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Acaba greve: bancários aceitam proposta

Depois de 15 dias, bancários em greve de cidades como Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Belém (PA) e São Paulo (SP) se reuniram em assembléias e decidiram aceitar a proposta apresentada ontem pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A categoria vai receber aumentos diferenciados por faixas de renda.

Pelo acordo, os bancários que recebiam remuneração fixa mensal até R$ 2,5 mil, em 31 de agosto deste ano, vão ter reajuste de 10%. Aqueles que ganhavam, na mesma data, salários superiores a R$ 2,5 mil serão aumentados em 8,15%. Esses percentuais vão incidir sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que é de 90% sobre o valor do salário.

O comando dos bancários avaliou que as últimas propostas apresentadas pelos representantes dos bancos tiveram avanço. Embora não atendessem a todas as reivindicações dos trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) defendeu a aprovação do acordo.

Em algumas cidades, os empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) continuam em greve. Eles têm reivindicações diferentes daquelas apresentadas pelos demais bancários. Amanhã, os funcionários da Caixa realizam assembléias para discutir os rumos do movimento na instituição.

A proposta prevê aumento também para a participação nos lucros e resultados (PLR): a regra básica (80% do salário mais R$ 878) seria alterada para 90% do salário mais R$ 966 – valor da parte fixa reajustado em 10%. Para os bancos que distribuírem menos de 5% do lucro, o teto do pagamento subiria de dois salários para 2,2 salários.

A regra da parcela adicional – conquista de 2006 – continua igual e de acordo com o crescimento do lucro pode atingir o teto de R$ 1.980. Será necessário aguardar o resultado do desempenho dos bancos em 2008 para saber quanto cada trabalhador receberá.

As demais verbas, como os vales alimentação, refeição, auxílio-creche/babá e a 13ª cesta-alimentação seriam reajustadas pelos 8,15%. As diferenças salariais e das verbas vêm na folha de pagamento do mês de novembro.

Dias parados – O Comando Nacional dos Bancários manifestou à Fenaban que não aceita o desconto dos dias parados, o que travou a negociação por muitas horas. A Fenaban, no entanto, não aceita anistiar os dias em greve e propôs a compensação dos dias parados, entre o dia 30 de setembro (quando aconteceu a paralisação de 24 horas) e 22 de outubro, quando a greve pode ser encerrada, caso os bancários aceitem a proposta. A compensação aconteceria até o dia 15 de dezembro. Passado esse período, o que não for compensado será anistiado.

AGB

Bancários: não houve acordo greve continua

Terminou sem acordo a reunião de hoje entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Os representantes dos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban durante o encontro na capital paulista em que foram retomadas as negociações entre patrões e empregados, suspensas desde o começo da greve dos bancários. A nova oferta dos banqueiros não foi sequer encaminhada para votação em assembléias.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), a Fenaban ofereceu 9% de reajuste para os salários de até R$ 1.500 e para a gratificação de caixa. Para as demais faixas salariais e para os benefícios, a entidade patronal manteve os 7,5% que tinham sido propostos na abertura das negociações no dia 24 de setembro.

Em nota, a Contraf afimou que a proposta ‘não altera praticamente nada’ a anterior e por isso ‘já foi rejeitada pelo Comando Nacional na mesa de discussão’.

De acordo com entidade, as negociações prosseguem amanhã (17), às 11h, e a orientação do Comando é manter a greve até que os bancos apresentem uma nova proposta que contemple as reivindicações da categoria.

As 148 bases sindicais dos bancários ligados à Contraf realizam agora à noite assembléias para decidir se acatam ou não a orientação nacional de manutenção da greve.

Até às 20h já tinham optado pela continuação do movimento os bancários de São Paulo, do Distrito Federal, de Juiz de Fora (MG) e dos municípios gaúchos de Santo Ângelo e Santa Cruz do Sul.

Agência Brasil.

Greve dos Bancários continua nesta quarta

Greve continua nesta Quarta mesmo com nova proposta

Os bancários de São Paulo decidiram, em assembléia realizada ontem, continuar a greve que completa hoje duas semanas. De acordo com balanço do sindicato, a adesão ao protesto no Estado atinge cerca de 13 mil bancários paralisados em 400 locais de trabalho. No fim de semana, os sindicalistas rejeitaram a última proposta dos bancos, que prevê reajuste de 9% para os salários até R$ 1.500 e 7,5% para quem ganha acima desse valor.

Em relação à participação nos lucros e resultados (PLR), os bancos propuseram manter a mesma formulação de regra básica (80% do salário mais valor fixo de R$ 957,02 já corrigido pelos 9%). O valor adicional à PLR, de acordo com variação do crescimento do lucro, poderá chegar, corrigido pelos 9%, a R$ 1.962. Os bancários reclamam que só pagam valor adicional neste ano os bancos cujos lucros cresceram pelo menos 15%, o que excluiria a maior parte dos bancários.

Os trabalhadores também deixaram claro que sem alteração na proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que exclui grande parte dos bancários do pagamento da parcela adicional, é inaceitável e defenderam modificações que possam reverter essa situação.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o que dificultou o fechamento do acordo hoje, foi o fato de que os negociadores também são funcionários de bancos e não possuem autonomia para negociar certas reivindicações dos grevistas. Dessa forma, as reuniões precisam ser interrompidas para que os pedidos sejam levados aos patrões.

Por meio da assessoria de imprensa, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) afirmou que o importante é que a greve chegue ao fim e as atividades sejam retomadas normalmente.

A greve dos bancários chega hoje ao 13º dia de duração. Em são Paulo haverá assembléia às 19 horas na Quadra dos Bancários (Rua Tabatingüera, 192), para decidir os rumos do movimento.

Os bancários de todo país estão em greve desde o dia 7 de outubro. Quem tinha contas que venciam durante a paralização ficou na dúvida: elas terão vencimento adiado?

Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a data para o pagamento das contas continua o mesmo. A instituição indica outras opções para os consumidores quitarem os débitos e não pagarem multa por atraso. Veja onde é possível pagar:

– Casas lotéricas (contas de água, luz e telefone de até R$ 1.000 cada uma)

– Agências dos Correios (cobranças bancárias e impostos, além de contas de água, luz e telefone. O limite do valor depende de cada agência)

– Atendimento telefônico e internet

– Caixas automáticos

Agência Brasil.
AE/Nf

Greve nos bancos sem data para terminar

Os bancários de Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Brasília decidiram ontem à noite manter a paralisação iniciada no dia 8. De acordo com Carlos Cordeiro, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), cerca de 5 mil agências bancárias ficaram fechadas ontem nas capitais e no interior do país.

Os bancários querem aumento real de 5% (além da inflação de 7,15%), valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415 e participação nos lucros e resultados (PLR) composta de três salários mais um valor fixo de R$ 3.500. Os bancários rejeitaram proposta dos bancos que previa reajuste de 7,5% e participação nos lucros menor do que a paga em 2007.

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