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Eis o homem que torturou Dilma

Publicado em 01/07/2012 em O Globo de domingo

O homem que torturou  e quebrou um dente de  Dilma

Capitão do Exército e chefe de uma equipe de interrogatório da Operação Bandeirantes (Oban), Benoni Albernaz surrou e quebrou um dente da então prisioneira política Dilma Rousseff, revela THIAGO HERDY. Albernaz, que morreu de enfarte em 1992, chegou a ser condecorado pelo governo de São Paulo, mas foi acusado de extorsão, condenado por falsidade ideológica pela Justiça Militar e caiu em desgraça na própria família

O capitão que socou o rosto de Dilma, em 1970

“Quando venho para a Oban, deixo o coração em casa”, dizia o militar de quem a presidente não consegue se esquecer

RELATOS DOS PORÕES

SÃO PAULO . O capitão Benoni de Arruda Albernaz tinha 37 anos, sobrancelha arqueada, riso de escárnio e fazia juras de amor à pátria enquanto socava e quebrava os dentes da futura presidente do Brasil Dilma Vana Rousseff, na época com 23 anos. Ele era o chefe da equipe A de interrogatório preliminar da Operação Bandeirante (Oban) quando Dilma foi presa, em janeiro de 1970. Em novembro daquele ano, seria registrado o 43 entre os 58 elogios que Albernaz recebeu nos 27 anos de serviços prestados ao Exército.

“Oficial capaz, disciplinado e leal, sempre demonstrou perfeito sincronismo com a filosofia que rege o funcionamento do Comando do Exército: honestidade, trabalho e respeito ao homem”, escreveu seu comandante na Oban, o tenente-coronel Waldyr Coelho, chamado por Dilma e por colegas de cela de “major Linguinha”, por causa da língua presa que tinha.

Um torturador com diploma do Mérito Policial

Quinze anos depois, os caminhos percorridos por Albernaz não o levaram à condição de herói nacional, como ele imaginava. Registro bem diferente foi associado a seu nome na sentença do Conselho de Justiça Militar em que foi condenado a um ano e seis meses de prisão por falsidade ideológica. “Ética, moral, prestígio, apreço, credibilidade e estima são valores que o militar deve desfrutar junto à sociedade e ao povo de seu país. A fé militar e o prestígio moral das instituições militares restaram danificadas pelo comportamento do réu”, concluiu o presidente do conselho, João Baptista Lopes.

A prensa nada tinha a ver com as sessões de tortura comandadas por Albernaz na Oban. Sua agressividade parecia se encaixar como luva na estrutura criada para exterminar opositores do regime. Apenas um ano depois de torturar Dilma e pelo menos outras três dezenas de opositores, ele recebeu das mãos do então governador de São Paulo, Abreu Sodré, o diploma da Cruz do Mérito Policial.

Filho de militar que representou o Brasil na 2 Guerra Mundial, Albernaz nasceu em São Paulo e seguiu a carreira do pai. Classificou-se em 107 lugar na turma de 119 aspirantes a oficial de artilharia em 1956, mesmo ano em que se casou. Serviu no Mato Grosso do Sul antes de ser transferido para Barueri, em São Paulo, no início dos anos 1960.

Tinha fixação pela organização de paradas de Sete de setembro. Estava na guarda do QG do Exército na capital paulista, em fevereiro de 1962, quando o comandante foi alvo de atentado à bala. Conseguiu correr atrás do autor e o espancou. Virou pupilo do general Nelson de Mello, que mais tarde viraria ministro da Guerra no governo de João Goulart.

Estava em férias na noite do golpe militar de 1964 e, ainda assim, apresentou-se espontaneamente para o serviço. Em 1969, representou o comando de sua unidade na posse do secretário de Segurança Pública de SP, o general Olavo Viana Moog, um dos futuros comandantes do grupo que exterminou a Guerrilha do Araguaia.

Neste mesmo ano foi convocado pelo general Aloysio Guedes Pereira para servir na recém-criada Oban, centro de investigações montado pelo Exército para combater a esquerda armada. Foi lá que Dilma o conheceu.

