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Jornal britânico sugere voto em Serra, ‘candidato de direita’

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‘Brazilhões de dólares são despejados’, diz o título do texto (imagem: reprodução)

Após inúmeros elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Brasil, em diversos cadernos especiais que, vale notar, não deixaram de também fazer críticas, o jornal britânico “Financial Times” resolveu fazer uma abordagem mais dura em um texto que analisa o aumento do imposto brasileiro sobre o capital externo.

Por meio da “Lex Column”, o diário sugeriu voto em José Serra (PSDB), citado como “o candidato de direita”. A coluna, não assinada, é uma das mais antigas do jornal e é uma espécie de editorial sobre mercados. É escrita por uma equipe própria, que não é a mesma que redige os editoriais principais, mas representa a opinião do periódico naquela seção específica.

“Ainda que a subida [de Serra nas pesquisas] tenha mais a ver com políticas de aborto do que com orçamento, a melhora da intenção de voto em Serra tem sido cumprimentada por meio de menores taxas de juros futuros para papéis brasileiros”, afirma o jornal.

O texto defende a tese de que a melhor maneira de o Brasil evitar a alta do real seria implementando uma política de austeridade fiscal. Em seguida, diz que “o candidato de direita” “tem feito pressão” para que isso aconteça. A coluna termina com a sugestão implícita de voto em Serra. “Que escolha o Brasil tem? […] Se os brasileiros acham que estão prontos para viver sob um governo mais austero, podem votar a favor disso.”

O raciocínio é o seguinte: é muito difícil, para um país com uma taxa de juros de 10,5% ao ano, não atrair capital especulativo em um mundo que está “com fome de rentabilidade”. O Brasil, então, precisaria reduzir seu juro básico. Para isso, deveria reduzir sua necessidade de captar dinheiro no exterior, o que só poderia ser feito se as contas públicas melhorassem, na avaliação do jornal.

‘Brasil flerta com o perigo’

Também o norte-americano “The Wall Street Journal” criticou a decisão tomada pelo governo brasileiro de elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre capital estrangeiros de 4% para 6%.

A coluna “Heard on the Street” desta quarta-feira, 20, diz no título: “O Brasil flerta com o perigo”.

“Esse comportamento ‘coquete’ [do Brasil] é compreensível para quem é atraente, mas o risco de ficar magoado está aumentando”, afirma a coluna do “Journal”, com a ironia que lhe é peculiar. O texto diz que, por enquanto, as medidas tiveram pouco efeito, mas a tendência é que surjam outras. “O Brasil está jogando duro”, diz.

O perigo, na avaliação do “Journal”, é de que uma hora falte capital para cobrir o déficit do Brasil com o exterior. O retorno dos títulos públicos brasileiros em reais caiu de 9,1% para 6,9%. “Agora, acrescente-se o risco cambial. Uma queda de 10% do real em dois anos cortaria o retorno [yeld maturity] para 2,7%”. Esse tipo de situação, somado à decisão da China de elevar sua taxa de juros, pode levar investidores a retirarem do Brasil suas aplicações – sendo que o País ainda depende desse capital.

Sílvio Guedes Crespo/Radar Economico/Estadão

Discutiram com padre e missa com Serra acaba em tumulto

Terminou em tumulto uma missa hoje (16) na Basílica de São Francisco das Chagas no Canindé (CE), que fez parte da agenda de compromissos do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.
No final de celebração, o padre disse que eram mentirosos os panfletos que circulavam na igreja afirmando que a candidata petista, Dilma Rousseff, era a favor do aborto e tinha envolvimento com grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O padre disse que aquelas mensagens estavam sendo atribuídas à igreja, mas que ela não havia autorizava esse tipo de publicação em seu nome.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que acompanhou a missa ao lado de José Serra, se exaltou e afirmou que era um “padre petista” como aquele que estava “causando problemas à igreja”.
Alguns partidários do tucano também se exaltaram e o padre saiu escoltado por seguranças. Nenhum membro da administração da paróquia confirmou o nome de padre. Disseram apenas que ele não era da cidade.
Militantes do PT, com bandeiras como nome de Dilma, estavam na porta da basílica na saída da missa. Houve um princípio de briga entre eles e os militantes do PSDB.
O panfleto não assinado que circulou na igreja falava em três “grandes motivos para não votar em Dilma”. O texto acusa a candidata de ter se envolvido com as Farc, de ser favorável ao aborto e de 3nvolvimento em casos de corrupção na Casa Civil.
Durante a missa, a chegada de Serra e seus apoiadores causou um tumulto. O padre pediu que os políticos não atrapalhassem o objetivo principal da cerimônia que era a adoração a São Francisco. No momento da comunhão, muitos fiéis se aglomeraram em volta do candidato para tirarem fotos, além de equipes da imprensa.
Fonte: Agência Brasil

