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Peugeot negocia aliança com GM

A montadora francesa PSA Peugeot Citroën e a americana GM estariam negociando uma possível aliança para a produção de veículos, segundo informações da imprensa europeia.

Em entrevista a uma rádio da França, o ministro do Trabalho Xavier Bertrand disse que recebeu do presidente da Peugeot a notícia acerca das negociações. Já o jornal La Tribune publicou reportagem sobre o assunto, na qual conta que as tratativas já se arrastam há meses.

Em comunicado, a montadora francesa confirma que mantém conversas sobre uma possível aliança estratégica, porém não cita quais seriam os potenciais parceiros. Um porta-voz da GM, por sua vez, declinou de comentar a informação.

A montadora francesa admitiu que negociações para a aliança estavam em andamento, mas sem identificar com quem. As ações da Peugeot subiram após o site do jornal “La Tribune” ter dito que as conversas com a GM já aconteciam havia meses.

“Não há nenhuma garantia até agora de que essas negociações resultarão em algum acordo”, declarou a companhia com sede em Paris, sem entrar em mais detalhes.

“Nós rotineiramente falamos com outras [companhias] na indústria, mas não temos nada além disso”, disse a porta-voz da GM, Kelly Cusinato.

Com problemas similares de excesso de capacidade produtiva e dependência de consumidores de carros compactos do ocidente europeu, Peugeot e Opel têm pouco a oferecer uma para outra na região, afirmou o analista Erich Hauser, do Credit Suisse.

“Tenho dificuldade em ver como outra cooperação com a GM Europa em componentes vai ajudar a resolver qualquer dos problemas fundamentais”, disse Hauser em relatório a clientes.

Uma área de potencial colaboração é em veículos comerciais, onde a Peugeot tem afirmado que está buscando um parceiro para substituir a Fiat depois que a montadora italiana se retirar de uma joint-venture em 2017.

Mas as fontes informaram que a aliança Peugeot-GM sob discussão envolve compartilhamento de manufatura além da Europa.

As negociações entre Peugeot e GM envolveriam a produção de veículos, como parte da estratégia de globalização da montadora francesa e redução de custos.

Stella Fontes | Valor

Volks deve comprar a Porsche

A Volkswagen estuda a possibilidade de comprar a Porsche A.G., fabricante de modelos esportivos da marca, e a maior acionista da Volks,  informa o jornal britânico Financial Times.

A compra aliviaria o caixa negativo da Porsche, que conta com uma dívida de 9 bilhões de euros (26,5 bilhões de reais). Apesar do necessário alívio nos débitos, a compra terá impacto nas empresas, já que a Porsche é acionista majoritária da Volks desde 2006.

Segundo o jornal Financial Times, o analista do banco de investimentos Credit Suisse, Arndt Ellinghorst, acredita que a solução mais lógica é utilizar o valor líquido do caixa da VW de 10,7 bilhões de euros (30,8 bilhões de reais) para comprar o segmento de carros esportivos.

Um porta-voz da Porsche disse que a empresa receberia 280 milhões de euros (806,2 milhões de reais) em dividendos da Volks e que o lucro operacional seria o suficiente para este ano. Ainda assim analistas acreditam que a montadora pode ter dificuldades para quitar suas dívidas.

A Porsche teve lucro de 6,8 bilhões de euros (19,6 bilhões de reais) nos últimos seis meses, mais do que o dobro de sua receita, decorrente da aquisição da VW. Porém, analistas afirmam que a maioria desse lucro não teria efeito sobre o caixa da empresa.

O plano enfrenta obstáculos, como o valor da Porsche. Estimativas variam entre 6 bilhões de euros (17,2 bilhões de reais) até 9 bilhões (25,9 bilhões de reais). Outra questão é saber se o estado alemão da Baixa Saxônia, que detém 20% da VW, pode suportar tal medida. As famílias Porsche e Piëch juntas controlam a Porsche e detém 50,76% das ações da Volks.

A Volkswagen teve queda de 3,48% após a publicação da reportagem do Financial Times. As ações da Porsche subiram 6,28%.

GM e Fiat: parceria na Europa e America Latina

A fabricante italiana de automóveis Fiat pode formar uma aliança com a General Motors em suas operações na Europa e na América Latina, disse a Automotive News nesta sexta-feira.

