Arquivos da Categoria: Teatro

Morre Roberto Roney “O Simplício”

O ator e comediante Roberto Roney, de 70 anos, morreu no início da noite deste domingo (3), em sua casa, no bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio. Segundo uma amiga da família, Roney sofria de câncer no pulmão e faleceu por causa de uma insuficiência respiratória.

Roney estreou na extinta TV Tupi, em 1963, e participou de vários programas humorísticos, como a “Escolinha do Professor Raimundo”, onde interpretava o personagem Simplício Carneiro. O último trabalho do ator na televisão foi em 2005, como o Everaldo da novela “A lua me disse”, da TV Globo.

No cinema, o comediante participou de filmes brasileiros como “As loucuras de um sedutor” e “Perdidos no vale dos dinossauros”, além da produção italiana de 1984, “Eu, você, ele e os outros”, onde atuou ao lado dos atores Terence Hill e Bud Spencer.
O corpo do ator foi velado no São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, onde foi enterrado às 16h desta segunda-feira (4).

Projetos Culturais da TAM: incrições abertas


Até o dia 30 de dezembro, a TAM receberá projetos esportivos e culturais que tenham como data de realização o primeiro semestre de 2010. Na edição deste ano, a empresa investirá em projetos na área cultural, cujo os recursos serão destinados a casas de show, peças teatrais, cinemas, espetáculos e musicais, moda e museus. O patrocínio será realizado de forma direta, uma vez que a empresa não realiza patrocínios externos por meio de incentivos fiscais estaduais ou federais.

Os interessados em solicitar patrocínio à empresa deverão enviar as propostas por meio do preenchimento do formulário padrão, disponível no site da TAM. Para que as propostas sejam analisadas, o formulário deverá ter todos os campos obrigatórios preenchidos. As propostas deverão ser encaminhadas para o endereço comunicacao.mkt@tam.com.br e os projetos de caráter social e/ou assistencial deverão ser encaminhadas para responsabilidade.social@tam.com.br.

Especificações para envio de propostas, análise e respostas: As propostas devem ser enviadas por meio de preenchimento do formulário padrão e, para que sejam analisadas, o formulário deverá estar com todos os campos obrigatórios preenchidos. Informações complementares sobre os projetos (roteiros, fotos, apresentações em pdf e etc) serão solicitadas pela área de Patrocínio oportunamente numa segunda fase da análise.

Maiores informações

http://www.tam.com.br/b2c/vgn/v/index.jsp?vgnextoid=fa4b8c0583068110VgnVCM1000004232690aRCRD

Fonte: www.fcc.sc.gov.br/patrimoniocultural/

Morre a atriz e cantora Adriana Marques

A cantora e atriz Adriana Marques ( a direita na foto), que estrelava o musical Rádio Esmeralda AM ao lado de Simone Rasslan, morreu às 16h de sábado, de complicações provocadas por uma hemorragia interna. Adriana, 43 anos, seria enterrada ontem à tarde, no Cemitério Parque Jardim da Paz.

Simone Rasslan, que dividia o palco com Adriana vivendo as divertidas locutoras da Rádio Esmeralda há quase 10 anos, lembra que o último show da dupla foi na quinta-feira, em Gramado, quando a colega foi aplaudida em cena aberta pelos divertidos improvisos de sua personagem, Cat Milleidy. No espetáculo, a dupla recuperava clássicos populares, provocando a discussão sobre o que seria o “bom gosto”.

– Adriana era formada em Ciências Sociais e dizia que o palco também era um lugar onde se discutia o social – comenta Simone.

Desde o início de sua carreira, ainda nos anos 1970, em São Leopoldo, Adriana demonstrava essa preocupação. Na década de 1980, foi vocalista do grupo Tocaia, que fazia música instrumental e MPB, ao lado de Geraldo Fischer, Jorge Matte, Nico Sebolt, Cláudio Nilson e Luiz Ortiz.

