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China retoma compra de frango brasileiro

A China autorizou a retomada das importações diretas de carne de frango ‘in natura’ do Brasil, informou nesta quarta-feira o Ministério da Agricultura brasileiro.

Até agora, a China realizava importações indiretas, por meio de Hong Kong.

Segundo o comunicado, os chineses habilitaram 24 abatedouros localizados em oito Estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

De acordo com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a retomada do comércio é significativa para o país, devido à capacidade de consumo do mercado chinês, informou o comunicado.

O restabelecimento do comércio é imediato, validado pelas duas partes. O Brasil está também concluindo as negociações para o comércio de carne suína com a China, principal comprador de produtos agropecuários brasileiros.

(Por Camila Moreira)

Conferência Mundial Sobre Crédito será no Brasil

O Brasil vai sediar, pela primeira vez , a conferência mundial de informação de crédito sobre o consumidor World Consumer Credit Reporting Conference. O evento ocorre entre os dias 19 e 21 no Rio de Janeiro. A Serasa vai receber a conferência, organizada pelas associações de crédito ACCIS (Europa) e CDIA (Estados Unidos), com apoio da Associação Latino-Americana de Credit Bureaus.

Mercado Aberto

Acadêmico britânico lança biografia de Lula

Uma biografia em inglês do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será lançada hoje em Londres. O professor Richard Bourne, da London University, retrata a vida do presidente em “Lula of Brazil – The Story So Far”, publicada pela Zed Books. O livro levanta a história de Lula desde sua infância no Nordeste brasileiro, passando pela atuação sindical no ABC paulista, a fundação do Partido dos Trabalhadores, as tentativas de eleição presidencial em 1989 e 1998, as campanhas vitoriosas em 2002 e 2006 e também pelos escândalos de corrupção que abateram as figuras mais importantes do seu governo.

Com 272 páginas, a biografia é apresentada como “a história de um homem contra a história contemporânea de um poder emergente”. O britânico Richard Bourne visitou o Brasil pela primeira vez em 1965, como jornalista do jornal “The Guardian”. Ele também é autor de outros livros sobre a América Latina, como “Assault on the Amazon”, “Getúlio Vargas of Brazil: Sphinx of the Pampas” e “Political Leaders of Latin América”.

Agência Estado

Foto do Dia: Brasil nas Olimpíadas

Veja aqui belas Fotos do desfile de Abertura;

Estudo: Corrupção cresce e é muito grave

Policial que achaca cidadão é um corrupto execrável. Contribuinte que suborna funcionário público, nem tanto. Empresário que financia campanha com interesse em receber privilégios do eleito comete ato abominável. Parar em fila dupla não é motivo para tanta indignação.


Nunca se falou tanto em corrupção no país. E o brasileiro nunca a achou tão grave. Mas seus danos são considerados piores ao interesse público se originária do governo ou dos empresários. E tanto menores se tem como origem os atos do cotidiano dos brasileiros, vítimas que se consideram do Estado e do capital.

Essas conclusões estão na mais ampla pesquisa que já se fez sobre o tema até hoje no país e publicada, com exclusividade, pelo Valor. Encomendada ao Vox Populi, a pesquisa ouviu 2.421 pessoas em todo o país, desde Sucupira do Riachão, minúscula cidade na divisa do Maranhão com o Piauí, sem um único hospital, até a rica Caxias do Sul (RS), passando pelas capitais de todos os Estados.

A pesquisa é o primeiro produto do Centro de Referência do Interesse Público, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com financiamento das Fundações Konrad-Adenauer e Ford, o centro promoverá um seminário para discutir os resultados da pesquisa, tem no prelo um dicionário sobre o tema – “A Corrupção: Ensaios e Críticas” – de mais de 400 páginas reunindo 61 acadêmicos de todo o país, mais 10 livros em que os tópicos são esmiuçados e ainda um CD-ROM que levará a discussão a escolas de ensino médio e universidades em todo o país.

Na pesquisa, 77% dos entrevistados dizem considerar a corrupção no Brasil muito grave. Essa percepção é tanto maior se o entrevistado for homem, morador de áreas urbanas do norte ou sudeste do país, tiver curso universitário e renda acima de dez salários mínimos.

Na terceira pergunta do questionário, depois de terem assegurado, majoritariamente, que o problema é grave e aumentou nos últimos anos, os entrevistados concordam, em um porcentual igualmente alto – 75% – que o que aumentou não foi a corrupção, mas a apuração de casos submersos.

Entre as instituições, a Câmara de Vereadores é percebida como mais corrupta que o Senado Federal.
Entre Polícia Federal, Judiciário e Congresso, os dois primeiros são, de longe, instituições que gozam de mais respeito entre os entrevistados. A quantidade de escândalos que o Congresso já protagonizou explica essa percepção.

