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SHOW DE GIL E STEVIE WONDER PARA CAZUZA

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A renda do show que Gilberto Gil fará com Stevie Wonder no Humaitá, no Rio, no dia 23, será integralmente revertida para a Sociedade Viva Cazuza. Os 800 ingressos estão à venda por R$ 800 e R$ 400 a meia-entrada. No total, tirando os custos, a produção calcula que poderá arrecadar cerca de R$ 250 mil.

O primeiro show será realizado no repaginado Imperator, centro multicultural localizado na Zona Norte do Rio. Os ingressos estarão à venda a partir do dia 4 de dezembro e podem ser adquiridos na bilheteria da casa ou no site da ingresso.com. O preço varia de R$ 800 a R$ 400.

Dois dias depois, a dupla aporta na bela praia de Copacabana, para um show gratuito na noite de Natal. Esta será a quarta passagem do consagrado músico americano pelo país. Wonder foi uma das principais atrações da última edição do Rock in Rio, em 2011.

Monica Bergamo

Livro: Lobão e suas “verdades”

Li na Revista Brasileiros e na Quem duas matérias interessantes sobre o livro de Lobão que repasso prá voces…
Ele  fala do suicídio da mãe, drogas e ouro que ganhava

O músico também contou histórias que não estão no livro

 

Diz que foi cheirar cocaína dentro da favela, com seus amigos traficantes,  chegou a se meter em tiroteio, mas atirando contra a Polícia!

Lobão foi preso por uso de maconha, e não sei se realmente foi a vítima do sistema que ele tão enfaticamente nos quer fazer crer, mas ainda não li o livro. Tem uma passagem, dentro da cela da prisão, onde ele diz ter convencido os outros presos a trocarem a cocaína, cheirada livremente lá dentro, por Rivotril, para todo mundo poder dormir.

Ele diz ter sido assediado sexualmente pela própria mãe, embriagada, e os relatos familiares são puro Nelson Rodrigues, o que ele mesmo reconhece.

A entrevista para a revista Quem:

A casa simples e aconchegante no bairro do Sumarezinho, Zona Oeste de São Paulo, onde o cantor e compositor carioca Lobão mora com a mulher, Regina, combina com a fase “bem resolvida e tranquila” que ele diz estar curtindo agora, aos 53 anos.

Mas sua história não é nada serena: o músico acaba de lançar a biografia “50 Anos a Mil”, com a colaboração do jornalista Claudio Tognolli, na qual narra o suicídio da mãe, quando ele tinha 23 anos, sua tentativa de se matar e experiências como a relação com o Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro. “como “Me Chama” e “Vida LoucVirei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô!”, lembra Lobão, autor de sucessos a Vida”.

O músico também contou histórias que não estão no livro, como a briga com Herbert Vianna, a quem acusa de plágio, e a “relação desprezível” com a filha, Júlia, de 21 anos, do relacionamento com a atriz Danielle Daumerie. Apesar de tantas polêmicas, ele diz que o livro vai divertir os leitores: “Eu sei que no fundo as pessoas vão é dar muita risada”.

Revista QUEM: Como se sente aos 53 anos?

Lobão: Me sinto muito bem, estou melhorzinho, não sou titio, “yo soy Lobón”. Só meu olho que está mal. Uso óculos para miopia, mas mesmo assim não enxergo bem. Acho que estou com catarata, dizem que a cortisona estraga a vista cedo, sei lá. Mas estou me preparando para envelhecer, ser escritor e continuar fazendo meu som. Eu sou bem-sucedido porque sei o peso do trabalho. Se parar de trabalhar, no mês que vem vou morar embaixo da ponte. São apenas meus primeiros cinqüenta anos, ainda tem muita coisa por vir . Sempre fui cara que quis ser caseiro, ter uma família. Sou casado há 20 anos. Pô, adoro minha mulherzinha (que ele chama de Regininha). Tenho três gatos, o Lampião, a Maria Bonita e a Dalila, e adoro morar em São Paulo. Estou muito mais bonito atualmente porque estou melhorando

QUEM: Por que tomava cortisona?

Lobão – Eu tinha nefrose, uma doença nos rins. Desde 1 ano eu tomava cortisona pra c…. Os médicos diziam que eu não sobreviveria, então minha mãe não me deixava fazer nada – escrever, calçar os sapatos, sair para brincar… Ela me superprotegia além da conta. Eu tinha tudo para ser um babaca, estava morto desde criança, na minha carreira me enterraram mil vezes, mas o rock’n’roll me salvou.