Mulher de Serra teria feito aborto

O jornal Folha de S.Paulo publica neste sábado (16) reportagem intitulada “Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex aluna.” O texto assinado pela colunista Monica Bergamo ocupa a metade inferior da página 10. A ex-aluna é Sheila Canevacci Ribeiro, 37 anos, que teve Monica Serra como professora de dança na Universidade de Campinas (Unicamp).

A reportagem descreve frases que Sheila postou em seu Facebook um dia após o debate na TV Bandeirantes. Na segunda-feira (11) Sheila dizia em seu perfil no Facebook que escrevia para “deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra” em relação ao tema aborto. Sheila escreveu, relata a Folha, que Serra não respeitava “tantas mulheres começando pela sua própria mulher.

Sim, Mônica Serra já fez um aborto”, relatou a ex-aluna em texto republicado por sites e blogs ao longo da semana e que agora teve sua veracidade de autoria confirmada pelo jornal.

A colunista Monica Bergamo relata ter conversado não apenas com Sheila, mas também com outra das ex-alunas de Mônica Serra que ouviram o relato da então professora sobre o aborto. À Folha, está dito na reportagem, “a bailarina diz que confirma ‘cem por cento’ tudo que escreveu” em seu Faceboook.

Vale lembrar que a mulher de José Serra — candidato à Presidência pelo PSDB —, Sylvia Monica Allende Serra ( foto abaixo) causou polêmica ao falar que a adversária do marido, Dilma Rousseff (PT), iria “matar criancinhas”, pois seria favorável à descriminalização do aborto. Na segunda-feira, o nome de Monica Serra voltou ao olho do furacão.

A coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro, 38 anos — aluna de Monica nos tempos em que ela dava aulas para o curso de Dança na Unicamp, em Campinas (SP) —, divulgou relato na Internet afirmando que a esposa de Serra, que é chilena, confidenciou a alunas ter feito um aborto quando o marido estava exilado.

Foto: Divulgação
Monica Serra | Foto: Divulgação

Intitulado “Respeitemos a dor de Monica Serra”, o relato foi publicado na página de Sheila no site de relacionamentos Facebook segunda-feira. Ela descreveu com detalhes o momento em que Monica Serra fez a confidência.

“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Mônica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de quatro meses, Mônica Serra decidiu abortar, pois que seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável”, relatou no Facebook.

A decisão de publicar o relato na Internet, ela diz, foi tomada depois que assistiu ao debate de domingo passado entre Serra e Dilma, na Band. Sheila não se conformou ao ver o silêncio de Serra quando questionado sobre a afirmação da esposa de que Dilma iria “matar criancinhas”.

“Ele não falou ‘sim, ela falou e eu concordo; ou então ‘sim, ela falou e eu não concordo’; ‘ou não, ela não falou’. Ele não falou nada, e eu fiquei com aquela inquietação. A falta de resposta do Serra é que me fez ter uma reflexão” afirmou Sheila. Sem filiação a partidos, ela declarou que não estava informada sobre as discussões da política nos últimos dias e afirmou ter votado em Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no primeiro turno. No segundo, a coreógrafa defende o voto em Dilma.

Na sexta, em Santa Catarina, onde vive hoje, Sheila afirmou a que o testemunho a deixou bastante abalada. “Essa experiência me chocou. Lembro que a gente olhava para a cara dela e eu pensava ‘coitada, coitada dessa mulher’. E me lembro que, quando ela contava essas coisas, falava ‘agora, os tempos são outros’”, recordou.

