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Futebol: copa derruba receita dos jogos

Reforma de estádios para a Copa foi o principal motivo para o recuo de 13% na arrecadação das bilheterias.

Após 38 rodadas e sete meses de duração, o Fluminense venceu o Campeonato Brasileiro, competição que foi marcada pela queda de arrecadação e de média de público nos estádios em relação ao ano passado, e que teve sua credibilidade colocada em xeque para as próximas temporadas por conta do sistema de disputa por pontos corridos.

Em valores disponíveis até domingo (5/12), o torneio deste ano movimentou cerca de R$ 50 milhões a mais que a edição de 2009, alcançando R$ 605,9 milhões, graças aos recursos obtidos com patrocínios e venda de direito de transmissão.

O Brasileirão deste ano chega ao seu final com uma média de público de 14,7 mil torcedores nos estádios por partida, uma queda de 17% em relação ao ano passado.A arrecadação total foi de R$ 109,4 milhões, uma baixa de 13% ante os R$ 125,7 milhões de 2009.

Adversários

Curiosamente, o principal fator para a queda na média do público nos jogos do Brasileirão deste ano foi o torneio de futebol que mais atrai a atenção dos torcedores: a Copa do Mundo. Para receber o Mundial em 2014, dois dos maiores estádios do país estiveram fechados durante grande parte do campeonato nacional por causa das obras para atender as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Mas outros fatores também impactaram a arrecadação. A Copa da África do Sul, por exemplo, gerou perda de interesse nos torcedores durante as rodadas próximas ao Mundial. Além disso, houve a má campanha do Flamengo, time de maior torcida do país, que arrecadou este ano apenas R$ 7,3 milhões ante R$ 14,5 milhões de 2009.

Clubes de grandes torcidas como Vasco, Internacional, Santos e Atlético Mineiro também ficaram abaixo da média de renda do torneio, que de R$ 289 mil por jogo.

Direitos de transmissão

Além da verba arrecadada com os ingressos, o torneio movimentou outros R$ 476,5 milhões com os direitos de transmissão dos jogos pela Rede Globo, sendo R$ 250 milhões pela TV aberta, R$ 50 milhões na TV por assinatura, R$ 170 milhões com os pacotes de pay-per-view e US$ 3,8 milhões (o equivalente a R$ 6,5 milhões) com os direitos internacionais.

Além desses montantes, o Campeonato Brasileiro deste ano teve o contrato de R$ 20 milhões com a Petrobras para a empresa estatal associar seu nome ao da competição.

 

Fábio Suzuki/BrasilEconômico

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