Arquivo do dia: maio 9, 2011

Amantes de jazz terão dois meses de festivais no Brasil

Eventos ocupam a agenda cultural dos meses de maio e junho em São Paulo; até o Natura Musical, não especializado, destaca-se com a apresentação de Jamie Cullum, conhecido por um jazz pop e contemporâneo.

Wayne Shorter, saxofonista americano que fez parte da banda de Miles Davis

Wayne Shorter, saxofonista americano fez parte da banda de Miles Davis

Enquanto fãs do bom e velho rock ‘n roll reclamam da programação do mais tradicional festival do gênero no país, o Rock in Rio – marcado para setembro – os amantes do jazz terão que se preocupar apenas com o bolso para dar conta de todas as atrações previstas para maio e junho.

A temporada é aberta pela cantora americana Dee Dee Bridgewater, premiada pelo Grammy no ano passado como melhor cantora de jazz pelo disco em homenagem a Billie Holiday, Eleanora Fagan (1915-1959): To Billie With Love From Dee Dee.

Considerada uma das grandes divas do jazz, Dee Dee é uma das atrações do festival Jazz na Fábrica, que acontecerá no Sesc do bairro da Pompéia, em São Paulo.

Os ingressos começam a ser vendidos amanhã e tem valores que variam de acordo com as atrações – as mais caras não passam de R$ 32.

O evento perdura por todo o mês de maio e se destaca pela criatividade em aproximar bandas nacionais das internacionais em jam sessions a exemplos da Hurtmold (de São Paulo) que dividirá o palco com a Fire! (da Suécia).

Na sequência, os jazzistas de plantão terão que desembolsar trocados um pouco mais generosos para ver apresentações ao vivo dos saxofonistas Wayne Shorter, Billy Harper e Joshua Redman, listados para apresentações no BMW Jazz Festival, entre 10 e 12 de junho, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Shorter é uma lenda do jazz. Participou de gravações históricas com Art Blakey, no fim dos anos 1950, e com Miles Davis, entre os anos 1960 e 1970.

Foi convidado para ingressar no quinteto de Davis para substituir ninguém menos que John Coltrane, quando ele saiu em carreira solo.

O convite foi recusado pela falta de disponibilidade de Shorter e só se concretizou em 1964, quando finalmente Davis o convenceu a entrar na banda, que contava na época com Ron Carter, Tony Williams e Herbie Hancock.

O mesmo festival terá entre as atrações a cantora americana Sharon Jones, que se apresentará com a banda The Dap Kings, famosa pela parceria com Amy Winehouse no disco Back to Black, responsável por alçar a “cantora-problema” a ícone da música pop.

Ainda que não seja festival de jazz na essência, o Natura Musical, entre 21 e 22 deste mês, trará Jamie Cullum, um dos músicos mais carismáticos do jazz contemporâneo que mistura ritmos como o pop e o rock.

Pode ser um alento para os decepcionados com a programação do Rock in Rio, que trará atrações de pouca relevância para o gênero, a exemplo de Ivete Sangalo e NX Zero.

Para os roqueiros de plantão dispostos a experimentar novas leituras de clássicos a dica é o trio Bad Plus, que se apresenta no Jazz na Fábrica e é famoso por suas versões de Iron Man, do Black Sabbath e Tom Sawyer, do Rush.

As leituras podem ser bem diferentes das originais, mas com certeza não piores. Como diria Duke Ellington It don’t mean a thing (if it ain’t got that swing).

Ruy Barata Neto  /BrasilEconômico

Festival de Gramado: chefs vão criar pratos relacionados a filmes

O chef Thiago Sodré (foto), do Sawasdee Bistrô, será o convidado da edição de maio do Cine Gourmet, que acontece em Gramado entre os dias 13 e 15.

A proposta é que a cada um mês um renomado chef crie uma refeição completa relacionada a um filme.

Thiago Sodré se inspira em “Rei Artur” para servir menu com pratos como o Excalibur – espeto de figo com queijo de cabra; a codorna recheada de cogumelos com purê rústico e frutas; e pera cozida em caramelo de especiarias com gorgonzola e tomilho.

Anna Ramalho

Vasco: genro de Dinamite lucra mais de 600 mil em comissões

De Guto Seabra/Extra

No Vasco, os laços entre o presidente Roberto Dinamite (foto) e Gerson Oliveira de Almeida Junior vão além dos familiares. Casado com Tatiana, uma das filhas do cartola, Gerson é um dos sócios da empresa Locaflat Agência de Viagens e Turismo, que, entre julho de 2008 e dezembro de 2010 — de acordo com os balancetes analíticos do clube — recebeu R$ 615.273,99 mil de comissionamento por efetuar a logística de viagens referentes aos 20% que lhe cabe, conforme contrato, do valor de R$ 3.076.366,93.

