Arquivo do dia: abril 20, 2011

Moradora de rua convidada para casamento do príncipe William

Entre os seletos convidados para a cerimônia religiosa do casamento do príncipe William com Kate Middleton, uma ilustre desconhecida chamou atenção da imprensa britânica por sua história de vida: Shozna, de 20 anos, é ex-moradora de rua. Em entrevista ao jornal Daily Mail, a jovem exibe orgulhosa o convite com as insígnias da realeza britânica, distribuído a cerca de 1.900 pessoas – entre membros da família real, chefes de estado, diplomatas, celebridades e amigos íntimos do casal. Para se ter ideia, nem o presidente americano Barack Obama e o francês Nicolas Sarkozy fazem parte dessa disputada lista.

A ligação de Shozna – que não teve o sobrenome revelado para proteger sua identidade -, com o príncipe William, se deve a uma das instituições de caridade do qual ele é patrono, a Centrepoint, destinada a ajudar moradores de rua. Há dois anos, o próprio William enfrentou uma noite fria nas ruas de Londres e dormiu junto a outros desabrigados, em apoio à causa da entidade. Mas foi em outro momento, no entanto, que o destino de Shozna cruzou com o do príncipe. No ano passado, em um evento de caridade da Centrepoint, a jovem fez um discurso em que contou sua trajetória e emocionou William, que quebrou o protocolo e a abraçou.

Criada por uma família de mulçumanos na zona leste de Londres, Shozna era uma estudante esforçada que sonhava em ser cabeleireira. Em 2009, sofreu um derrame que deixou o lado direito do corpo paralizado e a impedia de falar. No Hospital Royal London, os médicos descobriram que ela possuia uma enfermidade no coração. Shozna precisou se submeter a uma cirurgia na válvula mitral, que implicou uma internação de dois meses. Depois de sessões com fonoaudiólogos e fisioterapeutas, ela se viu desabrigada – aparentemente, a família a abandonou, mas os detalhes do que de fato aconteceu não foram revelados. A jovem então se hospedou na casa de familiares por um tempo, até se ver forçada a mudar para um albergue.

Em situação difícil, Shozna ganhou um quarto num abrigo da Centrepoint. Com a ajuda de um profissional da instituição, preparou seu currículo e aprendeu a viver de maneira independente. Na semana passada, trocou o abrigo por um flat, e está na busca de emprego em lojas de roupa. “O derrame afetou meu cérebro, portanto, não posso voltar a estudar. E a paralisia na minha mão direita me impede de ser cabeleireira. Mas quero trabalhar e crescer profissionalmente até me tornar gerente”, contou a jovem.

Em entrevista ao jornal Daily Mail, Shozna mostrou seu entusiasmo com a guinada na vida que lhe permitiu ser convidada ao enlace real. “Estou muito animada. Kate parece ter nascido para ser uma princesa e acho que ela vai se vestir de forma clássica e tradicional. Ainda não acredito que o casal Beckham, Elton John e o marido, o príncipe Harry e todas as daminhas de honra estarão lá e eu os verei. Quero dizer ao príncipe William ‘parabéns e obrigada por ter me convidado, obrigada por fazer com que as pessoas se sintam parte do mundo, ao invés de se sentirem sozinha’.”

Para o casamento real, Shozna vai usar um vestido tomara-que-caia vermelho e laranja, de 500 libras (1.275 reais) doado pela estilista de vestidos de noiva Raishma Islam, da equipe de Elizabeth Emanuel, responsável por parte do figurino da princesa Diana. Ela não será a única representante de instituições de caridade coordenadas pelo príncipe William, informou o porta-voz do St. James Palace. O herdeiro do trono – segundo na linha de sucessão – segue os passos da mãe, conhecida por sua sensibilidade e trabalho com necessitados. Lady Di fazia questão de levar os filhos nas visitas e atividades que fazia nessas instituições.

