Arquivo do dia: abril 24, 2011

Encontrada proteína da geléia real que transforma abelha em rainha

A Ciência, que já sabia que o alimento estava ligado à diferenciação entre as abelhas, só agora isolou a proteína e compreendeu como se dá o processo

Abelha no jardim do palácio presidencial de Nova Déli, ÍndiaAbelha operária (foto) produz a geléia real que alimenta as larvas que se transformam em rainha (Gurinder Osan/AP)

A proteína 57-kDa encontrada na geléia real – secreção produzida pelas abelhas operárias e que serve de alimento ao inseto em sua fase larval – é o ingrediente ativo que culmina na transformação de uma larva de abelha em rainha, segundo um estudo publicado na última edição da revista “Nature”.

Uma larva de abelha fêmea (Apis mellifera) pode se transformar tanto em uma operária estéril quanto em uma rainha – que é fértil e possui um corpo mais longo, além de uma evolução mais rápida e vida muito mais longa. A rainha põe ovos fecundados que dão origem às operárias, enquanto os não fecundados transformam-se nas abelhas macho, os zangões.

O nutriente existente na geléia real responsável pela diferenciação entre as abelhas operárias e a rainha é a proteína 57-kDa, já identificada. Os cientistas já sabiam que o dimorfismo das abelhas fêmea baseia-se no consumo de geléia real e que não depende de diferenças genéticas. Entretanto, o ingrediente ativo e o mecanismo que guia o desenvolvimento das abelhas rainha não eram muito conhecidos.

No Japão, o grupo dirigido por Masaki Kamakura, cientista da Universidade de Toyama, mapeou, por meio de experimentos com moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster), como a 57-kDa ativa outra proteína, a p70 S6, aumentando assim a atividade da MAP quinase – grupo de substâncias que, respondendo a estímulos externos, faz com que proteínas desencadeiem processos celulares.

Os estudiosos acreditam que a p70 S6 é responsável pelo aumento do tamanho do corpo da abelha rainha, enquanto a MAP quinase causa a aceleração em seu desenvolvimento.

Estes processos – mediados pelo Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico (EGFR, na sigla em inglês) – produziram nas moscas-das-frutas fenotipos similares aos das abelhas rainha.

(com agência EFE)

Morre Sathya Sai Baba guru indiano das celebridades

O guru espiritual indiano Sri Sathya Sai Baba, reverenciado por milhões de seguidores como um deus, morreu no domingo aos 86 anos num hospital no sul da Índia. Sai Baba, hospitalizado em sua cidade natal de Puttaparti há um mês, morreu de falência múltipla dos órgãos, segundo a mídia.

Seus seguidores, estimados em seis milhões, incluíam importantes políticos indianos, empresários e estrelas de Bollywood. Um de seus maiores seguidores e que mais lhe ajudou economicamente foi o ex-proprietário da rede de restaurantes Hard Rock Café, Isaac Burton Tigrett, que viveu em Puttaparthi e doou grande parte de sua fortuna à fundação de Sai Baba.

Sai Baba comandava escolas e hospitais em diversos países, e provavelmente surgirão questões sobre a gestão de seus substanciais ativos. O primeiro-ministro Manmohan Singh disse que a morte de Sai Baba é “uma perda irreparável” para todos.

Seguidores começaram a rumar para o templo onde o corpo do guru ficará até terça-feira. O funeral com honras de Estado está planejado para a quarta-feira de manhã.

Sathya Sai Baba tinha muitos seguidores, com templos em cerca de 126 países e devotos indianos que incluem políticos e estrelas de cinema, atletas reconhecidos mundialmente e industriais.

Críticos levantaram campanhas contra ele, chamando-o de charlatão e diziam que seus milagres eram falsos. Há divulgações de notícias acusando o guru de cometer abusos sexuais contra os devotos, o que ele negava.

Nascido em 23 de novembro de 1926 como Sathyanarayana Raju, ele era tido como uma criança que mostrava tendência em direção à espiritualidade e inteligência incomum, que ele manifestava por meio da música, dança e escrita de poesia e peças. Em 1940, aos 14 anos, ele auto declarou-se “avatar”, ou reencarnação de outro hindu chamado Sai Baba of Shirdi, que morreu em 1918.

À medida que o guru atraía seguidores, sua cidade Puttaparti cresceu com o templo “Prasanthi Nilayam” construído em 1950, bem como um grande hospital, universidade e escolas, administradas pelo seu Fundo Satya Sai Central Trust, criado em 1972, com doações de devotos. O Fundo, estimado em US$ 8,9 bilhões ou possivelmente mais, também estabeleceu centros espirituais nas cidades de Bombai, Hyderabad e Chennai. Também construiu um hospital em Banglore, onde Sai Baba tinha uma casa de verão, e construiu estrutura de fornecimento de água em diversos Estados ao sul. As informações são da Associated Press.

Reuters

Morre Norio Ohga o pai do CD

Norio Ohga, conselheiro e ex-presidente da Sony morreu neste sábado (23) aos 81 anos de idade, informou a empresa japonesa. A companhia diz que a causa da morte de seu executivo foi falência múltipla dos órgãos.

Ele foi um dos desenvolvedores do CD e ajudou a empresa na expansão do mercado de filmes e videogames domésticos.

Mesmo depois de deixar a presidência da companhia, cargo que ocupou entre 1982 e 1995, Ohga continuou a trabalhar na Sony como consultor.

Por meio de um comunicado, a empresa relembrou a carreira de Norio Ohga e sua contribuição para colocar a marca japonesa como uma das mais importantes do mundo.

