Arquivos da Categoria: Literatura

Morre o escritor americano Gore Vidal

O escritor Gore Vidal, que encheu seus romances e ensaios com observações agudas sobre política, sexo e cultura nos Estados Unidos, e que travou duras disputas com rivais literários de alto nível, morreu na terça-feira na sua casa, em Los Angeles, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele tinha 86 anos.

O legado literário de Vidal inclui uma série de romances históricos – “Burr”, “1876”, “Lincoln” e “Era Dourada” –e também a grotesca comédia sexual de “Myra Breckinridge”.

Vidal começou a escrever aos 19 anos, quando servia como soldado no Alasca e usou suas experiências da Segunda Guerra Mundial como base para “Williwaw”. Seu terceiro livro, “A Cidade e o Pilar”, causou sensação em 1948, por ter um homossexual assumido como protagonista.

Considerado um dos maiores escritores norte-americanos do último século, Gore Vidal começou a carreira cedo, escrevendo contos e poemas ainda na adolescência.

Seu primeiro romance, “Williwaw”, foi escrito quando tinha apenas 19 anos, a bordo de um navio, durante a Segunda Guerra Mundial. A obra, recebida com destaque por público e crítica, é baseada em suas experiências de guerra, no destacamento do porto do Alaska.

Na década de 1950 escreveu ficções baratas e livros de suspense utilizando-se de três pseudônimos diferentes. Nessa mesma década escreveu também “À Procura de um Rei”,“Verde Escuro, Vermelho Brilhante”, “O Julgamento de Páris”, e “Messias”.

Nem todos os seus livros alcançaram sucesso de público e vendas, e, nesse período, para reforçar seu caixa, Gore dedicou-se a escrever peças de teatro e roteiros para televisão e filmes de Hollywood, para receber o que considerava “dinheiro bom e rápido”.

O escritor também sempre foi ativo politicamente. No ano de 1960 Gore se lançou na política, como candidato democrata ao Congresso, pelo estado de Nova York, mas acabou não sendo eleito.

Entre 1970 e 1972, presidiu o People’s Party (de tendência liberal), e em 1982 se apresentou como senador pela Califórnia e ficou perto de conquistar uma cadeira no Congresso ao obter mais de 500 mil votos.

Sua identificação política esteve sempre relacionada à defesa dos direitos das minorias e ao combate do que costumava chamar de “imperialismo” dos EUA. Sua oposição ao partido republicano é notória, e ficou particularmente conhecido por suas críticas cáusticas ao governo de George W. Bush, o qual denominou como “o mais desastroso de nossa história”.

Segundo Gore Vidal, os EUA vivem um sistema político de um só partido com duas alas direitistas.

Gore Vidal, que escreveu em 1995 seu livro de memórias “Palimpsest”, andava de cadeira de rodas desde 2008, quando fraturou a coluna ao cair em um restaurante em Los Angeles.

Candidato eterno ao Nobel da Literatura, o escritor era primo do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore e meio-irmão da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy.

Demitido jornalista que inventava frases de Bob Dylan

(Reuters) – Um jornalista da revista The New Yorker pediu demissão nesta segunda-feira depois de admitir que inventou frases atribuídas ao cantor e compositor Bob Dylan, publicada num livro dele.

Jonah Lehrer, escritor e jornalista especializado em ciência, disse em nota divulgada por sua editora, a Houghton Mifflin Harcourt, que mentiu semanas atrás a um jornalista da publicação eletrônica Tablet que questionou a autenticidade das declarações atribuídas a Dylan no livro “Imagine: How Creativity Works” (“Imagine: como funciona a criatividade”).

O repórter Michael Moynihan começou a investigação porque Lehrer vinha reutilizando as frases em vários blogs da New Yorker.

“As declarações em questão ou não existiram, foram erros não-intencionais de citação, ou representam combinações inadequadas de declarações previamente existentes”, disse Lehrer.

Ele também admitiu que mentiu a Moynihan quando disse que as frases haviam sido tiradas de uma entrevista gravada, que estava em um arquivo e teria sido cedida por agentes de Dylan.

“Essa foi uma mentira dita num momento de pânico. Quando o sr. Moynihan deu prosseguimento, continuei a mentir, e disse coisas que não deveria ter dito”, afirmou Lehrer.

“As mentiras acabaram agora. Entendo a gravidade da minha posição. Quero pedir desculpas a todos a quem decepcionei, especialmente aos meus editores e leitores.”