Uma ex-colega de Sheila, que não permitiu a divulgação de sua identidade, também falou com O DIA e confirmou o episódio. Ela afirma que a confissão de Monica Serra foi feita durante aula de Psicologia do Movimento, no primeiro semestre de 1992: “O assunto surgiu quando ela falava sobre como as transformações pelas quais o corpo passa influenciam em seu movimento”.

Sem resposta

Procurada na tarde de quinta-feira, a assessoria de imprensa da campanha de José Serra afirmou que somente Monica Serra poderia se pronunciar sobre o assunto. A reportagem de O DIA, então, entrou em contato com a assessoria de imprensa de Monica Serra.

Quando questionada sobre o testemunho de Sheila Canevacci, a assessoria de imprensa de Monica afirmou que “não iria comentar o assunto”. Na noite de sexta, a reportagem de O DIA voltou a procurar a assessoria de Monica, mas não obteve resposta.

‘Elas não inventariam esse fato’

Ana Paula Camolese, que hoje mora na Inglaterra, também estudou Dança na Unicamp. Ela não ouviu o relato de Monica Serra, mas acredita na história contada pela ex-colega.

“O ambiente da faculdade era propício para dividir esse tipo de experiência. Mas posso dizer que essas alunas, principalmente Sheila, não inventariam esse fato tão serio só para ter 15 minutos de fama. Não é o estilo dela, que sempre foi muito séria”.

Com reportagem de Christina Nascimento e João Noé

Roriz tem “apoio” até de morto conhecido

Plataforma de apoio à candidatura da mulher de Joaquim Roriz ao governo do Distrito Federal, o jornal DF Notícias traz ( recorte acima) em suas páginas depoimentos elogiosos ao ex-governador.

Antônio Jorge Gomes foi um dos “entrevistados”. Beleza, se a foto publicada do suposto eleitor (é a terceira foto da terceira coluna) não fosse de Jean Charles de Menezes, brasileiro assassinado pela polícia londrina após ser confundido com um terrorista.

Roriz abandonou a disputa e colocou em seu lugar a mulher, Weslian, depois que o STF adiou o julgamento em que ele era acusado de ser um ficha suja.

Da Coluna de Lauro Jardim


Panfleto anti-Dilma circula em missas

Um panfleto recomendando que católicos contrários ao aborto não votem no PT foi distribuído durante missas pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida em Contagem (MG) e em Aparecida (SP).

O texto é assinado pelos bispos da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, responsável pelo Estado de SP, e já havia circulado no primeiro turno e no dia das eleições.

O panfleto, um “apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, pede aos eleitores que “deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto”.

O panfleto, de quatro páginas, não cita nominalmente Dilma Rousseff, mas refere-se ao PT e à “ministra da Casa Civil” como defensores da descriminalização do aborto.
A assessoria da CNBB afirmou que só a cúpula nacional fala pela entidade, que, em nota, já disse não indicar candidatos. Ninguém da regional de SP foi encontrado ontem.

Serra também era a favor do aborto

Em novembro de 1998, o então Ministro da Saúde José Serra assinou uma Norma Técnica da sua pasta implantando o atendimento na rede SUS de toda mulher, vítima de violência sexual, interessada em praticar o aborto.

O Manual descreve as técnicas a serem utilizadas:

Até 12 semanas, o médico poderá optar pelo esvaziamento da cavidade uterina, de cordo com dois métodos. O primeiro, a dilatação do colo uterino e a curetagem. O segundo, a aspiração manual, além de um jogo de dilatadores anatômicos, seringas com vácuos. “A técnica consiste em dilatar o colo uterino até que fique compatível com a idade gestacional. Introduz-se a cânula correspondente e se procede à aspiração da cavidade uterina, tomando-se o cuidado de verificar o momento correto do término do procedimento, ocasião esta em que se sente a aspereza das paredes uterinas, a formação de sangue espumoso e o enluvamento da cânula pelo útero, e em que as pacientes sob anestesia paracervical referem cólicas”.

Na apresentação da norma “PREVENÇÃO E TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MULHERES E ADOLESCENTES”, Serra trata o aborto, nessas circunstâncias, como um direito da mulher.

