PresidentA Dilma pode virar Lei


Está na pauta da CCJ da Câmara nesta quarta-feira um projeto da ex-senadora Serys Slhessarenko que vai deixar Dilma Rousseff feliz.

Apresentado em 2009, o texto determina o uso obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas. Ou seja, o “presidenta” de Dilma Rousseff vai virar lei e não mais um termo opcional como uma vez José Sarney ensinou à Marta Suplicy em plena sessão do Senado.

O relator de matéria tão interessante para Dilma é nada menos do que ele… Paulo Maluf.

Durante a campanha eleitoral, o PT (Partido dos Trabalhadores) optou pela forma “presidenta”, estratégia cujo intento foi o de tão somente reforçar o fato de que Dilma, na condição de eleita, tornaria algo até então concebido como inédito na história do país, efetivamente materializado.

Partindo dessa premissa, há que se mencionar acerca das controvérsias oriundas do emprego de ambos os termos, dadas as divergências proferidas por renomados gramáticos. A título de representá-los, citamos Celso Cunha, o qual ressalta que o feminino (relativo à presidenta) ainda se apresenta com curso restrito no idioma, em se tratando do Brasil; Evanildo Bechara, assim como Luís Antônio Sacconi, os quais admitem como corretas as duas formas; João Ribeiro ressalta que “o uso de formar femininos em “enta” dos nomes em “ente”, como presidenta, almiranta, infanta, tem-se pouco generalizado”. Não deixando de mencionar as palavras de Domingos Paschoal Cegalla, revelando que “presidenta” é a forma correta e dicionarizada, ao lado de presidente.

Em consonância com tais afirmações, é importante lembrar que a recorrência a que se concerne o termo “presidente” se deve ao fato de que mediante os postulados gramaticais existe uma forma comum, tanto para o gênero masculino quanto para o feminino, os chamados substantivos comuns de dois gêneros, tais como: o artista – a artista; o jovem – a jovem; o estudante – a estudante. Constatamos, pois, que a diferenciação se dá mediante o emprego de apenas um termo que o determina, ou seja, os artigos (o/a). Entretanto, há palavras que admitem ambas as formas, como é ocaso de “o chefe – a chefe ou ainda, a chefa”. Assim como é o caso de “a parente – o parente, bem como a parenta”, consequentemente, a presidenta.

Tais elucidações nos levam a crer que ao lado da forma representada pelo termo “presidente” encontra-se também aquela constituída por “presidenta” que, segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), caracteriza-se como um substantivo feminino. Concebida, portanto, como oficialmente permitida por todos os usuários.

Por Vânia Duart

Via radar/Lauro Jardim

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