(Reportagem de Christine Kearney)

Caetano será “Personalidade do Ano” no Grammy Latino

Caetano Veloso, ganhador de dois prêmios Grammy e de oito prêmios Grammy Latino, será homenageado como a “Personalidade do Ano 2012” em um jantar de gala anterior à 13ª cerimônia de entrega do Grammy Latino.

A Academia Latina da Gravação divulgou nesta terça-feira que a homenagem acontecerá dia 14 de novembro em Las Vegas (EUA), em uma noite em que diversos artistas interpretarão canções do artista.

Parte da arrecadação do evento se destinará à Fundação Viva Cazuza, entidade escolhida por Caetano e dedicada à prevenção e tratamento do HIV para crianças e jovens. O restante será investido em programas de ajuda e educação da Academia Latina da Gravação.

O cantor e compositor será nomeado como a “Personalidade do Ano 2012” na véspera da celebração, também em Las Vegas, da XIII Entrega Anual do Grammy Latino.

Durante sua carreira, Caetano gravou quase 50 álbuns, publicou quatro livros, dirigiu o filme “O Cinema Falado”, foi tema de documentário e ganhou inúmeros prêmios.

A Academia Latina da Gravação já homenageou como “Personalidade do Ano” os músicos Plácido Domingo, Gloria Estefan, Julio Iglesias, Carlos Santana e Shakira, entre outros. EFE

ULTIMATUM… nada mais atual

 

 

ULTIMATUM

Mandato de despejo aos mandarins do mundo

Fora tu,
reles
esnobe
plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
e tu, da juba socialista, e tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos!

Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
Para quererem deixar de trabalhar
Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai aristocratas de tanga de ouro
Passai Frouxos
Passai radicais do pouco
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa
Descascar batatas simbólicas

Fechem-me tudo isso a chave
E deitem a chave fora
Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais janelas
Do que todas as janelas que há no mundo

Nenhuma idéia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma idéia grão
E o mundo quer a inteligência nova
A sensibilidade nova

O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada

Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um novo mundo

Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico

E saudando abstratamente o infinito.

Álvaro de Campos – 1917

Presos poderão diminuir pena com horas de leitura

Normas preveem que o detento terá o prazo de 21 a 30 dias para a leitura de uma obra literária disponibilizada na biblioteca de cada presídio federal…
Os presos que se dedicarem à leitura de obra literária, clássica, científica ou filosófica poderão ter as penas, em regime fechado ou semiaberto, reduzidas. A cada publicação lida, a pena será diminuída em quatro dias. No total, a redução poderá chegar a 48 dias em um ano com a leitura de até 12 livros, de acordo com a Portaria 276 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) publicada nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da União.

As normas preveem que o detento terá o prazo de 21 a 30 dias para a leitura de uma obra literária disponibilizada na biblioteca de cada presídio federal. Ao final, terá que elaborar uma resenha que será analisada por uma comissão de especialistas em assistência penitenciária. O participante do projeto contará com oficinas de leitura.

A comissão avaliadora também observará se as resenhas foram copiadas de trabalhos já existentes. Caso sejam consideradas plágio, o preso perderá automaticamente o direito de redução de sua pena.

Chico Buarque vive momento novo e inspirado

Chico Buarque de Hollanda completou, nesta terça-feira, 68 anos. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda,Chico, tímido, de sorriso leve, comemora a data com a discrição que lhe é típica. Mas agiganta-se na carreira com um momento novo, sem abrir mão da qualidade de vida. Na política, o intelectual participou ativamente da luta contra a ditadura no Brasil e segue de perto os rumos do país.

Seu interesse pela música começou aos cinco anos de idade, quando recortava dos jornais e colava em um álbum os retratos dos principais artistas do rádio. Ainda na infância, mudou para a Itália devido ao trabalho do pai. Lá, além de aprender outras línguas, teve contato com diversos artistas que frequentavam a casa da família, como Vinícius de Moraes. Compôs pequenas operetas em 1956, quando a família já estava de volta ao Brasil.

Ainda na pré-adolescência, envolveu-se brevemente com uma seita ultraconservadora católica, mas os pais, preocupados com as influências que o jovem estava recebendo, preferiram encaminhá-lo para um internato. A rebeldia, no entanto, acentuava-se quando voltou do período castrense e acabou preso por furtar um carro, na companhia de um colega. O mal feito lhe impediu de circular sozinho até os 18 anos de idade. No mesmo período publicou suas primeiras crônicas em um jornal do colégio. Sua primeira composição é de 1961, a Canção dos Olhos.

