Arquivos da Categoria: Crise Mundial

Drivers Seagate demite 1,1 mil funcionários

A Seagate Technology, maior fabricante de drivers de discos rígidos do mundo, anunciou hoje seus planos de cortar 1,1 mil empregos, o equivalente a 2,5% de sua força de trabalho total.

O plano de demissões, que será efetivado até julho, irá resultar em uma economia de US$ 125 milhões por ano, segundo as projeções da companhia. A Seagate justifica a medida com a necessidade de diminuir os custos com marketing e desenvolvimento de produtos para um patamar abaixo de US$ 300 milhões, nível que seria necessário para o retorno à lucratividade.

As demissões anunciadas hoje deverão custar cerca de US$ 72 milhões para a companhia.

Desde julho passado, a Seagate Technology já reduziu em mais de um quarto os custos com seu quadro de funcionários. No fim de janeiro, a empresa demitiu quase 3 mil funcionários nos EUA e reduziu os salários dos executivos.

Infraero prepara PDV de R$ 171 mi

A Infraero (estatal que administra aeroportos) prepara o lançamento de um PDV (plano de demissão voluntária) que pode levar ao desligamento de 1.200 funcionários.

O PDV será lançado logo depois do presidente da Infraero, brigadeiro Cleonilson Nicácio, anunciar a demissão de 53 funcionários apadrinhados por políticos.

A demissão dos apadrinhados políticos da Infraero provocou revolta no PMDB, partido da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vários dos demitidos tinham ligações com caciques do PMDB.

A bancada do PMDB no Senado ameaçou votar contra propostas de interesse do governo. E uma parte reivindicou de Lula o cargo do ministro José Múcio (Relações Institucionais). Mas Lula sinalizou que manterá Múcio em sua equipe.

O PDV será destinado para servidores da Infraero com mais de 45 anos de idade e dez de trabalho na estatal. O custo do PDV será de até R$ 171 milhões.

Mônica Bergamo

Americano cata moedas de US$ 0,01 no chão

A Rede Cici”s nos Estados Unidos lançou uma promoção de fazer os americanos sair catando moedas de US$ 0,01 no chão.

Na esteira da recessão no país, a rede lançou a promoção “Orgulhoso catador de centavos”, na qual muitas das moedas que joga no chão vêm com um vale “bufê de pizza sem fim”, que custa US$ 5 no restaurante.

“Em tempos difíceis, qualquer US$ 0,01 é importante”, diz o presidente da rede, Craig Moore.

A promoção é o retrato da nova realidade: a era do norte-americano frugal.

Após anos gastando mais do que podia, o norte-americano começou a poupar e contar cada centavo. O mesmo consumidor passou os anos da bolha com nível de poupança zero e gastando mais do que tinha usando o cartão de crédito e o crediário.

A taxa de poupança do país subiu para 4,2% da renda disponível em fevereiro.


Os gastos do consumidor caíram 4% na taxa anualizada no segundo semestre de 2008, depois de 25 anos de crescimento ininterrupto.

A nova austeridade pode ser vista por todos lados.

A Rede Starbucks, conhecida por seus cafés sofisticados, de US$ 5, estreou cardápio com sanduíche de ovo e cafezinho por US$ 3,95.

Vários restaurantes oferecem “menu recessão” com grandes descontos e já é possível encontrar um ótimo quarto de hotel em Nova York por US$ 120, algo impensável há um ano.

Até quem entrar de tênis e relógio de US$ 10 em uma loja da Prada, agora, é bem-atendido, por vendedores sorridentes.

O The New York Times criou o índice “Pobres ficando mais pobres”, com 22 ações de empresas que se beneficiam da recessão, como comida rápida, loja de penhor, lojas de US$ 1.

Monitor Mercantil

Aids: crise financeira mundial ameaça programas

A crise financeira mundial poderá destruir anos de progressos na luta contra a propagação da Aids e o tratamento dos doentes, advertiu nesta segunda-feira Michel Kazachkin, diretor executivo do Fundo Monetário de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária.

“É evidente que a crise financeira está afetando os países ricos, e eu estou muito preocupado a respeito de sua capacidade para cumprir com os compromissos em termos de ajuda ao desenvolvimento”, afirmou Kazachkin em entrevista à AFP à margem de uma conferência em Bangcoc.

“Se não houver apoio aos esforços, perderemos muitos dos êxitos obtidos durante os últimos seis a oito anos”, advertiu.

Esta advertência acontece pouco depois de um apelo do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon para que os doadores mantenham suas contribuições ao Fundo Mundial, apesar das dificuldades econômicas deste ano.