O acordo seria parte dos planos da Fiat para fundir-se com a montadora norte-americana Chrysler LLC, informou uma revista de negócios semanal.

As conversas com a GM estão em fase inicial e não foram uma alternativa para as negociações em curso com a Chrysler, disse a revista, citando a mesma fonte.

O acordo não incluiria as operações europeias da Chevrolet e da Saab, segundo a revista. A Fiat não teceu comentários  e o porta-voz da GM não estava disponível.

A GM, que está operando por meio de fundos emergenciais dos contribuintes norte-americanos, está tentando vender suas marcas europeias Opel e Saab.

O presidente-executivo da GM, Fritz Henderson, disse nesta sexta-feira que entrou em contato com pelo menos seis empresas referentes à Opel.

“Nós alcançamos bem mais que seis, atualmente, empresas que expressaram algum interesse (na Opel). São pessoas sérias”, disse Henderson a repórteres em uma entrevista por telefone.

“Muitos deles são operadores financeiros, alguns deles são operadores industriais. Eu espero que o trabalho possa ser concluído nas próximas duas ou três semanas e dessa forma o processo seja finalizado”, acrescentou.

Reuters

Brasileiro prefere carro cinza e moto preta

Levantamento feito pela consultoria Jato, especializada em mercado automotivo, concluiu que o prata é a cor preferida dos donos de carro brasileiros. Analisando todos os emplacamentos de 2008, 36% dos carros de passeio foram de cor prata, seguidos do preto, com 28%, e do cinza, com 14%.

Apesar do sucesso nos carros, o prata acaba sendo derrotado pelo preto quando se leva em conta todos os tipos de veículos. Isso porque entre as motos a distância é grande: 44% das emplacadas ano passado são pretas, 22% vermelhas e 15% cinzas.

Entre os caminhões, a campeã de preferência é a cor branca (71,18%), enquanto no segmento de comerciais leves, a opção maior é pelo prata (32,36%).

Lauro Jardim e AutoNews

Carros demais no país

Nem a crise econômica, iniciada no segundo semestre do ano passado, fez diminuir o número de veículos que circulam pelas ruas da capital paulista. Ao menos é o que apontam os números do novo indicador do Observatório Cidadão, banco de dados virtual mantido pelo Movimento Nossa São Paulo.

Segundo esses dados, em novembro de 2008 a frota paulistana tinha um total de 6.361.550 veículos, um crescimento de 372.316 mil, em comparação ao mês de janeiro, que somava 5.989.234 unidades. A cada novo mês de 2008 a frota total apresentou aumento, com exceção de setembro. O cálculo é feito com base em informações do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Os números de mês de dezembro ainda não foram divulgados pelo Detran-SP. De acordo com os dados reunidos no Observatório, os automóveis compõem a maior parcela da frota (74%). Em segundo lugar, estão as motocicletas e outros veículos semelhantes (11,8%), seguidos dos utilitários e microônibus (9,16%).

Fiat do Brasil condenada em US$ 100 milhões

Em um ano que o mercado de veículos no Brasil deve encolher, a Fiat tem mais um problema: uma conta de 100 milhões de dólares a título de indenização a ser paga a um antigo fornecedor.

A montadora foi condenada num processo movido pela BF Transportes, empresa que até 1999 realizava 50% da distribuição dos veículos da marca italiana produzidos no Brasil.

A BF argumenta que, em 1996, a Fiat passou a descumprir parcialmente o contrato e o rompeu por completo em fevereiro de 1999. Na época, 90% das operações da BF eram atreladas à distribuição da Fiat.

Para isso, a transportadora dedicava 150 caminhões próprios e ainda operava com 300 veículos de terceiros. Com o rompimento do contrato, a empresa alega que teve de demitir boa parte dos funcionários.

A Fiat foi condenada pelo Superior Tribunal de Justiça em dezembro de 2007, mas apenas no dia 12 de janeiro de 2009 foi divulgado o resultado da perícia judicial, apurando o valor de 226,3 milhões de reais a ser pago à BF.

O laudo é assinado pela perita Ângela Maria de Almeida, designada pela 6ª. Vara Civil de Betim, onde o processo começou. De acordo com o advogado da BF, Luiz Cesar Pascual, a empresa ganhou na Justiça o direito de receber os lucros cessantes relativos ao transporte de cerca de 2 milhões de automóveis. O montante apurado pela perícia equivale a 13% do lucro líquido registrado em 2007 pela Fiat.