I – APRESENTAÇÃO

As mulheres vêm conquistando nas últimas décadas direitos sociais que a história e a cultura reservaram aos homens durante séculos. no entanto, ainda permanecem relações significativamente desiguais entre ambos os sexos, sendo o mais grave deles a violência sexual contra a mulher.

É dever do Estado e da Sociedade civil delinearem estratégias para terminar com esta violência. E, ao setor saúde compete acolher as vítimas, e não virar as costas para elas, buscando minimizar sua dor e evitar outros agravos.

O braço executivo das ações de saúde no Brasil é formado pelos estados e municípios e, é a eles que o Ministério da Saúde oferece subsídios para medidas que assegurem a estas mulheres a harmonia necessária para prosseguirem, com dignidade, suas vidas.

José Serra

Ministro da Saúde
….

A acima fala é do Padre Leo criticando Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil PLS – PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 78 de 1993 Autor: SENADOR – Eva Blay (PSDB) Suplente de FHC

Embora defensável do ponto de vista de saúde pública, a Norma mereceu uma condenação enfática da 45a Reunião Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Excelentíssimo Sr. Dr. José Serra

Ministro da Saúde

Senhor Ministro,

Em nome do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunido em

Brasília/DF, de 22 a 25 deste mês, venho manifestar nosso apreço pelas iniciativas em tornar os

medicamentos mais acessíveis à população brasileira. Merece destaque o congelamento do preço dos

remédios até o fim do ano corrente.

Não podemos, porém, deixar de expressar nossa rejeição à assinatura, em 9 de novembro de 1998, da

Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra

Mulheres e Adolescentes”, a qual instrui os Hospitais do SUS a praticarem aborto em crianças de até

cinco meses de vida, que tenham sido geradas em um estupro. Como pastores da Igreja, entendemos que é

nossa missão trabalhar sempre em favor da vida, e que a criança concebida tenha sua vida tão respeitada

quanto a vida da mulher violentada.

Em defesa da “cultura da vida” e da consciência ética, tão defendida pela Igreja, que qualificou o aborto

de “crime abominável”, solicitamos a revogação imediata de tal Norma Técnica, ao mesmo tempo que

pedimos assistência prioritária às vítimas de violência sexual. Dispomo-nos a fazer o que estiver a nosso

alcance para assistir as mulheres estupradas, sem, porém, jamais atentarmos contra a vida do nascituro.

Pelo Conselho Permanente da CNBB

Dom Raymundo Damasceno Assis

Secretário Geral da CNBB

Brasília, 25 de agosto de 2000.

Causa espécie que Serra engrosse, agora, o coro dos que pretendem condenar Dilma Rousseff por uma opinião sobre uma política implementada pelo próprio Serra.

Agente da Polícia Civil e funcionário de Jucá descarta pacote de 100 mil reais num matagal

A Polícia Federal apreendeu hoje em Roraima R$ 100 mil jogados em um pacote em matagal próximo ao escritório do senador e candidato à reeleição Romero Jucá (PMDB), no bairro Canarinho, em Boa Vista.

O embrulho foi descartado por Amarildo da Rocha Freitas, que é agente da Polícia Civil de Roraima. Ele disse ser voluntário da coligação União por Roraima. Em depoimento ao qual o Estado teve acesso, ele afirma que recebeu o pacote, cujo teor desconhecia, das mãos do senador Romero Jucá. O envelope tinha como destinatário o deputado federal e candidato à reeleição Urzeni Rocha (PSDB), que é irmão de Amarildo.

O dinheiro foi apreendido e será depositado em conta judicial. O superintendente da Polícia Federal, Herbert Gasparini, não ligou o nome do senador ao incidente, embora tenha confirmado que seus agentes faziam vigília do lado de fora do prédio quando os ocupantes dos veículos saíram e tentaram fugir. Durante a confusão, houve um disparo contra os policiais. Não houve feridos.

Após o incidente, o senador, que é líder do governo no Senado, compareceu à sede da Polícia Federal e se reuniu com o superintendente acompanhado do deputado federal e candidato à reeleição, Márcio Junqueira, que passava pelo local na hora da confusão.