Para atender ao desejo da família, Chico ingressou para o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), mas por pouco tempo. Já havia descoberto que seu caminho estava na arte. Em 1965 participou do I Festival de Música Popular Brasileira com a canção Sonho de Carnaval. Nesta competição ele conheceu Elis Regina, a grande vencedora da noite. No mesmo ano lançaria seu primeiro compacto Pedro Pedreiro e Sonho de Carnaval. Conheceu também Caetano Veloso, frequentador do bar João Sebastião, reduto da bossa nova paulista.

No ano seguinte, ganhou o Festival com a música A Banda (dividindo o primeiro lugar com Disparada de Théo Barros). Com o sucesso da composição, mudou-se para o Rio de Janeiro onde gravou seu primeiro LP: Chico Buarque de Hollanda. Ainda em 1966 conheceu a atriz Marieta Severo Lins, com quem acabaria se casando. Passou a trabalhar em diversas frentes que incluiam a composição de um segundo disco, canções para teatro (como o infantil O Patinho Feio) e a gravação de programas na Rádio Jovem Pan e na TV Record.

Em 1967 estreou como ator interpretando a si próprio no filme Garota de Ipanema. Com a ditadura militar em vigor no Brasil, participou dos protestos contra o regime. Após o início do Ai-5, teve a peça Roda Viva censurada e foi investigado pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Em discordância com o momento político vivido pela país, se auto-exilou na Itália em 1969, onde chegou a lançar dois LP. Foi neste período que nasceu a primeira filha do casal: Sílvia Severo Buarque de Holanda. Retornou ao Brasil em 1970 e lançou seu quarto disco. Nesse ano também compôs Apesar de Você que vendeu mais de 100 mil cópias e se tornou um hino contra a ditadura.

Quatro anos depois, ele entraria em um novo ramo das letras quando escreveu sua primeira novela: Fazenda Modelo. Iniciaria então um longo período fora dos palcos, onde continuou trabalhando em novas músicas, trilhas sonoras, peças de teatro e romances. Nesse período, participou apenas de espetáculos com causas sociais como o show no dia 1º de maio, quando explodiu uma bomba, destinada ao público, no colo do oficial do Exército que pretendia detoná-la. Cantou também em em outros países, sempre trabalhando por causas políticas.

Na década de 80 manteve sua luta contra o regime militar no Brasil compondo e militando pelo o fim da ditadura. Em 1991 lançou seu primeiro romance Estorvo. O segundo viria em 1995, Benjamin. Estorvo viraria filme no final dos anos 90 e Benjamin iria para as telas em 2003. Publicou ainda Budapeste que também chegou aos cinemas. Ao longo de sua carreira, até agora, Chico Buarque lançou 53 discos, escreveu peças como Opera do Malandro e Calabar, além de obras infantis, como Chapeuzinho Amarelo.

CorreiodoBrasil

Polêmica: Justiça “censura” livro de Anderson Silva

Tá no  Blog/Coluna do Ricardo Setti

Decisões da Justiça em uma democracia não se discutem, cumprem-se.

O livro proibido: no Brasil democrático, quem censura é a Justiça

Como essa espantosa adotada pelo Tribunal de Justiça do Paraná que, em atenção a medida liminar impetrada por Rudimar Ferdigo, proprietário de uma academia de lutas marciais em Curitiba, mandou proibir a circulação do livro Anderson Spider Silva — O Relato de um Campeão nos Ringues da Vida (Editora Primeira Pessoa), biografia autorizada do grande campeão dos pesos médios do UFC escrita pelo jornalista Eduardo Ohata.

O motivo: ao longo do texto do livro, entre outras declarações, Anderson chama seu ex-treinador de pessoa “do mal”, diz que ele prejudicou pessoas e sugere que comprou sua faixa preta.

Pois então que  Ferdigo processe Anderson criminalmente, peça indenizações, faça e aconteça. Proibir um livro, num Estado de Direito democrático, é um absurdo! Anderson expressou, no livro, suas opiniões. É responsável por elas.

Que seja ele processado, se for o caso. Não é admissível que, uma vez mais em uma biografia, pessoas que se sentem prejudicadas acabem prejudicando o público leitor e a liberdade de opinião, assegurada na Constituição.

É aquela velha história: com a ditadura, foi-se a censura. O que resta de censura, hoje, reside no Judiciário, em casos como esse — como ocorreu, durante anos, com Estrela Solitária (Companhia das Letras, 1995), a excelente (e respeitosa) biografia que o jornalista Ruy Castro traçou do grande craque Garrincha, já falecido, contestada na Justiça por suas filhas.

CULTURA: São Paulo sedia comemorações do tricentenário de Rousseau

Entre os eventos, organizados pela PUC-SP e USP, haverá opereta e concerto na Sala São Paulo.

