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Banco Central pode acabar com atendimento ao público

O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) afirma que o Banco Central cogita acabar com o serviço de 0800 e também de atendimento presencial, ambos canais de atendimento ao consumidor.

Segundo o Sindicato, se adotada, a medida fará com que os usuários bancáriostenham apenas os órgãos de defesa do consumidor para reclamar sobre problemas com os bancos. “A proposta representa um retrocesso inaceitável, uma demonstração de insensibilidade social e descompasso com o Governo Federal, que prega a inclusão social”, afirma o presidente do Sinal, Sergio Belsito.

Para o Sindicato, se os atuais departamentos não se dispõem a administrar o serviço, deveria ser criado um departamento específico para o atendimento ao público. “O Sinal será parceiro de primeira hora para pleitear junto ao Ministério do Planejamento aumento do efetivo para prestar tal serviço, como, aliás, tem feito no caso de reposição das aposentadorias”, comenta Belsito.

Reputação
De acordo com o Sinal, a imagem da instituição e de seus servidores também pode ser seriamente afetada caso a decisão se confirme. “O Sinal tem trabalhado incessantemente pelo reconhecimento social da instituição, sobretudo em contatos com a imprensa, mostrando o elevado nível de excelência dos servidores da casa e os inúmeros projetos de grande interesse social gestados no BC. Deixar os cidadãos sem atendimento poria abaixo esse esforço”, explica o presidente.

Procurado, o Banco Central, por meio de sua assessoria de imprensa, não confirma a informação e afirmou que não comenta decisões que não foram definidas.

Copom eleva taxa básica de juros 10,25% ao ano


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (9) elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual (p.p.), para 10,25% ao ano.

Segundo comunicado da autoridade monetária, a decisão foi unânime e sem viés, dando continuidade a elevação da taxa verificada na última reunião e visando assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas.

Histórico

Após as incertezas ocasionadas pelos efeitos da crise econômica mundial, o BC interrompeu o período de afrouxamento em julho de 2009, quando a taxa Selic estava em 8,75%, e manteve o juro-base neste patamar por seis reuniões consecutivas.

Apenas em abril de 2010 o BC voltou a elevar a taxa básica, promovendo um aumento de 0,75 p.p., para 9,5% ao ano.

A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 20 e 21 de julho e analistas consultados pelo Brasil Econômico esperam por nova alta, desta vez de 0,5 (p.p.).

Avaliação

A decisão dos membros do Copom já era esperada pelos agentes de mercado, que apostavam em uma alta de 0,75 p.p. da Selic nesta reunião. Desta forma, o juro volta a registrar dois dígitos pela primeira vez depois de um ano.

Levantamento do Brasil Econômico com 10 economistas apontou que, se a autoridade monetária não agisse de forma mais agressiva agora, a expectativa de inflação poderia continuar em elevação, o que seria prejudicial dentro de um sistema de metas.

A expectativa dos economistas é que a Selic encerre o ano em 11,50%.

Inflação

No último relatório Focus, do BC, divulgado na segunda-feira (7), o mercado reduziu o prognóstico para a inflação em 2010.

Os agentes de mercado estimam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará 2010 a 5,64%, contra 5,67% esperado na semana passada.

Há quatro semanas, a projeção era de 5,50%. Para o ano que vem, as instituições mantiveram a estimativa de 4,80%.

BC baixa juros em 1 ponto, para 9,25% ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira reduzir a taxa básica de juros (a Selic) em 1 ponto percentual, passando de 10,25% ao ano para 9,25%.

É a menor taxa desde que a Selic passou a ser usada como meta da política monetária, em 5 de março de 1999. Foi a quarta redução consecutiva.

O comunicado emitido pelo Copom após a decisão, no entanto, deixa claro que o juro básico não continuará caindo nesse ritmo. O documento diz que “qualquer felxibilização monetária adicional deverá ser mais parcimoniosa”.