Jucá negou aos jornalistas que o dinheiro fosse de sua campanha, afirmou que não tem seguranças nem anda com escolta. Disse ainda que não ouviu disparos. Já o deputado Márcio Junqueira admite ter escutado um tiro.
O deputado Urzeni não foi encontrado para comentar o assunto nem seu advogado, Joaquim Neto.

Carro forte. A Polícia Federal apreendeu ainda R$ 800 mil em um carro forte em frente a uma agência do Banco do Brasil. O advogado Alexander Ladislau disse que o dinheiro é da coligação União por Roraima, do governador Anchieta Júnior (PSDB), que tenta a reeleição e é aliado de Jucá. Ele afirmou ainda que já havia apresentado a documentação que comprava a legalidade do montante, que seria utilizado para pagamento de gastos da campanha.

Loide Gomes/Estadão

Saiba quem são os partidos e os candidatos enrolados

Do Blog Congresso em Foco:

O PP de Maluf, o PTB de Nilton Capixaba, o PMDB de Jader e o PR de Valdemar são campeões em candidatos com "sinal amarelo"

O PMDB de Jader Barbalho, o PP de Paulo Maluf, o PR de Valdemar Costa Neto e o PTB de Nilton Capixaba são os partidos com mais candidatos sob suspeita nestas eleições. As quatro legendas reúnem o maior número de postulantes a cargos eletivos para os quais o Congresso em Foco recomenda muita, mas muita atenção, na hora de votar.

Estão filiados a esses quatro partidos 130 (40%) dos 330 candidatos para os quais este site acendeu até este momento o sinal amarelo, por se enquadrarem em ao menos uma das seguintes situações:

– estão com os registros de suas candidaturas indeferidos pela Justiça eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa;
– são réus em ações penais;
– foram denunciados à Justiça como integrantes do esquema dos sanguessugas;
– tiveram parecer pela cassação nos conselhos de Ética da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal nos últimos sete anos; ou
– foram presos em operações das polícias Civil e Federal.

As quatro siglas também se revezam na liderança dessas cinco categorias.

Dos 27 partidos existentes no país, somente dois não têm candidatos na relação divulgada por este site desde a última segunda-feira (26): os pequeninos e ultraesquerdistas PCO e o PSTU. Em números absolutos, o PMDB é o que tem mais candidatos enrolados: 43 ao todo. Depois vêm o PP, o PR, e o PTB.

Clique aqui para ver o ranking das candidaturas sob suspeita, por partido

Desses quatro partidos, dois apoiam formalmente o governo Lula e a candidatura da petista Dilma Rousseff, o PMDB e o PR. O PP tem ministro no governo, mas resolveu ficar neutro na disputa presidencial. O PTB, oficialmente, está com a candidatura do tucano José Serra. Na prática, em todos os quatro partidos há candidatos dissidentes e gente que, mais empenhada em salvar sua própria pele e garantir a vitória eleitoral, preferiu não vincular a campanha a nenhum presidenciável.

Triplamente listados

Considerando-se o total de candidaturas registradas país afora por cada partido, a ordem de classificação se altera: PR, PP, PMDB e PTB são, proporcionalmente, os campeões de candidatos sob suspeita. Dos 757 nomes do Partido da República lançados à corrida eleitoral, 29 (3,83%) se enquadram em ao menos um dos critérios citados acima. É o caso, por exemplo, do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), ex-presidente do partido, um dos réus do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e candidato à reeleição.

Depois do PR, o Partido Progressista é o que reúne o maior percentual de candidatos com complicações: dos 902 nomes lançados pelo PP, 31 (3,43%) fazem parte do levantamento do Congresso em Foco.

Um dos fundadores do partido, o deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) faz parte da lista do “sinal amarelo” por se enquadrar em três dos cinco critérios adotados: responde a ação penal no Supremo, é um dos barrados pela Lei da Ficha Limpa e foi preso pela Polícia Federal. Nenhuma legenda tem mais candidato que passou pela prisão do que o PP. Além do deputado paulista, outros três nomes do partido já estiveram presos em operações da PF ou da Polícia Civil.

O deputado federal peemedebista Jader Barbalho (PA), que tenta voltar ao Senado, é outro que faz parte da lista por se enquadrar em três dos cinco critérios adotados. Assim como Maluf, Jader foi preso pela PF, é réu no STF e tem a candidatura ameaçada pela Ficha Limpa. Os dois lideram o ranking dos candidatos que reúnem mais motivos para o eleitor acionar o sinal amarelo.