Entre 1990 e 1992, Adriana foi vocalista do Bando Barato Pra Cachorro, ao lado de Fischer, Marcelo Delacroix, Jorge Matte, Arthur de Faria, Amauri Iablonowski, Júlio Rizzo e Sérgio Karan, revivendo um repertório de música brasileira principalmente dos anos 1930 e 1940. O Bando venceu o Açorianos de 1991 como melhor grupo. Adriana venceu o Açoriano de 1997 por seu trabalho solo, eleita melhor cantora.

Depois de integrar o grupo Cuidado Que Mancha, nos anos 1990, Adriana Marques juntou-se a Simone Rasslan, sob a direção de Hique Gomez, em 2000, para montar a bem-sucedida Rádio Esmeralda AM (www.radioesmeraldaam.com.br). O espetáculo foi desenvolvido a partir do pocket show Amor de Parceria, concebido por Adriana. Nos últimos meses, a artista estava preparando dois trabalhos: um para o público infantil, outro de releitura da música tradicional gaúcha

Morre o Ator Perry Sales

Arquivo

Morreu, na quarta-feira, 17, o ator Perry Salles, em consequência de um câncer no pulmão. O corpo foi cremado, no início da tarde desta sexta-feira, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Muito abalada, Vera não compareceu à cerimônia. Sua filha, Rafaela, estava presente. Como não deixou, em vida, uma autorização para ser cremado, os familiares do ator tiveram dificuldade para conseguir tal documento.

Perry se mudou para a casa de Vera há cerca de quatro meses depois que seu estado de saúde se agravou.

Perilúcio José de Almeida, como era seu nome, fez vários filmes e atuou em novelas. Na tevê, ficou marcado como o Laio, em “Mandala” (1987). Ficou por 16 anos casado com Vera Fischer, com quem teve Rafaela. De outro casamento, com Beatriz, teve Romeu e Rômulo. Já foi casado também com a atriz Miriam Melher, com quem teve o filho Rodrigo, morto em 1990, aos 20 anos, num acidente de moto. Ele também teve a filha Renata, que mora na Inglaterra.

Em 1998, o ator entrou em depressão. Por 18 meses Perry Salles passou seus dias praticamente sem ver a luz do sol. Enclausurado em uma das salas do Teatro Gamboa, que comprou em 1994, em Salvador, ele tentava se livrar de uma crise existencial.

O quadro só foi revertido em 2000, quando Perry Salles recebeu um telefonema da atriz Ivone Hoffman, que o convidou para atuar na peça “Com amor”. O apoio irrestrito de Vera Fischer, que se tornou sua melhor amiga, o ajudou a reerguer.

Extra/leo Dias

Edson Celulari: mulher na próxima peça

Jairo Goldflus / Divulgação

Depois de 32 anos de carreira, Edson Celulari ainda consegue surpreender. O ator topou viver uma mulher no teatro. Ele interpretará Edna Turnblad em “Hairspray”,  musical de sucesso na Broadway, que chega ao Rio no dia 10 de julho no Teatro Oi Casagrande.

A versão e a direção são assinadas por Miguel Falabella. A personagem de Edson é mãe da protagonista da história, a gordinha Tracy. Já Danielle Winits fará a vilã da montagem, que também contará com a atuação Arlete Salles e Jonatas Faro (foto)

Extra/Leo Dias/ Retratos da Vida

Ator Sérgio Viotti está em coma

O ator Sérgio Viotti, 82 anos, segue internado em estado de coma, com quadro de morte cerebral, no Hospital Samaritano, em Higienópolis, região centro-oeste da capital paulista.

O ator foi internado há cerca de 15 dias após sofrer um ataque cardíaco em uma festa de casamento. Ao ser encaminhado ao hospital, foi posto em coma induzido para que os médicos pudessem realizar uma cirurgia de emergência.

O quadro clínico do ator, diretor e escritor chegou até a imprensa primeiramente através de Dorival Capper, companheiro de Viotti há 47 anos, que resolveu enfim expor o estado de saúde de Sérgio.

O último trabalho de Sérgio Viotti na televisão ocorreu em 2007, na novela “Duas Caras”, na TV Globo, interpretando, em participação especial, Manuel de Andrade Couto, pai de Célia Mara, personagem da atriz Renata Sorrah.