“Quem mandava era o Albernaz, quem interrogava era o Albernaz. O Albernaz batia e dava soco. Começava a te interrogar; se não gostasse das respostas, ele te dava soco. Depois da palmatória, eu fui pro pau de arara”, disse a presidente em depoimento dado, no início dos anos 2000, para o livro “Mulheres que foram à luta armada”, de Luiz Maklouf Carvalho.

Em 2001, em relato à Comissão de Direitos Humanos de Minas Gerais, Dilma afirmou que já tinha levado socos ao ser interrogada em Juiz de Fora (MG), em maio de 1970, e que seu dente “se deslocou e apodreceu”. No mesmo depoimento, ela explicou: “Mais tarde, quando voltei para São Paulo, Albernaz completou o serviço com socos, arrancando meu dente”.

Telefone de magneto era usado para choques elétricos

Albernaz era conhecido por se divertir dizendo aos presos que, por ser muito burro, precisava ouvir respostas claras. Tinha na sala um telefone de magneto que era usado para “falar com Fidel Castro”, metáfora para a aplicação de choques elétricos, segundo relato de Elio Gaspari no livro “A Ditadura Escancarada”.

“Quando venho para a Oban, deixo o coração em casa”, explicava às vítimas. Uma delas foi o coordenador do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, primeiro preso a desaparecer após a edição do AI-5.

O mesmo general que convocara Albernaz para a Oban anos depois assinou relatório informando que Jonas “evadiu-se na ocasião em que foi conduzido para indicar um aparelho da ALN”. Trinta anos depois, O GLOBO noticiaria a existência de um relatório em que militares admitem a morte do guerrilheiro em decorrência de “ferimentos recebidos”.

– Albernaz era um homem terrível, o torturador mais famoso da Oban naquela época – confirmou ao GLOBO Carlos Araújo, ex-marido de Dilma, que foi preso alguns meses depois dela e submetido aos mesmos procedimentos da ex-mulher.

Renegado pelo Exército e atolado em dívidas
O trabalho na Operação Oban fez com que Benoni Albernaz caísse em desgraça na própria família. Aposentado e dono de uma fazenda em Catalão, Goiás, o pai se chateava ao saber do comportamento do filho:
— Ele usava o poder que tinha para extorquir as pessoas, e o pai ficava triste. Sempre foi uma família esquisita, muito desunida — conta a dona de casa Maria Lázara, de 60 anos, irmã de criação do capitão.
— Olha, acho que uma vez ele caiu do cavalo numa parada militar, antes da ditadura, e o cavalo pisou na nuca dele. A partir daí, ele não ficou bom da cabeça — supõe a prima Noemia da Gama Albernaz, que hoje vive em Cuiabá.
Albernaz deixou a Oban em fevereiro de 1971, quando o aparelho já havia se transformado no DOI-Codi. Por três vezes tentou fazer o curso de operações na selva, mas teve a matrícula recusada. Foi transferido para o interior do Rio Grande do Sul, passando da caça a comunistas às operações de rotina em estradas de fronteira. O Exército tentava renegá-lo. Em março de 1974, foi internado em Porto Alegre, vítima de envenenamento.
Albernaz tinha problemas com dinheiro. Foi denunciado pelo menos cinco vezes por fazer dívidas com recrutas e não pagá-los, apesar das advertências de seus superiores. Estava lotado no setor medalhístico da Divisão de Finanças do Exército, em Brasília, quando foi declarado inabilitado para promoções, por não satisfazer a dois requisitos: “conceito profissional” e “conceito moral”. Em março de 1977, o presidente Ernesto Geisel o transferiu para a reserva.
Em um escritório no Centro de São Paulo, passou a coagir clientes a comprar terrenos vestido com farda falsificada de coronel — embora tivesse sido transferido para a reserva como major — e dizendo-se integrante do SNI.
— Você é uma estrela de nossa bandeira. Vamos investir juntos, ombro a ombro, peito aberto — dizia aos clientes, segundo registros de reclamação levadas ao Exército, pistas que levariam à sua condenação por falsidade ideológica.
Em 1980, intermediou transações de ouro de baixa qualidade no Pará, vendendo como vantagem seu acesso aos garimpos. Nunca foi responsabilizado pelo espancamento, por encomenda, de um feirante de origem japonesa.
— Se não pagar agora, vai preso para o Dops — ameaçou, já em 1979, quando não mais pertencia ao Exército.
O agredido foi à delegacia prestar queixa e, ao saber disso, Albernaz baixou no local.
— Sou amigo íntimo do presidente da República, foi ele quem me deu isso — falou ao delegado, mostrando a pistola Smith & Wesson. — Na lista de torturadores, sou o número 2.
No fim dos anos 1980, Albernaz estava atolado em dívidas. Não conseguiu pagar a hipoteca e foi acionado pelo menos quatro vezes em ações de execução extrajudicial. Sofreu um infarto quando estava no apartamento da namorada, nos Jardins, em São Paulo, em 1992. Chegou morto ao Hospital do Exército. Deixou três filhos e herança de R$ 8,4 mil para cada, resgatados 15 anos após sua morte, quando fizeram o inventário. Nenhum deles quis falar ao GLOBO.
— Siga em frente com o seu trabalho, que a gente está seguindo em frente aqui também — disse o filho Roberto, dentista, desligando o telefone.
— Isso é coisa do passado, gostaria que não me incomodasse — completou a também dentista Márcia Albernaz.
— Esquece nossa família, vai ser melhor para você — disse Benoni Júnior, médico do Exército.

