Arquivo do dia: agosto 9, 2011

Michelle Obama aprova novo menu do McDonald’s

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, líder na luta contra a obesidade infantil, aprovou o novo menu infantil da rede de restaurantes McDonald’s, que inclui mais frutas e menos batatas fritas.

“Este é um passo na luta contra a obesidade infantil. O McDonald’s está mudando seu menu. Espero ver os avanços nos compromissos anunciados hoje e a continuação desses esforços nos próximos anos”, disse a primeira dama.

O presidente do McDonald’s nos Estados Unidos, Jan Fields, anunciou nesta terça-feira mudanças na composição do menu infantil no país, reduzindo em 20% as calorias, em meio a “compromissos (da rede) para oferecer pratos mais equilibrados”.

Um saco de maças já cortadas será incluído automaticamente no menu de todas as crianças, junto com uma bebida achocolatada feita com leite desnatado. Aqueles que não quiseram a bebida receberam dois sacos de maçãs. Além disso, a porção de batatas fritas será menor.

O novo menu será lançado em setembro, e se espera que 14.000 sucursais da rede nos Estados Unidos o ofereçam no início de 2012.

O McDonald’s dos Estados também anunciou uma campanha nutricional em 2012, uma redução do sal em 2015 e uma diminuição do açúcar e das gorduras para 2020.

Michelle Obama impulsionou no início de 2010 a campanha “Let’s move” (“vamos nos mexer”), que movimenta o setor público e privado contra a obesidade infantil, um mal que afeta 32% das crianças americanas.

Vírus do Oeste do Nilo chega ao Brasil pela primeira vez

DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ

Febre do Nilo

A Grande Esfinge de Gizé é uma enorme esfinge (estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana) situada no norte do Egito no planalto de Gizé na margem oeste do rio Nilo, nas cercanias da atual metrópole do Cairo. É desta região que provém o vírus que está deixando os brasileiros de cabelo em pé.

Um estudo pioneiro do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmou a presença do vírus do Oeste do Nilo (WNV, na sigla em inglês) no Brasil. A pesquisa encontrou evidências sorológicas em cavalos do Pantanal.

Causador da febre do Oeste do Nilo, preocupação constante em países do continente africano e asiático, o vírus pode infectar humanos e animais e é transmitido através da picada de mosquitos que tenham se alimentado de aves infectadas, geralmente migratórias.

No continente americano, a doença chegou no final da década de 90 nos Estados Unidos e se espalhou rapidamente pelas Américas do Norte e Latina.

Da África para a América

Há relatos recentes de evidências de atividades sorológicas do vírus na Colômbia, Venezuela e especialmente na Argentina, onde anticorpos do vírus foram detectados em aves.

O WNV foi isolado pela primeira vez na América do Sul a partir da análise de cavalos mortos por encefalite na Argentina, em 2006.

O pesquisador Alex Pauvolid-Corrêa, que realizou o estudo, falou sobre a importância da investigação para a vigilância epidemiológica da doença no país e aponta os desafios a serem enfrentados para controlar a circulação do vírus na região onde a houve a confirmação de sua presença e, consequentemente, em outras regiões do Brasil.

Evidências sorológicas foram encontradas em cavalos do Pantanal. Além desses animais, outros reservatórios foram analisados? A investigação será estendida aos pássaros?

De acordo com o que vem sendo descrito em outros países onde há circulação de WNV, a busca por eventuais hospedeiros amplificadores de WNV no Brasil deve continuar sendo baseada em amostras de aves de áreas reconhecidas como rotas de migração para algumas espécies.

A pesquisa deverá envolver não somente a pesquisa em espécies migratórias, como também em espécies residentes destas regiões que compartilham as mesmas condições ecológicas locais.

A vigilância por WNV em aves que circulam no Pantanal seria muito importante, considerando as evidências sorológicas da circulação de WNV em equinos da região. A detecção de mortandade de diferentes espécies de aves foi utilizada como um importante marcador da circulação de WNV nos EUA.

Entretanto, no momento, nossas análises estão sendo direcionadas para a tentativa de isolamento viral a partir de amostras de mosquitos coletados no Pantanal em diferentes períodos e anos.

A hipótese dos jacarés estarem infectados está descartada?

Não há evidência sorológica da circulação de WNV em jacarés do Pantanal.

