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Código de ética nas empresas

A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) acaba de concluir uma pesquisa para caracterizar as empresas que possuem um código de ética.

As empresas que possuem o código de ética formalizado, segundo a pesquisa, representam 55% dos pesquisados ou 66 companhias. Já as que não possuem o código formalizado somam 45%. Quarenta por cento responderam ter implantado o código por consciência da necessidade, enquanto 45% informaram ter instituído por consciência, mas exigência da matriz. Outros 15% responderam que apenas a exigência da matriz pesou na decisão.

Apenas 3% ou quatro empresas entendem que o código de ética é um instrumento de fiscalização. A maioria (68% ou 81 empresas) vê o código como uma ferramenta para aclarar as atitudes a serem tomadas na condução dos negócios. Aqueles que entendem que trata-se de uma maneira de tornar os negócios mais transparentes somam 29% (35 empresas).  Uma grande maioria, 97%, acredita que ele é realmente um instrumento importante para orientar as atitudes dos empregados e, também, tornar o negócio mais transparente.

Conforme a pesquisa, 19% (20 empresas) das consultadas consideram impossível trabalhar sem um código de ética. No entanto, 40% (43) entendem que é possível trabalhar sem ele.  Isto é, mesmo sem uma coleção formalizada de regras e preceitos, uma empresa, quando dirigida com uma postura correta dos seus administradores, pode ter a condução dos seus negócios feita de maneira ética, ainda que não tenha o código formalizado.

A pesquisa mostrou ainda que, se os valores da empresa são éticos, a tendência é que tenha uma postura mais ética nos negócios. Quarenta e sete empresas entendem que o código depende dos seus valores.

De acordo com as respostas, entende-se que um código de ética formalizado é um fator importante em relação à transparência na condução dos negócios — não somente com os empregados, mas também no que tange aos acionistas, fornecedores e clientes.

A pesquisa constatou também que 76% das companhias entendem que a responsabilidade pelo código de ética é idêntica para todos os setores da empresa. Outros 22% entendem que a responsabilidade é fundamentalmente da controladoria para o sucesso dos procedimentos.

Setenta e quatro por cento das empresas consultadas disseram incluir o item “contribuição a políticos” nos seus códigos. No entanto, 58% entendem que se trata de um item muito importante. Os itens que mais compõem os códigos são informação confidencial da empresa, objetivo do código e contribuições a políticos.

Do universo pesquisado, 56% atuam no segmento de serviços, incluindo consultorias e assessorias, e 23% das empresas pertencem à indústria. A maioria está em regiões metropolitanas, especialmente na Grande São Paulo. Os negócios de 42% das companhias envolvidas no trabalho da Anefac movimentam mais de R$ 100 milhões. Outras empresas, 28%, faturaram até R$ 100 milhões ao ano.

No grupo alvo da consulta, 31% exercem cargos de diretoria e 27% são gerentes, além dos controllers (18%). Entre as pesquisadas, 66% são empresas de capital nacional, enquanto 20% são multinacionais.
ANEFAC/Roberto Vermatti

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