Leia mais em: O Esquerdopata: Vida e morte do torturador Benoni Albernaz

O GLOBO

Empresa de Porto Alegre desenvolve sistema de armas para veículos de combate

A AEL Sistemas, de Porto Alegre, está em fase final de desenvolvimento de um sistema de armas nacional para o veículo blindado Guarani. A produção do veículo, que terá 60% de conteúdo nacional, será iniciada no próximo ano, em uma fábrica que a Iveco está construindo no município de Sete Lagoas (MG).

O sistema de armas ou torreta do Guarani, também conhecido pela sigla UT30BR, é composto por um canhão de 30 milímetros e uma metralhadora de 7.62 mm, controlada remotamente pelo atirador e pelo comandante da torre, montada em cima do veículo. Possui ainda um computador central de tiro, que permite à tripulação a execução de tiros de precisão mesmo com o veículo em movimento.

Segundo o vice-presidente de Operações da AEL, Vitor Neves, a venda do primeiro lote de produção do sistema está sendo negociada com o Exército Brasileiro para equipar os 16 carros que vão anteceder a produção seriada do modelo, um programa que prevê 2044 unidades em 20 anos.

O primeiro carro do lote piloto foi entregue pela Iveco, ao Exército, na semana passada, durante a Eurosatory, maior feira de equipamentos de defesa da Europa.

De acordo com o executivo da AEL, um protocolo de intenções firmado com o Estado Maior do Exército contempla o fornecimento de 216 unidades nacionalizadas. “Par cumprir este contrato, a AEL fará um investimento adicional de US$ 8 milhões, além dos US$ 10 milhões já investidos na construção de um centro tecnológico de defesa dedicado ao desenvolvimento de tecnologias na área de defesa”, afirmou.

Ditadura: demitido coronel solidário a Médici

Tá hoje na Coluna do Claudio Humberto:

Por “ordem superior”, a Escola de Comando do Estado Maior do Exército exonerou o coronel Paulo Dartagnan, encarregado de assistir Roberto Médici, convidado à cerimônia em que seu pai, ex-presidente Emílio Médici, foi patrono de turma na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), sábado. Roberto abandonou o palanque em sinal de protesto contra discurso do ministro Nelson Jobim e o coronel o seguiu.

Coronel da arma de Cavalaria, Paulo Dartagnan Marques de Amorim seguiu Roberto Médici porque era sua missão acompanhá-lo na Aman.