Entretanto, considerando as características biológicas da espécie na região, a sua intensa e constante presença durante os distintos períodos de seca e cheia, o que permite aos indivíduos um contato contínuo com populações de diversas espécies de potenciais vetores, bem como as evidências de que indivíduos jovens de aligator americano quando em altas concentrações podem participar como hospedeiros amplificadores no ciclo de transmissão de WNV em algumas regiões do EUA, estudos mais abrangentes envolvendo jacaré do Pantanal precisam ser conduzidos para descartar sua eventual participação no ciclo de transmissão de WNV na região.

O vírus não foi encontrado nos mosquitos analisados. Qual a explicação para este fato?

A detecção de arbovírus em mosquitos é difícil, mesmo em espécimes capturados durante epidemias. Normalmente, apenas um percentual muito pequeno dos grupos de mosquitos avaliados em um estudo é positivo.

Considerando-se que na região existe uma grande flutuação das populações de mosquitos de diferentes espécies de acordo com a época do ano, um estudo mais abrangente envolvendo a captura de um maior número de espécimes em diferentes períodos e anos foi conduzido. As análises destas novas amostras estão em andamento para um melhor estudo da circulação viral em diferentes espécies de potenciais vetores.

Quais espécies serviriam como vetores da doença no país?

Não há como precisar quais as espécies de culicídeos serviriam como vetores de WNV no país, uma vez que o vírus tem sido reportado em muitas espécies de diferentes gêneros em áreas onde há circulação viral.

Além disso, a detecção das espécies de vetores envolvidas em ciclos de transmissão de WNV nas Américas Central e do Sul não é comumente reportada.

Entretanto, as espécies do gênero Culex, que incluiu o pernilongo comum, têm apresentado maior relevância no ciclo de transmissão de WNV em outras regiões, principalmente nos EUA.

Qual é o risco do vírus causar surtos ou até epidemias como as que já ocorreram no Hemisfério Norte? Existe algum fator que poderia alterar o perfil de propagação do vírus?

Estabelecer um risco para a ocorrência de surtos ou epidemias por arbovírus em um bioma, como o do Pantanal, que apresenta tantas características ecológicas peculiares e próprias, é difícil.

Entretanto, considerando alguns fatos observados em outros modelos de transmissão vetorial de diferentes biomas, a degradação ambiental através do desflorestamento, plantação de pastos exóticos e modificação de coleções de água para atender a demanda da pecuária local poderiam alterar as sensíveis relações ecológicas em equilíbrio na região, o que poderia favorecer determinadas espécies potencialmente vetoras e consequentemente ser considerado como um fator de risco para a ocorrência ou intensificação de casos clínicos causados por infecção por arbovírus na região, principalmente em populações animais como equinos e aves, considerando a baixa densidade demográfica da região.

Até o momento, a evidência sorológica da circulação de WNV no Brasil se restringe a uma determinada área do Pantanal brasileiro. Entretanto considerando-se a ocorrência de ciclos de transmissão de WNV em diferentes áreas urbanas nos EUA, a vigilância para a circulação de WNV em áreas urbanizadas no Brasil também precisaria ser considerada.

Classe média brasileira é feminina, branca e tem mais de 25 anos

A nova classe média brasileira, formada por 95 milhões de pessoas, tem a maioria feminina (51%), branca (52%) e é predominantemente adulta, com mais de 25 anos (63%). Os dados são da  Pesquisa de Amostra Domiciliar (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) antes do Censo 2010, e agora recompilados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.

O levantamento foi feito para estabelecer o perfil da classe C – que, na última década, teve o ingresso de 31 milhões de pessoas e tornou o estrato social mais volumoso do País. A renda familiar da classe média varia de R$ 1 mil a R$ 4 mil mensais.

Perfil

Segundo os dados, a nova classe média é majoritariamente urbana (89%) e, em sua maioria, está nas regiões Sul (61%), Sudeste (59%) e Centro-Oeste (56%). O percentual da população nesse estrato social é maior em cidades de pequeno porte (45%), com menos de 100 mil habitantes, do que em regiões metropolitanas (32%) e em cidades de médio porte (23%).

Os dados educacionais revelam que 99% das crianças e adolescentes (7 a 14 anos) da classe média frequentam a escola. A proporção é a mesma que a da classe alta. A frequência escolar nas faixas etárias mais elevadas é, no entanto, comparativamente menor. Na classe alta, 95% dos jovens de 15 a 17 anos e 54% dos adultos de 18 a 24 anos frequentam escola; enquanto, na classe emergente, os percentuais caem para 87% e 28%, respectivamente.

