Arquivo do dia: abril 3, 2012

Governo quer proibir ‘promoção’ entre operadoras

 

A Anatel estuda proibir a cobrança de preços diferenciados nas ligações de celular entre clientes de diferentes operadoras. Na prática, a agência reguladora deseja que as teles cobrem sempre a mesma tarifa dos consumidores, independente do fato da ligação ser dentro de uma mesma rede (de TIM para TIM, por exemplo) ou entre operadoras distintas (de Vivo para TIM, por exemplo).

Segundo a agência, o objetivo da medida é promover a concorrência entre as companhias. Hoje, todas as empresas de telefonia móvel comercializam planos com preços reduzidos para as chamadas para números dentro da mesma rede.

De acordo com a Anatel, esta ação desestimula investimentos e os clientes ficam presos a uma mesma empresa devido aos descontos. Numa família, por exemplo, a tendência é que todos fechem contratos com uma única tele, com o objetivo de conseguir mais descontos.

Para viabilizar a medida, a Anatel precisará, antes, acabar com a taxa de interconexão. Essa tarifa é cobrada pelas operadoras que recebem uma chamada de uma telecom terceira, como ajuda de custo para manter sua rede.

A tarifa é creditada para a companhia que recebe a ligação e custa de R$ 0,34 a R$ 0,40 por minuto. Ligações a partir de um telefone fixo também são taxadas.

Se a proibição for aprovada, o Brasil será o primeiro país a terminar com a cobrança da taxa de interconexão. Na Europa, esta tarifa custa R$ 0,07. Já nos Estados Unidos o preço está abaixo de R$ 0,10.

A Anatel prevê permitir a cobrança da taxa apenas em ligações entre fixo e celular, mesmo após o possível cancelamento da cobrança pelas operadoras de telefonia móvel.

Além da cobrança diferenciada entre as chamadas de outras operadoras, a Anatel investiga possíveis irregularidades sobre o aluguel de rede. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, as grandes companhias que possuem infraestrutura em regiões isoladas monopolizam o sinal no local e negam o acesso às outras operadoras.

Embora a agência tenha autoridade para impor o fim da taxa de interconexão, esta decisão será alvo de negociação entre Anatel e teles. A agência precisará encontrar um modelo equilibrado para compensar as teles que recebem muitas chamadas de terceiros. O acordo também é necessário para impedir que as operadoras de telefonia contestem na Justiça o eventual fim da tarifa de interconexão.

Na avaliação de especialistas no setor, será difícil implementar a medida. No entanto, caso da Anatel tenha sucesso, a tendência é que o fim da tarifa gere mais competição e preços mais baixos para o consumidor final.

 

Fonte: Exame

Idosa de 80 anos pousa avião após morte de marido piloto

Mulher, que nunca havia pilotado, voou por uma hora e pediu ajuda quando motor falhou

 

Uma mulher de 80 anos conseguiu pousar com sucesso um avião bimotor Cessna no Estado americano de Wisconsin após o seu marido, que pilotava a aeronave, desmaiar, informa nesta terça-feira o jornal britânica Daily Mail.

A idosa, que nunca havia pilotado anteriormente, manteve a aeronave no ar por cerca de uma hora e apenas pediu ajuda por rádio quando o pouco combustível fez um dos motores falhar. A mulher então conseguiu pousar em segurança na pista do aeroporto de Door County Cherryland. O incidente ocorreu na tarde de segunda-feira.

Segundo as autoridades locais, o marido foi pronunciado como morto posteriormente, enquanto a mulher sofreu apenas lesões leves resultantes de um pouso atribulado e foi tratada em um hospital nos arredores do aeroporto.

Ambev abre inscrições para Programa Trainee Industrial 4,3 mil de salário

Interessados em carreira de engenheiro industrial ou mestre cervejeiro serão selecionados

A Ambev abriu inscrições para a terceira edição do Programa de Trainee Industrial. Com cerca de 20 mil inscritos em 2011, a companhia vai selecionar, até 1º de maio, estudantes universitários interessados em uma carreira de engenheiro industrial ou mestre cervejeiro. Não há limite de vagas e o treinamento total tem duração de até 18 meses. Uma vez aprovados no processo seletivo, os trainees tornam-se imediatamente funcionários.

Estudantes de todo o país, formados desde o segundo semestre de 2010 ou que irão se formar em julho deste ano nos cursos de engenharia, química, farmácia, agronomia, biologia, ciências da alimentação e biotecnologia podem se inscrever pelo site. Entre os critérios analisados, estão: habilidade para gerenciamento de pessoas, interesse por desenvolvimento de novas tecnologias, negociação, capacidade de liderança, visão empreendedora, disponibilidade para viagens e mudanças de cidade, estado ou país, e inglês fluente.

Após o término das inscrições, os candidatos passarão por um teste online de português, inglês e raciocínio lógico; dinâmicas de grupo – que ocorrerão por todo o país – e farão entrevistas individuais. O treinamento começa em agosto e o salário inicial é de R$ 4.300,00 mais benefícios, como assistência médica, assistência odontológica, seguro de vida, previdência privada, vale refeição, vale transporte, 14º salário, entre outros.

