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Lula bebe e serve caipirinha em “Isla presidencial”

Depois de naufrágio…

Fábio Góis

Imagine um passeio de barco promovido pelo presidente Lula – que, aliás, serve caipirinha na ocasião para os colegas –, com 12 chefes de Estado, ao final da 74ª Cúpula Ibero-Americana. Agora imagine o naufrágio de tal barco e, no melhor estilo da série de TV Lost, nomes como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina) serem obrigados a se refugiar numa ilha deserta…

Uma vez na ilha, Lula demonstra todo seu espírito brazuca ao minimizar a desdita com doses de caipirinha e apreciar, digamos, os predicados estéticos da colega argentina. A situação surreal é o que se vê no primeiro episódio da série de desenho animado levada ao público pelo portal humorístico venezuelano “El Chiguire Bipolar” – “a capivara bipolar”, na tradução ao pé da letra. Entregues ao sabor das circunstâncias, os presidentes se vêem “sem comida, sem refúgio e sem poder”. Não é preciso lembrar que muita gente ia gostar da desventura…
Assista ao primeiro episódio:

A propósito, na primeira cena aparece o restaurante “Che Hugo”, com o seguinte prato do dia no cardápio: “Aguila calva”. Seria uma alusão à “águia anti-imperialista” Fidel Castro?

Por motivos quase óbvios, o alvo principal do site de humor é mesmo o presidente venezuelano – que, na animação, não faz nada, vive dando ordens e ainda protagoniza um ardente romance com o índio Morales! Aliás, uma discussão entre Chávez e o “americanizado” Álvaro Uribe (Colômbia) sobre qual trajetória deveria seguir o barco (esquerda ou direita?) foi o motivo do acidente – a referência cinematográfica fica por conta do nome da embarcação de Lula, “Chitaniqui II”, sarcasticamente pintado com as cores dos Estados Unidos. Ao timão (sem trocadilhos futebolísticos), Lula não segura a onda e colide com uma pedra gigantesca.

Juan Andrés Ravell, um dos roteiristas, disse que outro hilário personagem está por vir nos próximos episódios – não foi incluído no primeiro porque o projeto foi finalizado antes da sua eleição: o ex-bispo e atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que ganhou fama mundial depois de seguidos casos de filhos espalhados pelo país vizinho. Segundo Ravell, Lugo terá uma chegada triunfal e “ainda terá muitos filhos na ilha”. Cristina ou Michele Bachelet (presidente do Chile), qual das duas se habilitaria?

Veja nos próximos capítulos da saga… na sequencia deste blog

Diário Oficial ensina fazer “caipirinha”

Às vésperas do fim de semana, o Ministério da Agricultura resolveu ensinar aos apreciadores de bebidas alcoólicas a preparar uma autêntica caipirinha, bebida feita à base de cachaça, limão e açúcar, e que é capaz de alegrar até os mais preocupados com os rumos da economia brasileira em tempos de crise mundial. Para o Ministério, não basta misturar os três ingredientes aleatoriamente. É preciso ter critérios, como deixa claro o artigo 4º da Instrução Normativa (IN) 55, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Reinhold Stephanes.

Para o ministério, só será definida como caipirinha “a bebida preparada por meio de processo tecnológico adequado que assegure a sua apresentação e conservação até o momento do consumo”. Também foram detalhadas as características de cada um dos ingredientes. “O açúcar aqui permitido é a sacarose – açúcar cristal ou refinado -, que poderá ser substituída total ou parcialmente por açúcar invertido e glicose, em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro e não inferior a dez gramas por litro, não podendo ser substituída por edulcorantes sintéticos ou naturais”, ensina o governo.

O limão utilizado poderá ser adicionado na forma desidratada e deverá estar presente na proporção mínima de um por cento de suco de limão, lembra a IN. Mas não vale qualquer limão: “com no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas”. Para aqueles que não têm o hábito de consumir caipirinha, o governo abre a brecha para um refresco. “Ingrediente opcional – água”. Ainda segundo o ministério, a bebida alcoólica e não alcoólica utilizada na elaboração da batida deverá atender ao seu respectivo padrão de identidade e qualidade definido na legislação vigente.

Para quem não gosta de caipirinha, o ministério oferece dicas sobre outros tipos de bebidas alcoólicas, inclusive para aqueles que não sentiram os efeitos da crise financeira. “Poderá ser denominado de licor de ouro o licor que contiver lâminas de ouro puro”. A IN também traz informações sobre a produção de bebida alcoólica mista aromatizada gaseificada, que também é conhecida como “cocktail”.

Erro

Apesar do sucesso garantido da IN em plena sexta-feira, a área técnica do ministério informou que o texto foi publicado erroneamente no Diário Oficial, explicando que o governo está revisando os padrões de bebidas e que a IN faz parte desse processo. “Não é um texto definitivo. A idéia era colocá-lo em consulta pública, mas houve erro e a instrução normativa foi publicada hoje (ontem)”, contou, de forma acanhada, um técnico da pasta.

O governo pretende ouvir a opinião de especialistas e da sociedade sobre o tema por um período de 30 dias, possivelmente a partir da semana que vem. É o momento que as pessoas poderão dizer se concordam ou não com o que foi definido pelo governo.

Agência Estado

Cachaça brasileira não é rum

Um dos maiores entraves para as empresas brasileiras que exportam cachaça para os Estados Unidos é a obrigatoriedade de constar no rótulo das bebidas a expressão “Brazilian Rum”.

Essa definição americana para a cachaça descaracteriza o produto, gerando perda de identidade da bebida que é típica e exclusiva do Brasil.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), César Rosa, a cachaça está enraizada na cultura brasileira e precisa ser reconhecida como tal. Com objetivo de provar que o rum e a cachaça são produtos distintos, o Ibrac desenvolve ações, em especial nos Estados Unidos junto ao Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau (TTB), agência americana responsável pela autorização e controle da venda de bebidas alcoólicas.

A entidade contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para em conjunto com a Embaixada do Brasil em Washignton representar os interesses dos produtores e acompanhar o processo de mudança de legislação. A contratação só foi possível após a assinatura de um convênio com o Sebrae, em Pernambuco, uma ação inédita já que é um Sebrae regional que apoia a ação.

Segundo registros do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), atualmente no Brasil existem cerca de 40 mil produtores, com 4 mil marcas, sendo que 99% são produtores micro, pequenos e médias empresas. O setor da cachaça também gera em torno de 650 mil empregos no País. De acordo com o presidente do Ibrac, a falta de reconhecimento internacional da cachaça é o principal empecilho para a comercialização da bebida no exterior.

Por falta de uma Lei que defina a identidade geográfica da bebida, a cachaça produzida no Brasil é conhecida nos Estados Unidos como rum brasileiro. Atualmente exportamos o equivalente a US$ 15 milhões do produto por ano. Se os mercados internacionais perceberem que se trata de um produto diferenciado, como prevê a Lei, podemos exportar algo em torno dos US$ 70 milhões.

InvestNews

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