Arquivo do dia: abril 5, 2012

Salão de Nova York – Volkswagen Up! é o Carro Mundial do Ano

Tá no blog do Boris Feldman

O Salão de Nova York só abrirá ao público no sábado, mas já está em seu segundo dia de imprensa. E eu estou aqui para cobrir as novidades. Embora seja um típico salão norte-americano, com novidades concentradas no mercado local, o evento é mundial em um sentido: é lá que é revelado o ganhador do cobiçado World Car of the Year, ou Carro Mundial do Ano. Não é pouca coisa não. O júri é composto por jornalistas automotivos de todo o mundo. No Brasil, são dois jurados: eu mesmo e o Jason Vogel, editor do caderno Carro Etc do jornal carioca O Globo. Quem levou o prêmio foi o Volkswagen Up!, subcompacto sensação do momento e que será produzido daqui a dois anos no Brasil. Bateu outros dois sérios concorrentes, os novos BMW Série 3 e Porsche 911. Eu já tive a chance de testar o pequeno na Alemanha, confira no vídeo ao final do post. 

Aliás, o Porsche 911 foi o vencedor do prêmio World Perfomance Car, que premia o melhor esportivo. Levou a melhor sobre os igualmente impressionantes Lamborghini Aventador LP700-4 e McLaren MP4-12C. Um prêmio justo para o modelo que é considerado o melhor 911 já feito. 

As premiações do World Car Awards não acabam nisso. O prêmio de Carro Verde do Ano foi para o grandalhão Mercedes-Benz Classe S. Você não leu errado: trata-se da versão S250 CDI BlueEfficiency, movida por um quatro cilindros. Foi o primeiro sedã desse porte a chegar ao consumo de 17,5 km/l, sem deixar de lado o desempenho: vai aos 100 km/h em 8,2 segundos e chega aos 240 km/h. E olha que os concorrentes eram os politicamente corretos Ford Focus Elétrico e o Peugeot 3008 Hybrid4. 

Ainda há o prêmio de Design Mundial e, dessa vez, quem levou não foi o azarão e sim o mais cotado: o Land Rover Range Rover Evoque. Não é surpresa, afinal, desde que surgiu, o crossover se tornou referência em termos de desenho. Os outros concorrentes eram o arrojado Citroën DS5 e o Volkswagen Up!. Que nem precisava do prêmio para aumentar sua autoestima de vencedor do Carro Mundial do Ano.

 

Xadrez ajuda alunos a estudar matemática no RS

 (Divulgação MEC)

Uma escola do Rio Grande do Sul usa o jogo de xadrez para divertir os alunos e incentivar o estudo de matemática. Mas, ao invés de um tabuleiro comum, a direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental Bairro Carvalho, na cidade de Cachoeira do Sul, pintou no pátio um desenho do jogo de 13,7 metros. As peças foram feitas em papel e coladas em garrafas plásticas.

O alto índice de reprovação em matemática foi o fator determinante para a estratégia. A iniciativa começou nas aulas de educação física e, a partir dos resultados obtidos, a escola desenvolveu uma metodologia para uso do xadrez na alfabetização matemática e no letramento, que está sendo aplicada desde 2009. Hoje, o jogo está no currículo da escola.

Para atender os 293 alunos, a Bairro Carvalho tem 20 tabuleiros de tamanho oficial, nas salas de aula, além do jogo digital nos computadores da escola. Os ganhos foram observados na melhora do raciocínio, da concentração e da atenção dos estudantes em todas as disciplinas.

 

(Com informações do MEC)

Cartão pré-pago traz vantagens na hora de consumir

Vânia Cristino

O mercado de cartões de crédito está em franca expansão. Diante da demanda que não para de crescer, as tradicionais administradoras MasterCard e Visa estão incrementando a oferta de cartões pré-pagos, uma espécie de cartão de débito cujo limite para compras é o valor disponibilizado pelo cliente no dinheiro de plástico. Diferentemente do crédito, a novidade só permite compras à vista, uma vez que não opera com parcelamentos. O novo cartão também diverge do débito, já bastante utilizado, já que o consumidor não pode, por exemplo, gastar o crédito do cheque especial oferecido pelos bancos. Os desembolsos vão até o limite pré-definido. Só uma recarga permitirá gastos sucessivos.