Os números não surpreenderam a maior parte dos analistas de mercado, que esperavam uma redução entre 0,75 e 1 ponto percentual. O relatório Focus (pesquisa feita com economistas), divulgado pelo próprio Banco Central, mostra que a expectativa é de que os juros básicos cheguem a 9% no fim deste ano.

Segundo estudiosos do mercado, a diminuição da produção já atingiu proporções suficientes para reduzir as pressões inflacionárias e abrir espaço para o corte de juros.

BC vai trocar 1,6 bilhão de cédulas

O Banco Central vai trocar neste ano 1,6 bilhão de cédulas de dinheiro que estão desgastadas pelo uso diário. Esse é um procedimento usual da instituição, tendo em vista os estragos e o desgaste natural das notas de real. “Uma roupa, um sapato, tem uma vida útil. O mesmo acontece com o dinheiro”, salientou o chefe do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, João Sidney de Figueiredo Filho.

As notas de menor valor (R$ 2 e R$ 5) têm vida útil mais curta e duram geralmente um ano porque são as mais usadas no dia-a-dia da população. As cédulas de R$ 10 e R$ 20 costumam ficar em boas condições por um período de um ano e meio a dois anos. Já as de R$ 50 e R$ 100 têm uma vida útil mais longa e chegam a ter até três anos de duração. Segundo ele, existem quatro bilhões de cédulas em circulação no Brasil. A cada ano, é necessário renovar 30% desse total.

“É uma taxa de renovação razoável”, diz. O custo para a reposição de cédulas será de R$ 200 milhões neste ano.

O Banco Central está preocupado, porém, com a quantidade de notas que são destruídas prematuramente, seja por falta de cuidado da população, seja de forma intencional, por puro vandalismo. Algumas pessoas desenham, fazem rabiscos ou escrevem mensagens nas cédulas. Essas práticas inutilizam cerca de 20% das cédulas.

Os danos levantados pelo BC incluem também queima e corte nas notas. João Sidney sublinhou que a população precisa ter em mente que o dinheiro é um bem público, utilizado por todas as pessoas. Cuidar bem do dinheiro é meio que cuidar também da sua própria imagem.

Diário Oficial publica medidas prá evitar crise

Está publicado na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União o texto das medidas do Banco Central para ampliar os recursos disponíveis no mercado.

De acordo com a Circular n.º 3.407, os bancos terão a opção de abater de parte do dinheiro destinado ao BC o valor de compra de operações de crédito de outras instituições financeiras, desde que a vendedora tenha patrimônio de R$ 2,5 bilhões.

Além disso, o valor de dedução será limitado a 40% do total do compulsório sobre depósitos a prazo a ser recolhido ao Banco Central. No caso da instituição que comprar a carteira de crédito de uma única instituição, o limite máximo de dedução é de 20%.

Segundo o texto, as regras surtem “efeitos a partir do período de cálculo de 29 de setembro de 2008 a 3 de outubro de 2008, cujo ajuste ocorrerá em 10 de outubro de 2008.

Agência Brasil

Juro bancário atinge taxa de 40,1% ao ano

O Banco Central informou, nesta sexta-feira, que a taxa média dos juros, cobrada pelos bancos em todas as suas operações, atingiu o patamar de 40,1% ao ano. Esse é o maior valor desde novembro de 2006, quando a taxa média estava em 40,9% ao ano. Somente em 2008, os juros cobrados pelas instituições já subiram expressivos 6,3 pontos percentuais, uma vez que estavam em 33,8% ao ano em dezembro do ano passado.

Além do aumento da taxa Selic, efetuada pelo Banco Central para conter a inflação, a elevação dos juros bancários em 2008 também está relacionada com outro fator, que é a subida da alíquota do IOF para operações de crédito autorizado no início de 2008 pelo Ministério da Fazenda para compensar a perda da CPMF.

Banco Central vai fiscalizar e regular Consórcios

O Senado aprovou em definitivo projeto de lei que cria o marco regulatório da atividade de consórcio no país, com direitos e deveres dos consumidores e administradoras. O projeto teve origem no Senado e, como foi modificado na Câmara dos Deputados, foi submetido a nova votação dos senadores.

