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Porto Alegre terá novo shopping na Nilo

Foto: Gabriela Di Bella/JC

A zona Norte de Porto Alegre vai ganhar um novo centro comercial. Na semana passada, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (Cmdua) aprovou, por 19 votos a favor e três abstenções, o estudo de viabilidade urbanística de um projeto de construção de um shopping center integrado com um hotel na avenida Nilo Peçanha, 2.061, no bairro Três Figueiras. O empreendimento pertence ao Grupo Isdra, controlador do Rua da Praia Shopping e da rede de hotéis Master.

O terreno onde serão executadas as obras, localizado próximo ao Colégio Anchieta, possui 8.246 metros quadrados de área. De acordo com Jorge Larré, relator do estudo no Cmdua, a empresa planeja construir, naquele espaço, um shopping center com 182 lojas, um supermercado e um hotel de 18 andares com 239 apartamentos, sendo cinco deles destinados para deficientes físicos. Também serão criadas 848 vagas de estacionamento. No total, a obra deverá chegar a 46 mil metros quadrados de área construída.

Conforme a Secretaria Municipal do Planejamento, o novo centro comercial implicará modificações na circulação e acessibilidade no entorno do local. O estudo apresentado ao Cmdua prevê uma série de medidas sugeridas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) em nove vias localizadas próximo ao empreendimento: as avenidas Nilo Peçanha, Marechal Andréa e Teixeira Mendes, além das ruas Waldir Antônio Lopes, Thomas Gonzaga, Osório Tuiuti de Oliveira, José Antônio Aranha, João Caetano e Enio Andrade. Foram propostas a abertura de trechos de ruas, alteração do sentido de algumas vias, implantação e mudanças de sinalização, ajuste de traçado das vias nos cruzamentos para facilitar a movimentação de veículos, melhoria na pavimentação, entre outras.

A proposta de construir um empreendimento no local já é antiga. O primeiro processo foi entregue à prefeitura municipal ainda em 1986, quando o terreno pertencia à extinta construtora Guerino. Posteriormente, a propriedade passou para a construtora Encol. Em 1998, foi adquirido pelo Grupo Isdra, que em 2002 entrou com o projeto de construção para ser avaliado pela prefeitura municipal. De acordo com Jorge Larré, com a aprovação do estudo na semana passada, para a oficialização do projeto falta apenas a assinatura do prefeito municipal, José Fortunati.

JC

Construtoras unidas na guerra de preços

Um grupo de construtoras formou uma associação que negocia com fornecedores melhores condições de pagamento e entrega de produtos para os associados. O principal objetivo é evitar a guerra de preço que o aumento da demanda do setor pode provocar.
A CompraCon (Associação de Compras da Construção Civil no Estado de São Paulo) será lançada apenas em novembro, mas já assinou cinco convênios com fornecedores.
O acordo que o grupo fez com a Portinari/Cecrisa, de cerâmica, por exemplo, proporcionará aos associados descontos entre 5% e 23% na compra de produtos, segundo afirma o presidente da CompraCon, Alexandre de Oliveira.

Hoje a CompraCon soma 37 associadas, todas da diretoria do SindusCon-SP. A entidade aceita novos membros, desde que sejam sindicalizados. A meta de Oliveira é incluir as 1.200 integrantes do SindusCon-SP no quadro de associados da CompraCom.

Hora de negociar as dívidas

Embora ainda altíssimos, os juros cobrados aos consumidores brasileiros chegaram ao menor nível dos últimos 14 anos – na média, 7,08% ao mês, segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças.

Com as taxas em queda, a hora é de renegociar: especialistas recomendam a troca de dívidas mais antigas, contraídas a juros mais elevados, por novos financiamentos, mais adequados às condições atuais do mercado.

Outra boa notícia para os consumidores em agosto: a inadimplência caiu 5,1%.

Juros do Comércio

Houve uma redução de 0,33% passando a taxa de 6,06% ao mês (102,59% ao ano) em junho/2009, para 6,04% ao mês (102,13% ao ano) em julho/2009.

A taxa deste mês é a menor desde abril/2008

Cartão de crédito

A taxa de juros média ficou estável em 10,56% ao mês (233,56% ao ano) em junho/2009.

A taxa deste mês é a maior desde julho/2000

Cheque Especial

Houve uma redução de 1,33% passando a taxa de 7,54% ao mês (139,24% ao ano) em junho/2009 para 7,44% ao mês (136,59% ao ano) em julho/2009.

A taxa deste mês é a menor da série histórica.

