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Investigação de cartel da energia solar no Brasil

O Ministério Público Federal pediu à Secretaria de Direito Econômico (SDE) que investigue denúncia de cartel praticado pelas empresas dominantes no mercado de aquecimento solar do Brasil.

Segundo a denúncia, a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), estaria criando mecanismos que impediriam a expansão comercial da inovação tecnológica dos coletores de energia solar, com o objetivo de eliminar empresas concorrentes.

De acordo com o representante Ministério Público Federal (MPF) junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Augusto Aras, a denúncia afirma que as empresas que integram a Abrava, responsáveis por 80% do mercado total de coletores de energia solar, têm influenciado a elaboração das normas técnicas referentes ao setor, como a definição de critérios de ensaios para o Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro (PBE).

Além da Abrava divulgar, nacionalmente, informações erradas sobre os dados técnicos dos componentes dos sistemas de aquecimento solar e ter contribuído para a criação de um instrumento de qualificação de fornecedores e instaladores, que privilegia as empresas filiadas à Associação.

O problema consiste na competição entre a tecnologia convencional, dominante no mercado, e a tecnologia mais nova, que dispensa, entre outras coisas, a tubulação metálica, reduzindo bastante o custo de aquisição e instalação.

Segundo a denúncia, o Inmetro tem utilizado um padrão de determinação de eficiência incompatível com a realidade tropical do país, induzindo os consumidores a gastarem mais água e a comprar equipamentos mais caros.

A situação teria se agravado quando a Abrava conseguiu que fosse incluída no Termo de Referência da Caixa Econômica Federal a exigência da utilização dos produtos das suas empresas nas obras do programa “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal, passando a dominar 100% do mercado de obras públicas habitacionais populares.

Se mantida a exigência, o Governo gastará cerca de R$ 400 milhões sem necessidade, considerando a construção de 400 mil unidades habitacionais do programa.

O MPF aguarda a manifestação da SDE sobre o início das investigações que vão apurar as informações contidas na denúncia e a existência de cartel.

Brasil Econômico

Cade decide a guerra das garrafas

Passou pelo plenário do conselho um recurso da AmBev para que seja autorizada a venda em todo o país das polêmicas garrafas de cerveja com 630ml, no lugar das centenárias garrafas de 600ml. Por decisão preliminar do Cade, a empresa só poderia vender as novas garrafas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. As concorrentes acusam a multinacional de tentar prejudicar a concorrência, já que a nova garrafa não pode usada pelas outras empresas, aumentando os seus custos de produção.

O Cade deu , quarta-feira, seu veredicto nesta “guerra das garrafas” . A AmBev continua proibida de vender os novos vasilhames de 630ml com outras marcas que não Skol e Bohemia. O Cade determinou ainda que que nessa nova embalagem a Skol só pode ser distribuida no Rio de Janeiro e a Bohemia, no Rio Grande do Sul. Mas a multa caso a AmBev descumpra a decisão caiu de 100 000 reais para 50 000 por dia.

Radar

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