Porto Alegre: vazamento radioativo pode ter causado mortes em hospital


Após receber denúncia de um suposto vazamento radioativo, uma comitiva de vereadores de Porto Alegre visita na tarde desta sexta-feira o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) da capital gaúcha, umas principais instituições de saúde do Estado. Nesta semana, documentos foram encaminhados à Câmara, com laudos de técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), indicando que equipamentos do setor de raio-x do local estariam sucateados. Os vereadores também receberam informações de que dois funcionários do HPS morreram de câncer no mês passado, e a suspeita é de que a radiação tenha sido determinante para acelerar a doença.

A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, rechaça a hipóteses de um vazamento e contesta os laudos independentes realizados no local. Segundo a pasta, análises oficiais ocorreram na sala de raio-x e foi descartado o risco de vazamento. A secretaria, contudo, informou que, recentemente, consertou dois aparelhos do local que apresentavam problemas, mas não conseguiu identificar a falha em um tomógrafo que segue estragado.

Até as 15h, o titular da pasta, Carlos Henrique Casartelli, e mebros da direção do HPS davam explicações ao vereadores sobre a denúncia. A secretaria não quis se manifestar sobre as mortes, por entender não ser um assunto da pasta, e ainda não confirma se eles trabalhavam no setor de raio-x.

Técnicos do serviço de radiologia do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS) encaminharam denúncia à Câmara de Vereadores da capital, informando que os equipamentos de raio-X disponíveis na instituição apresentam vazamento e estão funcionando em meio a péssimas condições de higiene.

A denúncia foi veiculada pelo site do jornal Correio do Povo nesta quarta-feira. A matéria cita uma servidora – que pediu para não ser identificada – dizendo que há laudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) atestando o problema.

Segundo a denúncia encaminhada aos vereadores, cinco equipamentos de raio-X foram instalados em 1944 (ano de fundação do hospital), mas apenas dois funcionam até hoje e não há manutenção dos equipamentos. Segundo a mesma servidora, os aparelhos apresentam vazamento de radiação. “Mês passado, dois colegas morreram de câncer. Eu também já tive câncer. Está vazando radiação”, disse a servidora.

Terra/ e RS Urgente

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