 

São Paulo será uma das únicas cidades do mundo a sediar oficialmente as comemorações do tricentenário de nascimento de Jean-Jacques Rousseau (28 de junho de 1712). A programação tem apoio da Prefeitura de Genebra, cidade-natal do filósofo, e da Société Jean-Jacques Rousseau.

Os departamentos de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e da Universidade de São Paulo (USP) organizarão a programação cultural que fará parte das celebrações na cidade. Entre os eventos haverá a opereta O Adivinho da Aldeia, a ser encenada no Tuca no dia 17 de setembro, além de coquetel e concerto na Sala São Paulo, dia 21 de setembro.

Segundo a professora da PUC-SP Maria Constança Pissarra, uma das coordenadoras dos eventos, além da cooperação entre pesquisadores e instituições brasileiras e estrangeiras, haverá espaço para debate sobre as ideias do filósofo pela perspectiva da cultura e da política. “O grande público terá também o contato com uma obra cujo conteúdo contribui para a reflexão sobre diversas questões contemporâneas”, explica.

Para o colóquio internacional, de 17 a 21 de setembro, convidados estrangeiros já confirmaram presença. Entre eles, Alain Grosrichard e Ghislain Waterlot (Universitè de Génève), Bruno Bernardi (Agregé de Philosophie e Directeur de Recherche), François Jacob (Institut et Musée Voltaire – Génève), Jacques Berchtold (Universitè Paris IV – Sorbonne), Gabrielle Radica (Universitè de Picardie Jules Verne) e Jacqueline Waeber (Duke University).

Os eventos terão a colaboração também do Departamento de Filosofia da Unesp e da Unifesp, da Osesp e do Tuca, além do apoio dos consulados da Suíça e da França em São Paulo, da Aliança Francesa, Fondation ProHelvetia e GT Rousseau da Anpof. [ http://www.pucsp.br/rousseau300anos%5D.

Ray Bradbury. O autor de “Fahrenheit 451” morre aos 91 anos‎

O escritor americano de ficção científica Ray Bradbury, autor de livros como “Fahrenheit 451” e “Crônicas Marcianas”, morreu hoje em Los Angeles, nos Estados Unidos, aos 91 anos. Bradbury, que também era arquiteto e poeta, nasceu no Estado de Illinois, em 1920. Mudou-se com sua família para Los Angeles no início da década de 30.
O autor começou sua carreira literária publicando a fanzine “Futuria Fantasia” aos 18 anos. Em 1953, lançou sua obra mais famosa, “Fahrenheit 451″” que retrata uma sociedade futurista em que livros são proibidos. Em 2007, Bradbury recebeu uma menção especial do Prêmio Pulitzer por sua “carreira prolífica e muito influente”.

Seu neto, Danny Karapetian, afirmou ao site de ficção científica “io9”: “Se eu tivesse que dizer algo, seria o quanto eu o amo e sinto a sua falta. Estou ansioso para ouvir as lembranças de todos sobre ele”. “Ele influenciou tantos artistas, escritores, professores, cientistas, é sempre muito comovente e reconfortante ouvir suas histórias. Seu legado vive em sua obra monumental de livros, filmes, televisão e teatro, mas, mais importante, nas mentes e corações de qualquer
um que o tenha lido.

Literatura: a última carta do poeta García Lorca ao seu amante

A última carta de García Lorca, destinada a seu amante Juan Ramírez de Lucas e até então inédita, desperta o interesse das editoras espanholas. O documento mostra relatos íntimos dos últimos momentos em vida do poeta espanhol mais traduzido de todos os tempos.

Ramírez de Lucas (foto ao lado), que havia guardado o registro junto de um poema que Lorca havia lhe dedicado e um diário onde se falava sobre a relação dos dois, entregou os documentos à sua irmã antes de morrer, em 2010.

O teor íntimo dos documentos inéditos dividiu a família, que ainda não está certa se deve publicar ou não.

Escrita em 1936 em Granada, a carta expunha as intenções do poeta Frederico García Lorca em fugir com seu amado para o México. Porém, a Guerra Civil Espanhola impediu que os amantes se vissem novamente. O escritor morreu fuzilado um mês depois de escrever a carta.

Outra carta escrita por Lorca, endereçada dessa vez ao historiador e crítico literário Melchor Fernandez Almagro, onde ele expõe sua “missão poética”, havia sido vendida em 2007 por 19.200 libras (aproximadamente R$ 61.300).

Dramaturgo e poeta, García Lorca era ativista de esquerda, defensor da República e abertamente homossexual.

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