A partir do segundo semestre, a companhia volta a abrir vagas, dessa vez para o Programa Trainee, que seleciona estudantes para todas as demais funções da companhia. Em 2011, o Programa Trainee contou com quase 74 mil inscrições.

http://www.traineeambev.com.br/ambev2011/2011/07/11/inscreva-se-no-programa-trainee-ambev-2012/

Pesquisa: Lula não foi midiático durante tratamento

Redação Comunique-se

Os internautas do Comunique-se não acreditam que o ex-presidente Lula usou o tratamento contra o câncer de laringe para ganhar destaque na política e na imprensa. Essa é a afirmação que pode ser feita com base na enquete que foi publicada na última quinta-feira, 29, e ficou aberta até a manhã desta segunda, 2.

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Lula enfrentou um câncer na laringe.

Das 1036 pessoas que participaram da enquete no decorrer desses cinco dias, 794 escolheram a opção “não” para a pergunta “O ex-presidente Lula usou o tratamento contra o câncer para obter espaço na mídia?”. O número representa 76,6% dos votos. 95 (9,2%) optaram pelo “sim”. 147 internautas, ou 14,2%, clicaram em ‘votar’ sem escolher nenhuma opção.

Além da votação, vencida pelo “não” – de que Lula não usou o tratamento para obter espaço na imprensa -, a enquete produzida pelo Comunique-se foi alvo de críticas nas redes sociais. No Twitter, a apresentadora da Rede TV, Paloma Tocci, publicou que o questionamento foi “pesado”. Jornalista da TV Esporte Interativo, Alexandre Gimenez discordou da pergunta e disse que houve uma “infelicidade sem tamanho”.

Editor do blog ‘O Cenário Político’, Luiz Domingues afirmou que o Brasil se tornou o país dos “intocáveis” e que o Comunique-se estava sendo criticado no Twitter e Facebook devido à criação de uma enquete. No último sábado, a Folha.com entrevistou Lula e trouxe a seguinte manchete atribuída à fala do ex-presidente: “Sem voz estaria morto”. A frase foi reproduzida por mais de 40 mil sites.

SUS: o paciente de R$ 800 mil

Matéria da Revista Época

A história do rapaz que recebe do SUS o tratamento mais caro do mundo revela um dos maiores desafios do Brasil: resolver o conflito entre o direito individual e o direito coletivo à saúde

CRISTIANE SEGATTO

Como Rafael Favaro ganhou uma briga jurídica e um tratamento de primeiro mundo

Quem acompanha o tratamento médico de Rafael Notarangeli Fávaro – um rapaz de 29 anos formado em gestão ambiental – se convence de que o sistema público de saúde no Brasil é um dos melhores do mundo. Sábado sim, sábado não, ele entra sozinho no próprio carro, um Meriva financiado, e dirige os 84 quilômetros que separam São José dos Campos de São Paulo. Sente-se tão bem-disposto que nem sequer precisa de acompanhante. É atendido com presteza e simpatia quando chega ao Hospital Sírio-Libanês, a instituição de elite famosa por cuidar da saúde das celebridades e dos figurões da República. No 2o andar, Rafael é instalado numa confortável poltrona de couro para receber, numa veia do braço direito, uma dose do tratamento mais caro do mundo. De acordo com um ranking elaborado pela revista americana Forbes, nenhum tratamento clínico é tão dispendioso quanto usar o medicamento Soliris (eculizumab) para amenizar as complicações de uma forma raríssima de anemia, denominada hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), causadora de vários problemas que podem levar à morte. O Soliris ainda não é vendido no Brasil. Importado, vem em pequenos frascos.

O PACIENTE Rafael Fávaro durante tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Para levar uma vida normal, ele tem  de tomar o remédio  para sempre  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
O PACIENTE
Rafael Fávaro durante tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Para levar uma vida normal, ele tem de tomar o remédio para sempre (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Cada vidrinho de 30 mililitros custa mais de R$ 11 mil. Em menos de meia hora, a corrente sanguínea de Rafael absorve o conteúdo de três frascos, diluído numa bolsa de soro. São R$ 35 mil a cada 15 dias. Cerca de R$ 70 mil por mês. Mais de R$ 800 mil por ano.

O remédio não cura, mas melhora a qualidade de vida. Se Rafael quiser continuar levando uma rotina normal, precisará receber o Soliris para sempre. Vida normal, no caso dele, significa acordar cedo e trabalhar em horário comercial numa empresa que faz geoprocessamento de imagens de satélite. No final do dia, voltar para casa a tempo de jantar com a mulher, Fabiana, no pequeno apartamento de São José dos Campos emprestado ao casal pelos pais dele. Rafael não precisa se preocupar com o aluguel. Nem com as despesas de seu tratamento. Em cinco anos, os gastos (apenas com o medicamento) ultrapassarão os R$ 4 milhões. Quem paga é o SUS, o Sistema Único de Saúde. Religiosamente. Sem atraso. Como ele conseguiu isso tudo? Como milhares de outros doentes em todo o Brasil, Rafael entrou na Justiça com uma ação contra o governo estadual.