No último balanço da Fiat, relativo ao exercício de 2007, o valor provisionado para contingências era de 356 milhões de reais. As notas explicativas do balanço, no entanto, indicavam que boa parte das provisões era direcionada a processos de natureza tributária. Por meio de sua assessoria de empresa, a Fiat diz que está contestando o valor apurado pela perícia judicial.

Exame

Aprovada obrigação de air bag nos carros

A Câmara aprovou o projeto que torna obrigatória a instalação de air bag para o condutor e para o passageiro do banco dianteiro do carro.

O projeto agora será encaminhado para sanção presidencial. Os novos modelos deverão conter o equipamento de segurança a partir do primeiro ano de regulamentação pelo Contran das especificações técnicas e do cronograma de implantação.

Para os carros zero de modelos já existentes, a obrigatoriedade será a partir do quinto ano após a definição das regras pelo Contran.

Mesmo com  críticas, os deputados comemoraram a aprovação do projeto. Eles ressaltaram o aumento da segurança do condutor e do passageiro. Na defesa da obrigatoriedade do equipamento, o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), médico ortopedista, afirmou que o air bag protege e dá mais chance de recuperação ao acidentado.

O deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR) disse que a obrigatoriedade do air bag vai aumentar o preço dos carros. “O carro mais simples não vai mais custar R$ 20 mil, mas sim R$ 22 mil”, afirmou.

Atualmente, o air bag é importado e instalado nos carros pelas montadoras no País, mas empresas brasileiras estão se associando para produzir o equipamento nacional.

A assessora da Rhodia, Renata Bley, informou que a empresa, que produz o fio usado no air bag, e as empresas de autopeças Takata e TRW poderão desenvolver a cadeia produtiva do air bag nacional em um prazo de um ano, porque já possuem a tecnologia para isso. Renata Bley afirmou que a obrigatoriedade vai permitir a produção em grande escala, o que fará cair o preço do equipament. Além do ganho social com a segurança e a queda de gastos com acidentes, a produção nacional vai garantir empregos.

Morre dono da antiga fábrica de carros Gurgel

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, dono da extinta fábrica de carros Gurgel, foi sepultado hoje à tarde no Cemitério do Morumby, no Morumbi, na zona oeste de São Paulo.

Gurgel tinha 83 anos e sofria de mal de Alzheimer. Internado no hospital São Luiz, em São Paulo, ele não resistiu à doença e morreu na sexta-feira (dia 30). Gurgel formou-se na Escola Politécnica de São Paulo em 1949 e no General Motors Institute, nos Estados Unidos, em 1953.

Com a proposta de produzir veículos genuinamente brasileiros, ele fundou a fábrica que levava o seu nome em 1º de setembro de 1969 em Rio Claro, no interior de  São Paulo.

Gurgel começou produzindo karts e minicarros para crianças. Em 1969 fundou a Gurgel Veículos, seu primeiro modelo foi um bugue com linhas muito modernas e interessantes. Chamava-se Ipanema e utilizava chassi, motor e suspensão Volkswagen. Gurgel sempre batizou seus carros com nomes bem brasileiros e homenageava nossas tribosde índios.
Em 1973 chegava o Xavante, que deu início ao relativo sucesso da marca. Este foi seu principal produto durante toda a evolução e existência da fábrica. De início com a sigla X10, era um jipe que gostava de estradas ruins e não se importava com a meteorologia. Sobre o capô dianteiro era notável a presença do estepe. Sua distância do solo era grande, o pára-brisa rebatia para melhor sentir-se o vento e a capota era de lona.  Um par de pás afixadas nas portas logo anunciava o propósito do veículo.
O jipe era equipado com a tradicional mecânica Volkswagen refrigerada a ar, com motor e tração traseiros.  O chassi era uma união de plástico e aço (projeto patenteado pela Gurgel, denominado Plasteel), que aliava alta resistência a torção e difícil deformação. A carroceria era em plástico reforçado com fibra-de-vidro (FRP).

Pelo emprego destes materiais a corrosão estava completamente banida. A carroceria e o chassi formavam um só bloco. As rodas, as mesmas da Kombi, eram equipadas com pneus de uso misto. A suspensão era independente nas quatro rodas, em um conjunto muito robusto , mas na traseira a mola era helicoidal, em vez da tradicional barra de torção. Para subir ou descer morros não havia grande dificuldade. A carroceria tinha ângulo de entrada de 63 graus e 41 graus de saída.

