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Globo culpa crise pela fuga de patrocínios

Depois de Finasa, Brasil Telecom, Medley e Ulbra, a Unisul também suspendeu seu patrocínio ao voleibol profissional. A Universidade do Sul de Santa Catarina, no entanto, apontou a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Superliga de Vôlei, como um dos principais motivos da decisão.

Em comunicado oficial, a Unisul destacou que nos últimos meses, para manter uma equipe competitiva, aceitou reduzir o seu nome no uniforme dos atletas e até em placas publicitárias. Também preferiu silenciar-se diante da decisão da emissora de televisão, exclusiva na retransmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe. Para a Globo, o time era chamado de Joinville, e não Tigre/Unisul/Joinville.

Também via nota oficial, a emissora responde as afirmações apontando a crise como principal fator da escassez de patrocinadores no esporte. A Globo sustenta que não cita as marcas dos patrocinadores para “ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial”.

Confira abaixo o comunicado da Central Globo de Comunicação:

“Os critérios que orientam as decisões das equipes de Jornalismo e de Esportes da Globo, de citar e exibir marcas, atendem a uma finalidade: ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial, além, é óbvio, de resguardar, legitimamente, o modelo de viabilização da TV aberta, cujo sustento deve advir exclusivamente da comercialização dos intervalos e de outros formatos comerciais.

A Globo considera que a visibilidade natural proporcionada aos patrocinadores de equipes e eventos, em transmissões e reportagens, por si só agrega valor às marcas e gera ganhos de imagem para as empresas investidoras no esporte, dado o imenso alcance de público da televisão aberta.

É curioso que, justamente no momento em que o mundo atravessa grave crise econômica, empresas aleguem que vão encerrar projetos esportivos porque suas marcas não são citadas. Ainda que estes projetos esportivos tenham recebido durante anos – às vezes décadas – o mesmo tratamento atual, o que prova terem sido vitoriosos e assegurado retorno para os patrocinadores que a eles se associaram.

A eventual frustração de empresas patrocinadoras por não terem conseguido, na Globo, a chamada “mídia espontânea”, na intensidade pretendida, reforça nossa convicção quanto ao acerto de nossas políticas.”

Meio&Mensagem

Supertele será 4ª maior empresa aberta do Brasil

 

 

Com a compra da Brasil Telecom (BrT), anunciada sexta-feira passada, a Oi passará a figurar entre as cinco empresas de capital aberto com maior faturamento do país.

Levantamento da consultoria Economática indica que a receita consolidada das duas companhias chegaria a R$28,643 bilhões em 2007, atrás apenas de Petrobras (R$170,578 bilhões), Vale (R$64,763 bilhões) e da siderúrgica Gerdau (R$30,614 bilhões).

Ou seja, a supertele ficará no quarto lugar do ranking nacional. A Oi ocupava o oitavo lugar da lista, enquanto a BrT aparecia em 17º.O negócio entre Oi e BrT, fechado anteontem depois de pelo menos quatro meses de intensa negociação, poderá chegar a R$12,3 bilhões, entre a compra do controle e o pagamento aos acionistas minoritários da BrT e da holding Brasil Telecom Participações.

A nova supertele brasileira também ganhará posições no ranking das maiores empresas abertas do setor de telecomunicações da América Latina e dos EUA. Convertido em dólares, o faturamento da Oi no ano passado foi de US$9,927 bilhões, ocupando a sétima colocação do ranking – que foi liderado pela americana AT&T, com US$118,928 bilhões em vendas.

Com a BrT, as receitas da Oi vão a US$16,17 bilhões, o que colocaria a supertele na quinta posição do ranking das Américas.

 
BNV

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