Arquivo do dia: abril 14, 2011

Crise diplomática: jornalista brasileiro chama rainha de piranha

Um comentário do jornalista Caio Blinder, durante o programa “Manhatan Connection”, da Globo News, em que chama a rainha Rania da Jordânia de “piranha”, gerou protestos por parte da embaixada do país no Brasil.
“Politicamente, ela [Rania] e as outras piranhas são intragáveis.

Todas elas têm uma fachada de modernização desses regimes – ou seja, não querem parecer que são realeza parasita e nem mulher muçulmana submissa. Isso é para vender para o Ocidente, enquanto os maridos estão lá, batendo e roubando”, declara Blinder, segundo informa a jornalista Cristina Lemos.

O comentário não agradou Ramez Goussous, embaixador da Jordânia no Brasil, que enviou ao Itamaraty nota verbal formalizando protesto contra o comportamento do jornalista.

A embaixada exige retratação de Blinder durante o programa e ainda ameaça processar a Rede Globo. A Jordânia recebeu o apoio de outros 17 embaixadores, que repudiaram a atitude do jornalista.

“Eu errei e estou pedindo desculpas”
No final da tarde desta quinta-feira (14), o jornalista Caio Blinder conversou por telefone com a reportagem do Portal IMPRENSA e disse que considerava o episódio superado.

“Eu sabia que a gente tinha feito uma besteira, mas já acabou essa história pra mim. E houve a retratação no ar. O Lucas [Mendes], editor-executivo do ‘Manhatan’, pediu desculpas pelo meu termo ofensivo. E nós demos as mãos à palmatória”, explicou. “O Lucas até leu no ar: agora mais um momento raro, mas não inédito, onde cometemos leviandades, injustiça e insultos, quem nos conhece sabe que não queremos ofender”, lembrou Caio antes de reiterar que não é de seu “feitio ofender pessoas”, e que não costuma se referir às mulheres com termos chulos.

“Não me refiro às mulheres como piranhas, sejam elas árabes judias, esquimós…E não é uma questão política. Aliás, eu faço críticas políticas; não a pessoas. Eu errei e estou pedindo desculpas”, finalizou.

Em 1997 o programa viveu polêmica semelhante, quando Paulo Francis – comentarista ao lado de Mendes, Blinder e Nelson Motta – defendeu  no ar a privatização da Petrobras e acusou seus diretores de possuírem 50 milhões de dólares em contas na Suíça.

Francis se retratou, mas foi processado pela estatal em 100 milhões de dólares, e iniciou um embate indireto com o diretor da empresa, Joel Rennó. Poucas semanas depois, Francis morreu devido a um ataque cardíaco.

Portal Imprensa

Chegou a caneta biodegradável que vira adubo

O empresário Arnaldo di Giuseppe resolveu escrever um futuro diferente para sua empresa de materiais de papelaria. Ele criou a primeira caneta biodegradável do Brasil. O produto é vendido pela sua empresa EkoBio. A caneta vem sendo usada em material promocional de outras empresas, e também é vendida em papelarias.

O corpo da caneta da EkoBio é feita com um plástico especial, derivado de milho. Se você deixar na mesa durante dois anos, começa a amarelar e se degradar. Se a caneta for exposta à umidade ou sol, o processo acelera. Se for enterrada, vira adubo em 180 dias. Pode até ser usada em compostagem, com material orgânico comum.

Esse plástico biodegradável da EkoBio, que vira adubo, não deve ser confundido com o chamado oxi-biodegradável que, na verdade, apenas fica moído em pedacinhos.

Só a carga da caneta EkoBio ainda não é biodegradável. Ela precisa ser retirada e agregada ao material reciclável de casa. A EkoBio está estudando um sistema de recolhimento dessa carga, junto com a de outras canetas, para encaminharem para a reciclagem.

O produto foi desenvolvido no Brasil por Giuseppe, da EkoBio. Ele criou aqui os moldes e o processo de produção. Agora, a empresa estuda como expandir a linha biodegradável para outros produtos, como réguas, estojos e outros modelos de canetas. O problema da carga é que a tinta da caneta apressaria a decomposição do tubo plástico onde ela fica comprimida. Uma solução é revestir o tubo da carga com uma película interna de um plástico biodegradável especial, com maior durabilidade. Mas ainda é um sistema caro demais.

O bioplástico, o material biodegradável, é fabricado nos Estados Unidos, por isso a caneta pode chegar ao mercado um pouco mais cara do que as feitas com plástico convencional. Custa de R$ 1,50 a R$ 1,60. A Universidade de Campinas está trabalhando com um material biodegradável similar.

(Alexandre Mansur)

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