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Expulso do serviço público um dos 40 do mensalão

A Controladoria Geral da União (CGU), por via indireta, começou a punir os envolvidos no escândalo do mensalão: o chefe da CGU, Jorge Hage, acaba de demitir do serviço público João Cláudio de Carvalho Genu (foto), funcionário do ministério da Agricultura, por enriquecimento ilícito, entre outras estripulias.

Genu, um dos 40 denunciados no caso do mensalão, é um velho conhecido da crônica político-policial brasileira. Cedido à Câmara dos Deputados, Genu assessorou o então líder do PP, José Janene, também implicado do escândalo do mensalão. O que fazia Genu? Ele era o intermediário da grana do mensalão que cabia ao PP.

A investigação da CGU começou em 2005, logo após o caso explodir na imprensa.

Uma “sindicância patrimonial” comprovou a supersônica evolução patrimonial de Genu, que embora recebesse um salário em torno dos 5 800 reais líquidos na Câmara tinha uma capacidade incomum para multiplicar seu patrimônio.

Em 2005, por exemplo, era dono de um apartamento de luxo e uma mansão em Brasília, além de cinco carros – dois deles, importados.

Lauro Jardim/Radar

Governo reduz gastos com cartões corporativos

O barulho causado pelo uso indiscriminado do cartão corporativo do governo, que acabou em uma CPI no Congresso, e trouxe grande desgastes para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo menos rendeu um benefício para a administração pública. Levantamento feito pelo Correio indica que, enquanto em 2007 a média mensal de gastos era de R$ 6,3 milhões, em 2008 ela caiu para cerca de R$ 2,8 milhões.

Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam uma queda real de 24% nas despesas de fevereiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. A própria Presidência da República diminuiu o número de servidores autorizados a usar o cartão. Porém, o exemplo da cúpula não foi seguido pela base, como autarquias e escritórios regionais de orgãos públicos.

No ano passado, o governo gastou R$ 76,2 milhões com cartões corporativos, uma média mensal de R$ 6,3 milhões. Em alguns casos, de forma equivocada, como aconteceu com Matilde Ribeiro, então ministra da Secretaria da Igualdade Racial, que pagou aluguéis de carro e fez compras diversas, consideradas irregulares. Matilde pediu demissão depois que o caso veio à tona.

Correio Braziliense

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