Clique aqui para ver a distribuição dos candidatos que estiveram presos, por partido

O PMDB tem 43 (3,14%) de seus 1.367 candidatos nestas eleições incluídos na relação dos que exigem maior atenção do eleitor. É também o campeão em dois quesitos, barrados pela Lei da Ficha Limpa e réus no Supremo Tribunal Federal.

Veja a distribuição por partido dos candidatos réus em ações penais e barrados pela Lei da Ficha Limpa

O partido também está empatado na primeira colocação com o PTB em número de parlamentares candidatos que tiveram contra si parecer pela cassação no Conselho de Ética da Câmara ou do Senado, como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Com 28 (2,49%) de seus 1.124 candidatos nestas eleições incluídos na lista do Congresso em Foco, o PTB se destaca como o partido com mais candidatos réus nas ações criminais desencadeadas pela Operação Sanguessuga.

Clique para ver a distribuição dos candidatos processados no caso dos sanguessugas

PMDB e PTB empatam em número de candidatos incluídos na relação do “sinal amarelo” por incidirem no quinto critério utilizado: terem sido alvo nos últimos anos, nos conselhos de ética da Câmara e do Senado, de parecer pela cassação. Dois peemedebistas e dois petebistas, constantes da lista, incluem-se nessa situação. Assim como outros três candidatos, um do PT, um do PDT e outro do PR.

Direita na frente

A distribuição dos candidatos que merecem atenção redobrada na hora do voto também permite uma análise por bloco ideológico, ainda que essa definição muitas vezes esteja mais no papel do que na realidade partidária, além de ser embaralhada pelo embate governo e oposição.

O bloco da direita, capitaneado por DEM, PTB, PP, PR e pelos chamados nanicos, concentra 194 candidatos para os quais este site recomenda sinal amarelo. O número equivale a 58% de toda a lista.

O centro, formado apenas pelo PSDB e pelo PMDB, soma 66 nomes (20% do total). Além dos 43 peemedebistas, há 23 tucanos na lista dos postulantes a cargos eletivos com algum tipo de problema.

Os partidos considerados de esquerda e centro-esquerda (PT, Psol, PSB, PPS, PDT, PCdoB, PCB e PV) abrigam 73 (22%) dos 330 nomes sob suspeita. O bloco dos enrolados da centro-esquerda é puxado pelo PSB, com 20 representantes,seguindo-se o PT, com 18, e o PDT, com 16. O PCO e o PSTU, de extrema-esquerda, são as únicas legendas, entre as 27 existentes no país, que não têm nenhum candidato enquadrado nos critérios definidos por este site.

Participe!

A lista, publicada inicialmente pelo Congresso em Foco na última segunda-feira (26), começou com 322 candidatos. Mas está sob constante atualização.

De lá pra cá, alguns nomes foram incluídos por sugestão de leitores.

Agradecemos a quem nos ajudou a melhorar a lista e a quem puder contribuir com informações que nos permita aprimorá-la. Para colaborar, basta escrever para redacao@congressoemfoco.com.br. O mesmo endereço vale para os candidatos que tenham quaisquer esclarecimentos a dar.

Você também pode participar de outra forma: repassando a lista adiante, contribuindo para que mais pessoas pensem direitinho se esses mais de 300 candidatos listados merecem o voto delas.

Veja ainda:

Candidatos que merecem sinal amarelo

Ajude a limpar a política

Os candidatos que já estiveram presos

Os parlamentares candidatos réus no STF

Os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa

Collor pode ser cassado por manipular pesquisas

A Procuradoria Regional Eleitoral em Alagoas (PRE/AL) ofereceu ação de investigação judicial eleitoral contra o candidato a governador da coligação “O Povo no Governo”, Fernando Collor de Mello, e seu vice Galba Novais, em virtude da prática de abuso de poder econômico e de utilização indevida de meios de comunicação social consistente na realização de pesquisa eleitoral fraudulenta pelo Jornal Gazeta de Alagoas e um dos seus departamentos, o Gazeta Pesquisa (Gape).

