SAÚDE: Como Benjamin Button, irmãos voltam a viver na infância


O ex-militar Michael Clark, 42 anos, agora se comporta como um menino de 10 anos, enquanto Mateus, 39 nos, perdeu o emprego como operário de uma fábrica e começou a se comportar como uma criança – apesar de ter uma filha de 19 anos, Lydia, que está esperando um bebê.

Eles descobriram que tinham leucodistrofia no ano passado e essa trágica situação se assemelha ao personagem de Brad Pitt no filme “O curioso caso de Benjamin Button”, em que ele nasce com todas as características de um idoso e, com o passar do tempo, vai ficando mais jovem.

O pai Anthony, 63 anos, que cuida dos “meninos” com a mãe Christine, 61 anos, disse: “Eles deixaram de ser totalmente adultos, com empregos e carreiras e voltaram a um estado infantil”. O casal, que vive na cidade de Lincoln, na Inglaterra, precisa cuidar dos filhos durante todo o dia.

“Matthew saiu outro dia e comprou para ele um trem e um Sr. Cabeça de Batata. Coisas que interessam a uma criança são o interesse deles. No outro dia, Michael viu um balão e apontou para nós”, disse o pai.

Anthony disse ainda que Matthew tem crises violentas, e costuma dizer que não sabe o que está fazendo. “É como um adulto, com petulância de criança. Não há nada que possamos fazer para ajudar e nos sentimos absolutamente impotentes”.

 

Os irmãos começaram a se comportar estranhamente depois que seus pais se mudaram para a Espanha em 2007. Mas as coisas pioraram no ano passado quando o ex-artilheiro da RAF Michael foi expulso do seu apartamento e passou três semanas dormindo em um parque. Ele foi encontrado por voluntários do Exército da Salvação e levado para um médico. Foi ai então que os peritos diagnosticaram leucodistrofia terminal.

Os médicos perguntaram se Michael tinha irmãos, e pediram que Matthew fizesse os mesmos exames. Foi quando descobriu que também tinha o problema.

A leucodistrofia é uma doença genética, neurológica, que afeta o cérebro, o sistema nervoso e a medula espinhal. Pouco se sabe sobre o problema. Estima-se que a chance de duas pessoas que carregam os genes para a doença se encontrarem e terem filhos, é de 1 em 3 bilhões. Foi exatamente o que aconteceu com os pais de Michael e Matthew.

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