Este Fundo poderá registrar um déficit orçamentário de quatro bilhões de dólares para o período 2008-2010.

AFP

Livraria Lacelva negocia dívidas

A rede de livrarias Laselva Bookstore, com 55 lojas no país, especialmente em aeroportos, acaba de fechar um acordo com fornecedores, bancos e governo, conseguindo alongar sua dívida, hoje estimada em perto de R$ 80 milhões.

A maior parte refere-se a débitos com banco HSBC, R$ 15 milhões com fornecedores e cerca de R$ 30 milhões em dívidas fiscais e trabalhistas. Com o banco, conseguiu ainda uma carência e as parcelas acordadas começarão a ser pagas no segundo semestre.

No projeto de reestruturação, a Laselva pretende abrir, este ano, 12 novos pontos e diversificar seus negócios, entrando nos segmentos de lojas de conveniência e cafés.

GibaUM

Crise: Turismo e Esporte sofrem maiores cortes

Foto: Celso Junior / Agência Estado

O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento (Foto: Celso Junior / AE)

Por conta da crise financeira internacional, que tende a diminuir o crescimento da economia brasileira e, consequentemente, a arrecadação de impostos e contribuições federais, o governo fez um bloqueio provisório, até março deste ano, de R$ 37,2 bilhões no orçamento do poder Executivo, informou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

O Ministério do Turismo foi a pasta mais afetada pelo corte de R$ 21,6 bilhões no Orçamento Geral da União. Segundo os números publicados nesta segunda-feira pelo Diário Oficial da União, a pasta teve 86,39% da verba bloqueada. Dos R$ 2,98 bilhões previstos, contará com apenas R$ 405,7 milhões.

Em segundo lugar, vem o Ministério dos Esportes, que teve corte de 85,69%. A verba disponível passou de R$ 1,37 bilhão para R$ 196,8 milhões. Em terceiro lugar, vem Agricultura, que caiu de R$ 2,22 bilhões para R$ 1,16 bilhão (-47,6%).

Em valores nominais, o Ministério das Cidades foi o que mais sofreu. De R$ 9,71 bilhões previstos, vai receber R$ 6,21 bilhões – R$ 3,49 bilhões a menos, ou 35,97% do que estava programado.

Fórum Mundial de Turismo em Florianópolis

De 14 a 18 de maio próximo, o Brasil será sede de um dos mais importantes eventos de turismo do mundo: o 9º Fórum Mundial de Turismo do World Travel and Tourism Council (WTTC), que acontecerá no Costão do Santinho, em Florianópolis (SC).

O tema será ‘Parcerias Reais – Energizando Economias’,  para garantir sucesso do setor num ano de crise global. Os 100 principais executivos em todo o mundo, membros do WTTC, devem comparecer ao evento, cujo público estimado é de 800 congressistas.

A organização do Fórum consumirá algo em torno de R$ 12 milhões, custeados pelo Governo de Santa Catarina, EMBRATUR e outros patrocinadores. Já o WTTC deve gastar US$ 3,5 milhões para veicular a realização do evento na mídia internacional.

O tema escolhido, Parcerias Reais — Energizando Economias, foi apresentado em reunião organizada para cem convidados na residência do embaixador do Brasil em Lisboa, na semana passada.

Além deste, outros 19 eventos promoverão o Global Travel & Tourism Summit de Santa Catarina em diversos mercados do mundo. “Não há dúvida de que a Indústria de Viagem e Turismo estará enfrentando desafios significativos no ano à frente”, advertiu o presidente do WTTC, Jean-Claude Baumgarten.

Baumgarten também comentou as estimativas prévias do impacto econômico do Turismo em 2008 e 2009: “A deterioração no ambiente macroeconômico e a desaceleração do mercado nos indicadores mensais da atividade turística nos últimos meses de 2008 resultou numa curva mais pronunciada do setor do que o imaginado em janeiro de 2008. Nossas estimativas preliminares indicam que o PIB de Viagem e Turismo aumentou apenas 1% no último ano, dois pontos percentuais abaixo da na nossa previsão”.

O impacto econômico global no setor de Viagem e Turismo será, porém, muito maior em 2009. O PIB do setor deve encolher este ano em torno de 3,5%, segundo o presidente do WTTC. Para a entidade, a realização do congresso em Florianópolis está sendo considerada como uma parceria público-privada exemplar, que reunirá governos nos níveis nacional, estadual e municipal do Brasil e de outras partes do mundo, juntamente com líderes do setor privado de cada continente.

Diagnóstico do WTTC aponta o Brasil como a 14ª economia de turismo do mundo, com tendência de crescimento rápido e estável a curto e médio prazos, à razão de 5,3% até 2017.