Até há bem pouco tempo limitado a premiações pelas empresas — os vales dados na época do Natal são um exemplo — e a benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-refeição, o cartão pré-pago está se difundindo rapidamente. Os de uso geral estão ganhando espaço entre os consumidores até para o pagamento da mesada de jovens e crianças. A vantagem, nesse caso, é de os pais poderem controlar, via mensagens de celular (SMS), o montante gasto e o local onde estão sendo realizadas as compras. A novidade tem sido usada até para honrar compromissos com empregados domésticos e autônomos.

Serial killer Charles Manson que matou atriz Sharon Tate tenta liberdade condicional

O Departamento de Correções da Califórnia, nos Estados Unidos, divulgou nesta quinta-feira (5) uma imagem de Charles Manson, 77 anos, um serial killer dos anos 60 que tentará na próxima quarta-feira (11) ganhar a liberdade condicional.

Manson foi o autor do assassinato da atriz Sharon Tate e de outras seis pessoas durante duas noites sangrentas em agosto de 1969. Ele também confessou ter matado duas outras pessoas próximo da comunidade onde vivia com seus seguidores.

O crime foi cometido por Manson e outros membros de uma seita nos Estados Unidos. Sharon tinha 26 anos na época e estava grávida de seu marido, o cineasta Roman Polanski.

No próximo dia 11, Manson participará de uma audiência para tentar mais uma vez a liberdade condicional.

A corte vai decidir se Manson poderá sair da prisão. Até agora, todos seus 11 pedidos anteriores foram negados. O último pedido foi julgado em 2007.

A conclusão do tribunal na época foi a de que Manson “continua a representar um perigo irracional para as outras pessoas”.

Manson era o líder de uma seita que matou nove pessoas em 1969. Ele foi preso no mesmo ano e condenado à morte em 1971. No ano seguinte, a Suprema Corte da Califórnia alterou as leis da pena de morte no Estado. Com isso, em 1977, sua sentença de morte foi alterada para prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional.

Sharon Marie Tate  foi uma atriz norte americana e  uma das mulheres mais bonitas de Hollywood na década de 60. Morreu de maneira trágica, brutalmente assassinada, aos oito meses de gravidez, pela notória Fmilia Manson.

 

Morre Jim Marshall fundador da Marshall pioneiro na criação de amplificadores

Morreu  nesta quinta-feira, dia 5, aos 88 anos Jim Marshall, pioneiro dos amplificadores de guitarra e apelidado como “pai do barulho”, segundo o site da “BBC News”.

A notícia foi confirmada pelo site oficial de do empresário que lamentou a morte de seu fundador, mas a causa da morte não foi revelada.

“É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso amado fundador e líder nos últimos 50 anos, Jim Marshall. Saudamos também um homem lendário que levou uma vida plena e verdadeiramente notável”, disse o comunicado.

Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Slash e Eric Clapton foram alguns dos muitos guitarristas que utilizaram os amplificadores criados por ele.

“A notícia da morte de Jim Marshal é profundamente triste, mas seus amplificadores vão viver para sempre”, escreveu Slash, ex-guitarrista do Guns N’ Roses, em seu Twitter.

O empresário começou a construir amplificadores na década de 1960. Bandas como Iron Maidenm, The Cult, Slipknot e Whitesnake já haviam confirmado presença no show de aniversário de 50 anos dos amplificadores Marshall em setembro deste ano.