Conforme a SAE, seis em cada dez pessoas da classe C estão empregadas. A maioria dessas tem registro formal (42% com carteira assinada e 11% como funcionário público); 19% trabalham sem registro; outros19% trabalham por conta própria; 3% são empregadores; e 6% não são remunerados. O perfil de formalização da classe C (53%) está acima da média nacional (47%), mas, na classe alta, o índice de formalização é maior, 59%.
Ainda conforme os dados compilados da Pnad 2009, três quartos da classe C moram em casa própria, sendo 99% dos domicílios de alvenaria ou madeira aparelhada; com forro ou cobertura de laje, telhado ou madeira aparelhada. Os dados analisados pela SAE serão publicados no site da SAE.

Brasil é recordista em número de raios

As tempestades severas como as ocorridas no início do ano na região serrana do Rio serão cada vez mais comuns e violentas no Brasil, segundo um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em parceria com a entidade norte-americana Massachussets Institute of Technology (MIT). Para evitar que as tempestades se tornem catástrofes climáticas, o país está desenvolvendo novas tecnologias, dentre elas, a segunda maior rede do mundo de monitoramento de raios e a maior da região tropical do planeta. A maior dessas redes, atualmente, é a dos Estados Unidos.

O anúncio foi feito hoje (8) durante a 14ª Conferência Internacional de Eletricidade Atmosférica no Rio de Janeiro, considerado o maior evento mundial sobre o tema.

De acordo com engenheiro Osmar Pinto Júnior, coordenador do evento e do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Inpe, a rede BrasilDAT, desenvolvida pelo Inpe e pela Eletrobras Furnas, cobrirá, com 75 novos sensores e 33 já existentes, todo o território nacional e irá identificar descargas elétricas no solo e nas nuvens, associadas às tempestades.

A Região Sudeste já está coberta pela rede e a previsão é que as regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste estejam cobertas até julho de 2012. A rede deve custar cerca de R$ 10 milhões aos cofres públicos.

O Brasil é recordista em número de raios que atingem o solo em todo o planeta, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano, responsáveis pela morte de uma média de 130 pessoas, além de prejuízo de R$ 1 bilhão aos setores público e privado. A cada 50 pessoas que morrem no mundo por causa de raios, uma reside no Brasil.

Osmar ressaltou, no entanto, que é fundamental uma interligação entre a Defesa Civil, as prefeituras e o setor elétrico na prevenção de tragédias e a criação de uma legislação voltada para a proteção das redes elétricas de distribuição contra desastres naturais.

Ele criticou o fato de as empresas de energia serem penalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em casos que envolvem desastres naturais quando, na verdade, não existe uma legislação que dê suporte para as redes de distribuição nas cidades. “Deve haver a compreensão de que, em uma catástrofe, a empresa não pode ser culpada, ela precisa de uma legislação que dê suporte para enfrentar um problema como esse.”

Teste rápido identifica tuberculose em amostra de urina

Certos compostos orgânicos voláteis em pacientes infectados produzem padrões únicos como impressões digitais

Teste rápido que detecta e monitora o tratamento da tuberculose (TB) está sendo desenvolvido, de acordo com artigo publicado na revista norte-americana Analytical Chemistry. Os líderes da equipe, Virander Singh Chauhan e Ranjan Nanda Kumar, explicam que 10 milhões de pessoas contraem a doença a cada ano e 3 milhões morrem com a doença em todo o mundo, sendo a maioria em países pobres.

A tuberculose é atualmente diagnosticada a partir da identificação da bactéria em amostras de sangue ou escarro. No entanto, os resultados desses testes podem levar semanas para ficarem prontos. Os exames atuais também exigem pessoal especialmente treinado e equipamentos caros, que nem sempre estão disponíveis.

Os autores afirmam ter elaborado um novo teste que acaba com esses inconvenientes. Eles analisaram os compostos orgânicos voláteis presentes na urina de pacientes infectados e compararam a concentração com voluntários saudáveis. Os exames identificaram que certos compostos orgânicos voláteis na urina de pacientes tuberculosos produzem um padrão distinto que pode ser identificado, similar aos padrões únicos de impressões digitais.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, é criar um dispositivo capaz de detectar a tuberculose a partir de amostras de urina.

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