Empresas investem em energia alternativa e aguardam por leilões


A implantação da energia eólica na matriz energética brasileira tem sido um sucesso desde sua adoção. Agora a expectativa é de que a energia solar também seja uma alternativa viável ao país. A empresa Rio Alto Energia é uma das que estão investindo nesta fonte renovável de energia.

Nesta ocasião, a energia eólica foi negociada por menos de R$ 100 o MWh. Na Espanha, por exemplo, o valor da energia solar é de aproximadamente R$ 686 o MWh.

Segundo Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, o projeto não está em execução porque não existe ainda, previsão legal para a participação deste tipo de energia em leilões. E acrescenta que “é questão de tempo para a solar participar dos leilões. Falta massa crítica, projetos suficientes para um leilão”.

O projeto desenvolvido pelos empresários Rafael Brandão, Sergio Reinas e Edmond Farhat prevê a instalação de uma usina termo solar com capacidade para gerar 50 megawatts, no sertão da Paraíba. Com parceria firmada com o Banco Paulista, estima-se que o investimento para o empreendimento seja de R$ 350 milhões.

Em entrevista ao Valor Econômico, Reinas afirmou: “Teríamos tido condições de competir no último leilão. Já temos licença de instalação emitida, negociações com fornecedores como a Siemens caminhando e também de financiamento com o Banco do Nordeste.”

De acordo com os empresários o Brasil oferece um preço mais competitivo que a Europa pelo custo da terra. Para a produção solar em larga escala é necessário contar com grandes áreas. Corema, um dos projetos da empresa usa 60 hectares. Em 12 horas de funcionamento, tendo como fonte a energia direta do sol e a biomassa, a usina é capaz de operar com 60% de sua capacidade.

O objetivo é criar um tipo de estufa, onde as turbinas solares ficam dispostas a dois metros acima do solo possibilitando deste modo, a plantação na área. De acordo com os desenvolvedores do projeto esse modelo é comum nos Estados Unidos.

A tecnologia a ser utilizada, de polímero flexível, para substituir o espelho destas unidades termo solares será norte-americana. O projeto está em fase avançada, e a empresa tem ainda 250 MW em outros projetos a serem desenvolvidos.

Informações do Valor Econômico

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