Em seu improviso, o ministro da Defesa exortou o Exército a “esquecer o passado”. Nenhum dos generais presentes o aplaudiu ou apoiou.

Durante a semana, militares do Exército e até civis protestaram contra a “desfeita” à memória de Emílio Garrastazu Médici.

Após o caso ser revelado nesta coluna, o Ministério da Defesa divulgou o discurso de Jobim excluindo o polêmico trecho de improviso.

Claudio Humberto

Falso tenente-coronel do Exército dava cursos de tiro para PMs

Assista ao vídeo do falso tenente-coronel em ação

Ele fingia ser tenente-coronel do Exército e trabalhava na Secretaria de Segurança Pública do Rio há três meses foi exonerado e preso anteontem por falsidade ideológica e porte ilegal de arma. A mentira foi descoberta em investigação interna de todos os novos funcionários do órgão. Carlos da Cruz Sampaio Júnior trabalhava na coordenação da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional. Por ser filho de militar, teve facilidade para falsificar os documentos que apresentou quando foi contratado.

O falso tenente-coronel do Exército Carlos da Cruz Sampaio Junior, de 44 anos, não tinha apenas bom trânsito nos batalhões da PM e nos gabinetes da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Ele dava cursos, inclusive sobre como atirar, e treinava policiais militares.

Vídeos e fotos obtidas com exclusividade pelo editor Giampaolo Braga, do EXTRA, mostram o falso tenente-coronel em ação. Sampaio — nome de guerra do falso coronel — dava também instruções de como os PMs deveriam proceder durante operações em morros e favelas.

Preso na quinta-feira

Preso na última quinta-feira, na Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança Pública — onde exercia o cargo de coordenador da 1ª Região Integrada de Segurança Pública —, ele ajudava comandantes de batalhão a identificar a mancha criminal de suas áreas de atuação e como dividir suas equipes pelas ruas.

Foi assim que atuou no 6º BPM (Tijuca). Segundo fontes ouvidas pelo EXTRA, ele era visto como braço-direito do coronel Fernando Príncipe, que comandou a unidade durante um ano, entre 2009 e 2010. Ele teria, inclusive, livre acesso à sala do oficial.

— E pensar que os oficiais batiam continência para ele. Foi uma situação vergonhosa para a Segurança Pública do Rio — disse um capitão que conhecia o falso tenente-coronel.
Em 2002, ele foi nomeado coordenador da Secretaria de Segurança, onde atuou como assessor do subsecretário de Planejamento e Integração Operacional e, em 2003, como coordenador da Operação Pressão Máxima. No ano seguinte foi coordenador da Base Operacional Nova Sepetiba, onde ficou até 2006.

Curiosamente, nesse mesmo período, Sampaio trabalhou em firmas de segurança: na Farhus Vigilância e Segurança Ltda. e na CJC 2007 Projetos e Construções Ltda. Entre suas especializações, o falso oficial também apresentava informações de outros sete cursos, entre eles um da Secretaria de Segurança Pública.
Carlos da Cruz era descrito como “competente”. Com documentos falsos, ele trabalhou na Secretaria de Segurança entre os anos de 2003 e 2006. E voltou em 12 de julho de 2010 para ocupar o cargo de coordenador da 1ª Região Integrada de Segurança Pública. Lá, recebia um salário de R$ 2.144.

Jornal Extra

Forças Armadas é a instituição em que a população mais confia

Com 63% de respostas positivas, as Forças Armadas é a instituição mais digna de confiança por parte da população, segundo o Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil), da Direito GV.

A sondagem procurou saber como estava a popularidade do Judiciário frente a outras instituições e constatou que a sua posição não é confortável. Com apenas 33% das respostas, o Judiciário ganha apenas do Congresso Nacional (28%) e dos partidos políticos, quando se pergunta se os entrevistados confiam ou não nas instituições. As outras respostas foram : grandes empresas (54%), Governo Federal (43%), emissoras de TV (42%), imprensa escrita (41%), Polícia (38%) e Igreja Católica (34%).

