Arquivo do dia: fevereiro 7, 2012

Fiocruz pesquisa preferência das brasileiras pela cesariana

O estudo, encomendado pelo Ministério da Saúde para ajudar a fortalecer a Rede Cegonha ,entrevistará 24 mil mulheres no pós-parto. Embora ministério preconize o parto normal, cesarianas chegam a 52% no país.

Para descobrir o porquê da preferência de muitas brasileiras pelo parto cirúrgico, a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, está coordenando a pesquisa “Nascer Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento”. O estudo vai entrevistar 24 mil mulheres em situação de pós-parto. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam aumento no número de cesarianas.

Com base nesses dados, o Ministério da Saúde espera fortalecer ainda mais a estratégia da Rede Cegonha, ação que tem entre os objetivos melhorar a qualidade do pré-natal e do parto no Brasil.

A coordenadora da pesquisa, Maria do Carmo Leal, explica que um dos problemas observados no Brasil é que o serviço onde a mulher realiza todas as consultas do pré-natal não efetua uma conexão direta com o hospital onde ela deverá realizar o parto. Por isso, a mulher acaba tendo que buscar o hospital por conta própria, o que não é recomendado pelo Ministério da Saúde.  A estratégia Rede Cegonha também visa garantir a vinculação da gestante à maternidade do dia do parto.

A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Silvana Granado, explica que, no caso das mães que optaram passar por uma cesárea, será questionado o motivo da escolha.

“A gente entrevista a mãe no pós-parto na própria maternidade e pergunta um pouco sobre a história estética dela, quantas vezes ela ficou grávida, quantos filhos ela já teve. Para ver a idade gestacional que esse neném está nascendo e se foi parto normal ou cesariana”, diz a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Silvana Granado. Ela explica que a pesquisa também verificará qual indicação médica e a preferência pelo tipo de parto, onde ela fez o pré-natal, se foi o mesmo profissional que fez o parto. Com base nessas informações, as responsáveis pela pesquisa esperam também subsidiar o Ministério nas políticas públicas já existentes que pretendem reduzir os índices de cesarianas.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2010, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais. Enquanto em 2009 o país alcançava uma proporção de 50% de partos cesáreos, em 2010, a taxa subiu para 52%. Na rede privada, o índice de partos cesáreos chega a 82% e na rede pública, 37%.

Estudos comprovam que as chamadas “cesáreas eletivas” são as que representam maior risco. Nesse tipo de parto, a mãe agenda o dia do nascimento e o bebê nasce sem que ela entre em trabalho de parto, o que pode causar problemas de saúde, principalmente respiratórios, na criança.

REDE CEGONHA – A estratégia, lançada em 2011, reforça as estruturas da rede pública para incentivar o parto normal. O Ministério da Saúde já liberou R$ 213 milhões para os primeiros estados que tiveram seus planos aprovados: Bahia, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Esses estados foram os primeiros a receber recursos para custeio dos Centros de Parto Normal, de Casas da Gestante, do Bebê e da Puérpera e Maternidades, além da qualificação de leitos de Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Canguru e leitos obstétricos para atenção à gestante de alto risco. Até agora, dezessete estados e 800 municípios já aderiram à estratégia

Reciprocidade: Brasil dará o troco aos espanhóis


A partir de abril, espanhóis que chegarem ao Brasil terão outro tratamento, depois de anos de maus-tratos e humilhação dados ao pessoal daqui, em aeroportos de lá. Terão de exibir à Polícia Federal o mesmo que exigem dos brasileiros para entrar na União Européia: passagens com ida e volta marcadas, mínimo de R$ 170 por dia, hotel reservado ou carta de apresentação de quem vai hospedá-lo no país, registrada em cartório.

Para os espanhóis que tentam escapar da crise financeira que assola a Europa – e a Espanha está entre os principais países atingidos – será um golpe duro. Também executivos de lá contratados para trabalhar no Brasil deverão cumprir novas e maiores exigências. O Planalto começa a agir porque acha que a vinda de imigrantes europeus vai aumentar por conta da crise.

Campeãs
Enquanto a Espanha emite sinais de que está sendo asfixiada pela crise financeira que assola a Europa, as maiores empresas de lá que atuam no Brasil permanecem na liderança dos rankings de reclamações do Procon, por mau atendimento. No bloco dos bancos, o Santander está entre os primeiros e chega a exageros de ter até dois escritórios de advocacia para processarem uma mesma empresa com problemas. Nas comunicações, Telefónica e Vivo são sinônimos de práticas condenáveis e agora, até a TVA está ameaçada.

Itaú fecha a Redecard

O Itaú Unibanco vai fechar o capital da Redecard, comprando os 49,9% da empresa hoje em mãos de outros acionistas por um valor total de até R$ 11,77 bilhões.

O maior banco privado do país, que teve lucro líquido de R$ 14,6 bilhões em 2011, busca com o movimento melhorar a competitividade de sua operadora de cartões.

Não são esperadas sinergias significativas, uma vez que diversas operações da empresa de cartões já estão integradas ao banco.

O anúncio ocorre depois que a Redecard encerrou o quarto trimestre de 2011 com lucro líquido acima do esperado, a R$ 457 milhões.

Analistas ouvidos pela Exame.com afirmam que a decisão de fechar uma companhia com boa performance no mercado financeiro – alta de 40% no Ibovespa em um ano cuja média foi queda de 18% – pegou o mercado de surpresa.

Mercado em ebulição

Depois do fim da exclusividade das bandeiras Visa e Mastercard com as operadoras Cielo e Redecard, em julho de 2010, o mercado brasileiros de processamento de cartões começou a entrar em ebulição.

A Elavon, segunda maior credenciadora de cartões dos Estados Unidos, com mais de US$ 270 bilhões em transações anuais, já está em fase de testes no país.

A meta da Elavon é ter 15% do mercado nacional até 2015. Até o momento a empresa já fechou por meio do Citibank com oito grandes clientes – entre eles a Walmart – 20 médias e 500 de pequeno porte.

A entrada dos americanos, que no ano passado faturaram estimados US$ 5 bilhões – o mercado brasileiro inteiro no período foi de R$ 542 bilhões – representa mais um concorrente para os gaúchos da GetNet.

A empresa, que já processava cartões privados, ampliou muito seu mercado potencial ao fechar um acordo com o Santander em março de 2010, mas até agora ambos só conquistaram 1,5% do mercado, deixando o resto em mãos do antigo duopólio Cielo e Redecard.

O banco espanhol, no entanto, promete uma reação. Executivos do banco revelaram no começo do ano planos de quintuplicar sua participação de mercado de cartões.

Baguete

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