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Maconha: Mãe de dependente manda conta para ministro

A mãe de uma jovem quer mandar a conta de tratamento da filha dependente de maconha para o gabinete do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Ela disse a rádio Jovem Pan que está indignada com a participação dele na passeata realizada no Rio de Janeiro pela liberação da maconha no Brasil.

O integrante do governo Lula fez questão de ressaltar que a guerra ao tráfico mata 30 vezes mais do que a overdose.

E a mãe da garota que pagou muito caro por consumir maconha condena a posição de Carlos Minc, em uma entrevista a Izilda Alves. Durante a Marcha da Maconha no Rio de Janeiro, o ministro Carlos Minc afirmou que a maconha é um problema de saúde.

O professor titular do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Valentim Gentil, diz que a erva prejudica a saúde mental. Os riscos de psicoses em adultos provocadas pelo consumo de maconha também são altos, avalia o professor Valentim Gentil. O titular do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP aponta a evolução das pesquisas nessa faixa etária.

JP

Empresário desmatador doa R$ 11,4 mi ao meio ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinou ontem com o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, termo decooperação operacional e financeira que prevê a doação de R$ 11,4 milhões pelo grupo para apoio a conservação ambiental de Fernando de Noronha, Lençóis Maranhenses e Pantanal. Empresas do grupo respondem a denúncias por crimes ambientais.

É justamente no Pantanal, no Pólo Siderúrgico de Corumbá, que fica uma das usinas do grupo acusadas de receber carvão produzido e transportado de forma irregular.

O ministro Carlos Minc afirmou que o ato nada tem a ver com compensação ambiental.

– Temos que pensar num Brasil a longo prazo. É um privilégio poder fazer essas doações porque Fernando de Noronha, os Lençóis e o Pantanal são jóias da natureza do Brasil – disse o empresário.

Questionado pelos jornalistas se a denúncia procedia, Eike disse que não tem sentido uma de suas empresas se “sujar por algo tão pequeno”. Chegou a dizer que pensa em fechar essa usina porque ela seria muito pequena dentro do complexo da EBX e que não valia a pena tanto transtorno.
– Somos tão grandes em outras áreas que não vale a pena – disse o empresário.

JB

Diz o Noblat:

Deixe-me ver se li direito;

O empresário Eike Batista é o campeão de multas não pagas por desmatamento da região do Pantanal. Deve ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente R$ 29,4 milhões. Recorreu à Justiça para anular ou abater o valor da dívida. Mas ontem foi recebido com festa no Ministério do Meio Ambiente.

Batista anunciou que doará R$ 11,4 milhões para a preservação de três parques nacionais – pouco mais de um terço do que deve e não paga. Ganhou um diploma e foi elogiado pelo ministro Carlos Minc – sim, aquele para sempre refém de holofotes.

Tudo bem pra vocês? Então tudo bem pra mim.

Alemanha anuncia recursos para Amazônia

O governo brasileiro espera arrecadar US$ 1 bilhão já no primeiro ano de existência do Fundo Amazônia, que será criado para receber verbas destinadas à proteção da Amazônia.

O fundo, anunciado anteontem pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, estará condicionado ao compromisso brasileiro de diminuir os índices de desmatamento. Quanto mais o Brasil reduzir a emissão de gás carbônico gerado pelo desmatamento e pelas queimadas, maior o volume de recursos a serem doados pelos governos, entidades privadas e ONGs estrangeiras e nacionais.

O diretor do Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, deve fechar hoje a primeira parceria do Fundo Amazônia, com o governo da Noruega, que doará US$ 100 milhões. Azevedo reúne-se hoje com o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, em Oslo, para selar o compromisso. Dirigentes de ONGs norueguesas também participarão do encontro. 

O Greenpeace deve escolher até amanhã o país merecedor do título de “motosserra de ouro” da Conferência de Biodiversidade. Além do Canadá e da Austrália, o Brasil, escolhido ontem a “motosserra do dia”, é um forte candidato. O título é uma ironia pelos crimes de desmatamento na Amazônia, e deverá ser entregue ao Brasil exatamente no dia da visita de Carlos Minc a Bonn.

O escolhido para o prêmio de grande desmatador foi Blairo Maggi, governador de Mato Grosso. O Greenpeace escolheu o Brasil inteiro também para o titulo pela destruição da floresta, e pelo fato de o país não aceitar qualquer tipo de compromisso internacional no que se refere à Amazônia. 

O Globo

Artigo: A praia de Minc é outra

Sai a cabocla Marina Silva, herdeira de Chico Mendes, criada descalça na Amazônia, só alfabetizada na adolescência, contaminada por malária e por mercúrio. Entra Carlos Minc, o ambientalista do Leblon e de Ipanema. Digamos que a Amazônia não é exatamente a praia dele.

Os dois são do PT e respeitados por ambientalistas de diferentes cores, mas os contrastes podem, em vez de diminuir, aumentar as reações e a perplexidade diante da queda de Marina, principalmente fora do país. Acrescente-se que Minc tem fama de ser rápido na concessão de licenças ambientais. Para alguns, um grande mérito. Para outros, um risco.

Lula preferia o ex-governador Jorge Viana por uma questão mais política do que ambiental. Ele também é do PT do Acre e cresceu sob o simbologismo de Chico Mendes, o que ajudaria a neutralizar as reações externas.

Mas, desta vez, a decantada habilidade de encantador de serpentes não funcionou, e Lula não convenceu Viana a aceitar a cadeira de Marina. Com Viana fora, Lula agora tem de convencer gregos e troianos, não só acreanos, de que a prioridade de Minc, dele próprio e do Brasil é a Amazônia -que é o que interessa ao mundo.

Para isso, Lula precisa admitir que errou. Ou que o seu “problema” não era só o endereço do ministério; tinha cara e nome: Marina Silva.

Eliane Cantanhede 

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