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ECO: vidas salvas por um canudo

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Apesar de parecer chocante, a imagem (acima) de crianças africanas bebendo água diretamente de uma bacia é de esperança. As crianças estão usando o LifeStraw – em português, canudo da vida -, um purificador de água portátil que elimina 99% das bactérias da água e filtra partículas de até 15 mícrons (1 mícron equivale à milésima parte de um milímetro) e ajuda a salvar vidas.

Em todo o mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. O site do LifeStraw aceita doações de todas as partes do mundo via PayPal ou cartão de crédito internacional. Um canudo, enviado para as regiões em conflito na África, custa só €3,50 e pode ser usado durante um ano.

Doe aqui.

Via Mude o Mundo.

Aline Ribeiro

Morre a cantora Miriam Makeba

A cantora sul-africana Miriam Makeba, 76 anos, conhecida em todo o mundo como “Mama África” e famosa no Brasil pela música “Pata Pata”, faleceu na madrugada de domingo (9) para segunda-feira vítima de uma parada cardíaca depois de ter participado em um show a favor do esacritor Roberto Saviano, ameaçado de morte pela máfia, na região de Nápoles (Sicília).

Voz lendária do continente africano e um símbolo da luta contra o regime do apartheid, Miriam Makeba passou mal depois de ter cantado por 30 minutos em um show dedicado ao jovem autor do livro “Gomorra” em Castel Volturno.

“Foi a última a sair do palco, depois de outros cantores. Houve um bis e neste momento alguém perguntou se havia algum médico entre o público. Miriam Makeba havia desmaiado e estava no chão”, afirma um fotógrafo da AFP presente ao evento.

Levada rapidamente para uma clínica de Castel Volturno, ela faleceu pouco mais tarde em conseqüência de uma parada cardíaca.

Mais de mil pessoas compareceram ao concerto antimáfia, em uma área considerada um reduto da Camorra, a máfia napolitana, onde seis imigrantes africanos e um italiano foram assassinados em setembro passado em circunstâncias não esclarecidas.

Em “Gomorra”, Roberto Saviano submerge o leitor no império da Camorra. O livro, traduzido para 40 idiomas, foi adaptado para o cinema e recebeu o prêmio do júri no último festival de Cannes e foi escolhido para representar a Itália no Oscar.

Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johannesburgo. Ela começou a cantar nos anos 50 com o grupo Manhattan Brothers e em 1956 compôs “Pata, Pata”, a canção que seria seu maior sucesso.

A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em 1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no país pelo compromisso com a luta antiapartheid, incluindo a participação no filme “Come back, Africa”.

O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora fazia muito sucesso, mas seu casamento em 1969 com o líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se separou em 1973, não agradou as autoridades americanas, que a forçaram a emigrar para Guiné.

Depois da morte da filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em 1990 Nelson Mandela a convenceu a retornar para a África do Sul.

O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela homenageou, em comunicado divulgado nesta segunda (10), a cantora. “Foi a primeira-dama da canção da África do Sul e ganhou, merecidamente, o título de Mama África. Foi a mãe de nossa luta e de nossa jovem nação”, afirmou.

Reuters

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