— Não acho nada (ético ou não a relação com o genro). Somente na segunda-feira (hoje) posso falar sobre isso. O Vasco tem inúmeros contratos e preciso ver — disse o vice-presidente de finanças do Vasco, Nélson Rocha.

Firmado em 21 de julho de 2008, 20 dias após a posse do presidente, e autenticado no 15 Ofício de Notas da Barra da Tijuca, somente no dia 11 de março de 2010, com assinatura do escrevente Marcelo Mathias, o contrato com a Locaflat prevê, na cláusula quarta, exclusividade nas operações de logística — viagens, hospedagens, traslados etc. — até o dia 20 de julho de 2011.

Ainda de acordo com o contrato, no artigo 5.1, a Locaflat quitará as notas fiscais emitidas em face do Vasco e que, assim, lhe será devido 20% sobre o valor total. No Brasil, vários clubes usam funcionários do departamento de futebol para executar a função, atualmente terceirizada em São Januário. Consultadas pelo EXTRA, empresas que fazem logística de futebol cobram, em média, 10%.

Além dos 20%, o contrato estabelece que a Locaflat receba R$ 2,5 mil pelo fechamento de cada voo — leia-se despachar a delegação — a quantia de R$ 2,5 mil, “independente do valor da assessoria devida por partida”. A comitiva de dirigentes, convidados e até de torcedores em projetos de viagens oficiais ficam sob a responsabilidade da empresa.

Da celebração da parceria até o final de dezembro, os gastos com logísticas cresceram no Vasco: em 2008, foram R$ 324.397,65; em 2009, R$ 1.261.135,21; em 2010, R$ 2.032.905,69.

O presidente Roberto Dinamite, através da assessoria, informou que não falaria sobre o assunto, movido por ódio político.

Atribuições

A empresa presta serviço de agência de viagens, consultoria e assessoria, aérea e terrestre, hospedagens nacional e internacional para todos os setores do Vasco. Isso inclui o time de futebol, a comitiva de dirigentes e convidados. Exemplo: a empresa reserva passagens e hotéis e recebe 20% sobre todo o valor gasto na estada. Tem outras atribuições, como promover traslados, providenciar escolta… Tudo, posteriormente, pago pelo clube com o comissionamento. A empresa pode ter até sala em São Januário.

Competições

No contrato, há o cuidado em especificar as competições a que tem direito de promover a logística e cita, na celebração em 2008, a Série B. A previsão de cuidar de tudo em caso de participação no Mundial Interclubes. No contrato, está estabelecido que as partes podem rescindir o contrato. E que se três notas fiscais atrasarem a empresa pode encerrar o vínculo, que vai até julho de 2011.

Quitação garantida

O fiel relacionamento entre Vasco e Locaflat é constatado no balancete analítico ao qual o Jogo Extra teve acesso. Mesmo com passivo na casa de R$ 300 milhões, o clube fechou o ano de 2010 sem dever um centavo à empresa. Enquanto só na mesma folha do documento, credores com valores inferiores continuam na fila.

No contrato, o parágrafo terceiro da cláusula quinta impõe que, em notas fiscais ou boletos bancários, o repasse do Vasco para a Locaflat seja feito a cada 15 dias. No parágrafo seguinte, a menção de que o atraso da quitação e três notas fiscais é passível de rompimento.

Parceira do Vasco, como estampa em seu site, a Locaflat tem em sua relação de atribuições, além de providenciar locais para realização de preleções e palestras com equipamentos multimídia — mediante ressarcimento, se for cobrado —, promover até a adequação no cardápio alimentar, sugerindo mudanças nas refeições. Em viagens, não é costume dos clubes que os nutricionistas sigam juntos.

Sem conselheiros

Regido pelo Código Civil, contratos de prestação de serviços não precisam necessariamente ser submetido à análise dos conselheiros do Vasco.

Jornal judeu usou photoshop para apagar Hillary Clinton da sala

Hillary Clinton foi literalmente expulsa pelo jornal judeu Der Tzitung da ‘Situation Room’, sala onde o alto escalao da segurança dos EUA assistiu ao vivo aos ultimos momentos da caça a Osama Bin Laden. Nao só ela como Audrey Tomason, diretora de contraterrorismo, que aparecia mais atrás na foto oficial divulgada pela Casa Branca – compare as imagens abaixo.

Segundo o site Jezebel, o jornal nunca publica intencionalmente fotos de mulheres porque elas podem ser consideradas “sexualmente sugestivas” (!)

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