Corrupção: o alvo era Dilma

Matéria desta semana da revista Época mostra que a carreira política do senador Demóstenes Torres era manipulada por Carlinhos Cachoeira para ampliar seus negócios e se aproximar do Planalto
ANDREI MEIRELES E MURILO RAMOS

Como qualquer empresa, as organizações criminosas têm seus planos de sobrevivência e expansão. O grupo do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, inovou em muita coisa, mas não nesse aspecto. Cachoeira tinha negócios escusos e planos de novos empreendimentos em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins, onde contava com a ajuda de políticos e agentes públicos, de acordo com as investigações da Polícia Federal. Mas Cachoeira queria mais. Conversas telefônicas entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, agora sem partido), gravadas com autorização judicial e obtidas com exclusividade por ÉPOCA (ouça os áudios ao fim desta reportagem), mostram que os dois planejavam se aproximar de alguma forma do Palácio do Planalto. Numa das ligações captadas, Cachoeira orienta Demóstenes a aproveitar um convite para trocar o DEM pelo PMDB, com o propósito de se juntar à base de apoio do governo e se aproximar da presidente, Dilma Rousseff. “E fica bom demais se você for pro PMDB… Ela quer falar com você? A Dilma? A Dilma quer falar com você, não?”, pergunta Cachoeira. Demóstenes responde: “Por debaixo, mas se eu decidir ela fala. Ela quer sentar comigo se eu for mesmo. Não é pra enrolar”. Cachoeira se empolga: “Ah, então vai, uai, fala que vai, ela te chama lá”. Como se fosse um bom subordinado, Demóstenes acata a recomendação.

Quando esse diálogo ocorreu, no final de abril de 2011, Demóstenes estava em plena negociação com caciques do PMDB, como os senadores Renan Calheiros e José Sarney, para mudar de legenda. Um dos maiores opositores do governo – e carrasco de petistas acusados de corrupção – tencionava aderir ao governo do PT. Segundo dirigentes do PMDB, àquela altura a mudança de partido já tinha o aval do Palácio do Planalto. Tudo nos bastidores, porque em público Demóstenes continuava oposicionista. As gravações mostram agora que um dos objetivos da radical troca de lado era estar mais bem situado para ajudar o esquema de Cachoeira.

O plano de Cachoeira de se aproximar do governo deu errado. Demóstenes, ao que tudo indica, ficou com receio de acabar alijado do Congresso. Ele estava convencido de que a cúpula do DEM pediria à Justiça a cassação de seu mandato por infidelidade partidária. A assessoria do Palácio do Planalto afirma que a presidente, Dilma Rousseff, não falou com Demóstenes desde que assumiu a Presidência.

Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro, está trancado no presídio federal de Mossoró, Rio Grande do Norte. No ano passado, quando ainda em liberdade, ele tinha outro projeto concreto, além da aproximação de Dilma. Sua intenção era conseguir apoio do PMDB para que Demóstenes chegasse um dia a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Seria um ativo inestimável para suas atividades.

De acordo com as gravações, o STF já era alvo de ações de Cachoeira. Na mesma conversa em que fala sobre Dilma, ele pede a Demóstenes para tentar influenciar uma decisão do ministro Luiz Fux, do STF. Estava na mesa de Fux um recurso do ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda, impedido de assumir uma vaga para a qual fora eleito no Senado, por ter sido condenado por “abuso de poder político” na eleição de 2006. “Ele (Miranda) é um cara nosso”, afirma Cachoeira a Demóstenes. Miranda recorreu ao STF, e Demóstenes prometeu atender ao pedido de Cachoeira e ajudar. O ministro Fux afirma não ter sido procurado por Demóstenes. “O senador não falou comigo sobre isso”, disse Fux a ÉPOCA. “Se ele tivesse me procurado, eu o teria recebido, sem nenhum problema.” Em uma primeira decisão, Fux deu ganho de causa a Miranda. Dez dias depois, mudou sua decisão e cassou o registro da candidatura. “Depois que fui informado de que ele havia sido cassado na Justiça Eleitoral por abuso de poder político, e não pela Lei da Ficha Limpa, eu modifiquei a decisão”, afirmou Fux.

