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CHAVES: “seu barriga” perdeu 84 quilos. Fotos

 

Édgar Vivar antes da cirurgia  ( a esquerda)

 O ator mexicano Édgar Vivar, conhecido por interpretar os personagens “Seu Barriga” e “Nhonho” no seriado Chaves, já passou por poucas e boas. Ele já esteve na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) quatro vezes e, após realizar cirurgia de redução de estômago, perdeu 84 quilos. Para quem não sabe, além de ator, Édgar é médico!

Durante coletiva em São Paulo, na manhã desta terça-feira, ele falou sobre o convívio com o elenco do seriado “Chaves” e suas experiências após o término do programa. Atualmente, o mexicano atua em filmes, telenovelas e dublagens.

O ator está no Brasil para apresentação única, no próximo domingo, no Festival “4FunFest”, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Chaves terá episódios inéditos no SBT

O SBT anunciou em seu principal telejornal que vai exibir episódios inéditos do seriado “Chaves” a partir de agosto, quando a emissora comemora 30 anos.

No último sábado (2) a história do “Chaves” foi contada no “Festival SBT 30 anos”.

O programa mostrou tudo sobre o garoto que mora em um barril, com direito a muitas curiosidades sobre os episódios, cenas de bastidores com o elenco e até mesmo erros de gravação da atração.

O “Festival SBT 30 Anos” também falou sobre os famosos “episódios perdidos”. Na ocasião, Patrícia Abravanel conversou com Murilo Fraga, diretor de programação do SBT, que mostrou imagens de episódios deteriorados pelas enchentes e explicou que não podem exibir cenas com tantas imperfeições.

Após a exibição do especial, Daniela Beyruti, diretora artística do canal, avisou no Twitter que o SBT iria pedir à detentora dos direitos os episódios perdidos de “Chaves”: “Aos fas eternos de Chaves: vamos pedir para Televisa os episodios perdidos de Chaves e se tudo der certo vamos EXIBIR em breve!!”.

Porém, não foi preciso contactar a Televisa. A apresentadora Patrícia Abravanel contou no “SBT Brasil” que a emissora encontrou episódios inéditos em seus arquivos. A partir de agosto, essas fitas serão restauradas e irão ao ar.

Fãs do “Chaves” já comemoram a notícia no Twitter e o assunto é um dos mais comentados na rede de microblogs.

História de sucesso

No último dia 20, o seriado “Chaves” completou 40 anos ininterruptos no ar.

No dia 20 de junho de 1971, ia ao ar pela primeira vez o o personagem de Roberto Gomez Bolaños em uma esquete do “Programa Chespirito”, produzido pela Televisión Independiente de México e transmitido no canal 8.

No ano seguinte, o canal transformou-se na Televisa e “Chaves” se tornou uma série semanal com duração de trinta minutos. A atração foi cancelada em 1980, mas ainda foram produzidos curtas para o “Programa Chespirito” até 1992.

“Chaves” é exibido até hoje em vários países. No Brasil, vai ao ar pelo SBT desde 1984 e é um dos trunfos da emissora.

No ano passado, a série também passou a ser exibida pelo Cartoon Network, canal de TV por assinatura.

Lula ofereceu ajuda aos EUA para deter Chávez

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou para os Estados Unidos no início de 2005 que estava disposto a usar sua influência na América Latina para exercer um papel de moderador na região, oferecendo ajuda para conter as ambições do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e as tensões sociais que começavam a se manifestar na Bolívia. 

A mensagem de Lula foi transmitida pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, ao final de um longo encontro que ele teve com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, no dia 3 de março daquele ano, em Washington. Um resumo da conversa foi feito dias depois num informe enviado à embaixada americana no Brasil, do qual o Valor obteve uma cópia. 

Condoleezza introduziu o assunto dizendo a Dirceu que o Brasil precisava mandar uma “mensagem clara” para Chávez. Dirceu respondeu afirmando que Lula já aconselhara o líder venezuelano a moderar sua retórica, avisando Chávez que ele estava “brincando com uma arma carregada”, segundo o informe. 

Dirceu acrescentou que o Brasil não acreditava que Chávez desse qualquer tipo de ajuda aos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ao contrário do que os americanos sempre desconfiaram. Quanto à Bolívia, onde o líder cocaleiro Evo Morales se preparava para lançar sua candidatura presidencial, Dirceu garantiu à secretária que o Brasil tinha a situação “sob controle”. 

O informe sobre a conversa de Condoleezza com Dirceu faz parte de um conjunto de documentos internos do governo americano aos quais o Valor teve acesso nos últimos meses, depois de apresentar vários requerimentos amparados numa lei que permite a liberação de papéis desse tipo, a Lei de Liberdade de Informação (Foia, na sigla em inglês). 

Os documentos abrem uma fresta que ajuda a entender a evolução das relações do Brasil com os Estados Unidos e seus vizinhos nos primeiros anos após a chegada de Lula ao poder. Eles mostram que o presidente cortejou o apoio dos americanos desde o começo, apresentando-se como um parceiro confiável, que podia ajudá-los a manter a estabilidade na América Latina. 

De acordo com os papéis examinados pelo Valor, o próprio Lula deixou isso claro em pelo menos uma oportunidade, numa conversa que teve em junho de 2004 com o então secretário do Tesouro dos EUA John Snow, em Nova York, onde o presidente se encontrava para uma série de contatos com investidores. 

As desconfianças que os americanos tinham de Lula foram eliminadas aos poucos. Dirceu foi a Washington e Nova York para manter contatos com investidores e autoridades em julho. Donna, que conhecera Dirceu e outros dirigentes petistas na década de 80 e tinha profunda admiração pessoal por Lula, ajudou a desanuviar o ambiente mostrando a Washington que não havia por que temer Lula. 

Reich só começou a se convencer disso quando as urnas já estavam fechadas. Em novembro de 2002, ele encontrou-se com Lula em Brasília e passou quase três horas reunido com três de seus principais colaboradores, Dirceu, o futuro ministro Antonio Palocci, que na época coordenava a equipe de transição do novo governo, e o senador Aloizio Mercadante. “Foi ali que percebi que dava para trabalhar com eles”, disse Reich ao Valor. 

A conversa preparou terreno para um encontro que Lula teve com Bush na Casa Branca três semanas antes de tomar posse. De acordo com uma mensagem que Washington mandou mais tarde para suas embaixadas, Reich resumiu suas impressões pouco dias depois num encontro reservado com empresários no Chile. Ele continuava preocupado com a situação na Venezuela e achava que faltava “vontade política” para a Argentina sair da crise, mas estava “otimista” com Lula. 

A aliança que Lula e os EUA começaram a construir naquele momento era conveniente para os dois lados. Lula queria o apoio americano para convencer os investidores de que estava falando sério quando prometia honrar as dívidas do país e conduzir a economia de maneira responsável. Para Bush, era importante ter um aliado no Brasil num momento em que o antiamericanismo crescia na região. 

Valor

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