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Carro usado pagará IPVA menor

O IPVA dos carros usados ficará mais barato em 2012 no Rio Grande do Sul. A Secretaria da Fazenda deverá divulgar a tabela nos primeiros dias de dezembro.

Os cálculos ainda estão sendo feitos, mas os técnicos antecipam que, em geral, haverá redução no valor. A Receita Estadual usa tabelas da Fipe com pesquisa de preços dos veículos em setembro e regionaliza informações.

Como o IPVA é um percentual sobre o valor de mercado do carro, se há depreciação, o tributo fica menor. A estimativa é que o IPVA poderá ficar até 10% menor.

Bancos têm 100 mil carros de inadimplentes

Os bancos brasileiros têm em  estoque  pelo menos 100 mil carros recuperados de clientes inadimplentes, o equivalente à metade das vendas mensais de veículos novos no país, para desovar no mercado de autos usados.

Para evitar retomada, instituições financeiras estendem prazos e negociam perdão de parte de multa e juros atrasados. Maior volume de carros recuperados deve chegar a partir de março devido à demora no processo por tentativas de negociação

Esse estoque é mais um motivo de pressão no segmento de usados, que vive queda sem precedente nos preços e cuja falta de liquidez trava as ações para retomar a venda de carros novos.

Os principais bancos que financiam veículos relatam que o volume de recuperação cresceu de 20% a 30% no início do ano em relação ao que acontecia até setembro. Já leiloeiros e empresas terceirizadas de recuperação veem alta de até 50% no número de veículos que costumava chegar aos pátios.

A retomada não costuma cobrir o valor da dívida financiada devido à depreciação e aos custos envolvidos na recuperação. Do dinheiro arrecadado em leilão, parte cobre a dívida em aberto no banco e o restante volta ao cliente para indenizar as prestações pagas, como define o Código de Defesa do Consumidor.

No Bradesco, o volume financeiro de carros recuperados triplicou no ano passado ficando em R$ 207,5 milhões.  O Banco do Brasil teve recuperação de R$ 20,7 milhões. O Santander/Real, cuja financeira Aymoré é uma das líderes no setor, não diferencia as receitas provenientes de recuperação de veículos e imóveis (que têm a menor inadimplência do mercado), mas reporta um volume retomado de R$ 277,7 milhões.

Outro líder do mercado, o Banco Votorantim, não detalha em seu balanço o crescimento da recuperação, mas os executivos afirmam que se trata de uma das menores do mercado. Itaú e Unibanco ainda não divulgaram resultados.

Carro usado terá linha de crédito do FAT

O ministro do Emprego e Trabalho, Carlos Lupi, pretende anunciar a linha de crédito de capital de giro com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para as revendedoras de automóveis usados e semi-novos nos próximos dez dias, no máximo.

Os detalhes da linha de crédito, operada pelo Banco do Brasil (BB), foram discutidos ontem pelo ministro e pelo presidente do BB, Antonio Francisco de Lima Neto. O setor solicitou uma linha de crédito de R$ 2,5 bilhões. Porém, inicialmente, será anunciada uma parcela de R$ 1,25 bilhão, dos quais R$ 250 milhões estarão disponíveis na próxima semana.

O ministro garantiu que a cifra de R$ 2,5 bilhões será liberada conforme haja demanda pelos recursos. O ministro quer que a taxa de juro para o consumidor, na compra de carros usados e semi-novos, fique abaixo da praticada nas operações de veículos novos. Ou seja, menor do que 1,55% ao mês, que é praticada na média.

Hoje o custo financeiro médio nas aquisições de carros usados é de 1,8% ao mês.  Já as empresas terão acesso ao empréstimo com recursos do FAT com taxa de juros de 6,75% anuais. A carência para o pagamento dos recursos foi sugerida em um ano

O ministro avisou que não quer que os recursos do FAT fiquem parados no BB. O anúncio da medida está dependendo apenas da agenda do Presidente  Lula, que deve participar do evento, nos próximos dez dias, no máximo.

Ainda que a medida não tenha atenda a 100% ao pleito do setor, o presidente do Sindicato Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores, Ilídio Gonçalves Dias, considerou “ótimo” o resultado discutido ontem no Ministério do Trabalho.

Na verdade, o ministro Carlos Lupi quer evitar novas demissões no setor de automóveis, que até agora liderou os desligamentos no mercado de trabalho.

Carro: prestação no máximo em 36 X

As pessoas começam a ter dificuldades para financiar a compra do automóvel. Entre os revendedores de usados, o sentimento é de que as linhas estão muito restritas e já embutem taxas praticamente duas vezes mais altas. Já entre os carros novos, os bancos ligados às montadoras garantem a oferta de recursos, com taxas reduzidas, até pelo compromissos com as vendas das companhias. Nos dois casos, os prazos encolheram e raramente superam 36 meses.

A primeira reação concreta dos bancos que financiam automóveis ao aperto do crédito foi a suspensão dos planos de financiamento em 72 meses. A segunda foi lançar grandes campanhas reduzindo taxas de juros à metade da média do mercado. Mas na maior parte dos casos, os juros mais baixos não valem para os carros mais vendidos.

Na Volks, a taxa de 0,99% só vale para planos de 24 meses e para os modelos da linha Fox, Polo e o importado Beetle. Quem quiser Kombi – um veículo que não precisa nem de propaganda – ou o novo Gol – recém-lançado e sucesso de vendas – tem que arcar com juros mais altos, em torno de 1,69%.

A Ford também lançou uma campanha de 0,99% em financiamento de 24 meses para os modelos Fiesta e EcoSport. E a mesma taxa foi lançada pela General Motors para as linhas Corsa e Astra. Tanto Ford como a GM excluíram os carros mais baratos – Ka e Celta, respectivamente – dos planos com juros mais baixos.

O segmento que mais sofre, no entanto, é da classe de renda mais baixa, que passou a ter acesso ao crédito pelas linhas longas.

As taxas, que antes oscilavam entre 1,8% e 2,2% ao mês, hoje variam entre 2,2% e 2,5% ao mês. Mas o pior não são os juros mais altos, mas sim a seletividade elevada dos bancos para aprovação do crédito. As exigências ficam tão grandes que muitas vezes inviabilizam o negócio.

Até mesmo o nicho de carros de luxo já sofre com a crise, afirma Ricardo Almeida, gerente da Audi One, concessionária que representa a marca.

Fernando Travaglini e Marli Olmos

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