#ARTE: Tesouros secretos de Pompeia no Museu Britânico


Postado no Blod de  margaritasansone 

Remorso de credor patrocina cultura europeia. O poderoso banco Goldman & Sachs patrocina exposição de tesouros do Gabinete Secreto do Museu Arqueológico Nacional da Itália no British Museum. As peças, reunidas num Gabinete Secreto, em 1817, de forte apelo erótico pagão, nunca haviam saído da Itália. As crises econômicas também promovem milagres culturais, tudo por dinheiro.

Após abater (economicamente) a Grécia, a Itália, a Espanha, a Irlanda e Portugal, o poderoso banco Goldman & Sachs mostra seu lado mecenas da cultura ocidental.

Abre a mostra o retrato erótico de casal, afresco da casa de Cecilius Jucundus, um prósperoargentarium, isto é, banqueiro da época. Ali também o afresco com retrato do patrício Terencius e sua bela mulher, portando estiletes, símbolo de amor à poesia escrita. E uma elegante jarra para servir vinho em forma de cabeça feminina, em metal esmaltado.

Tesouros das cidades destruídas pela erupção do vulcão Vesúvio, no ano 79 depois de Cristo, causam sensação na mídia moderna. Peças eróticas conservadas trancadas, em Nápoles, desde 1817 até 2000 – quando caiu a censura. Aqui estátua da Fortuna, a deusa cruel que visita os mortais apenas uma vez na vida, um tintinambulum fálico, lampadário com sinos, para espantar maus olhados, e um afresco de casal na alcova.

Foi a descoberta de Pompéia Herculanum e Castelamare di Stabbia, cidades balneárias do golfo de Nápoles, soterradas pela erupção do vulcão Vesúvio, que criou o termo “pornografia”, ainda no século 18.

Principalmente na Alemanha circularam fascículos com representações (litho) gráficas das pinturas e objetos de forte apelo erótico, encontrados nas escavações mediterrâneas perto de Nápoles e Sorrento.

Ali também, o mosaico que adverte casa sob guarda de cão feroz Cave Canem. Sapo em cerâmica proveniente do antigo Egito. Estátua votiva de magistrado, provavelmente um dos deuses lares, antepassado dos donos da casa onde foi encontrado.

Uma frisa dionisíaca,em mármore branco, mostrando a bacante a oferecer vinho com ambrosia ao seu amado, notável moldura, isto é dintel, de uma porta de casa patrícia.

E finalmente, o deus do vinho e das orgias, Baco, diante do Vesúvio, vestido de uvas, sobre a Serpente da Terra – que quando se manifestou destruiu, pelo fogo, pelas lavas e pelas águas, aquele paraíso do mundo antigo, lugar de villeggiatura al mare das abonadas famílias patrícias do Império Romano. Até hoje o Golfo de Nápoles é um dos lugares mais privilegiados do mundo, tanto em beleza natural, como nas primícias do mar e da terra, na música e na arte. Sobre isto, Goethe foi definitivo, no seu livro Viaggio in Italia: – é melhor ser mendigo em Nápoles do que rei na Alemanha…

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