– Antecipando o futuro potencial de formatos compactos de discos ópticos, ele dirigiu pessoalmente as iniciativas da Sony para explorar essa nova fronteira. Durante o desenvolvimento do CD, foram os instintos do senhor Ohga como um músico de formação que o levou a lutar por um formato de 12 centímetros, oferecendo capacidade de gravação suficiente em 75 minutos para permitir que os ouvintes pudessem usufruir a Nona Sinfonia de Beethoven sem interrupção.

A Sony descreve ainda como o CD foi importante e mudou o mercado de música.

– Essas negociações resultaram nas especificações CD que ainda hoje está em uso. Após a Sony comercializar o primeiro CD do mundo em 1982, as vendas cresceram rapidamente, e em 1987, os CDs, já tinham ultrapassado as vendas de LP, batendo recorde de vendas no Japão e mudando a forma como as pessoas ouvem música.

A História do CD:

Norio Ohga foi um dos principais criadores do Compact Disc (CD) na Sony. O formato começou a ser vendido em 1982 e em apenas cinco anos o formato superou as vendas do Long-Play (LP).

Além disso, segundo nota da companhia, o desenvolvedor colaborou para o desenvolvimento dos formatos MD, CD-ROM e DVD, o que ajudou na evolução do setor da tecnologia. Ohga era consultor e assessor da Tokyo Telecommunications Engineering Corporation, em 1953, quando entrou na Sony em definitivo no ano de 1959. O desenvolvedor pregava que a criação dos produtos deveriam ser ‘atrativos aos olhos dos consumidores’, com essa ideia contribuiu para o aprimoramento dos produtos da empresa japonesa e o fortalecimento da marca criada por Akio Morita no mundo.

Maria da Penha: a lei que vai virar filme

Em 2006, o governo federal sancionou a lei nº 11.340, que pune com severidade praticantes de violência doméstica contra a mulher. De pronto, o texto foi batizado, informalmente, de “Lei Maria da Penha”.
Maria da Penha Maia Fernandes é a biofarmacêutica que, durante duas décadas, lutou, na Justiça, pela condenação do ex-marido, o colombiano Marco Antonio Heredia Vivero.
Acusado de tê-la atingido com um tiro nas costas, em 1983 -que acabaria por deixá-la paraplégica-, Vivero só foi preso em 2002, seis meses antes da prescrição do crime. Dos dez anos que deveria passar em cárcere, cumpriu dois.
A luta de Maria da Penha Fernandes para prendê-lo -que resultou, posteriormente, na criação da lei- vai virar filme, a ser rodado no próximo ano, com direção de Cidinha de Paula.

O projeto é da atriz Naura Schneider, que além de interpretar Maria da Penha, assina a produção. “Comprei os direitos [autorais] no ano passado”, ela disse. “A história é interessante do ponto de vista cinematográfico.”
Schneider explica: “A Maria da Penha tomou o tiro de bruços, enquanto dormia. Como ela não morreu, o marido foi à cozinha, cortou o ombro e forjou um assalto. Só que nada foi revirado na casa, ele não foi baleado.”
A produtora diz que Maria da Penha Maia Fernandes ainda viveu mais dois anos ao lado de Vivero, até duvidar da versão dele.

O filme, autorizado a captar R$ 4,5 milhões por meio das leis de incentivo, deve ser lançado em 2012. A primeira versão do texto, escrito pelo americano Harold Apter (roteirista de “Jornada nas Estrelas”), já está pronta.

Também está confirmada no filme a atuação de José de Abreu. Schneider ainda está procurando um ator de origem hispânica para viver Marco Antonio Heredia Viveros. A produtora diz que não pretende mudar o nome do ex-marido da vítima: “No livro escrito por ela, ele é citado e nunca processou”.

Será a segunda produção de Naura Schneider sobre o tema. Em 2010 ela lançou “Silêncio das Inocentes”, um documentário sobre a história de Maria da Penha.
“Todos conhecem a Lei Maria da Penha, mas a história da vida dela é pouco conhecida”, argumenta.
(ROBERTO KAZ)

Morre atriz francesa Marie France Pisier

A atriz francesa Marie France Pisier, descoberta pelo cineasta François Truffaut e musa de outros diretores como Luis Buñuel, Jacques Rivette, Alain Robbe-Grillet e em particular André Téchiné, morreu na noite de sábado, 23, aos 66 anos.

O prefeito da localidade de Saint-Cyr-sur-Mer, na Costa Azul, onde vivia Pisier, foi o encarregado de dar a notícia da morte, sem precisar as circunstâncias.

Nascida em 10 de maio de 1944 na então Indochina francesa, começou sua carreira de atriz aos 17 anos ao ser descoberta por Truffaut, que procurava por uma jovem sorridente para seu curta-metragem Antoine et Colette, em 1962.

Dezessete anos mais tarde voltou a trabalhar com o mesmo diretor em O Amor em Fuga, o último capítulo da série do personagem Antoine Doinel, em cujo roteiro ela mesma colaborou.

Truffaut fez de Pisier um símbolo do cinema autoral e a ela recorreram Robert Hossein (La Mort d’un tueur, 1963), Luis Buñuel (O Fantasma da Liberdade, 1974), Jacques Rivette (Julie et Céline vont en bateau, 1974) e Alain Robbe-Grillet (Trans Europ Express, 1967).

Mas foi principalmente André Téchiné que a alçou à consagração definitiva por seus papéis em Sourvenirs d’em France (1975), Barocco (1976) e Les Soeurs Brontë (1979).

Em 1976, obteve o prêmio César de melhor atriz coadjuvante por seu trabalho em Cousin, cousine de Jean-Charles Tacchella, e no ano seguinte como atriz principal de Barocco.

Participou em 1968 das revoltas estudantis junto de seu então marido, o líder do movimento Daniel Cohn-Bendit. Anos mais tarde casou-se com Georges Kiejman, um dos advogados de maior renome na França.

Luc Skeudener/ EFE

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