NEGÓCIOS O governador  de Goiás, Marconi Perillo (ao lado), o iate Casino Princesa  e a transcrição da conversa captada pela PF. Cachoeira tinha interesses na área de obras do governo Perillo.  Em Miami, comprou um cassino iate por uma pechincha (Foto: Monique Renne/CB/D.A Press e reprodução)OUSADIA
Cachoeira, Demóstenes e a transcrição do diálogo. Cachoeira queria que Demóstenes mudasse para o PMDB para se aproximar do Planalto e falar com a presidente, Dilma Rousseff. Não deu certo (Foto: Celso Junior/AE e Sergio Lima/Folhapress)

Outra gravação revela que, entre uma e outra decisão de Fux, houve tempo para a turma de Cachoeira comemorar a vitória parcial. A conversa ocorreu entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor agora afastado da Delta Construções, apontado pela polícia como sócio de Cachoeira numa empresa. Num papo cheio de intimidades, um empolgado Abreu chama Cachoeira carinhosamente de “viado” e “desgramado”. Ele o avisa da decisão sobre Miranda. “Chefia, o Marcelo Miranda é senador”, diz Cláudio. “O bom é que eu sei que ele vai ser procurador seu e meu, né?”

Na mesma conversa, Abreu e Cachoeira emendam outro assunto de estratégia político-empresarial no Tocantins. Abreu defende que a parceria com Miranda não represente uma ruptura com o adversário dele, o ex-senador Eduardo Siqueira Campos. Eduardo é secretário de Relações Institucionais no governo chefiado por seu pai, José Wilson Siqueira Campos, conhecido como Siqueirão. Cachoeira questiona se vale a pena continuar apostando em Eduardo Siqueira. “Eduardo também é bom, Carlinhos. Não pode falar mal dele não, cara”, diz Abreu. “Ele mandou dar o negócio pra nós lá: a inspeção veicular do Tocantins.”

Eduardo Siqueira Campos nega ter destinado um contrato para beneficiar empresa ligada a Cachoeira e Abreu. “Não há ainda definição sobre quem executará o serviço de inspeção ambiental em Tocantins”, afirma. Miranda nega ter pedido ajuda a Cachoeira, a Cláudio Abreu ou a Demóstenes para ter sucesso no STF. “Estou surpreso de ver meu nome citado por essas pessoas”, diz ele. “Cachoeira, por exemplo, eu mal conheço, só o cumprimentei uma vez.”

O Palácio do Planalto tem procurado se manter distante do assunto Cachoeira. Assessores da presidente Dilma avaliam que as denúncias podem paralisar o Congresso, com investigações sobre envolvimentos de parlamentares. Até agora, além de Demóstenes, cinco deputados aparecem nas investigações. O Planalto sabe que o governo de Goiás e o do DF serão os mais afetados pelo que ainda pode vir à tona. Governado pelo petista Agnelo Queiroz, o DF é uma preocupação do PT.

Em outra conversa captada pela polícia, Cachoeira e Abreu discutem a possibilidade de a Delta Construções obter um contrato na agência do governo de Brasília responsável pelo transporte público, a DF Trans. Cachoeira queria que a Delta fosse agraciada com um contrato de R$ 60 milhões para atuar no sistema automatizado de cobrança de passagem nos ônibus. Segundo ele, seria possível aumentar o valor do contrato em 30%. Cachoeira pede a Abreu que fale em nome da Delta porque “aí pesa mais”. A Delta afirmou que desconhece qualquer assunto relativo ao DF Trans e afirma não ter contratos com a estatal.