O projeto regulamenta a criação – que terá de ser autorizada pelo Banco Central – e o funcionamento de consórcio. Quem oferecer esses planos sem permissão será punido com reclusão de quatro a oito anos e multa. O texto atribui ao BC a responsabilidade de normatizar, coordenar, supervisionar, fiscalizar e controlar os consórcios.

Newsweek: Brasil exemplo para os emergentes

Em sua edição atual, a revista americana Newsweek considera o Brasil um exemplo na superação da hiperinflação e das mais altas taxas de juros. Hoje, segundo a revista, o país tem uma das menores taxas de inflação entre os emergentes e é um dos únicos do mundo em que a alta dos preços não ultrapassou as metas do governo. Grande parte do mérito, segundo a publicação, cabe ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, classificado pela revista como “um falcão solitário no mundo povoado por pombas nas mentes financeiras” .

AE

Para Meirelles, a promoção do país para o nível de investimento seguro deve-se à diminuição considerável da dívida em relação ao Produto Interno Bruto e à aquisição de US$ 200 bilhões em reservas internacionais. “Mostramos que podemos crescer, mas com a inflação estável” , afirma Meirelles.

De acordo com o economista, o Brasil tem taxas de inflação mais baixas que os demais países emergentes porque adotou um rígido programa de controle e manteve as expectativas inflacionárias dentro da meta neste ciclo de alta dos produtos agrícolas e dos minérios. O Banco Central também não hesitou ao endurecer sua política monetária quando necessário.

Segundo o brasileiro, mesmo em um cenário internacional com picos de inflação, é mais importante que nunca manter ancoradas as metas inflacionárias nem que, para isso, seja preciso elevar a taxa de juros.

Meirelles, que assumiu seu cargo em um governo supostamente contrário às suas políticas econômicas ortodoxas adotadas por seu antecessor, Fernando Henrique Carodo, afirma que era muito criticado por manter altas as taxas de juros mas que, hoje, as pessoas o param na rua para agradecer: “Obrigado por manter as metas de inflação. Obrigado por cuidar do futuro de nosso país”.

BC eleva Selic em 12,25% ao ano, sem viés

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira pelo aumento da Selic em 12,25% ao ano, sem viés. Esta é a segunda alta da Selic em três anos.

Segue nota na íntegra. “Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básico iniciado em reunião de abril, o Copom decidiu por unanimidade elevar a taxa Selic a 12,25% ao ano sem viés”.

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e a ASB Financeira apoiaram a decisão.

O conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, assegura que o Copom promoverá aumentos suficientes da taxa de juros básica da economia para conter a inflação. ” O BC brasileiro vem deixando bem claro que vai tomar providências pontuais para que a meta de inflação seja cumprida. Agora, que somos investment grade, temos que preservar o que conquistamos com tanto sacrifício “, enfatiza.

O presidente da ASB, José Arthur Assunção, afirma que o Copom será implacável com a inflação durante todo o ano: ‘A taxa básica de juros vai ser elevada o quanto for preciso para evitar uma alta generalizada da inflação.

É hora mesmo de o Copom ser duro e promover um forte arrocho para o barco da economia não naufragar’, receita. ‘Creio que a taxa Selic chegue, no mínimo, a 13,75% até o fim do ano. Para as próximas três reuniões, espero novas elevações de 0,5 ponto percentual’, prevê.

InvestNews

Assalto ao Banco Central vira filme

Assim como o seqüestro do ônibus 174 , no Rio, em 2000, o assalto ao Banco Central, em Fortaleza, em 2005, vai render mais de um filhote nas telas.

Além do filme dirigido por Marcos Paulo, que faz sua estréia no cinema, a Mixer e a Greengo Films preparam uma série de seis episódios, com uma hora de duração cada, sobre o roubo dos R$164 milhões.

A série “Operação: Banco Central” será dirigida por Stephen Hopkins, diretor da primeira temporada de “24 horas”, e por Vicente Amorim. O roteiro é de Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani.

AG

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