Morre o teatrólogo Augusto Boal

Morreu na madrugada deste sábado aos 78 anos o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal. Expoente do Teatro de Arena de São Paulo (1956 a 1970) e fundador do Teatro do Oprimido (inspirado nas propostas do educador Paulo Freire), ele sofria de leucemia e estava internado na CTI do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.

No final de março, ainda teve forças para marcar presença um uma conferência da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, onde recebeu o título de Embaixador Mundial do Teatro. O corpo do dramaturgo será cremado por volta do meio-dia deste domingo, no cemitério do Caju.

– A gente sempre diz que os mortos são insubstituíveis, mas Boal, de fato, o é; diz o diretor Aderbal Freire-Filho. Ele é um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião. É uma perda irreparável – lamentou Aderbal.

Augusto Pinto Boal nasceu em 16 de março de 1931, na Penha, bairro da zona Norte do Rio. Suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional. Suas teorias sobre o teatro são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo.

No jornal inglês The Guardian, já se escreveu que “Boal reinventou o teatro político e é uma figura internacional tão importante quanto Brecht ou Stanislavski“. – Boal nos representa no Brasil e fora dele. Há livros traduzidos em francês, holandês, mais de vinte línguas. O Teatro do Oprimido é estudado em muitos países. Se ele falecesse na França, a repercussão ia ser enorme – comenta Aderbal Freire-Filho.

Ao voltar de uma temporada em Nova York – onde estudou Engenharia Química (Columbia University) e dramaturgia (School of Dramatics Arts) e pôde acompanhar as montagens do Actor’s Studio, que utlizava o método de interpretação Stanislavski – em 1956, Boal passa a integrar o Teatro de Arena de São Paulo, que tornou-se uma das mais importantes companhias de teatro brasileiras. Com sua experiência, incentivou a encenação de textos brasileiros, de autores como Gianfrancesco Guarnieri, o que livrou o grupo da falência, na década de 50. Essa retomada do Arena causa uma revolução na cena brasileira, abrindo caminho para uma dramaturgia nacional de nomes como Oduvaldo Vianna Filho. A

“Até o golpe de 1964, a atuação de Augusto Boal à frente do Teatro de Arena foi decisiva para forjar o perfil dos mais importantes passos que o teatro brasileiro deu na virada entre as décadas de 1950 e 1960. Uma privilegiada combinação entre profundos conhecimentos especializados e uma visão progressista da função social do teatro conferiu-lhe, nessa fase, uma destacada posição de liderança. Entre o golpe e a sua saída para o exílio, essa liderança transferiu-se para o campo da resistência contra o arbítrio, e foi exercida com coragem e determinação.

Com o fechamento do Teatro de Arena, veio o Teatro do Oprimido. Boal dizia que “o Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam. Somos todos ‘espect-atores'”. Criada no final da década de 60, em São Paulo, sua técnica utiliza a estética teatral para discutir questões políticas e sociais.

Na década de 70, enquanto esteve exilado em Lisboa, durante a ditadura militar no Brasil, Boal difundiu o método na América Latina e Europa. Na época, Chico Buarque compôs “Meu caro amigo”, como uma carta em forma de música, em homenagem ao dramaturgo.

Em 2008, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz devido ao reconhecimento a seu trabalho com o Teatro do Oprimido. No dia 16 de março do mesmo ano, atores, teatrólogos e militantes da cultura comemoraram pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro do Oprimido. A data foi escolhida por ser a mesma do nascimento de Augusto Boal.

KLB: primeiros brasileiros a tocar na Disney

Os rapazes do grupo KLB serão os primeiros artistas brasileiros a tocar na Disney. A data do  show está confirmada para o dia 20 de julho.

O empresário Franco Scornavacca está deixando a dupla Zezé di Carmago e Luciano para cuidar da banda dos filhos, o KLB. Em casa a familia já possui um mega estudio.
….

Prá quem não sabe,  Franco é musico gaúcho ( baixista) fez parte do grupo Os Brasas, do Rio Grande do Sul.