TAXISTA: profissão regulamentada

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto que regulamenta a profissão de taxista.

Além da inscrição do motorista na Previdência, a proposta exige dos taxistas curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de veículos.

O projeto também obriga o taxista a atender aos clientes “com presteza e polidez, trajar-se adequadamente e manter o veículo em boas condições de funcionamento e higiene”. Por outro lado, enquadra a profissão na legislação trabalhista e garante aos taxistas um piso salarial. O projeto será apreciado pelo plenário da Casa.

De autoria de Confúcio Moura (PMDB-RO) e relatado pelo deputado federal Osmar Serraglio (PMDB/PR), o projeto reconhece o exercício da profissão de taxista e dá outras providências.

Por Lauro Jardim

Drama: mãe teve que escolher qual filho salvar em afogamento

Uma mãe de família contou à Justiça britânica o terror de escolher que filho salvar após um acidente em que seu carro caiu em uma represa.

Rachel Edwards, de 39 anos, dirigia o carro acompanhada de sua filha de 2 anos e de seu filho de 16 quando passou por um buraco e perdeu a direção na região de Lincolnshire, no nordeste da Inglaterra, em agosto do ano passado.

A mãe conseguiu escapar do carro pela janela enquanto o veículo afundava. Porém, teve de enfrentar o drama de escolher entre salvar a vida do filho de 16 anos de idade ou da filha de 2 anos.

Arquivo da família/Caters News
Rachel Edwards deixa uma corte britânica após audiências sobre o caso; mãe teve que escolher qual filho salvar
Rachel Edwards deixa uma corte britânica após audiências sobre o caso; mãe teve que escolher qual filho salvar

Dois amigos do filho também estavam no carro e conseguiram escapar pela janela e buscar ajuda.

Ao depor no inquérito sobre o acidente, na cidade de Horncastle, em Lincolnshire, Edwards disse que ainda não teve tempo de entender a sequência de eventos que se desenrolaram muito rapidamente.

“Sei que passei por cima do buraco e o carro balançou para a direita e depois, não sei por que, para a esquerda. Não sei se passei por cima de um buraco e depois por outro buraco”, disse a mãe.

“Não sei como fui parar na água, não sei.”

SEQUÊNCIA RÁPIDA

O grupo, que vive em Essex, no sudeste da Inglaterra, estava no norte do país em férias. A mãe estava grávida de seis meses quando o acidente ocorreu.

Com o carro cerca de 3 metros abaixo da superfície, Edwards e os dois amigos do filho escaparam, mas o filho Jack, de 16 anos, e a filha de 2, Isabella, continuaram presos.

A mãe decidiu então regressar e tentar resgatar os filhos. Foi então que percebeu que só poderia levar um de volta à superfície.

Edwards liberou Isabella da poltrona do carro, mas nesse momento o veículo voltou a afundar.

Arquivo da família/Caters News
Imagem de arquivo mostra Rachel Edwards com o filho e a filha; acidente de carro causou perda e trauma
Imagem de arquivo mostra Rachel Edwards com o filho e a filha; acidente de carro causou perda e trauma

“Fomos puxados para baixo e, quando conseguimos nadar para cima novamente, notei que que ela estava apavorada. Eu queria voltar para o carro, mas não tinha onde deixá-la”, disse a mãe.

“Eu sabia que se a deixasse sobre uma roda ela cairia, por isso não voltei para salvar Jack. Apenas esperei e esperei.”

Ao chegar à cena do acidente, um policial mergulhou na represa e conseguiu tirar Jack do carro. Entretanto, o filho já estava inconsciente e foi dado como morto no hospital.

Um exame póstumo comprovou que o adolescente morreu por afogamento.

À época do acidente, Edwards disse que “sabia que se eu soltasse Isabella, não conseguiria pegá-la de volta”.

“Desde então eu passo todos os meus momentos pensando em como eu poderia ter salvado meus dois filhos”, disse.

BBC/UK

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