Arquivo do dia: abril 18, 2011

Arezzo recolhe produtos após protestos na web

Após lançar sua coleção de inverno, que conta com peças fabricadas a partir de pele de animais, a Arezzo enfrentou protestos de usuários do Twitter e decidiu retirar os produtos das lojas.

Após reclamações e ameaças de boicote à marca nas redes sociais Twitter e Facebook, a Arezzo decidiu tirar de circulação os acessórios da coleção Pelemania de inverno que têm como matéria-prima peles verdadeiras de animais, principalmente de raposa.

“A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios”, afirma a marca em comunicado divulgado na tarde desta segunda-feira (18/4).

Mesmo assim, a empresa afirma que suas peças são “devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão”.

“Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa”, acrescenta o comunicado.

De acordo com o documento divulgado em sua página no Facebook, a Arezzo disse que irá recolher os produtos que geraram tanta controvérsia em “respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais”.

Apenas os produtos produzidos com peles sintéticas devem continuar nas lojas.

A hashtag (termo utilizado no Twitter com o símbolo #) #arezzo era o segundo assunto mais comentado do Brasil na tarde de hoje.

Na BM&FBovespa, as ações da companhia (ARZZ3) registravam baixa, com queda de 0,28%, cotadas a R$ 24,88.

Simon pede que Sarney se retrate por afirmações sobre Ulysses

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) sugeriu, em discurso na tribuna nesta segunda-feira (18), que o senador José Sarney (PMDB-AP) peça desculpas à família de Ulysses Guimarães (1916-1992) por afirmação publicada no livro Sarney – a Biografia, de que Ulysses seria “um político menor”.

O livro, escrito pela jornalista Regina Echeverria, foi lançado no mês passado. Simon disse que abordava o assunto a pedido da enteada de Ulysses, Celina Campello, filha de d. Mora, também falecida no acidente que vitimou o então presidente do PMDB.

– Eu tenho certeza, Celina, de que o dr. Sarney vai telefonar para ti. Vai lamentar e vai dizer que, num livro de 600 páginas, isso escapou. Ele não vai deixar, dentro da sua biografia, permanecer uma frase como essa, uma frase menor. O dr. Sarney voltará a ter o respeito de todos nós se disser: ‘Houve um equívoco, houve um erro, houve um vazio e eu peço desculpas’ – disse Simon na tribuna.

O livro reproduz trecho de diários escritos por Sarney na época em que foi presidente da República – entre 1985 e 1990 – em que o senador responsabiliza Ulysses por causar problemas ao governo. Sarney diz que Ulysses “não tem grandeza nem espírito público. É um político menor, que tem o gosto da arte da política, puro gosto do jogo, nada mais”.

Grandeza de Ulysses

Pedro Simon lembrou a importância histórica de Ulysses Guimarães e disse que ele, que na época era presidente da Câmara dos Deputados, é quem deveria ter assumido a Presidência da República em 1985, quando Tancredo Neves adoeceu, e não José Sarney, vice de Tancredo, que não havia ainda tomado posse. Ele frisou que Ulysses abriu mão dessa possibilidade para garantir a sucessão a um civil.

– Não são muitas as pessoas na história da humanidade que têm esse gesto que o dr. Ulysses teve – afirmou.

Simon ressaltou que Ulysses, em vez de se preocupar em assumir a Presidência, orientou e coordenou todas as forças para que o senador José Sarney assumisse o cargo.

– A atitude de Ulysses foi uma atitude de grandeza. E o dr. Sarney devia ser grato – disse.

Simon leu em Plenário o email em que a filha de Ulysses, Celina, pede sua intervenção no caso. Celina relembra a admiração e amizade de Simon por Ulysses e pede que o senador, “com a sua inteligência e capacidade de comunicação”, lembre o legado político do deputado, fazendo um comentário sobre a afirmação do senador José Sarney sobre Ulysses.

