Arquivo do dia: junho 23, 2011

Inventos: Seminário Porque Landell de Moura foi inovador?

Para comemorar o Ano da Inovação Padre Cientista Landell de Moura, a UFRGS realiza o seminário de extensão com o tema “Por que Padre Landell de Moura foi inovador?”.

A atividade é destinada à formação de estudantes universitários e de professores da educação básica e profissional, e também é aberta ao público em geral. As inscrições são gratuitas através do site do Museu da UFRGS.

Nascido em Porto Alegre, em 1861, Landell de Moura é considerado percursor do rádio, da televisão e do teletipo, entre outras descobertas importantes. A primeira transmissão da voz humana por onda eletromagnética, no final do século 19, foi feita por ele. Entretanto, na época, o padre gaúcho não obteve reconhecimento do governo e da população.

O Seminário será composto por quatro paineis que irão abordar os seguintes tópicos: Contexto sócio-cultural na virada do século XIX/XX,  Artes e Ofícios: ciência e tecnologia, Estado e Igreja: trajetórias de um padre cientista e  Comunicação: inovação e a construção da aldeia global. Os encontros serão realizados às 19h, na Sala II do Salão de Atos da UFRGS. A curadoria é do professor Altamiro Susin.

Três mostras também fazem parte da programação. Nos dias do seminário, haverá no saguão do Salão de Atos uma exposição de rádios antigos oriundos do Museu do Rádio, equipamentos do acervo da Rádio da Universidade e uma estação de rádio do Clube de Radioamadores do Colégio Militar e da Escola Parobé. No dia 15 de agosto, às 18h, acontece a inauguração da estação radioamadora da Escola de Engenharia.

No dia 11 de setembro, será inaugurada no Planetário Prof. José Baptista Pereira, às 17h, a mostra itinerante “Por que Padre Landell de Moura foi inovador?”.  O projeto apresenta ao público paineis com informações sobre a história de Landell de Moura e vai estar disponível para o agendamento de escolas e instituições. O encerramento da programação acontece em 5 de novembro, das 9 às 17h, com uma mostra de experimentos, que também vai ser exibida no Planetário.

O evento é uma ação conjunta entre PROPESQ (Pró-Reitoria de Pesquisa) e PROREXT (Pró-Reitoria de Extensão), através do Museu da UFRGS e do Planetário Prof. José Baptista Pereira. São parceiros Salão de Atos da UFRGS, Rádio da Universidade, UFRGSTV, Museu do Rádio, Escola de Engenharia da UFRGS, Memorial Landell de Moura, Clube de Radioamadores do Colégio Militar de Porto Alegre, Clube de Radioamadores Clube de Radioamadores da Escola Estadual Técnica Parobé e Prefeitura de Porto Alegre.

Local de realização: Sala II do Salão de Atos da UFRGS, 19h, Dia 22 de junho de 2011 (quarta-feira) – Painel I – Contexto sócio-cultural na virada do século XIX/XX

Dia 08 de julho de 2011 (sexta-feira) – Painel II – Artes e Ofícios: ciência e tecnologia

Dia 08 de setembro de 2011 (quinta-feira) – Painel III – Estado e Igreja: trajetórias de um padre cientista

Dia 05 de outubro de 2011 (quarta-feira) – Painel IV – Comunicação: inovação e a construção da aldeia global

As atividades terão entrada franca, mas a emissão de certificados será feita mediante o recolhimento da taxa de R$ 4,00. Em breve, as inscrições estarão disponíveis no site do Museu da UFRGS: www.museu.ufrgs.br.

Contato para informações: Museu da UFRGS: (51) 3308-3390 ou 3308-4022.

Salmão chileno recebe cor no Brasil

Durante o 12º Congresso de Agrobusiness, promovido pela Sociedade Nacional de Agricultura, no Rio, encerrado ontem,  o ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes afirmou em plenário que o salmão chileno é de cor cinza e que, para ostentar coloração rosada, recebe aplicação de uma tintura chamada astachantina e mais  um elemento fixador – motivos que levaram os Estados Unidos a impor sanções a esse produto de origem chilena.

Os Estados Unidos encaram o salmão chileno como um perigo para a saúde dos americanos.

A agricultura do salmão existe em diversas formas. O salmão pode ser cultivado no mar, onde a sua dieta é parcialmente natural, mas tambem com alimentos adicionais. Outro meio de cultivar o salmão é em tanques em terra. Neste caso eles nao comem uma dieta natural, mas recebem peixe alimentar. Entretanto, sem camarão ou outra fonte de astaxantina, o salmão permanecera branco. O consumidor não deseja isto, o que significa que a astaxantina terá que ser adicionada ao peixe alimentar.

A astaxantina é feita por várias espécies de alga e de plankton. Estes são ingeridos por muitas espécies incluindo os crustáceos aquáticos, entre estes encontram-se os camarões, que armazenam o pigmento na sua concha, resultando numa cor, côr-de-rosa avermelhado no seu exterior. Os crustáceos por posteriori são comidos por peixes (salmão, truta) ou pássaros (flamingo, ibis vermelho).

A Astaxantina é quimicamente feita de caroteno. Esta é a fonte mais comum de astaxantina para o alimento dos peixes. Outras possibilidades são: adicionando desperdício de camarão ou entao adicionando um pó feito de leveduras que produzem a astaxantina. Entretanto, os últimos dois métodos são consideravelmente mais caros, e é por isso que a astaxantina, feita quimicamente é pricipalmente a mais usada. Esta é quimicamente diferente (imagem no espelho da astaxantina natural) mas para o salmão ou para os homens não faz diferença nenhuma.

E nós, aqui, como ficamos?

Anna Ramalho

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