Além do Plasteel, outro recurso interessante do Xavante era o Selectraction. Tratava-se de um sistema movido por alavancas, ao lado do freio de estacionamento, para frear uma das rodas traseiras. Era muito útil em atoleiros.

Cheia de dívidas e enfraquecida pela concorrência das multinacionais, a Gurgel pediu concordata em junho de 1993. Uma última tentativa de salvar a montadora foi no ano seguinte, quando a Gurgel pediu ao governo federal um financiamento de US$ 20 milhões, que foi negado. A fábrica fechou as suas portas no final de 1994, depois de 25 anos de atividades.

Daniela do Canto

Diesel S10: 5 vezes menos enxofre no ar

Um novo combustível foi aprovado pela diretoria da ANP. A especificação do diesel S10, com teor de enxofre cinco vezes menor que o S50, deve permitir à indústria automobilística realizar testes para desenvolver novos motores, a partir de 1º de janeiro.

O objetivo da medida é reduzir a emissão de poluentes em zonas metropolitanas.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), não há problemas para os motores trabalharem com o S-50. A partir de 2012, todos os carros brasileiros estarão equipados para receber o diesel S-10, já comum em países da Europa. Segundo especialistas em trânsito e meio ambiente, é preciso que toda a frota de carros em circulação nas cidades, e não apenas os ônibus, tenha reduzido o teor de enxofre, que causa uma série de problemas à saúde. O professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Antonio Leite Alves Radicchi, diz que a emissão dos gases, como o dióxido de enxofre, provoca irritação das vias aéreas, tendo como efeito as alergias. Além disso, pessoas com asma, rinite alérgica e bronquite podem ter o quadro potencializado.

Cronograma

No acordo firmado com o MPF, foi estabelecido um cronograma para oferta do combustível com menor teor de enxofre à frota de ônibus de algumas capitais brasileiras. Dessa forma, Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA) serão atendidos a partir de maio de 2009; Curitiba (PR), em agosto de 2009; Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) e a Região Metropolitana de São Paulo, em janeiro de 2010. Outras três regiões metropolitanas de São Paulo – Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos – e Rio de Janeiro serão beneficiadas em janeiro de 2011.

Crise no Japão: Nissan e Honda anunciam cortes

A montadora japonesa Nissan Motor anunciou hoje que irá reduzir a produção de veículos no país asiático em 78.000 unidades, a partir de janeiro de 2009. A medida foi influenciada pela queda da demanda no setor automotivo mundial por conta da crise financeira.

Em comunicado, a companhia divulgou que pretende implementar um sistema de desaceleração nas linhas de produção, o que contribuirá com a diminuição de seus estoques. A Nissan também informou que irá implementar um cronograma segundo o qual haverá dias de paralisação nas instalações.

De acordo com as informações divulgadas, a montadora nipônica irá cortar 500 postos de trabalho temporário no fim do atual ano fiscal, com encerramento em março de 2009. A partir de então, a Nissan não utilizará mais funcionários contratados sob este regime.

A produção será também reduzida nas fábricas de motores situadas em Yokohama e Iwaki, segundo um comunicado da empresa.

Durante o mesmo período serão suprimidas cerca de 500 postos de trabalho de duração determinada nas referidas fábricas.

A Nissan já tinha anunciado em finais de Outubro 3.500 supressões de empregos a nível mundial e fortes reduções na produção.

Quanto à Honda, o presidente da empresa, Takeo Fukui, lamentou que “o mercado mundial dos automóveis está a contrair-se rapidamente”.

A empresa, a segunda maior fabricante de automóveis no Japão, previa inicialmente poder vender 4 milhões de viaturas no mundo entre Abril de 2008 e Março de 2009, mas baixou essa estimativa para 3,65 milhões de unidades, ou seja menos 275.000 do que no ano anterior, devido à quebra na procura nos Estados Unidos, Europa e Japão.

O grupo espera agora apenas um lucro anual bruto de 185 mil milhões de ienes (1,5 mil milhões de euros), contra 485 mil milhões previstos anteriormente 600 mil milhões esperados no início do exercício.

InvestNews

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