Da Redação / Agência Senado

Edu Lobo volta com “O Grande Circo Místico”

Edu Lobo interpretará o repertório do disco O grande circo místico, de 1983, em show no próximo dia 26 no Rio de Janeiro

O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro (IMS-RJ) recebe no próximo dia 26 de abril, às 20h, Edu Lobo em seu auditório para uma apresentação memorável: o cantor e compositor interpretará o repertório do disco O grande circo místico, de 1983. O show será acompanhado pelo jornalista e crítico musical Hugo Sukman, que, em conversa com Edu, contará um pouco sobre a história do disco. Os ingressos estarão à venda a partir desta terça-feira (dia 19) na bilheteria do IMS-RJ e custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Definido por Aldir Blanc como “o LP mais bonito do século”, o disco é resultado da parceria entre Edu Lobo (músicas) e Chico Buarque (letras) para o musical de mesmo nome encenado pelo Balé Guaíra. O dramaturgo e diretor Naum Alves de Souza resolveu transformar o poema épico-surrealista de Jorge de Lima O grande circo místico, de 1938, em um balé. “Poema brasileiro, precisaria de uma música brasileira, então se chegou a Edu a sua música cheia de possibilidades”, explica o jornalista e crítico de música Sukman. “Ao se juntar para dar vida aos personagens sonhados por Jorge de Lima e concretizados pelo Guaíra, a dupla Edu e Chico realizou o maior disco de música brasileira de todos os tempos”, conclui Sukman.

O disco contou com orquestrações e arranjos de Chiquinho Moraes e interpretações de importantes nomes da música brasileira: Milton Nascimento gravou Beatriz, que se tornou um clássico do repertório; Gal Costa eternizou A história de Lily Braun; e mais: Gilberto Gil, Tim Maia, Simone, Zizi Possi, entre outros. As ilustrações do encarte (uma por canção) e da capa são de Naum. A direção artística foi do próprio Edu.

O show O grande circo místico faz parte da série produzida pelo IMS, iniciada em 2010, dedicada a grandes discos da música popular brasileira. O primeiro a receber a homenagem foi A arte negra de Wilson Moreira e Nei Lopes, de 1980. Depois foi a vez do disco Monarco, de 1976, o primeiro solo do sambista.

Revista Status, de volta as bancas

“Despida de ingenuidade. Coberta de inteligência”. Com esse conceito, começou a ser veiculada, na última sexta-feira (15), a campanha publicitária para o lançamento da revista Status, da Editora Três.

O impresso nasce com “olhar contemporâneo e cosmopolita”, focado no universo do prazer a partir do dia 25, nas bancas de todo o País.

Status é a publicação para os homens que sabem compartilhar seus sonhos e desejos com as mulheres. Também por esse motivo, a revista deverá atingir o público feminino, pessoas interessadas em jornalismo de qualidade e bom gosto editorial. “Uma revista masculina para ser lida a dois”, resume o diretor do Projeto Status, Nirlando Beirão. Jornalista e escritor, desde o começo Beirão se sentiu atraído pela possibilidade de recriar um título que fez parte da história do País, mas agora fundamentado em um novo contexto social.

Criada pela Pro3/Martin Luz Comunicação, em parceria com equipe interna da Editora Três, a campanha publicitária para o lançamento envolve TVs abertas e por assinatura, jornais, revistas, rádio e internet. Também no dia 15 foi lançado um hotsite (www.revistastatus.com.br), em que os internautas poderão conferir as campanhas e conhecer melhor a nova Status.
ADnews

Freud usava cocaína para fins científicos e se viciou

Deve causar polêmica no meio da psicanálise no Brasil um título comprado pela Record na Feira do Livro de Londres.
Chama-se “Freud on coke” e fala das ideias do pai da psicanálise sobre a cocaína e de seu próprio vício.

Segundo o livro, que sai aqui em 2012, Freud começou a usar cocaína para fins científicos. Mas se viciou, o que, no fim da vida, dificultou sua luta contra um câncer na boca. O autor, David Cohen, é grande pesquisador da psicanálise.

Entre as idades de 28 e 39, por onze anos, Sigmund Freud utilizou regularmente a cocaína em sua forma de alcalóide, em pó.

Como jovem neurologista, essa foi sua primeira tentativa experimental fora da prática médica tradicional. Ele estava buscando o reconhecimento público capaz de gerar a clientela que lhe traria fama e recursos financeiros permitindo, assim, que se casasse com sua noiva, de quem estava separado havia dois anos.

Durante esse período, Freud publicou três artigos importantes e fez uma apresentação para a Sociedade Psiquiátrica de Viena sobre os usos terapêuticos da cocaína.