Essa pergunta específica marca o primeiro aniversário do ICJBrasil, uma iniciativa da Direito GV para mensurar o grau de confiança no Judiciário e como anda a utilização das instituições da Justiça, pela população, para a reivindicação de direitos e busca por soluções de controvérsias. O ICJBrasil do segundo semestre de 2010 foi de 4,4 pontos, em uma escala de 0 a 10. O índice é formado pelos subíndices de comportamento e percepção, sendo que o segundo cravou uma nota 6,4 e o primeiro, 3,5 pontos, sempre em uma escala de 0 a 10.

O Rio Grande do Sul foi o Estado que registrou maior confiança no Judiciário, com 4,6 pontos, seguido por Pernambuco, com 4,5. Empatados, com 4,4 pontos, vieram Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Logo em seguida, com 4,3 pontos, encontra-se a Bahia e o Estado que menos confia nas instituições da Justiça, com 4,1 pontos, foi o Distrito Federal.

Piso de 3.500 para policiais e bombeiros

Policiais fecham a rua da Esplanada dos Ministérios para pedirem votação a favor de PEC. Foto: Andre Dusek/AE

BRASÍLIA- Com forte pressão de policiais durante todo o dia, com deputados reclamando de intimidação e com bloqueio de acesso ao prédio do Congresso, a Câmara aprovou em sessão nesta terça-feira, 2, o texto principal da proposta de mudança na Constituição que fixa um piso nacional provisório para os policiais civis, militares e para integrantes do corpo de bombeiros.

O valor é de R$ 3.500 para soldados e de R$ 7.000 para oficiais. Os deputados ainda votarão itens do projeto, o que permitirá mudanças no texto aprovado.

O placar registrou 393 votos favoráveis e duas abstenções. Após a conclusão da votação em segundo turno na Câmara, a proposta seguirá ao Senado para nova votação.

Cerca de 120 policiais militares acompanharam a sessão nas galerias da Câmara. Além do valor provisório, o projeto estabelece que uma nova lei federal fixará um piso definitivo, no prazo de seis meses.

Junto com a nova lei, será criado um fundo, a ser bancado pela União, para complementar o pagamento dos salários, atualmente de responsabilidade dos Estados.

Os deputados não souberam especificar o impacto que o piso provocará nos orçamentos públicos, por causa das diferenças nas tabelas salariais.

De acordo com assessores técnicos da Câmara que acompanharam a tramitação da proposta, a remuneração média da PM da Bahia, por exemplo, é de R$ 1.412,32, no caso do soldado, e de coronel, R$ 5.856,84. No caso de São Paulo, a média salarial é maior: R$ 2.015,40 no caso do primeiro soldado e de R$ 7.979,82, no caso de coronel.

Policiais têm reivindicado a equiparação salarial com os seus equivalentes do Distrito Federal, cuja remuneração é a mais alta. No DF, um primeiro soldado recebe R$ 4.129,73 e o coronel, R$ 15.355,85.

A votação foi polêmica. Diversos deputados questionaram a constitucionalidade da proposta e a pressão dos policiais sobre a Câmara. “Não podemos votar sitiados. Desde as 3h (15 horas de terça) estão fechando a entrada principal, impedindo que os carros circulem. Não podemos ter esse constrangimento. Há uma barreira militar na porta”, protestou no plenário o deputado Paulo Delgado (PT-MG).

Pela manhã, policiais militares fizeram uma manifestação ocupando as seis pistas da Esplanada dos Ministérios no sentido do Congresso impedindo a circulação de carros.

Morre o último marechal aos 108 anos

O marechal lutou na Rev. de 30 e salvou mais de 100 vidas na guerra mundial

Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País.

O mais alto posto do Exército foi extinto em 1967, quando houve a reforma estrutural da corporação definindo que somente haveria a promoção de general-de-Exército ao posto de marechal em caso de guerra. Ele morreu de insuficiência respiratória no Hospital Central do Exército, na zona norte da capital fluminense.

