Nova Lei de TV a Cabo Aquece Mercado Audiovisual


A Lei 12.485, que obriga as operadoras de TV a Cabo a veicular, nesse primeiro momento, uma hora e dez minutos por semana de conteúdo independente nacional em horário nobre, entra em vigor no próximo domingo e já começa a aquecer o mercado audiovisual brasileiro. O espaço aberto pela nova Lei gerou demandas para as produtoras espalhadas pelo Brasil, gerando emprego para os profissionais de comunicação.

 

Produtoras como a LC Barreto e a Giros,  ambas do Rio de Janeiro, aumentaram consideravelmente sua produção. A LC Barreto, inclusive, acabou de montar um departamento específico para trabalhar projetos para a TV enquanto a Giros teve que aumentar sua equipe em cerca de 30%.

 

– Tivemos que contratar mais pessoal para atender a demanda. Costumávamos desenvolver e produzir uma média de dez produtos por ano; hoje temos cerca de 35, em diferentes estágios de realização — diz Belisário Franca, diretor artístico da Giros.

 

A produtora, com sede no Largo do Machado, está produzindo a segunda temporada da série “Detetives da História” para o Hirstory Channel e, de acordo com seu diretor artístico, graças a nova lei teve quadruplicada sua produção e seu desenvolvimento de conteúdo.

 

De acordo com a lei, até 2014 as emissoras vão ter que atingir três horas e meia de produção nacional no horário nobre. Essa nova regra está provocando mudanças de hábitos nas empresas do ramo, impulsionando o mercado audiovisual brasileiro não apenas no eixo Rio-São Paulo.

 

Beneficiados pela lei, que também determina que 30% da produção seja regionalizado, o Polo Audiovisual do Recife começa a se preparar para receber maiores demandas assim como a Fundação Joaquim Nabuco está criando cursos para capacitação de profissionais para o mercado que se encontra em franco crescimento.

 

Muito combatida pelos empresários da TV a Cabo, em especial pela SKY que fez propaganda usando os jogadores de Vôlei para tentar jogar os cidadãos contra a medida, a Lei 12.485 representou uma nova vida para a produção audiovisual brasileira e, abre um novo horizonte para o setor que não tende a crescer e se desenvolver nos próximos anos.

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