Embora esse experimento não tenha atingido suas expectativas, e seus artigos sobre a cocaína nunca tivessem aparecido em seus escritos publicados; esses estudos fizeram de Freud, na verdade, um fundador da psicofarmacologia e, provavelmente, influenciaram seu trabalho com os sonhos e o inconsciente.

Quando os artigos foram “descobertos” e tornados públicos, em 1963 e, novamente, em 1974, ampliaram a compreensão do relacionamento de Freud com a droga que, até aquele momento “focalizava dois aspectos do envolvimento de Freud com cocaína: primeiro, a questão da prioridade na descoberta da anestesia local e, segundo, a defesa ‘equivocada’ que Freud fez da droga como uma … panacéia …”

Entretanto, a importância de Freud na história da psicofarmacologia não está somente na sua elegante revisão da literatura existente e nas suas sugestões para terapia, como apresenta em seu artigo “Sobre a coca”.

O mais significativo de todos é o seu breve artigo, publicado em janeiro de 1885, “Uma contribuição para o conhecimento do efeito da cocaína”, um estudo que confirma o papel de Freud como um dos fundadores da psicofarmacologia moderna.

O primeiro ponto de importância é que Freud, depois de defrontar-se com uma droga com propriedades psicofarmacológicas singulares, não se satisfez com a mera revisão da experimentação humana e animal que havia sido feita até aquele momento. Ao invés disso, ele imediatamente partiu para a demonstração das propriedades psicofarmacológicas da substância. De fato, alguns anos antes, a droga havia sido estudada.

Em 1880, von Anrep havia pesquisado a farmacologia da cocaína em experiências com animais. Freud, porém, trabalhou com uma substância purificada e fez registros cuidadosos de suas experiências – em si próprio. Ele utilizou os instrumentos de avaliação mais sofisticados disponíveis na época para poder obter os registros psicofisiológicos mais precisos possíveis e, então, correlacionou esses resultados, simultaneamente, com mudanças de humor e percepção, cuidadosamente descritas durante o período de ação da droga.

Essas experiências estabeleceram a dosagem apropriada e o tempo de ação da substância – um relacionamento crucial na experimentação humana. Uma comparação com relatórios de qualquer das experiências modernas com drogas psicoativas, incluindo aquelas realizadas com LSD, mescalina e outros compostos psicodélicos, mostra que o artigo de Freud estabeleceu uma tradição no estudo de substâncias com propriedades psicoativas.

John E. Burns, PhD

Google Video vaiu sair do ar

O serviço de hospedagem de vídeos Google Video vai parar de reproduzir todos os filmes e vídeos online no próximo dia 29 de abril. Em um email enviado aos usuários do serviço no último final de semana, o Google diz que “encoraja as pessoas a mover seu conteúdo para o YouTube”.

O Google Videos já não recebia mais uploads de vídeos desde maio de 2009. O novo passo agora é remover o conteúdo hospedado nos servidores do serviço, e os usuários interessados em baixar seus arquivos podem fazê-lo na página de status dos vídeos (em www.google.com/video/upload/Status).

Mulheres estão fumando mais e os homens menos

Está diminuindo relativamente o número de homens que fumam de forma intensa, os considerados “heavy users”, na linguagem técnica dos médicos. Este grupo, que consome mais de um maço de cigarros por dia, caiu nos últimos cinco anos, de acordo com pesquisa que o Ministério da Saúde divulga hoje.

Foi de 6,3% da população masculina adulta para 5,6% em 2010. Já entre as mulheres, a proporção cresceu no mesmo período, de 3,2% para 3,6%.

SINAIS DE FUMAÇA
Em vários perfis de fumantes, o número de homens que deixam o vício vem subindo, enquanto o percentual de mulheres tende a se manter. Os técnicos do ministério sugerem que campanhas anti-tabagistas sejam direcionadas às consumidoras.
As capitais com o maior número de “fumantes pesados” do país são Porto Alegre (9%), Rio Branco (6,9%) e Campo Grande (6,8%).

A cidade de São Paulo, com 5,8% de adultos que fumam mais de 20 cigarros por dia, está acima da média nacional, que é de 4,5%.

Monica Bergamo

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