que escreveu um livro assinado por Tiririca, e descreve situações em que o candidato demonstrou, “no mínimo, enorme dificuldade de leitura”.

O promotor da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, anexou a reportagem a duas representações que está levando à Procuradoria Regional Eleitoral e à Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Ele declarou a ÉPOCA que a reportagem coloca sérias dúvidas sobre a alfabetização do candidato e propõe um teste: “Estou sugerindo que se faça um ditado com um trecho da Constituição e depois se peça a ele que leia um outro trecho. Se ele não conseguir fazer o teste, a candidatura poderá ser impugnada”. O promotor quer testar Tiririca já na próxima segunda-feira (27).

A lei obriga que todo candidato apresente um comprovante de escolaridade no registro de sua candidatura. Sem esse documento, ele deve fazer uma declaração de próprio punho afirmando que sabe ler e escrever. A reportagem de ÉPOCA mostra a declaração apresentada por Tiririca ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O documento, porém, é escrito com letras redondas, bem diferente da utilizada pelo candidato nos autógrafos, em que ele “desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem”.

Na semana passada, o Ministério Público Eleitoral já havia denunciado o candidato, que declarou patrimônio zero ao TRE-SP, por ter omitido sua relação de bens da Justiça.

De acordo com as pesquisas, Tiririca pode ser o deputado federal mais votado do país no dia 3 de outubro, com potencial para alcançar mais de um milhão de votos. Com esse número de sufrágios, o palhaço pode garantir mais quatro ou cinco cadeiras na Câmara para outros candidatos de sua coligação, formada por PT, PC do B, PR, PRB e PT do B.

Parlamentares milionários os que mais viajaram

Um cruzamento feito a partir do levantamento realizado pelo Congresso em Foco revela que os cinco deputados que mais viajaram ao exterior com passagens aéreas da cota da Câmara são milionários. As informações, publicadas no jornal Folha de S. Paulo neste domingo (26), foram obtidas a partir da análise da lista deste site com declarações de bens dos parlamentares à Justiça Eleitoral.

Os deputados que mais viajaram ao exterior com dinheiro público – Dagoberto Nogueira (PDT-MS), Léo Alcantara (PR-CE), Marcelo Teixeira (PR-CE), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Jilmar Tatto (PT-SP) – têm patrimônio, cada um deles, superior a R$ 1 milhão. Juntos eles tiveram 167 voos realizados. Muitos bilhetes comprados para familiares e amigos.

“A defesa da farra [das passagens] no plenário da Câmara indica apenas que os doutores não estão entendendo nada. Quem paga essas contas é uma patuleia que pouco viaja ao exterior e, quando o faz, economiza centavos para comprar um iPod pela metade do preço”, comentou no texto o colunista da Folha Elio Gaspari.

No último dia 22, o Congresso em Foco publicou a lista com os 216 parlamentares que viajaram ao exterior utilizando a cota de passagens aéreas da Câmara no período de janeiro de 2007 a outubro de 2008. Como mostrou a reportagem, os destinos mais cobiçados foram Miami, Paris e Buenos Aires.

Lista resumida com a quantidade de voos de cada um

Lista completa, com nome dos passageiros e destinos


Renata Camargo  www.congressoemfoco.combr

Charge:

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‘CQC’: proibido humor no Congresso

Já está com 223 mil e 284 assinaturas (até às 21h30 de domingo) a campanha virtual ‘CQC no Congresso’, organizada pela equipe do programa da Band para lutar pelo direito de fazer reportagens no Congresso Nacional. Se a trupe de Marcelos Tas, que dobrou a audiência da emissora nas noites de segunda-feira, ganha fãs em todo o Brasil desde sua estréia em março, o mesmo não se pode dizer da Câmara dos Deputados, onde os jornalistas foram considerados ‘persona non grata’.

A turma foi descredenciada para entrar na casa depois de ter gravado com os deputados em março. Na reportagem que foi ao ar, o repórter Danilo Gentilli fazia um tour pela Câmara e ironizava a ausência de alguns deputados em seus escritórios no horário de trabalho.

A justificativa para não liberar o credenciamento do ‘CQC’ se baseou na proibição de utilizar espaços públicos para a gravação de programas não-jornalísticos.

“O nome disso é censura. E existe um comitê na Câmara para decidir o que é jornalismo? Afinal, cabe a um deputado ou a Associação Brasileira de Imprensa dizer o que é humor e o que é jornalismo? Estamos vivendo momento grave. Censuraram a ‘Folha de São Paulo’ por entrevistar a Marta Suplicy, o ‘Jornal da Tarde’ foi impedido de publicar reportagem sobre Conselho Regional de Medicina”, vocifera Danilo, que destaca o caráter dúbio da decisão porque o programa já foi credenciado para viajar com a comitiva do presidente Lula.

A proibição é estendida a outros humoristas. Cid Queiroz, responsável pela Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados, explica que produtores da ‘Praça É Nossa’, do SBT, e do quadro ‘Central de Boatos’, do ‘Fantástico’, pediram credenciamento e tiveram um não como resposta.

“O Congresso não é locação de cinema e teatro. Tudo que é gravado aqui, que não é jornalismo, precisa ter umroteiro para vermos se não afeta a imagem da casa ”, diz ele, acrescentando que a passagem do ‘CQC’ pelo Congresso provocou mal-estar.

Marcelo Tas diz ter recebido propostas de grandes escritórios de advocacia. “O nome do programa é ‘custe o que custar’ e vamos lutar por nosso direito”.

ODia

Governo quer bloquear conta de devedor

O Congresso Nacional deverá receber o anteprojeto que alterará a Lei de Execução Fiscal (6.830/80) nos próximos meses. Mas tributaristas já preparam os argumentos que levarão à Justiça caso o texto seja aprovado como está. A maior polêmica é a possibilidade de bloqueio on-line da conta-corrente ou penhora de bens, no valor equivalente ao da dívida, ainda na fase administrativa, sem a intervenção de nenhum juiz.

Para o advogado José Roberto Manesco, do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia, por exemplo, será alegada violação à Constituição com relação à tripartição de poderes (Federal, Executivo e Legislativo), assim como o direito do contribuinte de se defender e abuso do Poder Legislativo.

O anteprojeto foi elaborado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) com consenso da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). A medida pode desafogar o Judiciário. “Se o Judiciário não cumpre sua função de resguardar os direitos do cidadão, melhor fechar o Judiciário”, diz Manesco.

Gazeta Mercantil

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