QUEM: Como foi o período que passou na prisão?

Lobão – Fui pego com um galho de maconha (em 1987). Nem tinha erva, era só um galhinho. Cumpri três meses na cadeia com dois chefes do Comando Vermelho. Fiquei amigo dos caras porque levei caixas de Rivotril (tranquilizante) para a galera. Imagina, eles cheiravam cocaína num calor, dentro daquele cubículo!

QUEM: Depois que saiu da cadeia, como foi?

Lobão – Fui muito bem tratado por eles (do Comando) e me tornei membro, uma espécie de diplomata do Comando Vermelho. Nunca gastei grana com farra: ganhava pó, uísque e até barra de ouro. Passava dias virado, cheirando pó, sob o fogo cruzado. Aí, a tia Bolinha, uma senhora lá do morro (da Mangueira), fazia suco de laranja para mim. Ela falava: “Menino, você está há dias sem comer nada, só cheirando esse troço. Precisa de vitamina”. Eu agachava para não levar nenhum tiro e ia tomar o suco.

QUEM: Até quando você se relacionou com criminosos?

Lobão – Ah, meu, acho que até 1992. Sumi de lá quando fui ameaçado. Um cara me mandou cheirar e eu estava de boa, não queria, mas ele insistiu e ameçou matar um amigo se eu não obedecesse. Agora, estou limpo, não uso mais droga, mas acho que devia ser legalizado. O crime tem muita força, meu, eu estava lá dentro, eu vi! Queria escrever só sobre esse tempo que passei no meio do crime. Virei bandido mesmo, fazia assaltos, atirava, pô! Era marginalizado pela sociedade e fui buscar a marginalidade real. Mas minha vida tem outras histórias… minha mãe se suicidou por minha causa.

QUEM: Como foi isso?

Lobão – Ela era bipolar. Tivemos uma briga porque eu estava cansado das inúmeras tentativas de suicídio dela. Em seguida, ela deixou de tomar o remédio do coração e disse a todo mundo que, se morresse, a culpa era minha. Ela disse: “Meu filho, quando eu morrer, coloca uma bandeira do Botafogo e toca meu samba-enredo preferido”. Coitada, só achei um lápis que tinha a bandeirinha do Botafogo. Mas, no velório dela, eu batuquei no caixão, como ela pediu. O povo me tachou de mau filho, mas eu não estava nem aí com eles. Só fiquei aliviado depois que escrevi esse livro. Minha mãe, Ruth, era professora, tentou dezenas de vezes o suicídio. Mas conto com muita naturalidade, me tratei como personagem, me desprendi e me curei com isso. Penso que se hoje consigo rir disso tudo, é porque estou curado

QUEM: Você também tentou se matar, em 1999. Por quê?

Lobão – Minha tentativa de suicídio não foi depressão química, foi uma reação saudável de querer me salvar, estava sem saída. A indústria fonográfica só me queria se eu gravasse um acústico, porque os artistas da minha geração só gravavam acústicos. Um dia, em que bebi, fiquei deprimido, peguei o canivete suíço, serrei os pulsos, fui para a janela e me seguraram para eu não cair. Me pegaram com camisa de força e, a partir daí, fique três meses sob vigilância integral. Olho para isso e não me arrependo.

QUEM: Gastou muito dinheiro com drogas?

Lobão – Que nada. Eu parecia um exu : chegava no palco e já ganhava seringa, garrote, heroína, cocaína. Torrei toda minha grana para me livrar da polícia e pagar propina para juiz. No livro, tem documentos que mostram que eu era perseguido, havia uma ordem para qualquer um poder me prender a qualquer momento.O Claudio Tognolli fez a pesquisa da perseguição que eu sofria na ditadura e conversou com as pessoas.

QUEM: O que você lembra da sua infância?