A ação é fundada em inquérito civil público, instaurado pelo procurador regional eleitoral, Rodrigo Tenório, para investigar verificar a disparidade entre os resultados de duas pesquisas – a do Gape e a do do Instituto Brasileiro de Opinião e Pesquisa (Ibope), divulgadas no último dia 24 de agosto. Enquanto Gape/Gazeta apontaram que 38% dos eleitores votariam em Fernando Collor, 23% em Ronaldo Lessa e 16% em Teotonio Vilela; o Ibope afirmou que o candidato Ronaldo Lessa teria a preferência de 29% do eleitorado, Fernando Collor, 28% e Teotônio Vilela Filho, 24%.

Segundo o que apurou o Ministério Público, ao contrário do determinado pela Resolução 23190/2010 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do informado pela própria Gazeta, a pesquisa do GAPE não representou fielmente o eleitorado alagoano.

Para chegar a essa conclusão, o Ministério Público examinou todos os 1.055 formulários preenchidos pelo GAPE/Gazeta com o resultado das entrevistas feitas durante a pesquisa. Ao compilar os dados contidos nos formulários, o MP constatou a existência de fraude voltada a beneficiar o candidato Fernando Collor de Melo, sócio cotista da Gazeta de Alagoas Ltda, empresa responsável pelo Jornal Gazeta de Alagoas e pelo Gape.

Entenda a fraude – Para o MP, houve deturpação na representatividade da parcela da população que ganha até um salário mínimo com o claro fim de se beneficiar o candidato Collor. Essa faixa da população é a que tem maior peso na pesquisa e nela o candidato Fernando Collor tem excelente desempenho, com 41% da preferência, contra 20% de Ronaldo Lessa e 18% de Teotonio Vilela. “Inflando a representatividade da população em pauta no universo pesquisado, a Gazeta/Gape deturpou o resultado da pesquisa, fazendo com que o candidato Fernando Collor, sócio quotista da empresa que controla o Jornal Gazeta de Alagoas, fosse privilegiado”, afirma o autor da ação.

O Ministério Público comprovou a existência da fraude após comparar os dados do censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que a Gazeta/GAPE diz ter usado – com os do GAPE. De acordo com o IBGE, 23,24% da população de Arapiraca recebem até 01 salário mínimo. O que eram 23,24% para o IBGE, na pesquisa da Gazeta viraram 76,32% do total de entrevistados. Isso significa que a representatividade do conjunto em questão foi indevidamente aumentada em 328%.

Assessoria MPF/AL

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Tiririca no SBT dizia ser analfabeto

Se a Justiça Eleitoral, como promete, checar se o candidato a deputado federal Tiririca (PR) sabe ler ou escrever, vai descobrir que ele é de fato analfabeto. O próprio Tiririca disse várias vezes à produção do “Domingo Legal”, do SBT, que não sabe ler e nem escrever.

Desde 2003, o palhaço foi convidado frequentemente para participar de quadros do programa dominical do SBT, então comandado por Gugu Liberato (agora na Record).

Em um dos quadros, Tiririca teria papel fixo e deveria contar piadas para o público. Um redator do SBT era responsável pelo texto. Só que o redator precisava repetir a piada várias vezes até que Tiririca pudesse decorá-la.

Até julho deste ano, pelo menos, a situação “intelectual” de Tiririca não havia mudado. Mais uma vez convidado para participar de um quadro, ele imediatamente perguntou à produção se teria de “decorar alguma coisa, porque vocês sabem que eu não sei ler e nem escrever”. Questionado por um produtor da emissora se não pretendia um dia aprender, o palhaço disse que não levava “jeito nenhum” (para aprender).

O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1º Zona Eleitoral de São Paulo, entrou com duas representações à Justiça Eleitoral pedindo para que seja confirmado se ele é de fato analfabeto. O promotor se baseou em reportagem da revista “Época”. A legislação em vigor proíbe que analfabetos sejam candidatos a cargos políticos. Outra ação do mesmo promotor acusa Tiririca de falsidade ideológica.

Em uma entrevista o palhaço revelou que seus bens estão em nome de terceiros, e que não tem nenhum bem em seu nome devido a processos judiciais.

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