O turismo emprega 230 milhões de pessoas em todo o mundo, o que corresponde a 8,3% do total de empregos e tem impacto direto de aproximadamente 10% do PIB mundial. Isso quer dizer que uma, em cada grupo de 12 pessoas trabalha no segmento.

De acordo com as previsões do WTTC para a década 2007/2017, o turismo da China deverá registrar o maior crescimento do mundo, algo em torno de 9,1% e gerar 75, 710 milhões de empregos em 2017, deixando prá trás Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Itália e Canadá. Até lá, os Estados Unidos deverão ter faturamento de US$3, 067 trilhões.

Já o Brasil nesse prazo, prevê o WTTC, fecha com 7, 773 milhões de empregos, alçando à quinta posição no ranking, atrás da China, Índia, EUA e Japão.

Assessoria de Comunicação/Eventpool

Pressionado, presidente da GM renuncia

O presidente da General Motors, Rick Wagoner, confirmou sua demissão da montadora na madrugada desta segunda-feira, 30, como parte de um plano de resgate do governo americano à gigante automobilística. A administração Barack Obama ainda condicionou o resgate da Chrysler – outra grande do ramo – a uma fusão com a italiana Fiat.

“Eu estava na sexta-feira em Washington para uma reunião com funcionários do governo. Durante o encontro, eles solicitaram a minha demissão como CEO da GM e por isso eu decidi deixar o cargo”, disse o executivo em comunicado divulgado pela montadora. Wagoner será sucedido por Frederick “Fritz” Henderson, diretor de operações da GM.

Autoridades do governo disseram, em comunicado à imprensa antes da entrevista que será concedida pelo presidente Barack Obama nesta segunda-feira, que a Casa Branca dará as montadoras capital de giro suficiente para trabalhar com os acionistas a fim de adotar estratégias mais agressivas. O comunicado alertou, no entanto, que uma “rápida e cirúrgica” falência pode ser a melhor chance de sobrevivência para cada empresa.

No caso da GM, o governo vai fornecer capital de giro para 60 dias. Apesar de ter considerado o plano atual da empresa inviável, a Casa Branca manifestou confiança de que a montadora pode sobreviver.

A visão da Casa Branca sobre a Chrysler foi mais dura: ela não acredita que a empresa é viável como uma entidade autônoma. O potencial acordo entre a Chrysler e a Fiat, no entanto, poderia proporcionar um “caminho para a viabilidade,” disse o governo. A Chrysler ganhará capital de giro para 30 dias, período que a Casa Branca considera suficiente para a montadora completar o acordo com a Fiat.

O governo norte-americano disse que a Fiat se comprometeu a fabricar automóveis e motores mais eficientes nos EUA como parte de um acordo com a Chrysler.

Se o negócio for um sucesso, o governo disse que poderá investir até US$ 6 bilhões na Chrysler, um montante já solicitado pela montadora. Mas se a negociação não for concretizada, a Chrysler não receberá mais fundos dos contribuintes.

Um funcionário do governo disse que não poderia colocar um valor sobre o montante de capital de giro que será concedido, enquanto as montadoras aprimoram seus planos.

A GM e a Chrysler receberam em dezembro um total de US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo e solicitaram outros US$ 22 bilhões para continuar operando durante este ano. A força-tarefa do governo Obama tem usado os planos de reestruturação apresentados pelas empresas para julgar se elas merecem ou não receber mais capital. O veredicto divulgado ontem pelo governo é de que, na forma atual, os planos não justificam qualquer injeção de novos recursos.

AE/Clarissa Mangueira

Frigorífico Independência demite 2800

Cerca de 2.800 trabalhadores serão demitidos devido ao fechamento de três unidades do frigorífico Independência em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e à redução da estrutura de outras fábricas da companhia.
O frigorífico entrou com pedido recuperação judicial no começo de março.

As demissões confirmadas ontem se somam a outras 2.000 que haviam sido anunciadas na terça-feira, quando a empresa divulgou o encerramento das atividades de outras duas unidades em Goiás e Mato Grosso do Sul.

As fábricas fechadas ficam em Confresa (MT), Pires do Rio (GO) e Nova Andradina (MS).

O Independência S.A. é uma das empresas líderes do Brasil no setor de frigoríficos de carne bovina e couro, com capacidade atual de abate acima cabeças e produção de 10.000 peles por dia, e uma das maiores operadoras de logística refrigerada do país.

A Companhia está presente em 7 estados brasileiros e no Paraguai com 14 plantas de abate e desossa, 3 curtumes, 2 fábricas de charque, 5 módulos de produção de biodiesel, com centros de distribuição em Cajamar, Itupeva e no porto de Santos.

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