A Polícia Federal tem o apoio majoritário da população, apesar de 48% dos entrevistados acreditarem que, às vezes, os policiais agem ao arrepio da lei. No livro, “A Corrupção – Ensaios e Críticas” indicam que o Brasil é o país campeão dos desconfiados. Não mais que 3% dos brasileiros respondem positivamente à pergunta sobre se se pode, em geral, confiar nas pessoas. Nos países escandinavos, a proporção é de 65%.

Essa desconfiança despenca diante de pobres, velhos e mulheres. Na pesquisa Vox Populi, as pessoas mais pobres estão no panteão da honestidade. As mais velhas vêm em seguida e, logo depois, as mulheres. Estas chegam a ser consideradas mais honestas pelos homens do que por elas mesmas. A gentileza não é recíproca. Os homens têm de si uma imagem de mais honestidade do que a das mulheres sobre eles. E, quanto mais velhas e pobres, mais impoluta é a imagem feminina.

É verdade que há registros esparsos de mulheres no banco de réus de uma CPI (a ex-deputada Raquel Cândido foi cassada em 1994, depois de ter sido incriminada no escândalo dos Anões do Orçamento).

Na safra atual de governadoras, no entanto, a do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) é alvo de uma CPI pela Assembléia Legislativa e a do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria (PSB), teve seu filho (homem, lembrariam os entrevistados) preso em operação da Polícia Federal.

Mas a percepção nacional de que as últimas pessoas de quem se desconfia numa trapaça são as pobres velhinhas diz muito mais sobre a cultura política brasileira do que sobre as razões do voto. Elas produzem um raro consenso entre a família e o Estado. É delas que ambos menos se ocupam. E é sobre essas campeãs da honestidade tupiniquim que se expia a culpa coletiva pela ausência da responsabilidade no cultivo do interesse público.

Maria Cristina Fernandes
Valor Econômico


Ministros querem punição a torturadores da ditadura

Os ministros Tarso genro (Justiça) e Paulo Vanucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos), defenderam nesta quinta-feira a punição aos toprturadores do período militar brasileiro. Para ambos, as discussões devem ser realizadas sob as óticas jurídica e política. Tarso e Vanucchi classificaram os crimes cometidos na época da ditadura como comuns, uma vez que envolveram torturas, estupros e demais tipos de violência física e psicológica.

“É uma análise que deve ser baseada em uma visão universal: que é do extravasamento do mandato dado pelo Estado e a responsabilização do agente que extravasa esse mandato e comete tortura”, disse Tarso, que participou de uma audiência pública promovida pelo Ministério da Justiça e pela Comissão de Anistia para discutir o assunto.

O debate sobre eventuais punições aos torturadores do período militar provocou uma série de polêmicas colocando em lados opostos os militares e os defensores da proposta. Para evitar o agravamento do mal-estar, o governo federal defendeu, por meio da Comissão de Anistia, a realização de audiências públicas com especialistas para tratar do assunto.

Na tentativa de encerrar de buscar consenso, Paulo Vanucchi afirmou que a discussão sobre a possível punição aos torturadores não envolve exclusivamente militares, mas todos os que violaram os direitos humanos na época da ditadura. Diplomaticamente, o secretário disse que indivíduos militares não devem ser tomados como uma representação das Forças Armadas como um todo.

Uol

Newsweek: Brasil exemplo para os emergentes

Em sua edição atual, a revista americana Newsweek considera o Brasil um exemplo na superação da hiperinflação e das mais altas taxas de juros. Hoje, segundo a revista, o país tem uma das menores taxas de inflação entre os emergentes e é um dos únicos do mundo em que a alta dos preços não ultrapassou as metas do governo. Grande parte do mérito, segundo a publicação, cabe ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, classificado pela revista como “um falcão solitário no mundo povoado por pombas nas mentes financeiras” .

AE

Para Meirelles, a promoção do país para o nível de investimento seguro deve-se à diminuição considerável da dívida em relação ao Produto Interno Bruto e à aquisição de US$ 200 bilhões em reservas internacionais. “Mostramos que podemos crescer, mas com a inflação estável” , afirma Meirelles.

De acordo com o economista, o Brasil tem taxas de inflação mais baixas que os demais países emergentes porque adotou um rígido programa de controle e manteve as expectativas inflacionárias dentro da meta neste ciclo de alta dos produtos agrícolas e dos minérios. O Banco Central também não hesitou ao endurecer sua política monetária quando necessário.

Segundo o brasileiro, mesmo em um cenário internacional com picos de inflação, é mais importante que nunca manter ancoradas as metas inflacionárias nem que, para isso, seja preciso elevar a taxa de juros.