Qualquer um que estivesse na pele dele provavelmente faria o mesmo. Aos 23 anos, recém-casado, ele sofreu uma trombose (formação de coágulos nos vasos sanguíneos que pode provocar infarto, AVC, insuficiência renal ou embolia pulmonar). Poderia ter morrido. Aquele foi apenas o evento mais grave de uma lista de problemas de saúde que o impossibilitavam de trabalhar e viver como um jovem normal. Enfrentou constantes e fortes dores abdominais, uma cirurgia para extrair 21 centímetros do intestino que haviam necrosado, anemia, sucessivas transfusões de sangue. Todo o sofrimento era decorrente da já citada HPN. De uma forma simplificada, pode-se dizer que a HPN é uma anemia crônica causada pela decomposição excessivamente rápida dos glóbulos vermelhos.

Quando recebeu o diagnóstico, Rafael descobriu que pacientes como ele podem ser submetidos a um transplante de medula. É uma alternativa muito mais barata (custa cerca de R$ 50 mil ao SUS) e a única capaz de curar. Apesar disso, nem sequer procurou um doador. Como o tratamento mais caro do mundo estava ao alcance das mãos, considerou que valia a pena optar pela nova droga e evitar os riscos da solução tradicional. O transplante cura metade das pessoas que têm HPN. Mas 30% podem morrer ou ter alguma complicação grave. O Soliris não cura, mas reduz a destruição dos glóbulos vermelhos e os sintomas da doença. Ainda assim, não elimina totalmente o risco de trombose. É por isso que Rafael também precisa tomar anticoagulante para sempre.

Se tivesse de pagar o tratamento do próprio bolso, importar o remédio estaria fora de cogitação. Faria o transplante pelo SUS e teria fé na cura. Várias pessoas, no entanto, o incentivaram a tentar conseguir o Soliris pela via judicial. Um médico de São José dos Campos o encaminhou à capital para ser atendido de graça pelo hematologista Celso Arrais Rodrigues, do Sírio-Libanês. Rodrigues explicou como o Soliris funcionava e indicou uma advogada que entrara com ações contra a Secretaria Estadual de Saúde em nome de outros pacientes. Rodrigues afirma que decidiu cuidar de Rafael e de outros pacientes de HPN sem cobrar nada, por mero interesse científico. Graças a Rodrigues, eles foram incluídos no programa de filantropia do Sírio-Libanês e, por isso, o tratamento inteiro é feito no hospital cinco estrelas. Para o Sírio, o atendimento de doentes como Rafael é vantajoso, porque garante isenção de alguns impostos federais. No final das contas, quem paga o tratamento do rapaz num dos melhores hospitais do Brasil é o contribuinte.

O hematologista Rodrigues diz não ter vínculos com a fabricante do remédio, a americana Alexion. Mas é pago por ela para dar aulas sobre HPN. “A empresa junta um grupo de médicos e me paga para falar sobre a doença e o tratamento”, afirma. Rodrigues indicou a Rafael a advogada Fernanda Tavares Gimenez. Ela é remunerada pela Associação Brasileira de HPN, uma ONG de pacientes que recebe apoio financeiro da Alexion. Fernanda diz cobrar cerca de R$ 5 mil de cada cliente. “No caso do Soliris, não tenho causa perdida”, afirma.

O GESTOR Giovanni Cerri, secretário estadual de Saúde de São Paulo. “A judicialização  da saúde é uma injustiça.  Os mais ricos desviam recursos dos mais pobres”, diz  (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)O GESTOR
Giovanni Cerri, secretário estadual de Saúde de São Paulo. “A judicialização da saúde é uma injustiça. Os mais ricos desviam recursos dos mais pobres”, diz (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)

A estratégia é insistir no argumento da urgência e sustentar que, sem o remédio, a morte do paciente é iminente. “Sou uma advogada que sai da cadeira. Marco audiências com juízes e desembargadores e explico o caso do paciente pessoalmente.” Alguns magistrados se sensibilizam. Outros, não. São minoria. No ano passado, o governo estadual foi obrigado a fornecer o Soliris a 34 pacientes. Fernanda foi a advogada de 28 deles.

“Isso virou uma grande indústria. Alguns médicos recebem estímulos do fabricante(viagens, benefícios) para prescrever medicamentos de alto custo. As empresas financiam as ONGs de pacientes e a isso tudo se associam os advogados”, diz o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Giovanni Guido Cerri. O ponto de vista de quem enfrenta uma doença grave é outro. “Todos os brasileiros deveriam ter o atendimento que estou recebendo. Não sou melhor que ninguém, mas sinceramente não sei qual é o critério do governo para decidir quem deve viver e quem deve morrer”, diz Rafael.

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