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Isabela: advogado abandona defesa dos Nardoni

O advogado Marco Polo Levorin, que representava Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pelo assassinato da menina Isabela, saiu do caso.

Será substituído por Roberto Podval, que tem em sua lista de clientes a ex-diretora da Anac Denise Abreu, o iraniano Kia Joorabchian, do Corinthians/ MSI, e o ex-cirurgião Farah Jorge Farah.

Roberto Podval irá se encontrar pela primeira vez com Nardoni e Anna Carolina nesta semana, quando irá a Tremembé, onde os dois estão presos. O advogado tentará libertar o casal ainda antes de serem submetidos a júri, o que deve ocorrer entre junho e setembro.

Monica Bergamo

Caso Isabella muda hoje Código Penal

Depoimentos do réu, das vítimas e testemunhas acontecerão só uma vez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona, hoje, os projetos de lei aprovados pela Câmara, no final do mês de maio, que mudam alguns itens do Código Penal.
Entre as principais mudanças aprovadas está a determinação de que a instrução e o julgamento do processo sejam feitos somente em uma audiência. Assim, os depoimentos do réu, da vítima e das testemunhas de acusação e de defesa, que seriam realizados um a cada vez, serão tomados no mesmo dia.

As mudanças afetam o julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, denunciados pela morte de Isabela Nardoni, 5 anos. Com as novas medidas, o rito no tribunal de júri será mais ágil, sem perda de espaços para a defesa e acusação.

Vinte anos

Outra proposta é a extinção com o segundo julgamento automático para os condenados a mais de 20 anos de punição. Neste caso, caberá ao juiz definir se deve ou não haver um segundo julgamento.

A aprovação dessa proposta gerou comemorações na Câmara. Isto porque a medida evitará, por exemplo, que casos como o do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura se repitam. O fazendeiro, acusado de mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005, foi condenado, no primeiro julgamento, e absolvido no segundo.

O caso da absolvição do fazendeiro que matou Dorothy Stang deixou o presidente Lula indignado. Em entrevista, Lula disse que esse tipo de situação contribuía para a imagem negativa do Brasil no exterior.

Como parte do pacote, também foi aprovada a proposta que autoriza o seqüestro de bens dos acusados, segundo o Código de Processo Penal.

Tornozeleiras

Foi aprovada ainda a utilização de tornozeleiras eletrônicas para monitorar os detentos que cumprem pena em regime semi-aberto ou são beneficiados pelo chamado saidão – autorização para que o preso possa deixar a prisão no fim de semana e feriados.

Os seqüestros relâmpagos, que eram até então ignorados pelo Código Penal, passarão a ser tratados como crime, de acordo com a mudança. Se os acusados cometerem lesão corporal, a pena será maior.

JB

Tenente se mata após suspeita de pedofilia

A investigação da Polícia Civil era sobre uma rede de pedofilia que agia em São Paulo. Um dos integrantes da quadrilha foi preso na semana passada, o outro, um oficial da Polícia Militar, se matou hoje, em casa, no momento em que um mandado de busca e apreensão era cumprido em seu apartamento.


Segundo as investigações, o tenente Fernando Neves era cliente da quadrilha que agenciava encontros de pedófilos com menores de idade.

O rosto de Fernando Neves foi visto várias vezes nos últimos dois meses. Ele foi um dos policiais militares que atenderam à ocorrência do crime que chocou o país, o da menina Isabella ( na foto com Nardoni).
É ele quem aparece ao lado de Alexandre Nardoni, pai de Isabella, em frente ao Edifício London, logo depois que a menina foi jogada do sexto andar.

O tenente era comandante da força tática da área e chefiou a busca de um suposto ladrão no prédio. Dias depois, o próprio tenente detalhou a operação.

Apesar de ser acusado de pedofilia, todos os dados oficiais do processo do caso Isabella mostram que o tenente Neves não teve nada a ver com a autoria do crime.

Ele estava a serviço, em outro lugar, com três policiais, quando recebeu o chamado pelo rádio do carro avisando que a menina tinha sido atirada pela janela. E, quando chegou ao edifício London, vários colegas já se encontravam no local.
No computador do chefe da rede de pedofilia, a polícia encontrou uma lista com 600 nomes, que agora serão investigados.

JN

Desembargador liberta pai e madrasta de Isabella

O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu habeas corpus para Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, respectivamente pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, 5, morta no último dia 29 de março, em São Paulo. Eles são considerados suspeitos do crime pela Polícia Civil e estavam presos desde quinta-feira (3).

Essa informação foi confirmada por um dos advogados do casal, Marco Polo Levorin. O habeas corpus foi concedido em caráter liminar (provisório) e tem aplicação imediata. O mérito da questão ainda será julgado.

Nardoni e Jatobá devem ser soltos ainda nesta sexta-feira. Ele está no 77º DP (Santa Cecília) e Jatobá, no 89º DP (Portal do Morumbi). O casal foi preso por força de um mandado de prisão temporária válido por 30 dias (porém prorrogáveis por mais 30 dias) concedido pelo Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri.

No pedido de prisão, a Polícia Civil, corroborada pelo Ministério Público, argumentava que, uma vez solto, o casal retornaria ao apartamento em que o crime ocorreu, prejudicando o acesso dos peritos, e entraria em contato com testemunhas como funcionários do prédio e vizinhos, dificultando o andamento do inquérito.

No pedido de habeas corpus, a defesa do casal argumentou que os dois têm endereço fixo, não possuem antecedentes criminais e não oferecem risco às investigações.

FSP

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