OUSADIA Cachoeira, Demóstenes e a transcrição do diálogo. Cachoeira queria que Demóstenes mudasse para o PMDB para se aproximar do Planalto e falar com a presidente, Dilma Rousseff. Não deu certo (Foto: Celso Junior/AE  e Sergio Lima/Folhapress)NEGÓCIOS
O governador de Goiás, Marconi Perillo (ao lado), o iate Casino Princesa e a transcrição da conversa captada pela PF. Cachoeira tinha interesses na área de obras do governo Perillo. Em Miami, comprou um cassino iate por uma pechincha (Foto: Monique Renne/CB/D.A Press e reprodução)

Cachoeira também foi recebido por Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), uma espécie de secretaria responsável pelas obras em Goiás. Rincón foi um dos principais arrecadadores de dinheiro para a campanha eleitoral do governador Marconi Perillo (PSDB) em 2010. Ele é citado no inquérito da PF como alguém que conversou sobre a venda de uma casa com o ex-vereador tucano Wladmir Garcez. Segundo a Polícia Federal, Garcez é um dos principais assessores de Cachoeira.De acordo com Rincón, Cachoeira foi à Agetop acompanhado de Garcez e de um empresário do Tocantins. Segundo a PF, Garcez servia de intermediário nas conversas entre Cachoeira e Perillo e ajudou o governador a vender uma casa num condomínio nobre de Goiânia. Cachoeira morava nessa casa quando foi preso pela PF. Rincón disse a ÉPOCA que conhece Garcez, mas que jamais tratou sobre negociação de qualquer casa com ele.

Diante das crescentes denúncias envolvendo personagens da política de Goiás, Cachoeira começou a provocar baixas no governo goiano. Na terça-feira, Eliane Pinheiro, chefe de gabinete do governador Perillo, pediu para ser exonerada. Dias antes, ÉPOCA revelou que Eliane fora flagrada pela polícia em conversas com Cachoeira. Ela soube por Cachoeira que a PF iria à casa do prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias (PP), e o avisou. Diante do alerta, Messias fugiu.

O senador Demóstenes Torres tem preferido o silêncio. Seu advogado, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, disse que pedirá ao STF a anulação das provas em mãos da PF, especialmente as escutas telefônicas. Segundo Kakay, o STF deveria ter sido comunicado da investigação imediatamente após a descoberta do envolvimento de Demóstenes. Como senador, ele só pode ser investigado com autorização do Supremo. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirma que os procedimentos da polícia e as escutas são legais.

Demóstenes foi levado, pela cúpula do DEM, a deixar o partido, na terça-feira. Por muitos anos, ele foi uma importante fonte de credibilidade e votos para a legenda. Agora, Demóstenes tenta retardar seu processo no Conselho de Ética do Senado. Conversou com o presidente da Casa, José Sarney, e com o líder do PMDB, Renan Calheiros. A presidência do conselho está vaga, e ninguém quer a posição. Os três conselheiros do PMDB – Renan Calheiros, Edison Lobão Filho e Romero Jucá – já foram protagonistas de escândalos. “Me deixa fora dessa!”, diz Lobão Filho. “Me botaram lá no conselho contra a minha vontade.”

A partir da investigação da PF é possível inferir que Cachoeira tinha uma estratégia ambiciosa. A crise financeira de 2008 abriu oportunidades nos Estados Unidos – e Cachoeira não as desperdiçou. Amigos afirmam que Cachoeira comprou um cassino instalado num iate de luxo, de 200 pés, o Casino Princesa. De acordo com a PF, Cachoeira e o empresário Mauro Sebben negociavam a compra de outro barco cassino, o Big Easy. No auge da crise, ofereceram uma ninharia. Os antigos donos haviam investido cerca de US$ 40 milhões no barco, mas não conseguiram pagar as contas. Numa conversa gravada pela PF em novembro de 2008, Sebben diz que o “velho”, sócio dele e de Cachoeira nos EUA, propôs que fizessem uma oferta de US$ 2 milhões. “É excelente. Mas não podemos pagar mais do que dois”, afirma Cachoeira. Na mesma época, numa conversa, Cachoeira e Sebben avaliam a compra de um contrato da empresa Multimedia Games com a loteria de Nova York. Sebben calcula que o faturamento anual seria de US$ 10 milhões. Os planos de Cachoeira não tinham limites – financeiros, geográficos ou políticos.

