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Air New Zealand faz testes com biocombustível

A Air New Zealand anunciou hoje que o primeiro vôo comercial de teste com um Boeing 747 movido a biocombustíveis.

A empresa dará início amanhã (terça, dia 30) aos testes com biocombustível à base de óleo de jatropha (um arbusto africano mjuito resistente). O equipamento escolhido para a realização do experimento é a aeronave 747-400, que partirá pela manhã do aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia, em um vôo de aproximadamente duas horas. Os comandantes da operação avaliarão o desempenho do combustível dentro do sistema e a reação do composto durante a variação de condições e altitude. A data para a apresentação dos resultados não foi divulgada.

Em comunicado, a companhia aérea neozelandesa informou que assinará um memorando de entendimento com a Boeing e a Rolls Royce, que fabricará os quatro motores do avião. Um deles será alimentado por uma mistura de biocombustível e querosene. Os outros três funcionarão com o combustível normal.

A companhia quer continuar pesquisando combustíveis alternativos. A Air New Zealand foi fundada em 1940 e tem uma participação estatal de 76%.

Panrotas/NF

BIOCOMBUSTÍVEL CHEGA AO AVIÃO

 

A Embraer, que já faz voar com etanol o pequeno aparelho Ipanema, planeja testar jatos no ar com etanol da segunda geração como óleos de babaçu e mamona, entre outros. A Boeing já usou óleo de babaçu do Brasil na primeira demonstração mundial de um avião comercial voando com biocombustível, no começo de fevereiro. A concorrente européia Airbus fez no mesmo período o primeiro teste de vôo com carburante a partir de gás processado (GTL). 

Os grandes construtores deixaram claro ontem num encontro internacional sobre aviação e meio-ambiente, em Genebra, que vêem o biocombustível como uma alternativa para aviões voarem “mais ecologicamente”. Mas admitem que sua utilização para grandes aviões comerciais vai demorar anos, e em todo caso a opção não é etanol de cana ou a partir de alimentos. “Esse etanol (brasileiro) é feito de cana-de açúcar, e há gente que come açúcar””, disse o presidente da Boeing, Scott Carson, que coloca esperanças em algas marinhas e babaçú como etanol de segunda geração, por exemplo. “Eu concordo”, completou Tom Enders, o presidente da Airbus, ao seu lado. 

A Embraer examina com a Petrobras para definir alternativas de combustível a partir de biomassa para seus jatos. Os primeiros testes com o aparelho maior, de 100 assentos, podem começar este ano. “”Não consigo ver a Petrobras fora do negócio do biocombustível”, afirmou. Também estuda projetos de aviões voando com hidrogênio, como Boeing, o que seria o meio mais limpo. 

A aviação provoca 2% das emissões de gases de efeito-estufa, globalmente, cerca de 700 milhões de toneladas por ano. O setor transporta 2,2 bilhões de passageiros por ano, e mais de 40 milhões de toneladas de cargas (35% do valor do comércio internacional). 

Do lado das companhias aéreas, a Iata estabeleceu a meta de uso de 10% de combustíveis alternativos até 2017. Para o presidente da Airbus, que quer vender aviões, o melhor mesmo seria a retirada dos 3.500 aviões velhos que estão no ar cada dia, poluindo muito. 

Produtores de motores, como GE Aviation, Rolls-Royce e Pratt & Whitney, prometem novos modelos até 2010 reduzindo em 20% o consumo de combustível. 

Valor

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