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PUBLICIDADE: Brasil terá 15 jurados em Cannes

fachada-cannes-lions-2011[1]A edição que comemora os 60 anos do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, que premia os melhores da publicidade mundial, terá presença maciça de jurados brasileiros. Ontem, foram anunciados os 15 nomes já definidos para a próxima edição do evento, que será realizada entre os dias 16 e 22 de junho em Cannes, França. O “Estadão” é o representante oficial do Cannes Lions no País.

Este ano o Brasil terá o publicitário Marcello Serpa, sócio-presidente e diretor criativo da AlmapBBDO, como presidente da categoria Press Lions, que costuma concentrar boa parte das premiações brasileiras (no ano passado, 18 dos 79 Leões recebidos pelas agências brasileiras vieram dessa área). “A qualidade da direção de arte brasileira em mídia impressa é mundialmente reconhecida”, diz Serpa.

Além dos 15 nomes já anunciados, está definido que o Brasil também terá pelo menos um representante em 2013 em Media Lions, cujo julgamento se dá em duas etapas. Nas demais categorias, está certo também que o País não terá um representante no júri de Titanium & Integrated Lions, enquanto a situação em Creative Effectiveness ainda não foi decidida.

O corpo de jurados brasileiros é uma mistura de “Veteranos” e “novatos” em Cannes. Publicitários como João Livi, Mário D”Andre a e José Henrique Borghi já participaram várias vezes da escolha dos premiados e voltam ao trabalho nesta 60ª edição. Já Ricardo John, Arício Fortes e Francisco Saboya estão no time dos estreantes.

O festival deste ano terá 16 categorias, o que inclui uma novidade: Innovation Lions, que premiará as ideias mais inovadoras para promover uma marca, entidade ou empresa.

Saboya, diretor-presidente do Porto Digital (um dos principais polos de desenvolvimento de tecnologia do País, localizado no Recife), foi o selecionado para esta tarefa – justamente porque a categoria exige conhecimentos técnicos. “É especialmente importante (para o País), pois a categoria terá apenas dez jurados”, diz o diretor de Mercado Anunciante do Grupo Estado, Rogério Gabriel Comprido.

O Estadão é representante oficial do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade no País há 12 anos. Desde então, já realizou cerca de 350 indicações e nomeou 128 jurados. A delegação brasileira é uma das maiores do festival, e reuniu 945 participantes no ano passado.

Neste ano, o evento que reunirá os jurados brasileiros no festival será realizado no fim de março, em São Paulo, e terá a presença do CEO do Cannes Lions, Philip Thomas.

Morre Breno Mello o “Orfeu Negro”.

O futebol e o cinema estão de luto. O ex-ator e ex-jogador Breno Mello morreu nesta sexta-feira aos 76 anos. Mello foi premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1959, por protagonizar o filme “Orfeu Negro”. A obra também levou, em 1960, o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.

Ele teve a oportunidade de estar em Cannes, 46 anos após a premiação do filme de Marcel Camus, para participar da exibição do documentário “A la recherche d’ Orfeu Negro” (Em busca do Orfeu Negro). No elenco, os maiores destaques ficam por conta das atuações de Léa Garcia e Lourdes de Oliveira, seguidas do ótimo desempenho da americana e mulher de Camus, Marpessa Dawn, e do trabalho desenvolvido por Breno Mello.

O gaúcho Breno Mello levou a palma de história mais fascinante. Protagonista de Orfeu Negro – produção francesa filmada no Brasil e premiada em 1959 –, ele conseguiu não um, mas dois milagres cinematográficos. Mello era reserva do Santos quando foi descoberto como ator, fez alguns filmes, emplacou com Orfeu, voltou ao futebol e, sem sucesso, passou a ganhar a vida distribuindo folhetos em Porto Alegre.

Mello foi encontrado deitado em sua cama pela irmã Raquel Mello, por volta das 15 horas, na sua residência em Porto Alegre. As causas da morte ainda ainda são desconhecidas.

Ele atualmente morava sozinho no bairro Tristeza, em Porto Alegre. Deixou cinco filhos. Mello trabalhou durante 12 anos no Grupo Sinos como contato publicitário. Também foi representante comercial do ramo calçadista em Novo Hamburgo. Foi sepultado neste sábado no Cemitério João XXIII em Porto Alegre.

Publicidade: Brasil leva 41 Leões em Cannes

A 55 edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes terminou no último sábado com 41 Leões para o Brasil, que superou em número de Leões o resultado de 2007, quando registrou 30 prêmios. Contudo, as agências brasileiras levaram neste ano somente um Leão de Ouro, contra seis no ano passado. O Brasil ficou bem perto de bater o recorde de 2005, quando conquistou 43 premiações. Em 2006, foram 28 Leões.