Lobão – Levava muita porrada quando era criança, tinha muito apelido porque minha mãe me engomava muito. Eu era completamente anacrônico, parecia um menino da década de 30 . Naquela época, só tinha maluco e meu pai me vestia completamente diferente dos outros meninos, ele colocava roupa da época da guerra em mim. Aí, não tinha jeito, era esculachado por todos. Aos 12 anos, ia a centro de macumba. Tinha tesão em pomba gira. Ela é a imagem da puta, falava de sexo, amava ir pra ficar vendo ela. Uma vez, resolvi fazer uma sessão para o Exu Caveirinha em casa: tive a minha primeira crise epilética naquele dia. Quando acordei, estava tudo quebrado, a gaveta bagunçada, uma destruição completa. Um médico me curou com uma lanterninha. Segundo ele, era um problema no alinhamento da córnea, o nervo ótico está desorientado, sei lá. Desde 1993, estou curado

QUEM: Você tem uma filha, como é sua relação com ela?

Lobão – A relação é desprezível. Sabe aquele casamento em que a mulher fala mal de você para a filha? Não tenho o menor contato. Não conheço ela basicamente. Não quero falar nem o nome, nem invocar, porque nessa hora vai ter um monte de ratazanas atrás de mim. Só posso dizer que ela é uma carioca típica. Tudo de que eu discordo.

QUEM: O que pensa sobre a música da geração atual?

Lobão – Esse agrobrega novo quer ser rock, mas é muito ruim.
O Luan Santana, por exemplo, é uma minhoca, uma degenerescência estética, depõe contra a inteligência.

QUEM: Conte sobre sua briga com Herbert Vianna…

Lobão – Eu fiz “Me Chama”, ele fez “Me Liga”, eu fiz o disco “Cena de Cinema”, ele fez o “Cinema Mudo”, entre outras coisas. Eu dei pito nele, briguei, mas me falaram que no fundo ele é meu fã. Me disseram que, depois do acidente, quando ele estava voltando do coma, ele pediu um violão e começou a cantar “Chove lá fora e aqui…” Quer fixação maior que isso? Eu simplesmente não concordo com a maneira como ele se nutre dessa admiração. Só que agora ele está na cadeira de rodas. Vou dizer o que para ele?

QUEM: Quais foram as consequências disso?

Lobão – Essa minha briga com o Herbert Viana decretou minha solidão. Era eu e o resto, todos os meus amigos se bandeavam para o lado dele. Virei o doido, o maluco, o vilão. A música do Hebert, além de ser copiada, era ruim. Mas a crítica estava toda comprada. Então, no final de 1989, ninguém mais estava com a bola nenhuma, estava morta a nossa geração de artistas por causa dessa polarização, de muita briga. Acho que a minha cisão com o Herbert implodiu a geração

QUEM: Como foi o fim da união com a Blitz ?

Lobão – Fui baterista da Blitz, mas não ganhei muito dinheiro como eles. Na época do sucesso “Você não soube me amar”, eu comia pão com mortadela, não tinha um puto no bolso, e o pessoal estava comprando sítio, apartamento duplex. Eu não assinei contrato com a gravadora porque eles queriam que eu rasgasse uma fita que eu tinha com composições próprias. A gravadora falou: “Ou você rasga isso aí ou não tem contrato”. Como eu não assinei, me dei mal. A Blitz teve que virar uma banda infanto juvenil pra fazer sucesso, pô! Eu não concordo nisso.
Jonas Tucci

QUEM: Você se sente esquecido no cenário musical?

Lobão – Eu sumi da biografia do Cazuza, sou o melhor amigo dele, a gente era a voz da nossa época . Ele falava: “Lobão, você teve que ser preso e eu tive que pegar uma Aids pra gente aparecer “. Eu faço parte da história do Cazuza, eu ajudei a construir tudo isso, mas me baniram da história, por isso eu resolvi escrever o livro. Ainda tenho que aturar crítico musical dizendo que eu lanço mão da musica do Cazuza . Mas os caras mal sabem que a música “Vida Louca Vida” é minha. Ele também cantou, mas a música fui eu que fiz e cantei primeiro. Tem gente que me assiste na MTV e acha que eu surgi agora, ali. O livro tem um historia muito densa e as pessoas tem que saber a minha historia . Numa m … de país como esse, o povo tinha que me amar porque eu sou um gênio (risos)

QUEM: Por que resolveu escrever sua biografia?