Nos 48 anos de serviço ativo dedicados ao Exército Brasileiro, o marechal Levy Cardoso participou da Revolução Liberal de 1924, em São Paulo, da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência do Brasil, e da Intentona Comunista de 1935. Em 1944, já como tenente-coronel, ele comandou o 1º Grupo de Artilharia Expedicionário na Segunda Guerra Mundial. O marechal galgou a carreira militar até chegar, em 1964, a general-de-Exército. Dois anos depois, passou para a reserva no posto de marechal-de-Exército.

Em 1967, ele foi nomeado para o cargo de presidente do Conselho Nacional de Petróleo. Em março de 1969, marechal Levy Cardoso assumiu a presidência da Petrobras, cargo que ocupou até outubro do mesmo ano. Em 1971, ele foi convocado para ser Conselheiro da Administração da estatal, cargo que exerceu até maio de 1985, quando então, aos 84 anos, se afastou da vida pública.

O corpo do militar será velado até o início da manhã de amanhã, no Palácio Duque de Caxias, e será enterrado com honras fúnebres no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio.

Ingrid Bettancourt teve caso com refém das Farc

Confirmando informação divulgada por três americanos que foram reféns das Farc junto com a ex-presidenciável colombiana Ingrid Bettancourt, a mulher do ex-senador Luis Eládio Pérez (foto), Angela Rodriguez, informou aos jornais locais “Clarín” e “El Tiempo” que seu marido teve um caso com Ingrid durante o tempo em que ambos estiveram juntos no cativeiro.

Segundo Angela, “ele (Eládio) estava vivendo um inferno, e nestas circunstâncias, uma mão amiga, um sorriso, um abraço se convertem em coisas imprescindíveis para sobreviver”. Após as informações divulgadas por Marc Gonsalves, Keith Stansell e Tom Howes, mantidos na selva colombiana por cinco anos, no livro “Out of Captivity” (Fora do cativeiro), Ângela e seu companheiro discutiram e decidiram continuar com a relação, iniciada antes que ele fosse levado pelas Farc.

De acordo com a mulher, o ex-senador “me pediu que o entendesse. Que essa relação foi basicamente produto de uma solidariedade muito grande com uma mulher que passou pelo mesmo inferno que ele, e que contra ela poderiam cometer os piores atropelos por sua condição de mulher”.

Pérez já havia mencionado, em 2008, que o cativeiro havia tornado Ingrid uma pessoa mais humilde e tolerante, não rejeitando a possibilidade de uma parceria política no futuro, algo que ainda não se concretizou.

Marinha: inscrições para aprendizes-marinheiros

A Marinha do Brasil, por meio da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Alegre, está recebendo inscrições para o Processo Seletivo de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros, destinado ao preenchimento de 1.900 vagas em escolas sediadas em Florianópolis, Vitória, Recife e Fortaleza.

As inscrições devem ser feitas de 9 de fevereiro a 2 de março no endereço http://www.ensino.mar.mil.br, no link concursos.

Entre os requisitos estão: ser brasileiro nato, do sexo masculino, solteiro e ter nascido entre 2 de janeiro de 1988 e 1º de janeiro de 1992. Informações no telefone (51) 3226-1711, ramais 39 e 42.

Governo gastará R$ 1,2 bi na Olimpíada Militar

O governo Brasileiro gastará cerca de R$ 1,270 milhões na realização da Olimpíada Militar.

Os Jogos Mundiais Militares se realizam a cada quatro anos e a próxima edição será em 2011, pela primeira vez no Brasil.

Apesar do aproveitamento de parte dos equipamentos feitos para os Jogos Pan-americanos, o governo deve construir a vila olímpica.

O custo da olimpíada militar será maior que a conclusão do programa nuclear da Marinha (R$ 1,04 bilhão), considerado estratégico por colocar o país no seleto grupo dos que dominam o ciclo do combustível nuclear. Em quatro anos, o Brasil colocou na na missão de paz no Haiti R$ 431 milhões.

FSP

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