CDC – Bancos

Houve uma redução de 1,08% passando a taxa de 2,78% ao mês (38,96% ao ano) em junho/2009, para 2,75% ao mês (38,48% ao ano) em julho/2009.

A taxa deste mês é a menor da série histórica.

Empréstimo Pessoal Bancos

Houve uma redução de 0,75%, passando a taxa de juros de 5,30% ao mês (85,84% ao ano) em junho/2009, para 5,26% ao mês (85,00% ao ano) em julho/2009.

A taxa deste mês é a menor desde dezembro/2007

Empréstimo Pessoal Financeiras

Houve uma redução de 0,72% na taxa de juros média, passando a taxa de 11,17% ao mês (256,33% ao ano) em junho/2009 para 11,09% ao mês (253,26% ao ano) em julho/2009.

A taxa deste mês é a menor desde dezembro/2007

Crediário de Loja

Dos doze tipos de lojas pesquisadas, todas reduziram suas taxas de juros no mês.

ANEFAC

Brasileiro larga talão de cheque

O brasileiro está mudando a forma de pagar suas contas: o número de cheques compensados no país caiu à metade desde 2000, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Naquele ano, 2,63 bilhões de cheques foram compensados no mercado interbancário (cheques emitidos por um banco e apresentados a outro). No ano passado, esse número caiu para 1,39 bilhão.

Os cheques perderam espaço para os cartões de crédito e débito e para as transações eletrônicas por serem mais sujeitos à fraude. De 2000 a 2008, o número de operações com os dois tipos de cartão cresceu de 800 milhões para 4,3 bilhões anuais.

O cheque pré-datado, por exemplo, é venda a prazo, e concorre diretamente com o parcelamento no cartão de crédito – explica Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa.

No pagamento à vista, os clientes também vêm preferindo o plástico.

– O cartão de débito é uma forma até mais segura de fazer um pagamento do que ficar usando cheque – diz Almeida.

Segundo Walter Tadeu de Faria, assessor técnico da Febraban, as operações eletrônicas também vêm tomando o espaço dos cheques.

– Esse tipo de transação vem caindo nos últimos anos em vista da implantação, a partir de 2002, do sistema brasileiro de pagamentos. Boa parte de cheques migrou para a transferência eletrônica”, diz.

Mas se o número de cheques emitidos já perde para o de operações com cartões, em volume, o papel ainda é imbatível.

Em 2008, os brasileiros gastaram R$ 1,05 trilhão no cheque – e R$ 322,5 bilhões nos cartões de crédito e débito. Resultado da disparidade dos gastos: enquanto o valor médio das operações no cartão de crédito foi de R$ 86 em 2008, no cheque esse valor foi de R$ 835, segundo a TeleCheque.

– O consumidor brasileiro tem hoje uma renda média de uns R$ 1 mil, o que significa que ele tem um limite baixo no cartão de crédito.  Por essa característica, o cheque ainda é um instrumento de crédito muito forte no país.

Cheque sem fundo é maior desde 1991

Em maio, o número de cheques devolvidos por falta de fundos foi o maior em 18 anos no país: 25,2 em cada mil cheques emitidos, o nível mais alto desde 1991, segundo o Serasa.

Como outras modalidades de crédito sofreram restrições, o comércio intensificou o uso de pré-datados para financiar os consumidores. Mas o aumento do desemprego, motivado pela crise econômica, levou à queda na renda das famílias e, consequentemente, ao aumento da inadimplência.

“As pessoas já chegaram endividadas ao Dia das Mães e voltaram a comprar”, disse Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa.

Rejeitada lei sobre administração de cartões

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou ontem o Projeto de Lei 4804/01, do deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que regulamenta a atividade de empresas emissoras de cartões de crédito. Entre as

regras propostas estão a proibição da cobrança de preços diferenciados para pagamento em dinheiro ou cartão, e a isenção de responsabilidade do titular pelo cartão extraviado, roubado ou usado por terceiros.

O relator da proposta, deputado Miguel Corrêa (PT-MG), argumentou que essas diretrizes já constam de normas do Banco Central, e têm sido acolhidas em decisões judiciais. Da mesma forma, o Judiciário já entende que essas empresas são instituições financeiras e, por isso, são regidas pelas normas do sistema brasileiro para o setor. “Aprovado o projeto, o Banco Central deixaria de ser o gestor, e o processo ficaria amarrado a uma lei, sem a mobilidade necessária para atividades do setor”, disse.

Corrêa foi nomeado relator depois que o parecer do deputado Lúcio Vale (PR-PA), que sugeria a aprovação do projeto, foi derrotado pela comissão. O deputado Guilherme Campos (DEM-SP) tentou aprovar a proposta de forma a caracterizar as compras com cartão de crédito como venda a prazo, e limitar a 2% sobre o valor a cobrança pelo serviço, mas esse voto também foi derrotado.