Escuta de 27 de abril de 2011
Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres
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Carlinhos Cachoeira pede a Demóstenes para ajudar o ex-governador de Tocantins Marcelo Miranda (PMDB) no Supremo Tribunal Federal, para que ele pudesse tomar posse como senador (nas eleições de 2010, Miranda foi o segundo mais votado do Estado, mas não pôde tomar posse por causa da Lei da Ficha Limpa).
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http://epoca.globo.com/edic/725/audio_Cachoeira_Demostenes/trecho1_2/soundslider.swf?size=2&format=xml
Demóstenes consulta Cachoeira sobre uma possível mudança de partido. O senador diz que pensava em deixar o DEM.
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Cachoeira estimula o senador a trocar o DEM pelo PMDB para se aproximar da presidente Dilma Rousseff.
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Escuta de 4 de maio de 2011
Carlinhos Cachoeira e Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções
http://epoca.globo.com/edic/725/audio_Cachoeira_Demostenes/trecho2/soundslider.swf?size=2&format=xml
Cachoeira e Cláudio Abreu falam sobre o ex-governador de Tocantins Marcelo Miranda (PMDB-TO) – segundo mais votado para o Senado em 2010 – e a respeito do secretário de Relações Institucionais de Tocantins e ex-senador, Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO).
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Escuta de 18 de novembro de 2008
Carlinhos Cachoeira e Mauro Sebben, empresário
http://epoca.globo.com/edic/725/audio_Cachoeira_Demostenes/trecho3_1/soundslider.swf?size=2&format=xml
Os dois conversam sobre negócios relacionados a uma loteria em Nova York.
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Cachoeira e Mauro Sebben falam da eleição de Maguito Vilela (PMDB-GO) para a prefeitura de Aparecida de Goiânia (GO) e a influência de Maguito no Banco do Brasil.
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Mauro Sebben fala a Cachoeira sobre a oferta de um barco de US$ 40 milhões. A ideia é comprá-lo para ser usado como cassino no Brasil.

Bob Dylan vai filmar “Blood on the Tracks” com produtores brasileiros

Uma produtora brasileira anunciou nesta quarta-feira que levará ao cinema o clássico do músico americano Bob Dylan “Blood on the Tracks”, “um dos melhores discos da história da música”.

“Como velhos admiradores de um dos melhores discos da história da música, nos sentimos privilegiados por realizar este filme”, disse Rodrigo Teixeira, presidente da RT Features, à revista “Variety”.

A informação foi confirmada à agência France Presse por Fernando Loureiro, encarregado de desenvolvimento de projetos internacionais da empresa com sede em São Paulo.

Loureiro e Teixeira se ocuparão de executar o filme – que será realizado em inglês – e estão atualmente em busca de um diretor, após comprar os direitos do álbum da produtora Grey Water Park.

“Nosso objetivo é trabalhar com um cineasta que possa criar um drama clássico com peronagens e atmosfera que capturem os sentimentos que o álbum inspira em seus fãs”, completou Teixeira.O disco de estúdio “Blood on the Tracks”, de 1975, contém clássicos de Dylan como “Tangled Up in Blue”, “Simple Twist of Fate” e “Shelter from the Storm”.

Segundo a “Variety”, os biógrafos de Dylan afirmam que “Blood on the Tracks” registra a agitação pessoal de seu autor naqueles anos, quando se separava de sua terceira mulher, apesar de o músico ter afirmado em suas memórias que as canções são inspiradas em contos do dramaturgo russo Anton Tchékhov.

A RT Features esteve por trás de “O Abismo Prateado”, vencedor do segundo prêmio Coral do festival de cinema de Havana em dezembro passado.

Também realizou os filmes “Natimorto” (2009) e “O Cheiro do Ralo” (2006), que participou da seleção oficial do festival de cinema de Sundance.

Fenômeno cultural e musical dos últimos 50 anos, Bob Dylan, nascido em Minnesota em 1941, é autor de clássicos como “Blowin’ in the Wind” e “Like a Rolling Stone”.

 

FSP

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