O País ficou na quarta posição no ranking geral da competição, atrás de Estados Unidos, com 88 Leões (5 GPs, 27 ouros, 20 pratas e 36 bronzes), Alemanha, com 60 (2 GPs, oito ouros, 19 pratas e 33 bronzes) e Inglaterra, com 51 prêmios (dois GPs, 14 ouros, 15 pratas e 20 bronzes).

Os Leões deste ano do País foram conquistados nas categorias: Press (14), Cyber (7), Outdoor (5), Film (4), Radio (4), Design (3), Promo (3) e Media (1). A brasileira AlmapBBDO, dos sócios Marcello Serpa e José Luiz Madeira, foi a segunda agência mais premiada do festival, com 12 Leões e o único de Ouro do País.

A AlmapBBDO, escolhida a Agência do Ano em 2000, levou seu Leão de Ouro em Press pela campanha criada para a editora Companhia das Letras, composta por três anúncios: Che, Kafka e o Império Romano.

A Agência do Ano é a BBDO de Nova York, que teve a vitória confirmada no sábado após a divulgação dos resultado dos Film Lions, categoria na qual a agência conquistou três Leões de Ouro, dois pratas e três de bronze. A BBDO também foi escolhida a Network of the Year, à frente da DDB e da Saatchi & Saatchi.

Em terceiro lugar como Agência do Ano lugar ficou a DDB de Londres.

Atriz vai a première sem calcinha e abre vestido

A atriz francesa Yasmine surpreendeu os fotógrafos ao abrir seu vestido e mostrar suas partes íntimas no tapete vermelho do festival de Cannes nesta tarde.

Yasmine está em Cannes para prestigiar a première do filme La Frontiere de l’Aube, dirigido pelo francês Philippe Garrel.

Aos 28 anos, a francesa já estrelou diversas produções pornô, como French Connexion , Mafia Girl e Casino.

Terra

Dez anos após ‘Central do Brasil’, Vinícius volta ao cinema

Quem não se lembra do Josué, aquele menininho que encantou o público em “Central do Brasil”? Agora, dez anos depois do estouro do filme premiado em Berlim e indicado ao Oscar, o ator Vinícius de Oliveira volta ao cinema como protagonista em “Linha de passe”, que estréia no próximo sábado (17) no Festival de Cannes.

O diretor é o mesmo, Walter Salles, que apostou no talento de Vinícius quando ele ainda trabalhava como engraxate nas ruas. Mas a experiência de voltar ao set do cineasta uma década depois foi completamente diferente: “Em ‘Central’ ele foi mais paizão do que diretor, já em ‘Linha de passe’ teve outra postura”.

No novo filme de Salles, Vinícius interpreta Dario, um garoto que sonha virar jogador de futebol profissional, “uma figura tipicamente brasileira”, de acordo com o ator. Para interpretar o esportista, Vinícius dedicou quatro anos aos treinos e chegou a jogar com o time de juniores do Palmeiras. “Nunca fui um perna-de-pau”, brinca.

G1

Rodrigo Santoro encarna Raúl Castro

Os olhos de Rodrigo Santoro e um certo atrevimento podem ter garantido ao ator um de seus papéis mais polêmicos. O brasileiro será o cubano revolucionário Raúl Castro no filme “Che”, de Steven Soderbergh, que o levará nos próximos dias ao Festival de Cinema de Cannes.

O filme, que conta com o apoio do Centro Che Guevara, em Havana, faz uma adaptação dos diários de Che durante a revolução que começou em Cuba, ao lado de Fidel Castro e seu irmão, Raúl, nos anos 1950. “Che” tem mais de quatro horas de duração — na verdade são dois filmes, “O Argentino” e “Guerrilha” — e será exibido em duas partes no festival.

Esta será a segunda vez de Santoro em Cannes, após sua ida com “Carandiru” cinco anos atrás. Ele também estará no festival com o argentino “Leonera”, que assim como “Che” é falado em espanhol e está na competição do festival. O evento abre na quarta-feira.

“Sabia que era um personagem delicado e muito polêmico”, disse Santoro à Reuters sobre o papel de Raúl Castro, hoje presidente de Cuba. “Como ator, o que eu tenho que fazer é tentar incorporar um ser humano. Não vou fazer uma análise política, eu não posso julgá-lo”, disse.

Santoro fez uma longa viagem a Cuba, durante quase dois meses. Visitou Sierra Maestra, de onde Fidel comandou a revolução, e a casa onde os irmãos nasceram.

O filme, que tem Benício Del Toro como Che, foi rodado em diversos países, mas Santoro só participou das filmagens em Porto Rico e México. Por não ter visto o filme ainda pronto, Santoro diz estar bastante ansioso com a ida a Cannes.

Em Cannes, Santoro estará também com a equipe de “Leonera”, do argentino Pablo Trapero. Ele faz uma participação como Ramiro, um estrangeiro que vive há muito tempo em Buenos Aires e se envolve numa trama de mistério e assassinato.

Reuters

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