Meirelles, que assumiu seu cargo em um governo supostamente contrário às suas políticas econômicas ortodoxas adotadas por seu antecessor, Fernando Henrique Carodo, afirma que era muito criticado por manter altas as taxas de juros mas que, hoje, as pessoas o param na rua para agradecer: “Obrigado por manter as metas de inflação. Obrigado por cuidar do futuro de nosso país”.

Paraguai: lei de fronteira ameaça ‘brasiguaios’

Cumprindo à risca o que estabeleceu a “Lei de Faixa de Segurança”, aprovada há cerca de dois anos, o governo do presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, confirmou o fim dos trabalhos de demarcação da chamada “fronteira interna”, localizada a 50 quilômetros de distância das fronteiras do Paraguai com países vizinhos.

A nova lei proíbe que cidadãos estrangeiros sejam proprietários de terras rurais dentro da chamada faixa de segurança do país, regra que poderia prejudicar produtores rurais brasileiros, argentinos e bolivianos não naturalizados, segundo admitiu o ministro das Relações Exteriores do país, Rubén Ramírez Lezcano.

Quem comprou terras antes da nova lei mantém direitos

Em entrevista ao GLOBO, o chanceler paraguaio explicou que o governo de seu país está realizando, em parceria com o governo Lula, um abrangente trabalho sobre a situação em que vivem e trabalham os brasileiros no Paraguai (os chamados brasiguaios) e assegurou que o governo vai “proceder de forma a evitar um impacto social negativo e sempre pensando em preservar nosso bom relacionamento com o Brasil”. Não existem estatísticas oficiais, mas estima-se que cerca de 500 mil brasileiros residam no Paraguai.

O que o chanceler deixou claro foi que brasileiros que tenham comprado terras na faixa de segurança antes da aprovação da nova lei não serão prejudicados, já que a norma não é retroativa. O Brasil tem uma faixa de segurança de 150 quilômetros. Os brasiguaios ocuparam áreas fronteiriças com o Brasil, principalmente nas regiões de Canindeyú e Alto Paraná, no Sudeste do Paraguai. Estima-se que existam cerca de 350 mil brasileiros nessa situação.

OGlobo

Seleção olímpica: Milan barra Kaká e libera Pato

O Milan não permitirá que kaká, eleito melhor jogador do mundo, dispute os Jogos Olímpicos de Pequim na condição de atleta acima dos 23 anos, comunicou o clube italiano neste domingo.

O Milan, que jogará a Copa da Uefa na próxima temporada por ter terminado o  Campeonato Italiano na quinta posição, já vinha demonstrando que o desejo do jogador de 26 anos de ir para a Olimpíada seria concedido caso o time não disputasse o torneio classificatório para a Liga dos Campeões, em agosto.

No entanto, um comunicado no website do clube (http://www.acmilan.com/) afirma que apenas Alexandre Pato e Digão, irmão de Kaká, ambos com menos 23 anos, estão liberados para jogar em Pequim.

“(Kaká) já faz parte da seleção nacional do Brasil. O clube não acha correto para Kaká que ele também seja envolvido em jogos oficiais da equipe olímpica do Brasil”, diz o comunicado.

Kaká pode disputar os Jogos Olímpicos pelo Brasil

Se Dunga quer voltar a ter esperança de contar com Kaká nos Jogos Olímpicos de Pequim já tem programa para domingo: torcer para o Milan não ultrapassar a Fiorentina na luta pela quarta e última vaga para a Liga dos Campeões. O time está em quinto lugar, dois pontos atrás da Fiorentina, e falta apenas uma rodada – o Milan receberá a Udinese, e a equipe de Florença jogará fora de casa contra o Torino.

A direção do Milan já deixou bem claro que não liberará o craque se o time tiver de disputar a fase preliminar da Copa dos Campeões, porque os jogos serão em agosto – durante o período da Olimpíada. E está amparado pelo regulamento da Fifa, que determina que os clubes não são obrigados a ceder jogadores com mais de 23 anos de idade para a Olimpíada.

Mas se o time ficar em quinto lugar a situação pode mudar de figura por vontade de Kaká. Ele estava conformado em não ir a Pequim para ajudar o Milan a se classificar para a fase de grupos da Copa dos Campeões – o que representa a entrada de muito dinheiro para o clube -, mas se o destino lhe reservar a Copa da Uefa ele já disse aos dirigentes que gostaria de ter autorização para participar da Olimpíada.

 Mas se a vontade de Kaká for levada em conta a Seleção Olímpica ganhará um reforço e tanto – ainda mais que a presença de Robinho está perigando por causa da possibilidade de ele ter de ser submetido a uma cirurgia no púbis.

 O primeiro filho de Kaká nascerá no fim do mês ou no começo de junho. E deve se chamar Lucca.

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