Agencia Camara

Mais de 260 mil empresas aprovadas no Simples

Dos 502.639 pedidos de adesão ao Simples Nacional feitos em janeiro e fevereiro deste ano, 262.768 já estão no sistema. Mas 239.871 solicitações foram indeferidas por problemas de débitos e pendências cadastrais na Receita Federal do Brasil, estados ou municípios. As empresas podem verificar sua situação no portal do Simples Nacional (<a href=”http://www.receita.fazenda.gov.br

A Lei Complementar 128/08, que ajustou a Lei do Simples Nacional (Lei Complementar 123/06), permitiu o parcelamento de débitos tributários para empresas que estavam solicitando adesão ao sistema pela primeira vez. Mas, conforme o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, a maioria dos indeferimentos ocorreu por problemas de débitos.

De acordo com o secretário, ainda está sendo feito levantamento das pendências das empresas por órgão – Receita Federal do Brasil, estados e municípios. A previsão é de que esse trabalho seja concluído na próxima semana.

O número de empresas que ficaram fora do Simples Nacional preocupa integrantes do Sebrae. “É preciso ter clareza o mais urgente dos motivos que levaram a esses indeferimentos para que se possa buscar medidas capazes de equacionar o problema”, diz o gerente de Políticas Públicas da Instituição, Bruno Quick.

Sua avaliação é de que, dependendo da empresa, ficar fora do Simples Nacional pode “ser fatal, inviabilizando o negócio, especialmente no momento delicado que vive o País em decorrência da crise financeira mundial”.

O Simples Nacional unifica a arrecadação de tributos de micro e pequenas empresas reunindo IRPJ, IPI, CSLL, PIS, COFINS e INSS patronal mais ICMS e ISS. Ele possibilita redução de burocracia e de tributos. Podem aderir empresas com receita bruta anual de até 2,4 milhões, desde que não estejam na lista de restrições.

RS: Casas Bahia fecha mais da metade das lojas

A rede de varejo Casas Bahia decidiu fechar 8 lojas das 14 no Rio Grande do Sul “que não alcançaram o faturamento esperado desde sua abertura”, conforme explicou a companhia.

Foram fechadas unidades em Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul, Gravataí, Alvorada, Cachoeirinha, Pelotas, Porto Alegre e Erechim. A decisão foi atribuída pela empresa ao “cenário incerto da economia, em função da crise mundial”.

As atividades destas lojas foram transferidas para outros pontos-de-venda. Após a medida, a Casas Bahia opera seis lojas no Rio Grande do Sul, nas cidades de Viamão, Caxias do Sul, Canoas e Porto Alegre, que tem três unidades.

“A Casas Bahia optou por fechar algumas filiais que não alcançaram o faturamento esperado desde sua abertura. As atividades destas lojas serão transferidas para outras filiais”, disse a empresa em comunicado.

A rede disponibilizou os telefones 0800-888-8008 e (51) 3254-7019 para que os clientes tirem dúvidas. Os clientes com carnês em andamento poderão efetuar os pagamentos em qualquer outra filial.

Empresas processadas por juros embutidos

imagem ilustrativa

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O Ministério Público de SP está processando os principais varejistas do país por oferecerem produtos com o mesmo preço à vista e a prazo. A investigação que começou no início do ano.  Segundo a Promotoria, quando as empresas anunciam uma venda “sem juros”, os encargos já estão embutidos no valor da mercadoria, lesando o consumidor.

Entre as empresas processadas, Casas Bahia, Lojas Americanas e os sites Submarino, Shoptime e Americanas.com dizem não ter sido notificados. O Extra nega a prática -afirma trabalhar apenas com uma margem de negociação, para cobrir as ofertas dos concorrentes nas vendas à vista. A Renner diz que só cobra juros a partir da sexta parcela. A Pernambucanas afirma ter “como norma interna não se pronunciar”. E a Marabraz não se manifestou.

MB

Lojas Renner terá banco

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As Lojas Renner estão desenvolvendo estudos para abrir, em 2009, um
banco próprio para concentrar os serviços financeiros da companhia.

José Carlos Hruby, diretor de relações com investidores da empresa,
afirma que em algumas semanas a Renner entrará com um processo no Banco
Central para o início do processo de abertura da instituição
financeira.

Até 1998, antes da venda à multinacional americana JC Penney, os
serviços financeiros do grupo eram executados pelo banco AJ Renner.

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