Lobão – Eu era rei das manchetes de jornal, vendo mais revista e jornal que disco. Nada mais justo do que poder vender muito livro. Eu lutei e consegui a numeração dos discos. Antes, os artistas não sabiam quantos discos vendiam e as gravadoras ganhavam em cima do número que queriam. Eu escrevo sobre a minha geração, sou o primeiro dessa época a escrever e contar sobre ela. Acho isso muito importante.
Revista Quem/
e Blog do Lourenço Cavalcanti http://twurl.nl/qrt7yo

Ezequiel Neves morre no mesmo dia de Cazuza

Ezequiel Neves, jornalista e produtor musical que ajudou a revelar Cazuza, morreu nesta quarta-feira aos 74 anos. Ezequiel estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, desde janeiro.

Zeca, como era chamado pelos mais próximos, conviveu com um tumor benigno no cérebro, enfisema e cirrose nos últimos cinco anos. Ezequiel Neves faleceu exatamente na data de aniversário de morte de 20 anos de Cazuza, dia 7 de julho.

Ezequiel estava doente há cinco anos e nos últimos meses, estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. Conhecido pelos amigos como Zeca Jagger (apelido por conta de sua devoção ao rock clássico e aos Rolling Stones) escreveu músicas em parceria com Cazuza. Entre elas: “Exagerado” e “Codinome beija-flor”.

Neves também é intitulado como uma espécie de “mentor” do Barão Vermelho. Além de ser responsável pela biografia da banda em parceria com o jornalista Rodrigo Pinto e Guto Goffi (baterista do Barão), produziu trabalhos e foi coautor de vários hits do Barão. “Por que a Gente É Assim” é um deles.

No Twitter, a perda já está sendo comentada. “Foi importante na música brasileira e na vida de Cazuza, que está sendo lembrado hoje”, escreveu Serginho Groisman no microblog. “Ezequiel Neves vai-se embora no mesmo dia de Cazuza”, observa o músico Lobão.

Cazuza: 20 anos passaram e sua obra é referência

Foto: Andre Camara | CPDoc JBRoqueiro… Foto: Andre Camara | CPDoc JB

Deu no JB:

Exatamente duas décadas depois de sua morte (por complicações causadas pela Aids, no dia 8 de julho de 1990), Cazuza entra no time de figuras cultuadas pelas novas gerações de artistas brasileiros. Mas, pela habilidade com as palavras e a atitude rebelde e transgressora, o cantor e compositor compositor carioca transcendeu definitivamente as esferas musicais, tornando-se uma influência decisiva também entre escritores. Assim como já acontecera com Jim Morrison, suas letras são elevadas ao status de poesia.

– Eu escuto Cazuza com o mesmo respeito com que leio Carlos Drummond de Andrade – explica o poeta Ramon Mello. – Acho que suas letras sobrevivem fora da música. Ouço suas canções como se fossem poesia.

Em seu último livro, Vinis mofados (2009), Mello dialoga abertamente com a música popular brasileira, compondo uma coletânea assombrada pelo universo pop. A presença de Cazuza aparece de forma direta em pelo menos dois poemas, Conjugado e Overdose blues. Para o poeta, a influência se exerce em sua geração tanto pela questão literária/musical quanto pela comportamental.

– Ele era um transgressor – argumenta. – E a sua atitude em relação à vida acaba inevitavelmente aparecendo no que ele escrevia e cantava.

Questão de atitude

A postura rebelde de Cazuza sensibiliza autores dessa geração, mesmo que eles não sejam diretamente influenciados pela estrutura do texto. É o caso do escritor  e cantor Bernardo Botkay, mais conhecido como Botika. Vocalista da banda Os Outros, é constantemente comparado a Cazuza por sua postura no palco – e até pela semelhança física. Mas no que diz respeito ao trabalho literário, tudo muda. Seu romance Autobiografia de Lucas Frizzo talvez só beba no universo de Cazuza pelo lado escrachado e contundente.

– Não param de me comparar a Cazuza, acho que por falta de opção – brinca Botika. – Há tão poucas pessoas autorais no rock que, quando aparece alguém, já chamam de Cazuza. Acho lindo, mas somos diferentes. O que me influenciou na escrita foi a falta de vergonha, uma certa atitude de se expressar. É essa coisa de colocar o pau na mesa.

“Também sou Cazuza”, escreveu o curitibano Luiz Felipe Leprevost em seu poema Balbúcio blues. Assumidamente devedor da herança poética do cantor, o autor de Ode mundana é fascinado por sua figura desde moleque.