A banda chegou a fazer sucesso no centro do país nos anos 60 e com apenas dois discos gravados é cult até hoje. Do grupo também fazia parte o guitarreiro Luiz Wagner.

No lugar de Franco   assumirá Emmanoel Camargo, o irmão da dupla sertaneja.

AG

Morre o ator Francarlos Reis

O ator Francarlos Reis foi encontrado morto nesta quarta-feira (8) em seu apartamento em São Paulo. O corpo foi enviado ao IML e deve seguir para Campinas, onde reside parte da família de Reis. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas amigos suspeitam de ataque cardíaco.
Nascido em Piracicaba em 1941, Reis notabilizou-se pelo seu trabalho no teatro, começando com sua atuação no musical “Hair” em 1970. Entre outras peças estreladas pelo ator estão “Medeia” e “O inspetor geral”. No cinema, Francarlos atuou em “Onde andará Dulce Veiga?”, filme de Guilherme de Almeida Prado baseado no livro homônimo de Caio Fernando Abreu.
Nos últimos anos voltou a trabalhar em musicais, como “My fair lady” e “West Side story”. Ele integrava o elenco de “A noviça reblede”, no papel de Max Detweiler. O musical, em cartaz no Teatro Alfa em São Paulo, não terá sua temporada interrompida – Francarlos será homenageado na sessão desta quinta-feira (9) e será substituído por Dudu Sandroni.

Governo lançará o Bolsa-Cultura

O governo pretende lançar uma espécie de Bolsa-Cultura. De acordo com proposta do Ministério da Cultura, trata-se de um vale-cultura que vai se juntar ao tíquete-alimentação e ao vale-transporte no pacote de benefícios trabalhistas existentes no País.

A medida está prevista no projeto de revisão da Lei Rouanet (Lei nº 8.313), que o Ministério da Cultura pôs ontem em consulta pública em sua página na internet por um prazo de 45 dias. Depois desse prazo, o governo acolherá ou não as sugestões e encaminhará o texto final de um projeto de lei para o Congresso.

Anunciada ontem pelo ministro Juca Ferreira, a medida pretende atingir um total de 12 milhões de trabalhadores do mercado formal e injetar R$ 600 milhões por ano de recursos novos na economia do setor cultural.

O vale-cultura terá, segundo a proposta original, limite de R$ 50 mensais, para uso em cinema, teatro, shows e espetáculos culturais em geral. O trabalhador arcará com 20% e o restante será rateado entre o governo (30%) e as empresas (50%).

O ministro disse esperar que o novo mecanismo cause na cultura o mesmo impacto que teve o tíquete-alimentação na qualidade alimentar do trabalhador e na economia do mercado de restaurantes. Ferreira espera com isso melhorar o acesso das camadas populares aos bens culturais.

“Existe um apartheid cultural no Brasil e poucos têm acesso à cultura”, argumentou ele, lembrando que só 14% dos brasileiros vão ao cinema e menos de 8% a museus e teatros.

A nova proposta cria cinco fundos de financiamento da cultura (Artes, Memória e Patrimônio, Livro e Leitura, Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural, além do Fundo Global de Equalização, com a missão de equilibrar a distribuição dos recursos).

RENÚNCIA FISCAL

A proposta muda o sistema atual de captação e distribuição de recursos baseados quase exclusivamente na renúncia fiscal da Lei Rouanet, um modelo, para Juca, “desigual e esgotado”. Hoje, de acordo com o ministro, mais da metade dos recursos captados vai parar nas mãos de um seleto grupo de 3% de grandes produtores culturais do eixo Rio-São Paulo.

Esses investimentos, observou Juca, dão prioridade para os projetos de alto retorno comercial, em prejuízo das atividades culturais alternativas e de baixo apelo de marketing, como folclore regional, manifestações culturais indígenas, quilombolas e de minorias étnicas.

Os critérios para o uso dos impostos serão estabelecidos por um conselho, que será composto pelo governo e pela sociedade, de forma paritária, correspondente à atual Comissão Nacional de Incentivo a Cultura (CNIC).

Vannildo Mendes/AE

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