– Sempre me encantei pela sua postura transgressora, de bater de frente com a classe média, e sempre ouvi suas músicas como poesia – lembra Leprevost. – Ele foi o responsável por me fazer entender que letra de musica é, sim, poesia. Até porque era um dos poucos letristas brasileiros que faziam primeiro a letra para depois colocar a música. Se você escutar a letra de Todas as mães são felizes, vai ver que é puro Rimbaud.

O crítico, professor e poeta Ítalo Moriconi vê a presença de Cazuza hoje como um referencial em um caldeirão que junta indistintamente autores mais literatos e outros mais pops. O que já acontecia com as gerações anteriores, também influenciada por compositores populares. Na introdução de Caio Fernando Abreu: cartas, que organizou, o pesquisador afirma que Cazuza e Renato Russo seriam “almas irmãs de Caio em matéria de destino e expressão artística”.

– É tudo poesia, palavra cantada, falada e escrita – argumenta Moriconi. – Mas cada uma tem sua especifidade. Sempre que atravessam as fronteiras, há perdas e ganhos. Aqui no Brasil, contudo, desde a escola primária se tem a ideia de que as três configuram uma cultura poética de igual para igual.

Bolívar Torres, Jornal do Brasil

Memória: Cazuza completaria hoje 50 anos

Não tivesse a Aids lhe tirado de cena, em 1990, Cazuza, mito da música popular e do rock brasileiro, chegaria hoje aos 50 anos

A morte preservou-lhe a juventude. Cazuza, ex-líder do Barão vermelho, ícone da música nos anos oitenta e poeta beat tardio, morreu em sete de julho de 1990, em decorrência de complicações ligadas à Aids. Tinha 32 anos e, mesmo debilitado pela doença, demonstrava pleno vigor criativo.

Agenor de Miranda Araújo Neto. Esse é o nome de batismo de Cazuza que ingressou no meio musical pelas mãos do pai, João Araújo, um importante executivo do mercado fonográfico. Em 1976, Araújo arrumou um emprego para o filho na gravadora que presidia, a Som Livre. Ele “não queria o filho na vagabundagem”, explica texto bem-humorado do site oficial do cantor.

No início dos anos 80, ele trabalhou com o grupo teatral “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, que tinha em seu elenco nomes que ficariam conhecidos nacionalmente, como os globais Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães. Foi nessa época que conheceu o também cantor e compositor Léo Jaime, que o apresentaria aos integrantes de uma banda de rock que procuravam um vocalista. O grupo já tinha nome: Barão Vermelho.

No final de 1985, após uma curta e bem sucedida carreira ao lado de Frejat e companhia, Cazuza abandona o Barão Vermelho. Foi nesse ano que ele soube estar infectado pelo HIV. Nesta época, tem início o período mais criativo de sua carreira, com o lançamento de álbuns já antológicos. Ideologia (1988) e Burguesia (1989) são dois bons exemplos.

O cantor morreu precocemente aos 32 anos, no dia 7 de julho de 1990, depois de uma série de internações no Brasil e no exterior, vítima de complicações de saúde ocasionadas pelo HIV.

No mesmo ano, a mãe do cantor, Lúcia Araújo, fundou a Sociedade Viva Cazuza, de apoio a crianças portadoras do vírus HIV, que funciona no Rio de Janeiro. Ela concedeu entrevista à Agência de Notícias da Aids, que será publicada nesta sexta-feira.

Em 2004, chegou aos cinemas o filme “Cazuza – O Tempo Não Pára”, dirigido por Daniel Filho, sobre a vida do cantor e compositor.

Em junho de 2005 foi lançado o disco “O Poeta Está Vivo”, com uma gravação ao vivo do cantor no Rio de Janeiro, em 1987. Confira a seguir a discografia do cantor.

Barão Vermelho

·1982 – Barão Vermelho
·1983 – Barão Vermelho 2
·1984 – Tema do filme Bete Balanço (Compacto)
·1984 – Maior Abandonado
·1985 – Barão Vermelho ao vivo (“Rock In Rio 1”)

Carreira Solo

·1985 – Exagerado
·1987 – Só se For a Dois
·1988 – Ideologia
·1988 – O Tempo Não Pára – Cazuza Ao Vivo
·1989 – Burguesia
·1991 – Por Aí (póstumo)

NF

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